Volta do Vinil, a música “engolida” como Fast-Food, a morte lenta de um ideal e Feliz Dia do Rock \m/


E aí pessoal, tudo tranquilo?  Após alguns meses na geladeira o Roque Veloz está voltando e com força total e em novo formato, em breve algumas outras novidades pra vocês. Por enquanto, temos este texto abordando algumas opiniões e comentando alguns fatos como a “volta” do vinil e o dia internacional do Rock. Curta, compartilhe, comente, ou apenas leia, mas não deixe de ler e enfim, vamos ao post.
Ah…o Vinil, o bom e velho bolachão parece estar voltando de vez ao lugar que nunca deveria ter saído, o mercado musical. Muitas bandas estão começando a retornar ao formato analógico e além disso há vários relançamentos de álbuns bons, sendo que cada vez mais podemos ver um agito no mercado referente a este assunto. Tanto que várias empresas já começam a pensar em toca-discos modernos que além das já obrigatórias entradas USB, começam a investir novamente nesta velha forma de apreciar a música. E já começa a atingir um mercado não somente de colecionadores, mas usuários comuns que não raramente compram um álbum ou outro e já estão correndo atrás de peças como essa.
Muita gente pode dizer que é muito caro, que é coisa de museu e não merece ser comprado, mas se você pega um vinil em bom estado, coloca pra tocar em uma vitrola que está funcionando direitinho, é IMENSA a diferença de qualidade do vinil para o CD ou o MP3 e isso já foi comprovado em diversos estudos, mas não vou ficar falando sobre toda a diferença disso e tudo mais, pode ficar pra algum futuro post quem sabe. E pra quem se interessou e não quer pagar muito pra começar, existem diversas feiras de vinil onde os próprios colecionadores colocam algumas peças que não querem mais a venda e a um preço bem acessível (Um exemplo foram os Cinco Reais que paguei no Billion Dollar Babies do Alice Cooper em ótimo estado [foto])
E com essa introdução toda da volta do vinil vamos a um ponto do texto em que eu queria chegar, que a era digital apesar de todos os seus prós, apresenta alguns males e dentre eles a música sendo “engolida” como um fast-food qualquer, um outdoor na estrada em que você raramente presta atenção e acaba não apreciando a música.
E sim, eu digo apreciar porque com o passar do tempo e a facilidade de adquirir discografias inteiras em um único clique, as pessoas deixaram de realmente curtir a música e começaram a ter “barulho de fundo” enquanto estão exercendo qualquer outra atividade que não seja ouvir música.
Não que eu seja saudosista e não procure novas bandas ou bandas antigas na internet, acho que esta é uma forma muito válida de se manter atualizado e buscar conhecimento, porém com essa facilidade em mãos, muitas pessoas nunca ouviram um álbum inteiro e não veem mais relação de um single com o seu álbum. Seguindo um exemplo prático, a experiência de ouvir um álbum inteiro como “Dark Side Of The Moon” do Pink Floyd é TOTALMENTE diferente de ouvir uma música avulsa, ou então curtir um outro álbum conceitual como “Rise And Fall of Ziggy Stardust and The Spiders from Mars”, a música é um produto para se consumir lentamente e ser apreciada, e a facilidade da era digital está a transformando em um “fast-food”, engolida com pressa servindo como uma distração qualquer no dia a dia. Se você nunca teve uma experiência de ouvir um álbum completo,  tente por uma primeira vez. Escolha um artista ou banda que lhe agrade, pegue seu aparelho digital (MP3 players, celulares, IPOD’s, etc…), escolha um álbum inteiro, ponha os fones de ouvido e apague a luz. Você nunca mais irá ouvir aquelas músicas do mesmo jeito porque você foi transportado a atmosfera do álbum, você entra no clima, você sente cada nota, cada palavra sendo sussurrada e isso se trata de uma experiência musical única.

Só que seguindo essa linha de raciocínio, será que eu sou obrigado a toda vez que querer ouvir uma única música de um álbum, vou ter que ouvir ele inteiro? Mas a resposta está clara, óbvio que não, a era digital veio pra facilitar isso e você consegue escolher o que quer e quando quer ouvir, porém as pessoas começaram a fazer apenas isso e esqueceram como é impactante colocar um “Black Album” pra tocar e já se deparar com a introdução de “Enter Sandman” e já na sequência emendar a pesada “Sad But True”.
E todo esse texto não é somente para falar sobre aquele velho papo “antigamente era melhor, as gerações passadas são melhores” e tudo aquilo que você sabe que não é verdade mas não deixa de fazer pensar, pois essa facilidade de cliques e informações chegando rápido estão transformando os “novos” fãs de rock em pessoas que não conhecem o seu contexto e sua atmosfera e acabam não entendo toda sua essência. Daqui há alguns anos consigo perfeitamente imaginar um fã de Pink Floyd das antigas conversando com algum menininho: “Adoro a primeira parte do The Wall”, “The Wall? O que é isso? Algum outro nome para aquela música que as crianças cantam sobre Educação”? E tocando nesse ponto é quase correto afirmar que a Era Digital está matando o Rock aos poucos, a facilidade acomodou as pessoas e muitas delas já não sabem mais o ideal de revolução, o espírito jovem e rebelde que iniciou o Rock N’ Roll, até porque é muito mais fácil ficar em casa clicando pra baixar as músicas do que ir atrás do ideal, fazer revolução, e as pessoas estão até mesmo DEIXANDO DE IR AOS SHOWS! (Uso essa parte em Caps pois sim, isto eu acho o maior absurdo) Afinal, pra que ir a um show e contribuir para o trabalho de um artista que eu curta se em dois cliques eu acesso o PirateBay e tenho a imagem do show em FullHD curtindo de casa? Concordo que existem alguns preços abusivos de produtoras em cima de shows internacionais e palhaçadas inventadas somente no Brasil como “Platéia VIP”, mas o que eu não consigo entender é como um “ROQUEIRO” fica parado acumulando gordura e espinhas em casa e não se incomoda com qualquer tipo de  problema social ou cultural.

Imagina estar no meio do Rock In Rio de 85, experiência única.

Este último parágrafo foi mais um apelo para não deixarem o Roque (\,,/) morrer, e nada mais justo do que postar isso exatamente no dia internacional do Rock, tentei não prolongar muito o texto e falar um pouco sobre cada assunto que queria abordar nesse post, que é mais do que especial. Afinal esse é o post número 200 do Blog!😀 É possível falar muito mais de cada assunto, mas isso vou deixar pra vocês comentarem, afinal é uma discussão longa e rende muito. Obrigado pra quem leu até aqui e FELIZ DIA DO ROCK GALERË \m/
Comentem/Esculachem/Deem a sua Opinião e até o próximo post😉

Keep Rocking \m/

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