Arquivo para categoria Black Sabbath

(1980) Black Sabbath – Heaven and Hell

Há exatamente um ano atrás, o metal perdia sua voz mais preciosa. O lendário Ronnie James Dio falecia devido a um câncer no estômago, deixando quase 5 décadas de boa música, marcada por sua voz única, inconfundível. Como homenagem a esse dia que ninguém queria estar lembrando desta forma, aqui vai a resenha de um dos álbuns mais famosos da extensa carreira do baixinho, o clássico Heaven And Hell, que gravou durante sua estadia com o todo-poderoso Black Sabbath.

Você faz falta, Ronnie…

Por Hellion

Heaven And Hell é o típico caso em que se tem tudo pra dar errado, e dá certo. Extremamente certo. Em 1979, os excessos de Ozzy Osbourne tornaram-se insuportáveis até mesmo para os outros membros da banda, e sua saída era questão de tempo. Mas quando Ozzy foi oficialmente despedido, Tony Iommi já tinha um contato na manga: o jovem vocalista recém-saído do Rainbow, conhecido como Ronnie James Dio. Os estilos dos vocalistas eram completamente opostos, sendo Dio um vocalista técnico, de voz poderosa e melódica, em contrapartida ao velho Ozzy que todos conhecem e dispensa apresentações.

Sabe-se também que em algum momento nessa época, Geezer Butler também teria abandonado o barco por motivos desconhecidos, voltando pouco tempo depois, porém, a tempo de escrever com a banda apenas a última música a ser gravada: “Neon Knights”. Para o posto de baixista, havia sido chamado Geoff Nichols, que com a volta de Geezer passou aos teclados, e lá permaneceu até meados de 2004, tendo sido também um membro de extrema importância nos “anos difíceis” do Sabbath na década de 80. É creditada a Geoff a linha de baixo da faixa-título do álbum.

Por falar em “anos difíceis”, o baterista Bill Ward estava passando por eles. Gravou a bateria aqui, mas estava abusando tanto das drogas que não se lembra de quase nada das gravações. Tocou em alguns poucos shows da turnê e foi logo substituído por Vinny Appice.

Heaven And Hell é um trabalho diferente de tudo que a banda tinha feito até ali. Provavelmente devido a forte influência de Dio nas composições, grande responsável pela retomada de gás do grupo. O Black Sabbath perdia um pouco de sua morbidez, soava menos soturno, mas em compensação ganhava uma veia épica, requintada, com um ar mais clássico. Simplesmente não da pra imaginar algo como “Children Of The Sea” no Master Of Reality ou no Sabotage.

Sem mais delongas, deixemos o baixinho cantar…

Todas as faixas por Tony Iommi e Ronnie James Dio. Todas as letras por Ronnie James Dio.

1 – Neon Knights (3:49) 5/5

Seguindo a tradição Sabbáthica, o disco abre com uma faixa pesada, com riff linear e baixo bem destacado. Mas o baixinho gigante rouba a cena, com seu vocal potente e bem colocado, além da letra de sua autoria, que segue a linha “criaturas mágicas/fantasia”, tema pouco explorado no Black Sabbath, porém, marca registrada das composições de Ronnie, principalmente durante sua carreira solo. A faixa explode em um poderoso refrão, que da lugar ao solo de guitarra, simples e direto, com a marca de Tony Iommi. “Neon Knights” apesar de abir o play, foi a última canção composta e gravada, e reza a lenda, a única que conta com a mão de Geezer Butler em todo o álbum. Pode-se dizer que Heaven and Hell começa metendo o pé na porta, mas depois da tempestade, vem a calmaria…

Leia o resto deste post »

, , , , , , , ,

1 comentário

(1992) Black Sabbath – Dehumanizer

É um pássaro? Um avião? Não, é o viado do superman Roque Veloz voltando à ativa! \o/

As rotinas e vidas dos editores estão TENSAS³, então não temos como manter uma atualização constante, mas não, nós não abandonamos o blog! E pra voltar bem, nada mais, nada menos do que o álbum mais pesado do Black Sabbath, quiçá, do Rock! (Lembrando que Thrash/Death/Black Metal são cheaters!)

Senhoras e senhores, meninos e meninas de qualquer orientação sexual, com vocês, Dehumanizer!

