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Morra, Mas Não Deixe de Escutar ( Parte 1 )

Salve Galera    \O/

Depois de alguns meses sem postar nada volto às atividades com muito sangue nos olhos e muitas agulhas nas veias!

Volto para falar de 3 álbuns que ao meu ver são indispensáveis a todo ser que rasteje sobre a Terra, ao menos uma vez na vida essas relíquias devem ser ouvidas. Não farei aqui as costumeiras resenhas faixa a faixa com que estamos acostumados no blog, apenas falarei sobre algumas faixas e algumas curiosidades que perscrutam tais álbuns.

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“Quando se ouve boa música fica-se com saudade de algo que nunca se teve e nunca se terá.”

Samuel Howe
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É de fato conhecido por todos que o momento que você passa na sua vida afeta diretamente as músicas que você quer ouvir. Samuel Howe foi brilhante ao escrever essa frase acima, toda via, a boa música também traz aquele sentimento de saudade de algo que você sempre terá na sua mente. Infinitas foram as vezes que uma música começou a tocar e der repente aquele instante na memória parece que voltou a ser vivido, música tem esse poder de fazer com que voltamos no tempo, mesmo estando no presente, música nos anima, nos transforma em algo melhor, faz com que apreciemos de maneira mais bela a vida!

Um álbum mescla muitas coisas, um álbum diz o que o artista está pensando naquela época, diz se a banda está feliz ou se está triste, diz se os integrantes são bons ou ruins. Um álbum tem o poder de unir as pessoas, tem o poder de fazer pessoas intelectuais pensarem, de fazer as pessoas escrotas pensarem. Um álbum diz muita coisa quando o paramos para ouvir de maneira verdadeira. Mas quem hoje em dia consegue parar para ouvir um álbum? … O dia a dia ta andando, o tempo não para, é complicado achar um tempo para pegar um Abbey Road e escutar do inicio ao fim no talo, prestando atenção na bateria de Ringo e nas letras escrita por Paul e Lennon, não dá tempo de saber que Smoke on the Water do Purple é baseado em uma história real, não sabemos que o David Bowie quase se matou inspirado em um personagem criado por ele no álbum Ziggy Stardust, nossa percepção sobre alguma coisa muda muito quando sabemos mais sobre essa coisa, e essa ideologia também funciona com músicas…. A vida está ai para ser vivida e perder tempo para ouvir um álbum não está em questão, é assim que muitos pensam… Apenas lamento, pois tudo o que foi dito ai em cima sobre música só é vivido por quem realmente tem um tempo para a música, tem um tempo de pegar uma obra sentar no sofá, fechar os olhos e viajar….

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Roque Veloz apresenta: Os Piores Clipes do Rock #2

Enquanto houver mau gosto nos clipes de rock, aqui estaremos pra dar umas risadas!

Aqui vão mais 3 pérolas dignas de Oscar:

Kiss – Uh! All Night (1986)

Álbum: Asylum (1985)

Kiss, a banda dos clipes ruins. Isso é um fato, infelizmente. E esse aqui é dos bons, no mau sentido. Você que está lendo isso e nunca viu esse vídeo, aí vai a prova: Clique em ‘play’ e assista os primeiros 11 segundos, só isso. Ok, vamos combinar que o visual da banda na época não ajuda em absolutamente NADA, mas bailarinas em camas-carro paradas em um semáforo e fechaduras gigantes são demais pra mim. Próximo!

Momento épico: A “discreta” metamorfose de Paul Stanley nos já citados e importantíssimos primeiros 11 segundos do vídeo.

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(2002) W.A.S.P. – Dying For The World

Por Hellion, bebendo sangue e comendo carne de inimigos 😉

Tenho ouvido muito esse álbum nos últimos tempos. Ele sempre me passou um sentimento de raiva, ódio, etc. E lendo um texto do Blackie Lawless descobri que esse álbum foi feito exatamente pra isso.

Dying For The World é o décimo álbum de estúdio do W.A.S.P., e segue a linha séria e política do seu antecessor Unholy Terror de 2001, porém é mais sombrio. Segundo Blackie Lawless, com o início da guerra no Afeganistão e Iraque, ele se lembrou das cartas que recebeu de soldados americanos no início dos anos 90 na Guerra do Golfo, que diziam que as tropas colocavam Heavy Metal em potentes caixas de som nos tanques de guerra como forma de assustar os inimigos. Nas palavras de Blackie “eles ouviam a música e sabiam que a morte estava chegando”. Com o desastre ocorrido em 11 de Setembro em New York e o início da guerra, Lawless decidiu dar mais algumas músicas para o exército americano usar na guerra, por isso, musicalmente e liricamente, DFTW é um manifesto de ódio, raiva e vingança. A única coisa que pesa contra a bolacha é a produção e mixagem, que torna o som às vezes meio embolado, mas nada que prejudique a audição. O álbum contém algumas das melhores letras já escritas por Lawless e é literalmente um soco no estômago da primeira à última faixa. Ideal pra mandar aquele cara chato ou aquela sua peguete indecisa tomar no meio do cu! \,,/

Melhor música: Revengeance

Pior música: Não há. O álbum consegue manter o alto nível do começo ao fim, algo extremamente raro.

