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(02/06/2011) Alice Cooper – Credicard Hall, São Paulo, Brasil

Iron Maiden e Ozzy Osbourne que me desculpem, mas vou começar essa resenha de forma direta: Show do ano.

Foto por Renan Facciolo

Os espetáculos de Alice Cooper são diferentes do normal em vários aspectos: desde a encenação teatral de terror até o público em si. Headbangers, tios e tias de todas as idades, todas MESMO. Ao meu lado na platéia superior havia uma mulher e sua mãe, uma senhora que deve estar beirando os 80 anos, e que curtiu demais o show, principalmente as partes mais agressivas. Coisas que só o Rock And Roll e a Tia Alice conseguem fazer acontecer.

A organização do Credicard Hall é digna de primeiro mundo mesmo. Não se vê um tumulto se quer, é fácil conseguir informações com os seguranças e funcionários, e em show como esse, é claro que o público ajuda, e muito. Hoje, no Brasil, não sei se existe uma casa de shows com nível de infra-estrutura e organização do Credicard Hall. O que mata é sempre a velha história: o acesso não é nem um pouco fácil. Sem contar que pagar 13 reais em um X-Burguer com uma lata de Coca-Cola é no mínimo uma brincadeira sem graça…

Mas como ninguém foi lá pra comer e apreciar a arquitetura, vamos lá…

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(1980) Alice Cooper – Flush The Fashion (The Dark Years Pt. 1)

Por Hellion

Dark Years

Início dos anos 80, sem dúvida um dos momentos mais baixos da carreira de Alice Cooper. Mas estamos falando em um dos maiores gênios da arte comtemporânea, portanto, não pense que vai encontrar material ruim por aqui.

Com o final da turnê de divulgação do álbum From The Inside de 1978, que foi acabar só no começo de 1980, o punk e o new wave haviam dominado a cena, e embora Alice ainda lotasse os shows, as vendas de discos estavam em queda vertiginosa. E como muitos artistas foram obrigados a fazer em todas as épocas, Alice Cooper foi obrigado a se adaptar aos novos tempos. Como já dito no parágrafo anterior, o grande barato daqui é que a pior música de Alice Cooper é ainda muito boa.

A mudança mais impactante foi em relação ao visual. Inspirado agora em alguns estilos de teatro europeu, Alice Cooper abandonou o visual derivado de filmes de terror com o qual ficou conhecido, prendendo o cabelo (algumas pessoas achavam que ele havia cortado, mas Alice fazia questão de soltar o cabelo no final de alguns shows e dizer ironicamente “Não estão contentes por eu não ter cortado?”) e usando uma maquiagem totalmente diferente.

Some o momento histórico ao auge do alcoolismo de Alice, e você terá os quatro álbuns mais estranhos sonoramente falando, e algumas das letras mais geniais já escritas. Do clima eletrônico de Flush The Fashion e Special Forces aos mais inteligentes e elaborados Zipper Catches Skin e DaDa, o que temos aqui é simplesmente boa música, por um dos maiores gênios do estilo, mesmo não estando em seu melhor momento.

Flush The Fashion – 1980

E eis o primeiro dragãozinho, a começar pela capa. Os dizeres “Alice Cooper ‘80” deixam bem claro a nova fase da Tia, enquanto o título mal e porcamente rabiscado faz com que não tenhamos idéia do que vamos encontrar ao colocar a bolacha pra rodar. E sinceramente, mesmo depois de ouvir o álbum todo, continuamos com um ponto de interrogação na cabeça.

Você que vai se aventurar a ouvir este e TODOS os discos dessa fase, aí vai uma dica: cabeça aberta. Goste ou não, mas ouça com a mente livre, não espere um Billion Dollar Babies ou até mesmo um Trash ou Along Came A Spider, a coisa aqui é BEM diferente.

A banda de Alice na época era:

  • Davey Johnstone – Guitarras
  • Fred Mandel – Guitarras, Teclados
  • Dennis Conway – Bateria
  • “Cooker” John LoPresti – Baixo

E vamos lá:

Melhor música: Pain (Vídeo do filme ‘Roadie’, onde Alice ainda aparece com seu personagem clássico.)

