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E você nem pensava que tinha metal aqui… #1

Você que está leu o título do post e não entendeu nada, vou explicar direito:

Depois de tirar um dia para ouvir só bandas desconhecidas e bizarras de lugares desconhecidos e bizarros, parei pra pensar e me veio na cabeça de um jeito totalmente aleatório “porque não compartilhar com os amiguinhos sobre essas bandas? merecem reconhecimento também!”. E nesse espírito bom samaritano, gostaria de apresentar para alguns, espantar outros e fazer uma outra gama de pessoas com um ego de Axl Rose falar “ahhh…esse eu já manjava…não tem nada de novo ai ¬¬”.

Para quem ainda não manjou nada, sem nenhuma outra enrolação, a ideia é falar de uma banda desconhecida (para muitos) de um país que não seja convencional (ex: Inglaterra, Alemanha, Brasil, etc.), e apresentar, falar um pouco dela, da história e mimimis à fora.

Resolvi colocar essa banda, pois foi ouvindo um álbum seu que me veio a ideia desta seção. Tá! Já se foram dois parágrafos e não disse ainda sobre o escolhido para essa série de posts então vamos lá:

Dos confins de uma terra de milenar, de muita paz e muito amor, e não estamos falando da Índia, muito menos da China, estamos falando da terra dos Abravanels, dos Hulks, Steins, entre outros por ai. Pra quem já manjou ou não, o lugar escolhido é Israel. E nada melhor do que falar sobre a dita como primeira banda de heavy metal do país mesmo Israel não sendo um país, mas nem ligo, o Death Metal “exótico” do:

Contando rapidamente a história desses caras, como já dito, o Salem foi formado em Israel em 1985, três anos depois da Guerra do Líbano (1982) e ironicamente (ou não), trouxe o conceito de black/death/thrash com temáticas de guerras assuntos políticos sobre os judeus de Israel. Lançaram 2 demos, Salem (1986), Destruction Till Death (1987) e curiosamente, fez com que a banda tivesse um vínculo com o então fundador do Mayhem, Euronymous que fez a banda se mudar pra Noruega. Falar de Mayhem e Euronymous, não tem como não colocar o Varg Vikernes (tio Burzum) da história. Varg não curtiu muito a ideologia da banda (banda judaica, Varg “nazista” (não com essas palavras) – sabe cumé..) e como forma de carinho e afeto, enviou para o vocalista do Salem, Ze’ev Tananboim uma carta bomba.

Com 5 anos de banda, eles gravaram em 1990 sua última demo, Millions Slaughtered. Essa ai como demo vendeu mais de 1.500 cópias e garantiu o primeiro contrato com a gravadora alemã Morbid Records.

Histórias a parte, a banda gravou seu primeiro álbum em 1992, o Creating Our Sins, em 1994, saiu o EP Dying Embers e o grande álbum Kaddish, em 1998 veio A Moment of Silence, em 2002, Collective Demise, em 2005, Strings Attached, 2007, o álbum que eu coloco como grande destaque da banda, particularmente falando, o Necessary Evil, em 2010 com Playing God e por fim, em 2011, Kaddish Reissue, que é uma remasterização do álbum de 1994.

Chega de falar e bora ouvir uns sons dos caras. Para começar, mandar uma das melhores músicas do Necessary Evil, em minha opinião. Essa se chama Blood:

Tem uma pegada mais moderna que os sons antigos da banda, mas é muito competente e difícil de imaginar que é de Israel e de judeus uma banda pioneira em metal extremo, tão difundido pelo norte da Europa e pelo mundo todo também.

Pra fechar, um som mais das antigas da banda. Essa se chama Ha’ayara Bo’eret (melhor jogar no Google Tradutor pra ver como pronuncia 😉 )

Essa música é do clássico Kaddish de 1994 e trás bem o conceito da banda no começo, com um som mais “frio” e bem diferente comparado a música apresentada acima. O clipe retrata bem o holocausto e momentos de sofrimento do povo judeu.

Espero que gostem do som e procure mais da banda e pra quem já conhecia, foi bom relembrar.

Sugestão de bandas de países “incomuns” são sempre bem vindas!

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Os Piores Clipes do Rock #3

A busca pelas pérolas do rock continua!

Em um momento de ócio encontramos mais algumas super-produções hollywoodianas para compartilhar com vocês:

Korpiklaani – Wooden Pints (2003)

Álbum: Spirit Of The Forest (2003)

Korpiklaani, os finlandeses do Clã da Floresta(Korpiklaani em finlandês) e com seu Folk Metal com alto índice de álcool no sangue não foram esquecidos. A música é muito boa, e era pra ser um clipe comum se não fossem alguns detalhes como o baterista que toca descalço,  o vocalista consideravelmente bêbado (assim como o resto da banda) e ele, o nosso personagem principal: Jaakko “Hittavainen” Lemmetty, o violinista. Esse cara merece todos os créditos desse clipe, o carisma dele me assusta. Assistam o clipe e entenderão o que eu estou falando.

