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(1983) Dio – Holy Diver

Estamos no final do ano de 1982. O Black Sabbath terminou a turnê do álbum Mob Rules, e alguns shows foram gravados para serem mixados e formarem o que viria a ser Live Evil, o primeiro álbum ao vivo do Sabbath, na época, um sonho antigo dos fãs. A formação, contava com Ronnie James Dio, Tony Iommi, Geezer Butler e Vinny Appice, e havia já nessa época um nítido “racha” entre os membros fundadores e os novos.

O que aconteceu é que durante as mixagens de Live Evil, Tony e Geezer iam ao estúdio durante o dia, e configuravam tudo de uma forma. A noite, Dio e Appice iam ao estúdio e configuravam tudo de novo, de outra forma. Ronnie achava que as guitarras estavam encobrindo sua performance vocal, enquanto Tony Iommi achava que os vocais de Dio estavam se sobressaindo em relação a guitarra e o baixo. Pra facilitar o impasse, o engenheiro de som bebia como um porco, e foi ele que acabou entregando as duas duplas. Segundo uma entrevista de Tony Iommi para a revista Spinner:

“Ainda por cima, o engenheiro que estava trabalhando conosco estava bebendo mais e mais durante essas sessões de gravação e ficando cada vez mais irritado. Um dia, Geezer e eu dissemos, ‘Está soando diferente de como deixamos ontem à noite’ – e isso continuou por semanas – e o engenheiro disse, ‘Não aguento mais isso! Ronnie veio e ajustou tudo e então vêm vocês e ajustam do seu modo e daí ele vem e ajusta de novo e eu não sei o que fazer!’. E então nós dissemos, ‘está brincando?’”

Este episódio ridículo foi a gota d’água para a separação do Black Sabbath. O Live Evil foi lançado, e os créditos denunciavam que os “convidados especiais” Ronnie Dio (sem o James) e Vinny Appice haviam deixado a banda.

Enquanto os membros remanescentes do Black Sabbath se preocupavam em trocar farpas com Ozzy Osbourne na imprensa (Ozzy se referia à formação do Sabbath como “Geezer e os Três Carcamanos”), Dio e Appice embarcaram em um novo projeto, que iria levar o nome do vocalista.

Ronnie e Vinnie recrutaram o baixista Jimmy Bain, integrante dos tempos áureos do Rainbow, o que ajudaria ainda mais no entrosamento da banda. O primeiro guitarrista escolhido foi um tal de Jake E. Lee, sim, esse mesmo. Jake era integrante da banda Rough Cutt, empresariada por Ronnie e sua esposa Wendy. Lee permaneceu com a banda durante alguns meses antes do lançamento do primeiro álbum, tendo ajudado na composição da faixa “Don’t Talk To Strangers”, mas quem vingou mesmo na vaga de guitarrista foi um tal de Vivian Campbell, escolhido por Ronnie ao invés de um tal de John Sykes, na época guitarrista do Tygers Of Pan Tang, que viria a integrar o Thin Lizzy e o Whitesnake posteriormente. Ambos foram sugestões do baixista Jimmy Bain.

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(1980) Black Sabbath – Heaven and Hell

Há exatamente um ano atrás, o metal perdia sua voz mais preciosa. O lendário Ronnie James Dio falecia devido a um câncer no estômago, deixando quase 5 décadas de boa música, marcada por sua voz única, inconfundível. Como homenagem a esse dia que ninguém queria estar lembrando desta forma, aqui vai a resenha de um dos álbuns mais famosos da extensa carreira do baixinho, o clássico Heaven And Hell, que gravou durante sua estadia com o todo-poderoso Black Sabbath.

Você faz falta, Ronnie…

Por Hellion

Heaven And Hell é o típico caso em que se tem tudo pra dar errado, e dá certo. Extremamente certo. Em 1979, os excessos de Ozzy Osbourne tornaram-se insuportáveis até mesmo para os outros membros da banda, e sua saída era questão de tempo. Mas quando Ozzy foi oficialmente despedido, Tony Iommi já tinha um contato na manga: o jovem vocalista recém-saído do Rainbow, conhecido como Ronnie James Dio. Os estilos dos vocalistas eram completamente opostos, sendo Dio um vocalista técnico, de voz poderosa e melódica, em contrapartida ao velho Ozzy que todos conhecem e dispensa apresentações.

