(2012) Primal Fear – Unbreakable


Capa do Álbum

 

O ano mal começou e já contamos com um lançamento de peso para 2012 e bota peso nisso. Uma das bandas mais promissoras da atualidade – o Primal Fear, lançou seu nono disco de estúdio e dá uma aula de Metal sem soar datado ou manipulado. Riffs contagiantes e uma paulada atrás da outra, com competentes vocais de Ralf Scheepers, que poderia muito bem substituir Rob Halford no Judas Priest, como já foi cogitado uma vez. Em várias entrevistas a banda afirma que Unbreakable é uma volta as origens e cumpre sua promessa ao longo do play, embora os alemães estavam fazendo muito bem o seu trabalho, uma visita ao passado é sempre bem-vinda. Ainda mais quando esse passado é brilhante como o do Primal Fear, mas enfim…vamos ao álbum.

Grandes destaques do álbum: Bad Guys Wear Black, And There Was Silence e Marching Again

1 – Unbreakable (Part 1) – 1:37  S/N


Uma introdução com clima épico dá inicio a um dos álbuns mais aguardados de 2012, apesar não termos passado da metade de Janeiro…

2 – “Strike” – 4:39 5/5


Põe no talo: o riff de Strike é daqueles que merecem ser ouvidos no volume 11 de tão impactante que soa, uma boa música pra abrir o álbum e poderia abrir os shows também, pra animar o público já que tem um refrão empolgante e vocais animadores…os agudos de Ralf Scheepers são inquestionavelmente os melhores do metal desde que Rob Halford deu os seus berros em Painkiller no ano de 1990…

3 – “Give ‘Em Hell” – 3:05 5/5


Mais porrada e sem desanimar, o ritmo continua frenético na terceira faixa e mostra que a proposta de soar como nas origens da banda não era brincadeira, cru, direto e pesado, Give ‘Em Hell poderia muito bem se encaixar no primeiro álbum da banda e ser um dos clássicos no dia de hoje. Um grande destaque para o exímio solo de guitarra no meio da música também.

4 – “Bad Guys Wear Black” – 3:31 5/5


Primeiro single anunciado da banda, Bad Guys Wear Black tem na introdução uma marcha na bateria e logo entram as guitarras muito bem tocadas pela dupla Karlsson/Beyrodt, mas o destaque principal fica mesmo por conta dos vocais do quase Rob Halford, uma bela escolha para single já que mostra competência em todos os lados da banda, inclusive nas linhas de baixo extremamente bem tocadas por Matt Sinner, o refrão não é daqueles de grudar na cabeça, mas é ótimo.

5 – “And There Was Silence” – 5:13 5/5


Talvez uma das músicas que mais lembre o passado da banda, como Black Sun, Metal Is Forever ou até mesmo Nuclear Fire, é uma música onde as guitarras se destacam, uma bela introdução com um pequeno solo e versos tocados com rapidez seguindo os agudos do vocal, com grande destaque para o refrão e QUE REFRÃO, um dos melhores da banda, com grande melodia e não abusando dele, gruda em sua cabeça e é daqueles de cantar junto com um estádio inteiro, só por esse refrão a banda já pode figurar entre um dos melhores do ano .

6 – “Metal Nation” – 5:11 4,5/5


Um início com estilo épico e guitarras limpas fazendo um belo riff estilo oriente médio dão início a Metal Nation que logo explode com distorção e os vocais de Ralf Scheepers nos faz duvidar se não é nenhuma música nova do Judas Priest, com um belo refrão que não apela pra repetitividade mostra toda a qualidade da banda, destaque também para a linha de baixo extremamente bem composta por Matt Sinners, único membro original da banda junto com o vocalista.

7 – “Where Angels Die” – 8:09 5/5


Então vamos para a faixa mais longa do álbum, Where Angels Die é uma semi-balada (quesito no qual a banda se mostrou muito competente nos últimos álbuns, como podemos conferir em Hands Of Time, do lançamento anterior a esse) mas não se trata de nenhuma balada mela cueca a lá Bon Jovi, a introdução da música já podemos notar isso com um belo solo e os primeiros versos se encaixam perfeitamente na sincronia de uma linha acústica com uma guitarra distorcida por cima, porém o destaque maior fica por conta novamente dos vocais, principalmente no refrão onde a voz de Ralf fica ainda mais poderosa. Um ponto alto do álbum que podemos perceber aqui é a produção e todo o cuidado que esses caras tiveram para trazer um bom trabalho para os fãs, cru e bem trabalhado, a sétima faixa tem várias passagens destacando todos os músicos, a música ainda dá uma parada para um exímio solo de guitarra com belas passagens no teclado, semelhante a algo feito em Fighting the Darkness.

8 – Unbreakable (Part 2) – 6:05 5/5


A faixa que realmente dá título ao álbum começa com um estrondoso riff, guitarras cruas e diretas e um refrão com clima épico pra levantar os punhos e socar o ar, Unbreakable é energia pura do início ao fim com grande destaque para a dupla de guitarristas Magnus Karlsson e Alexander Beyrodt, RAISE YOUR FIST ROCK WITH ME THROUGH THE FIRE!

9 – “Marching Again” – 5:41 5/5


Uma introdução com clima épico nos teclados se dá até quase o primeiro minuto de música e aí é PORRADA NA ORELHA, provavelmente o riff mais agressivo e rápido do álbum o ritmo da música vai seguindo nesse Speed Metal até o refrão onde a banda coloca uma melodia muito boa e os vocais agudos de Ralf tornam a música ainda mais empolgante, digamos que essa passagem poderia lembrar um pouco o Angra, seguindo a estrutura Porrada/Melodia/Porrada/Melodia/Solo Virtuoso, um dos grandes destaques do álbum.

10 – “Born Again” – 4:48 4/5


Uma outra semi-balada se dá início na décima faixa do álbum, porém aqui só temos a introdução acústica, com vocais calmos e uma letra um pouco mais depressiva do que o resto do álbum, tem um belo refrão mas tinha potencial pra ser muito melhor se um pouco mais trabalhada pela banda.

11 – “Blaze Of Glory” – 3:56 5/5


Se você lembrou do Bon Jovi, pode dar a volta…a introdução totalmente distorcida e bem trabalhada nas guitarras já nos mostra que aqui se trata de Heavy Metal, e de qualidade os vocais de Ralf são bem trabalhados, mas nada supera o que a dupla de guitarras criou aqui, unindo melodia e peso. Grande destaque também para o refrão aqui.

12 – “Conviction” – 3:49 3/5


Última faixa do álbum, não apresenta nada de novo ou extraordinário…se trata de uma faixa curta se comparada ao restante do álbum, tem muito peso e os instrumentos são muito bem trabalhados, porém, apesar da banda insistir, o refrão não pega e acaba se tornando enjoativa. Uma pena, pois o álbum poderia muito bem terminar em Blaze Of Glory com chave de ouro.

Média do álbum: 9/10

Primal Fear

 

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