Piores músicas: Leather Boots e Aspirin Damage empatadas, tão ruins que não tem vídeo no YouTube de nenhuma delas.

1 – Talk Talk (Bonniwell) (2:09) 4/5

A abertura do álbum nem é tão estranha assim. Com um riff até bem pesadinho, a primeira diferença que se nota são os efeitos eletrônicos, que serão uma constante não só nesse álbum como nos outros. Os vocais de Alice soam, sem dúvida, diferentes, mas ainda não sabemos exatamente porque, logo tudo será mais evidente. A faixa tem um clima bem divertido e uma letra bem rebelde, mas é apenas uma amostra do que vem por aí.

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(1973) Alice Cooper – Billion Dollar Babies

Eis aqui provavelmente o álbum mais famoso de Alice Cooper, e o melhor do Alice Cooper Group. Billion Dollar Babies contou mais uma vez com a produção do grande Bob Ezrin, responsável por várias obras de arte do rock/metal, e está repleto de clássicos da Tia, que entrava em sua fase mais teatral. Sem muitos comentários adicionais, aqui vai mais um da Tia Alice, tão presente no nosso humilde Roque Veloz, here we go!

Melhor música: Elected

Pior música: Mary-Ann

1 – Hello Hooray (Kempf) (4:14) 3/5

A abertura do álbum é bem espalhafatosa, com um ar épico de show business antigo. A letra, escrita por um compositor canadense, soa irônica com Alice nos vocais, e era dessa forma também que iniciavam-se os shows da turnê deste disco. Na verdade a primeira faixa parece mais uma introdução, um tanto quanto extensa, é verdade. Mas ainda assim uma introdução. A coisa melhora logo a seguir.

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(1989) Os Dez Melhores Álbuns

Seguindo o exemplo do site about.com (com matérias traduzidas no site Whiplash.net) e para comemorar o centésimo post do roqueveloz, aí vai um post especial, uma lista com os melhores álbuns de rock lançados em 1989, não é uma lista única, varia de pessoa pra pessoa, o que eu colocar aqui, é opinião minha e com certeza você irá discordar de algo, então coloque sua lista nos comentários, ou comente sobre os discos, e aproveite o post 😉

1 – Mötley Crüe – Dr. Feelgood 5/5
(Leia a resenha completa deste álbum, com comentários faixa a faixa, clicando aqui)

Mötley Crüe - Dr. Feelgood

Uma das obras primas do hard rock, “Dr. Feelgood” trouxe muito mais do que milhões de cópias ao gênero. Após a “Morte por overdose” de nikki sixx, a banda se trancou numa clínica de reabilitação e lançou o que é  considerado um dos melhores álbuns da história do hard rock.

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(1971) Alice Cooper – Love it to Death

Love it to Death é o 3ª álbum da até então banda Alice Cooper, foi em sua época muito elogiado pela crítica, alcançando status de clássico do grupo após ser disco de platina. Vale ressaltar que Love it to Death é da banda Alice Cooper, e não um disco solo do cantor Vincent Furnier, que anos mais tarde adotaria o nome da banda para si. Muitos fãs, inclusive eu, considera este tape o melhor já feito pela banda, o principal da década de 70. Produzido por Bob Ezrin, aclamado produtor de bandas como Pink Floyd e Kiss, Love it to Death foi estardalhaço pra sua época, e continua sendo um estardalhaço até hoje. Foi muito importante para as apresentações ao vivo do grupo, na turnê de Love it to Death a banda começaria a usar, as famosas cobras, a camisa de força e as primeiras formas de morte do vocalista (Vincent Furnier).

Melhor Música: I’m Eighteen

Pior Música: Hallowed be My Name

Vídeo esse tocado pela banda original que toca no CD, anos após se separarem de Vincent Furnier( Que anos mais tarde adotaria o nome Alice Cooper para si).


1 – Caught in a Dream ( Michael Bruce)3:10     5/5

O álbum abre de uma maneira bem cadenciada, o baixo nesta primeira faixa tocado por Dennis Dunaway tem uma linha que dita o ritmo leve da música. Glen Buxton o guitarrista principal da banda na época se apresenta aos ouvintes de  Love it to Death fazendo um belo solo em seu instrumento. Uma boa música que tem uma letra interessante. Abre de uma boa forma o álbum.

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