Por Hellion

Até o final de 1991, as coisas estavam pacatas no planeta Black Sabbath. Haviam terminado a turnê do álbum Tyr de 1990 com a seguinte formação: Tony Martin (vocal), Tony Iommi (guitarra), Neil Murray (baixo) e Cozy Powell (bateria). Mas eis que o destino coloca novamente o Black Sabbath e Ronnie James Dio frente a frente. Começou com Geezer (recém saído da banda de Ozzy Osbourne) indo a alguns shows de Dio. Nesse meio tempo, Geezer já havia regressado ao Black Sabbath, que se encontrava em recesso pós-turnê. Conversa vai, conversa vem, é anunciada também a volta de Dio, com a condição de que fosse chamado de volta também o baterista Vinny Appice, e tínhamos então a volta da formação responsável pelo clássico Mob Rules de 1981.

A turnê que se seguiu (que passou pelo Brasil em 1992) contou também com um capítulo importante na história da banda: o Sabbath foi convidado a abrir aquele que seria o show de despedida de Ozzy Osbourne em Costa Mesa, porém, seu desafeto histórico, Ronnie James Dio, se recusou a fazer o show, sendo chamado às pressas o frontman do Judas Priest, Rob Halford, em uma noite histórica.

O álbum em si, é provavelmente o mais pesado da carreira da banda. Tony Iommi e Geezer Butler estão no auge de sua técnica e Dio, como sempre, mantém o nível excepcional. Here we go…

Melhor música: I

Pior música: Sins Of The Father

Todas as faixas por Tony Iommi, Geezer Butler e Ronnie James Dio.

1 – Computer God (6:14) 5/5

Começar um álbum com uma faixa dessas é sacanagem. Perfeição. Se eu escrevesse só essa palavra sobre a primeira faixa de Dehumanizer, seria mais do que justo. A introdução com sons de máquinas e engrenagens funcionando dá lugar à bateria de Vinnie Appice, que já entra com um peso fora do normal, anunciando o que vem por aí. Então temos aquele timbre de guitarra inconfundível tocando aquele riff que você ouve e pensa: Tony Iommi. Dio está cantando com raiva e sua voz está impecável, a letra, que faz referência a uma possível dominação mundial pelas máquinas é também fantástica. Quem me conhece sabe o quanto eu puxo o saco do Geezer Butler, e mais uma vez, serei obrigado a dizer que o cara é perfeito. Linhas de baixo complexas e bem tocadas, com aquele peso que só um membro original do Sabbath consegue ter. A faixa segue até uma passagem lenta e semi-acústica com uma bela interpretação de Ronnie James Dio, e acelera no final, com o alucinante solo de Iommi e um grito de Dio no final que faz qualquer um tremer na cadeira. Classe total, caro leitor, Black Sabbath.

Leia o resto deste post »

, , , , , , ,

Deixe um comentário

(1970) Black Sabbath – Paranoid

Por guibby

Capa do álbum

No mesmo ano em que foi lançado o álbum de estréia dos britânicos pioneiros (sem trocadilhos, pra quem conheçe a história dos integrantes), a banda lança Paranoid que para muitos é o ponto alto do Black Sabbath, com clássico atrás de clássico a banda conseguiu elevar o nível de qualidade que havia mostrado em seu álbum auto-entitulado, com músicas beirando a psicodelia e temas polêmicos para a época (como guerras). O álbum entrou para a lista definitiva do Heavy Metal, e é uma inspiração para todos os músicos até hoje, diferentemente do primeiro álbum a temática da banda deixou  de ser apenas o ocultismo, com grandes críticas a sociedade como citado anteriormente. O álbum é com certeza um dos mais influentes e contribuiu para o surgimento de diversas bandas de Heavy Metal nos anos seguintes. Originalmente “Paranoid” sairia com o nome de “War Pigs”, mas foi mudado porque os produtores da banda acharam a musica paranoid que tinha sido feita em dez minutos pela banda uma ótima musica,e poderia se tornar um single,que poderia tocar em todas as radios,porem a capa já tinha sido feita para “War Pigs” e já estavam quase lançando o mesmo, então quando mudaram o nome do album para Paranoid,não houve tempo para mudar a capa, que é um tanto mal-feita e tem um cara com uma espada nela. (E não um porco! Malditas piadas internas…)

Melhor música: Iron Man

Pior música: Hand of Doom

Todas as músicas creditadas a Tony Iommi, Ozzy Osbourne, Geezer Butler e Bill Ward.

