Posts Marcados Conceitual

(2004) Pain of Salvation – “BE”

Atenção. Dê um stop no lixo que você deve estar ouvindo agora, pois nada se compara à obra que apresentarei agora. Esqueça tudo o que você já ouviu falar sobre álbuns conceituais e conceitos, pois este é um álbum com um conceito de verdade. “BE”.

Com certeza, esse será um post longo, pois terei que colocar trechos das músicas. Uma boa parte eu vou copiar por aí na internet, mas irei comentando.

Prontos?

Primeiramente, conheça o gênio que criou a obra: Daniel Gildenlow. Daniel disse que as primeiras idéias sobre o “BE” começaram a surgir em 96 (repare que o álbum foi lançado em 2004, ou seja, 8 anos de puro conceito, pesquisa, elaboração e composição).

Conforme está no encarte IMENSO do DVD “BE” live:

“(…) Eu (Daniel) tinha dois conceitos paralelos que eu girava em torno quando comecei a colocar esse conceito em ordem no começo do verão de 2003 (nosso inverno folks). Um era a idéia de que se Deus já existiu ele talvez já foi tão perdido e tão curioso como nós somos – criando o mundo como uma imagem dele/dela apenas para simular condições que talvez digam a ele/ela  sua origem. A história era uma história circular onde o homem cria uma sonda inteligente á sua própria imagem para descobrir a origem e respostas para a vida. Ela acaba tornando-se um novo Deus, criando o mundo tudo de novo, argumentando que toda criação vem de um impulso de se entender, e tempo é apenas um lugar onde nós nos “movemos” para sermos capazes de perceber mudanças. É simplesmente como nossos receptores trabalham, como nossos olhos interpretam ondas de energia em cores. Essa é nossa maneira especifica de ver coisas.

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(1981) Kiss – Music From ‘The Elder’

Por Hellion

O dia de hoje marca uma data triste para a música em geral. Há exatos 19 anos, o inigualável Freddie Mercury, frontman do Queen fazia sua viagem ao outro lado. E no mesmo dia, outra lenda partia, Eric Carr, baterista do Kiss. Como uma forma de relembrar um dos maiores bateristas de todos os tempos, posto agora no Roque Veloz o primeiro álbum de Carr com a banda, o controverso e genial Music From ‘The Elder’.


Music From ‘The Elder’ é um dos maiores divisores de águas na multiplatinada carreira do Kiss. Primeiro, ironicamente por não ser multiplatinado, mal tendo conseguido um disco de ouro muitos anos após seu lançamento. E em segundo por ser um dos álbuns mais excêntricos e controversos da discografia da banda. O Kiss vinha de dois discos bem comerciais, flertando com a então na moda Disco Music, e acabava de perder o primeiro dos membros originais, o baterista Peter Criss. Em seu lugar, entra Eric Carr, um baterista totalmente diferente do velho Catman, com raízes mais rock and roll e uma batida fenomenal. Isso fez com que a banda vivesse uma espécie de crise de identidade. Foi nessa época que Paul Stanley começou a sugerir o abandono das maquiagens, idéia repudiada por Gene Simmons, que acabou cedendo poucos anos depois.

Ace Frehley sempre foi o mais “rocker” da banda, e era o único que de certa forma sabia o rumo que queria tomar. Ace tinha um projeto entitulado “Rockin’ With The Boys” que tinha por objetivo voltar às raízes do Kiss, com um som mais direto e cru. A idéia foi abandonada no meio do caminho, e reaproveitada posteriormente no álbum Creatures Of The Night (1982). A verdade é que Ace estava em uma péssima fase, bebendo muito mais do que o normal (se é que é possível), fazendo muita merda e ameaçando sair da banda. Uma das condições do guitarrista para permanecer no barco, era gravar suas partes do novo álbum em seu estúdio particular, e assim foi feito. Nessas seções na casa de Ace, foram gravadas muitas demos que seriam mais tarde aproveitadas tanto pelo Kiss quanto por Ace em sua carreira solo. Tudo seguia na linha do projeto de Ace, quando Gene aparece com um roteiro para um suposto filme épico, no qual o Kiss faria a trilha sonora. Bob Ezrin foi chamado novamente para a produção, e começava a surgir o conceitual do Kiss.

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(1972) David Bowie – The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars

Por Joaora

Vai fazer uns 30 minutos que eu estou na frente do PC, pensando em algo para escrever para a introdução deste álbum, mas ta díficil. É díficil expressar em palavras o que ele significa para a história do Rock’n Roll … É por muitas pessoas, inclusive eu, escolhido o melhor álbum da década de 70.

Sua parte conceitual beira a perfeição, uma história digna de ser descrita nas telas dos cinemas…Cada canção expressa musicalmente a parte da história de modo totalmente expressivo e emocionante. Se você não sabe o que é realmente ouvir um álbum inteiro onde prestar atenção à letra é tão importante quanto prestar atenção à guitarra ou à bateira, coloque Ziggy Stardust no toca CDs e aperte o Play…E prepare-se para viajar em uma história criada por um dos ícones mais consagrados da música: David Bowie.

História

Aqui é contada a história de Ziggy Stardust, um marciano que vem trazer uma mensagem de esperança para a Terra que será destruída daqui a 5 anos …Aqui no nosso planeta Ziggy monta uma banda de Rock, o Ziggy and Spiders From Mars… Virando um Rockstar, o marciano sucumbe às provações do Rock’n Roll e começa a se drogar… O final da história é triste, memorável e dramático!

Ouça cada música desse CD, tentando visualizar a história de Ziggy, um embromado de emoções surgirá em você, e no final da ouvida do álbum tu pensará: DAVID BOWIE É O CARA!

Shows

Em grande parte da década de 70 David Bowie tinha um visual Andrógeno, Glam e adotara o nome Ziggy Stardust para si nas apresentaçãoes ao vivo, não apenas adotara o nome, mas também agia como Ziggy, pensava como Ziggy, e como consequencia disso o cantor teve vários problemas psicologicos e de personalidade também… Sua banda seria teoricamente a Spiders from Mars… Assim você vê o quanto esse álbum mudou os pilares da apresentação da banda… Algo mais trabalhado aguardavam os fãs que iam ver o cantor na época… Maquiagens, Luzes e algo mais “teatral” foi incluido em uma das turnês que eu mais queria estar da década de 70:

Melhor Música: Starman

Pior Música: Não há!

1 – Five Years (4:43) 5/5

A Terra está condenada e em 5 anos acontecerá a destruição total.

A canção tem um começo lento e triste, a bateria sendo tocada de uma forma metódica. A melodia passa o sentimento de tristeza da população ao saber que a Terra será destruída; esse sentimento de tristeza e raiva chega ao ápice com o refrão, cantado aos gritos por Bowie, e os backing vocals…A linha de piano da faixa de abertura é muito bela e audível, vale ressaltar que a canção não tem guitarra, somente o violão tocado por Bowie! … A história de Ziggy e sua trupe estava começando, aproveite-a.

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