Todas as faixas por Blackie Lawless.

1 – Shadow Man (5:34) 5/5

Quando me referi ao “soco no estômago” você leitor imaginou algo na linha do Slayer? Se sim, pode se decepcionar um pouco nos primeiros segundos, mas acredite, quando o riff principal (que é plágio descarado de “God Of Thunder” do Kiss) entrar você vai sentir a pancada. A letra é quase uma provocação aos terroristas, como no refrão onde Blackie vocifera: “Where’s the God that made you? Oh, you’re superman!”. Refrão esse que é digno de ser bradado por um batalhão inteiro, com direito a alguns “Hey!” em coro logo após os versos. O “nem tão novo” guitarrista Darrell Roberts também destrói tudo com solos realmente ferozes. Que abertura!

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(1984) W.A.S.P. – W.A.S.P. + Animal (Fuck Like A Beast) [Single] + Senta que lá vem história…

Em 1984, ocorre o estouro de mais uma das muitas bandas de hard rock da época, porém essa era diferente. O W.A.S.P. era a banda mais sanguinária, devassa e fora dos padrões que se podia imaginar na época, fato notado tanto em suas letras quanto em seus shows, onde o baixista/vocalista Blackie Lawless arremessava pedaços de carne crua ao púbico e encenava a execução de uma mulher semi-nua no palco, no melhor estilo Alice Cooper. O álbum de estréia do W.A.S.P. (inicialmente entitulado “Winged Assassins”), contava com a faixa “Animal (Fuck Like  A Beast)”, que foi retirada do LP devido ao seu conteúdo, e lançada no mesmo ano como um single por um selo independente. Em relançamentos posteriores, as faixas do single foram incluídas no álbum, portanto temos aqui a análise de um single e um álbum, porém avaliados em conjunto. Confuso? Prepare sua picanha mal passada, pegue sua garota de jeito e ligue o som. Tudo será esclarecido nas próximas linhas. \,,/

Melhor música: Show No Mercy

Pior música: The Flame

Animal (Fuck Like A Beast) [Single]

1 – Animal (Fuck Like A Beast) (3:07) 5/5

O W.A.S.P. vem ao mundo com um de seus clássicos seminais. O riff é certeiro, e o refrão, apesar de seguir a linha das bandas de hard rock da época, não apaga o brilho da faixa, com os vocais agressivos e rasgados de Blackie Lawless. Obviamente a faixa foi alvo de grupos conservadores nos EUA (particularmente o PMRC) devido à sua letra, que cita sexo explícito. No final do post, falarei mais sobre PMRC e as esposas dos senadores. No mais, “Animal…” é um hino do W.A.S.P., que infelizmente não é mais tocado nos shows, devido à recente conversão de Lawless ao protestantismo, o que pôs fim aos clássicos e polêmicos shows teatrais da banda.

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(2001) W.A.S.P. – Unholy Terror

Capa

Após 2 álbuns que voltaram às origens da banda(Kill, Fuck, Die (1997) e Helldorado (1999)), Blackie Lawless e seus funcionários resolvem voltar às letras sérias e politizadas com Unholy Terror. Nessa época o W.A.S.P. já dava sinais de estar se tornando novamente um projeto solo de Blackie.  Um grande sinal disso é o fato do álbum ser creditado a Chris Holmes, lendário guitarrista original do W.A.S.P., embora esse não tenha tocado realmente no álbum

Melhor música: Unholy Terror/Charisma

Pior música: Wasted White Boys

1 – Let It Roar (4:40) 4,5/5

Unholy Terror começa pesado e rápido com a poderosa “Let It Roar” e seu bumbo duplo marcante. É possível perceber uma mudança drástica nos vocais de Blackie, que após ter gritado muito mais do que o necessário em Helldorado (1999), agora soa mais leve, gritando menos e dando um pouco mais de ênfase aos graves. Só não é a melhor do disco pelo fato de simplesmente não ter solo de guitarra, fazendo com que fique realmente faltando algo.

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