Momentos épicos: Aos 0:09, nosso herói Jaakko “Hittavainen” Lemmetty sai de um banheiro ou coisa do tipo tocando seu violino, espero, e com cara de que “peidei mas não fui eu”. Aos 2:26 o banquete e a luta dos músicos também estão nos momentos épicos desse clipe com toda a certeza.

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Morre Jani Lane do Warrant

R.I.P. Jani Lane

Assim como foi nos últimos anos, a medida que o tempo passa, os grandes nomes do rock vão caindo um a um, como foi com Dio, Steve Lee, The Rev e muitos outros, infelizmente. Desta vez foi a hora de Jani Lane de cantar “Heaven” pela última vez antes de ir descansar nele. O frontman ficou conhecido nos anos 80 por estar a frente da banda Warrant e gravar sucessos como “Cherry Pie” , “Down Boys”, “Heaven”, “Sometimes She Cries”, entre outros, e também fez parte do projeto “The Saints Of The Underground” junto com o baixista do Ratt recentemente. O músico que era conhecido também por suas polêmicas, foi casado 3 vezes e tinha 4 filhos. Uma das esposas de Jani é a modelo do clipe Cherry Pie (vídeo abaixo). Jani não usava drogas, porém tinha problemas com álcool, que segundo a sua irmã, ficaram mais fortes quando sua mãe faleceu há 7 anos. Era a mãe que o incentiva a ir a clínicas e buscar a recuperação. Jani tinha 47 anos quando foi achado morto em um hotel de Los Angeles na quinta-feira, dia 11/08/11.

Abaixo algumas citações de músicos do meio e vídeos.

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Dia Internacional do Rock \,,/

Roque, no xadrez, é uma jogada especial que envolve a movimentação de duas peças no mesmo lance. É também assistente de palco do Programa Silvio Santos.

Fora isso, o Roque, também chamado de Rock pelos gringos, é o aniversariante de hoje!

AEEEEE CARAI! \o/

O foda é que não se sabe quantos anos esse senhor tem. Só se sabe que ele é um senhor, já que descende do Blues, esse sim um ancião. Mas o Rock é um senhor com alma de adolescente, cabeludo (ou não), barulhento (ou não), muitas vezes revoltado (ou não), colorido (mah nem fodendo! ¬¬), mas todo mundo gosta dele. Ou não.

A coisa é muito mais simples do que parece. Consiste em quebrar paradigmas, inverter valores, chocar, botar pra foder. Muito antes da Lady Gaga aparecer com seus peitos que atiram e o caralho a 4, Elvis Presley chocou com sua dança, e ainda tocando a música dos negros. Alice Cooper tocava o terror literalmente nos shows, o Queen botava estádios abaixo, sendo a primeira banda denominada “Rock de Arena”. No Brasil, Raul Seixas parecia ter vindo realmente de 10.000 anos atrás com suas letras que ainda soam atuais, os Mutantes trouxeram o psicodelismo da época, o NxZero… bom… deixa quieto.

Também tivemos o surgimento dos Deuses do Metal: Ozzy Osbourne, com o eterno morcego que ninguém cansa de falar, Dio com o tão usado \,,/ , o pessoal bonito do Deep Purple e do Led Zeppellin, o poder do couro do Judas Priest, Eddie e seus amiguinhos do Iron Maiden, o ego e o óleo corporal do Massacration Manowar, e por ai vai.

O Manowar

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Roque Veloz apresenta: Os Piores Clipes do Rock #2

Enquanto houver mau gosto nos clipes de rock, aqui estaremos pra dar umas risadas!

Aqui vão mais 3 pérolas dignas de Oscar:

Kiss – Uh! All Night (1986)

Álbum: Asylum (1985)

Kiss, a banda dos clipes ruins. Isso é um fato, infelizmente. E esse aqui é dos bons, no mau sentido. Você que está lendo isso e nunca viu esse vídeo, aí vai a prova: Clique em ‘play’ e assista os primeiros 11 segundos, só isso. Ok, vamos combinar que o visual da banda na época não ajuda em absolutamente NADA, mas bailarinas em camas-carro paradas em um semáforo e fechaduras gigantes são demais pra mim. Próximo!

Momento épico: A “discreta” metamorfose de Paul Stanley nos já citados e importantíssimos primeiros 11 segundos do vídeo.

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