1. “War Pigs” – 7:55 5/5
Um longo acorde dá início a War Pigs, que com seus quase 8 minutos de duração se tornou um hino sagrado do metal e uma das músicas mais importantes do Sabbath. Acredita-se que a banda escreveu a música como um protesto a Guerra do Vietnã, mas quando tocaram-a no meio dos anos 70, a banda usou imagens da Segunda Guerra Mundial (WWII). A música deveria se chamar “Walpurgis”, é um nome de inspiração pagã, que provém de “Wal” (que significa pilha de mortos ou campo de batalha) e “bergs” (proteger), ou, segundo uma outra interpretação etimológica, de “Purag” (castelo ou cidade fortificada, que é defendida na batalha, ou, segundo outros, castelo dos mortos). Remete, portanto, para os derradeiros soldados que enfrentam as forças disformes que ameaçam a “cidade”, a ordem, a forma. Porém durante a gravação do álbum, o título e a letra foram mudados para War Pigs e falava da guerra. Tony Iommi conta que a música era uma “Jam Session”, e o baixista Geezer Butler achou que a versão soava muito satânica para gravarem, por isso mudaram. Enquanto todos os membros da banda se diziam preocupados e querendo protestar contra as guerras, principalmente a do Vietnã, Ozzy Osbourne, vocalista, declarou que nada sabia sobre o Vietnã, e que era apenas uma música anti-guerra, já se demonstrando um grande chapado e despreocupado naquela época. A música aparece constantemente nas primeiras posições de listas como “As melhores músicas do Metal”, “As músicas mais marcantes do Rock” entre outros semelhantes, e também de listas como “Canções inapropriadas” após o atentado de 11/09/2001, que foi feita pelo “Clear Channel Communications” (veja lista completa e outros fatos dela, aqui ), ou seja, uma das faixas mais importantes do metal, que fez com que a banda fosse ainda mais importante para a história do gênero.

Leia o resto deste post »

, , , , , , , ,

4 Comentários

(1989) Os Dez Melhores Álbuns

Seguindo o exemplo do site about.com (com matérias traduzidas no site Whiplash.net) e para comemorar o centésimo post do roqueveloz, aí vai um post especial, uma lista com os melhores álbuns de rock lançados em 1989, não é uma lista única, varia de pessoa pra pessoa, o que eu colocar aqui, é opinião minha e com certeza você irá discordar de algo, então coloque sua lista nos comentários, ou comente sobre os discos, e aproveite o post 😉

1 – Mötley Crüe – Dr. Feelgood 5/5
(Leia a resenha completa deste álbum, com comentários faixa a faixa, clicando aqui)

Mötley Crüe - Dr. Feelgood

Uma das obras primas do hard rock, “Dr. Feelgood” trouxe muito mais do que milhões de cópias ao gênero. Após a “Morte por overdose” de nikki sixx, a banda se trancou numa clínica de reabilitação e lançou o que é  considerado um dos melhores álbuns da história do hard rock.

Leia o resto deste post »

, , , , , , , , , , , , , , , , ,

4 Comentários

(1989) Black Sabbath – Headless Cross

A década de 80 foi difícil pra Tony Iommi e seus comparsas. Após a saída de Dio, a tentativa de “super grupo” com Ian Gillan nos vocais rendeu um ótimo mas nem tão bem sucedido disco. Após esse período o Black Sabbath chegou a encerrar suas atividades, até 1986 quando Tony Iommi teve que lançar um álbum solo com o nome do Black Sabbath devido a problemas judiciais. Esses mesmos problemas fazem com que algumas faixas de Headless Cross sejam creditadas ao Sabbath e não somente ao guitarrista. Headless Cross mostra um Sabbath renascendo das cinzas dos últimos trabalhos, voltando o peso e morbidez que o consagraram. Sem dúvida o melhor álbum da banda depois da era Dio, vale a ouvida!

Melhor música: When Death Calls

Pior música: Call Of The Wild

1 – The Gates Of Hell (Black Sabbath) (1:06)

Uma atmosférica e sombria introdução ao álbum.

2 – Headless Cross (Tony Iommi/Tony Martin/Cozy Powell) (6:29) 5/5

A intro na bateria de Powell anuncia o retorno do Sabbath ao som macabre que o consagrou. Headless Cross lembra o clássico Heaven And Hell em alguns aspectos, mas ainda tem muitas particularidades. Tony Martin se mostra um vocalista com “Selo Black Sabbath de Competência” e arrebenta já na primeira faixa. Contrariando o padrão da banda de iniciar seus álbuns com uma faixa rápida, temos aqui uma faixa cadenciada com grande destaque ao riff visceral de Tony Iommi, e ao incrível Cozy Powell nas baquetas. Começa com o pé direito.

Leia o resto deste post »

, , , , , ,

5 Comentários

%d blogueiros gostam disto: