(24/03/2012) Amon Amarth – Carioca Club, São Paulo


Inacreditável? Épico? Pesado? Único?
Ainda é muito pouco para descrever a noite do último 24 de março de 2012. Podemos apenas descrever com uma única palavra: VIKING.

Começo a resenha desse show primeiramente pedindo desculpas pelo relevante atraso, mas estávamos em um momento complicado no nosso Roque Veloz. Sem mais delongas…

Minha jornada começou às 10 horas do sábado na meca dos bangers de São Paulo, a Galeria do Rock. Entre algumas compras, me dei conta que era dia de show e por acaso comecei a trocar ideia com dois vendedores de uma loja que fui usufruir do capitalismo de cada dia. Perguntando à eles sobre o show do Amon Amarth, disseram que não ia estar cheio o quanto esperávamos, despedi, peguei meus frutos do escambo e parti para minha toca.

Não levei muito em consideração as informações que obtive sobre a lotação do show e aproximadamente 15 horas já estava no metrô, talvez atrasado quanto ao horário, já que a casa estava com a previsão de abrir por volta das 18 horas, mas por um lado estava tranquilo por conta da localização da casa, que é uma travessa da rua do metrô Faria Lima (linha 4-Amarela), que quanto a isso podemos só elogiar, já que é “colado” no metrô.

Eram aproximadamente 15h40 quando cheguei na casa e fui trocar meu ingresso, não tenho do que reclamar, particularmente falando, pois comprei pela Internet e só fui trocar. O ponto negativo foi a falta de informação em relação a compra de ingressos (para os mais atrasados) , que tinham que pegar a mesma fila que quem fosse trocar os ingressos, que posteriormente foi alterado e deixado muitos (já com o ingresso) confusos e muitos entrando em fila errada. A casa que tinha previsão de abrir as 18 horas, foram abrir suas portas entre as 18h30 e 18h45, já com uma grande fila (virando quarterões e queimando a língua dos vendedores amigos da onça que disseram que ia estar vazio), um horário tolerável para a casa, que queria mesmo é se livrar logo dos pobres bangers como esse pobre que vos fala (mais tarde comento isso).

Já havia entrado na casa e para polpar esforços durante o show, fui comprar merchandising oficial da banda, como o tão falado drinking horns, que os organizadores venderam pela internet e levaram apenas 60 unidades para a casa, que secaram antes mesmo das 19 horas, algo que devia ter sido melhor planejado pelos mesmos. Resolvi ir ao bar e o curioso da casa, é utilizar uma espécie de cartões de crédito no melhor estilo parquinho de shopping. Para os pinguços de plantão, um ponto a se elogiar (em termos) o Carioca Club, é o preço da cerveja (R$ 5,00), ao contrário de outras casas e outros bares São Paulo à fora.

Não deu tempo nem de abrir a cerveja e quem tomou conta do palco foi o grupo Ordo Draconis Belli que fez o público entrar no clima do show, com atuações performáticas de batalhas. Ainda que em meio a lutas no melhor estilo Chapolin Colorado, levantaram o público o bastante até a casa lotar para a apresentação.

Após aproximadamente 30 ou 40 minutos, as luzes da casa se apagaram e vieram um instrumental para anunciar a entrada da banda. War of the Gods trouxe toda a força da banda e todo o público presente já parecia um furacão com tudo que pode se esperar dos “vikings brasileiros”, como o proprio Johan Hegg chamou (¬¬’). Em seguida sem perder o gás, a banda apresentou Runes to My Memory que só ferveu mais ainda o caldeirão de gente naquele Carioca Club.

Quando todos pensaram que não tinha como incendiar mais, a banda apresentou a poderosa Destroyer of the Universe, que foi o grande ápice desse início de show e se antes parecia um furacão, com essa música pareceu o apocalipse.

Live Without Regrets manteve o alto nível do show até então. Todos que pensaram que iam descansar, só ganharam mais hematomas, que foram amenizados (em termos) na faixa seguinte, Thousand Years Of Oppression, não que seja calma, mas para o padrão Amon Amarth de porrada na cabeça, deu para descansar.

Outro momento épico do show foi quando o guitarrista Olavi Mikkonen ameaçou tocar o riff do clássico Pursuit of Vikings e já acordou o público presente na casa, que cantou desde o primeiro riff em uníssono. Não tem palavras pra descrever esse momento do show, quem estava lá, nem que por um momento sem dúvida nenhuma, sentiu que estava em Valhalla devido a energia passada pela banda e pelo próprio público.

Após a aclamada Pursuit of Vikings, o Amon Amarth entoou mais uma faixa do Surtur Rising, For Victory or Death. Particularmente falando, é uma das minhas faixas preferidas desse álbum, uma pena que as guitarras estavam ligeiramente baixas e ofuscaram um pouco o riff principal da música e consequentemente, os solos.

Depois vieram The Hero, Valhalla Awaits For Me e Slaves of Fear, canções emblemáticas da banda e a primeira citada, foi algo que todos ali desacreditaram estar no setlist e  algo me diz que não vamos ouvi-la ao vivo outra vez.

Para reacender o fogo (já aceso) da platéia, veio a poderosa Fate of Norns, que particularmente fez meu sangue ferver ao lembrar que essa foi a primeira música do Amon que eu ouvi anos atrás e lá estava ouvindo e vendo ao vivo pela própria banda.

Bleed For Ancient GodsUnder The Northern Star mantiveram o alto nível do show com execuções fora do comum, e fez a platéia só ficar mais maluca e para aqueles que achavam que as rodas tinham acabado, só ficaram maiores (do tamanho da pista).

Free Will Sacrifice e Cry Of The Black Birds ameaçaram uma breve esfriada do público presente, mas logo em seguida veio um clássico de marca maior da banda, Death in Fire literalmente acendeu e fez os presentes novamente incendiarem de vez.

Victorious March, que veio em seguida foi em tom de despedida, já que estava chegando nos finalmentes do show e a banda saiu toda do palco.

As luzes continuaram apagadas após Victorious March e eis que a banda ressurge no palco e o riff de Twilight Of The Thunder God começa e em uníssono com a banda, o Carioca Club cantou, pulou, agitou e tudo mais que poderia fazer (e não fazer) durante esse clássico.

Agora sim, a banda se despedia de São Paulo (e do Brasil, já que era show único em território tupiniquim), com algumas palavras de Johan Hegg e mais um dos clássicos da banda, Guardians Of Asgaard, a banda proferiu suas últimas notas de show e só engrandeceu ainda mais o público presente.

Quem não se sentiu um viking naquela noite, não irá se sentir tão cedo. Sou suspeito em dizer, mas coloco esse show como um dos melhores do ano, sem dúvida nenhuma.

Set List:

War Of The Gods
Runes To My Memory
Destroyer Of The Universe
Live Without Regrets
Thousand Years Of Oppression
Pursuit Of Vikings
For Victory Or Death
The Hero
Valhalla Awaits Me
Slaves Of Fear
Fate Of Norns
Bleed For Ancient Gods
Under Northern Star
Free Will Sacrifice
Cry Of The Black Birds
Death In Fire
Victorious March

bis:
Twilight Of The Thunder God
Guardians Of Asgaard

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