Sabe-se também que em algum momento nessa época, Geezer Butler também teria abandonado o barco por motivos desconhecidos, voltando pouco tempo depois, porém, a tempo de escrever com a banda apenas a última música a ser gravada: “Neon Knights”. Para o posto de baixista, havia sido chamado Geoff Nichols, que com a volta de Geezer passou aos teclados, e lá permaneceu até meados de 2004, tendo sido também um membro de extrema importância nos “anos difíceis” do Sabbath na década de 80. É creditada a Geoff a linha de baixo da faixa-título do álbum.

Por falar em “anos difíceis”, o baterista Bill Ward estava passando por eles. Gravou a bateria aqui, mas estava abusando tanto das drogas que não se lembra de quase nada das gravações. Tocou em alguns poucos shows da turnê e foi logo substituído por Vinny Appice.

Heaven And Hell é um trabalho diferente de tudo que a banda tinha feito até ali. Provavelmente devido a forte influência de Dio nas composições, grande responsável pela retomada de gás do grupo. O Black Sabbath perdia um pouco de sua morbidez, soava menos soturno, mas em compensação ganhava uma veia épica, requintada, com um ar mais clássico. Simplesmente não da pra imaginar algo como “Children Of The Sea” no Master Of Reality ou no Sabotage.

Sem mais delongas, deixemos o baixinho cantar…

Todas as faixas por Tony Iommi e Ronnie James Dio. Todas as letras por Ronnie James Dio.

1 – Neon Knights (3:49) 5/5

Seguindo a tradição Sabbáthica, o disco abre com uma faixa pesada, com riff linear e baixo bem destacado. Mas o baixinho gigante rouba a cena, com seu vocal potente e bem colocado, além da letra de sua autoria, que segue a linha “criaturas mágicas/fantasia”, tema pouco explorado no Black Sabbath, porém, marca registrada das composições de Ronnie, principalmente durante sua carreira solo. A faixa explode em um poderoso refrão, que da lugar ao solo de guitarra, simples e direto, com a marca de Tony Iommi. “Neon Knights” apesar de abir o play, foi a última canção composta e gravada, e reza a lenda, a única que conta com a mão de Geezer Butler em todo o álbum. Pode-se dizer que Heaven and Hell começa metendo o pé na porta, mas depois da tempestade, vem a calmaria…

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(1992) Black Sabbath – Dehumanizer

É um pássaro? Um avião? Não, é o viado do superman Roque Veloz voltando à ativa! \o/

As rotinas e vidas dos editores estão TENSAS³, então não temos como manter uma atualização constante, mas não, nós não abandonamos o blog! E pra voltar bem, nada mais, nada menos do que o álbum mais pesado do Black Sabbath, quiçá, do Rock! (Lembrando que Thrash/Death/Black Metal são cheaters!)

Senhoras e senhores, meninos e meninas de qualquer orientação sexual, com vocês, Dehumanizer!

Por Hellion

Até o final de 1991, as coisas estavam pacatas no planeta Black Sabbath. Haviam terminado a turnê do álbum Tyr de 1990 com a seguinte formação: Tony Martin (vocal), Tony Iommi (guitarra), Neil Murray (baixo) e Cozy Powell (bateria). Mas eis que o destino coloca novamente o Black Sabbath e Ronnie James Dio frente a frente. Começou com Geezer (recém saído da banda de Ozzy Osbourne) indo a alguns shows de Dio. Nesse meio tempo, Geezer já havia regressado ao Black Sabbath, que se encontrava em recesso pós-turnê. Conversa vai, conversa vem, é anunciada também a volta de Dio, com a condição de que fosse chamado de volta também o baterista Vinny Appice, e tínhamos então a volta da formação responsável pelo clássico Mob Rules de 1981.

A turnê que se seguiu (que passou pelo Brasil em 1992) contou também com um capítulo importante na história da banda: o Sabbath foi convidado a abrir aquele que seria o show de despedida de Ozzy Osbourne em Costa Mesa, porém, seu desafeto histórico, Ronnie James Dio, se recusou a fazer o show, sendo chamado às pressas o frontman do Judas Priest, Rob Halford, em uma noite histórica.

O álbum em si, é provavelmente o mais pesado da carreira da banda. Tony Iommi e Geezer Butler estão no auge de sua técnica e Dio, como sempre, mantém o nível excepcional. Here we go…

Melhor música: I

Pior música: Sins Of The Father

Todas as faixas por Tony Iommi, Geezer Butler e Ronnie James Dio.

1 – Computer God (6:14) 5/5

Começar um álbum com uma faixa dessas é sacanagem. Perfeição. Se eu escrevesse só essa palavra sobre a primeira faixa de Dehumanizer, seria mais do que justo. A introdução com sons de máquinas e engrenagens funcionando dá lugar à bateria de Vinnie Appice, que já entra com um peso fora do normal, anunciando o que vem por aí. Então temos aquele timbre de guitarra inconfundível tocando aquele riff que você ouve e pensa: Tony Iommi. Dio está cantando com raiva e sua voz está impecável, a letra, que faz referência a uma possível dominação mundial pelas máquinas é também fantástica. Quem me conhece sabe o quanto eu puxo o saco do Geezer Butler, e mais uma vez, serei obrigado a dizer que o cara é perfeito. Linhas de baixo complexas e bem tocadas, com aquele peso que só um membro original do Sabbath consegue ter. A faixa segue até uma passagem lenta e semi-acústica com uma bela interpretação de Ronnie James Dio, e acelera no final, com o alucinante solo de Iommi e um grito de Dio no final que faz qualquer um tremer na cadeira. Classe total, caro leitor, Black Sabbath.

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(27/11/2010) Twisted Sister – Via Funchal – São Paulo – Brasil

Por Bella Brendler

Foto por Meteleco – meteleco.com

Acho que toda resenha de show começa dizendo que o show foi memorável. Eu até tentei pensar em outro jeito de começar, mas foi memorável mesmo. O show do Twisted Sister em São Paulo, um ano após a primeira vinda da banda para o Brasil, trouxe grandes sucessos da banda, a maioria do álbum Stay Hungry (leia a resenha faixa a faixa aqui).
Já dava pra sentir que a noite seria boa no show de abertura. Embora a casa ainda estivesse meio vazia (no Via Funchal, a maioria tem o costume de chegar em cima da hora, e consegue bons lugares mesmo assim), às 20:40 a banda Salário Mínimo veio ao palco e fez bonito. Tocaram clássicos da banda mescladas com faixas do novo álbum, Simplesmente Rock (leia a entrevista exclusiva com a Salário Mínimo aqui), e conseguiram empolgar o público presente. China Lee, além de possuir uma voz impecável, fez uma oração do rock de joelhos no palco, o que fez muita gente dar risada. Durante o show do Salário Mínimo notei que a bateria estava muito alta em uma música, abafando o som das guitarras e do baixo em pleno solo. Em menos de um minuto o problema foi resolvido, a harmonia dos instrumentos voltou, e o Via Funchal marcou mais um ponto.

Setlist Salário Mínimo (abertura):

Eu Não Quero Querer Mais
Beijo Fatal
Dama da Noite
Jogos de Guerra
Delírio Estelar
Anjo
Cabeça Metal
Noite de Rock

Terminado o show do Salário, Leia o resto deste post »

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(1976) Rainbow – Rising

por DiNebbia

Ritchie Blackmore na guitarra e Ronnie James Dio no vocal. Não podemos esperar menos do que excelência vindo de uma dupla dessas, MAS ainda não felizes apenas com suas próprias grandezas eles contam com Tony Carey no teclado, Jimmy Bain no baixo (Rainbow, Dio e trabalhou com Phil Lynott) e Cozy Powell na bateria (Black Sabbath, Whitesnake , Rainbow entre outros que sempre chamavam-no para shows e alguns singles), já vemos o nível dos integrantes.

Rising foi o segundo álbum da banda  sucessor do  Ritchie Blackmore’s Rainbow de 1975. Do primeiro disco pro segundo trocaram metade da banda, mantendo apenas Blackmore (fundador da banda) e Dio.

Com a formação renovada eles demoraram apenas um mês para gravar essa pérola recheada do metal, com um instrumental sempre marcante eles apresentam clássicos da banda como “Stargazer” e “Starstruck”

Melhor música : Stargazer

Pior música : não tem pior música.

Todas as músicas compostas por Ronnie James Dio e Ritchie Blackmore.

Lado A

1. “Tarot Woman” 5:58     5/5

A faixa inicia apenas com um tecladinho bem psicodélico que dura um pouco mais de um minuto e para, então a guitarra começa a tocar o riff bem baixinho e vem aumentando conforme o teclado vai voltando, sem demorar muito vem o baixo e a bateria todos se encaixando aos poucos.

E o show a parte do vocalista Dio mostra o por que dele ser uma lenda, a faixa vai rolando sempre com o mesmo riff, viradas de bateria e “solos” de teclado, até todos darem a vez para Blackmore que pega uma pequena parte da música solando, sem fugir da música ele torna ainda melhor essa faixa, começando com ótimos bends e alguns licks velozes, ele sempre mantem um balanço entre virtuosidade e estilo, depois do solo voltamos com o riff que dura até o final onde temos mais um solo de teclado finalizando essa obra.

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