(2006) Dragonforce – Inhuman Rampage


Terceiro álbum dos ingleses “globalizados” (porque cada um é de um lugar do mundo), é o álbum em que coroou o Dragonforce como uma das principais do gênero e que firmou definitivamente a banda no cenário metálico mundial. Comparando com seus antecessores, Sonic Firestorm e Valley of the Damned, Inhuman Rampage apresenta um Dragonforce maduro, mais pesado, com letras mais agressivas e pra quem não achava que ainda existia cartas nas mangas da dupla Sam Totman e Herman Li, estavam enganados, não tinha apenas uma carta e sim o baralho todo.

1 – “Through the Fire and the Flames” (Totman, Theart) – (7:24) 5/5
Iniciamos o álbum com um clássico da banda e a música que bem ou mal, colocou o Dragonforce no topo das paradas e reconhecido no mundo. Musicalmente falando, essa música apresenta bem o que vai ser o conceito do álbum, músicas pesadas, velozes, solos grandes e técnicos e uma chuva de efeitos absurdos que até Deus duvida. Simplesmente, um clássico da banda, nada mais. Curiosamente, o que impulsionou o sucesso dessa música juntamente com o DF, foi a aparição como música bônus no jogo Guitar Hero III: Legends of Rock (Neversoft/Activision/RedOctane, 2007) que até hoje assombra por ser algo absurdamente satânico de se tocar no jogo. Essa faixa também ganhou um videoclip, que infelizmente foi reduzido de 7 para 5 minutos, confiram:

2 – “Revolution Deathsquad” (Totman) – (7:53) 4/5
Música pesada e bem rápida, segue uma linha mais parecida com as músicas do álbum anterior, Sonic Firestorm. Sam e Herman pra variar, dão uma aula de efeitos e de velocidade, sem esquecer as clássicas moedinhas do Mario Bros. (tappings). O único pecado é ser uma faixa muito grande (segunda mais longa do álbum) e vagamente repetitiva e cansativa por causa da quantidade de solos da música. Curiosamente, essa faixa foi disponibilizada para download também para o jogo Guitar Hero III: Legends of Rock.

3 – “Storming the Burning Fields” (Pruzhanov) – (5:19) 4/5
Efeitos a parte, o começo dessa música é bem caótico, podemos dizer que precisa de tempo pra processar tanta informação. Nessa faixa, também há um resgate de uma linha mais Power mesclado com o peso, a virtuose e tudo mais que te faça ficar assustado com a dupla Herman Li e Sam Totman. Um dos destaques do álbum com toda certeza.

4 – “Operation Ground and Pound” (Totman, Theart) – (7:44) 5/5
Particularmente falando, é a melhor música desse álbum, e tenho uma teoria que se não fosse o Guitar Hero, essa sim ia ser o grande sucesso do DF. A mescla de todos os efeitos, a virtuose e o vínculo com o passado da banda, é a receita para o sucesso desse clássico. A linha melódica grudenta é um grande destaque dessa faixa. Curiosamente, também foi disponibilizada para o jogo Guitar Hero III e está na trilha do jogo Skate 2 para XBox 360. Essa música ganhou um clipe um tanto fora dos padrões trazendo toda a alegria e as loucuras dos caras do DF.

5 – “Body Breakdown” (Pruzhanov, Li, Totman) – (7:03) 4/5
Quando pensamos que a banda cai um pouco de ritmo nessa música, ela se ergue e vem novamente com um daqueles riffs caóticos que demoramos um tempo pra processar a informação. Essa faixa, foge vagamente do conceito do álbum e mescla os dois álbuns anteriores do Inhuman Rampage. Um destaque dessa faixa é a letra que chamo isso de “balada rápida” (se olharem principalmente o refrão, vão entender). Já que estamos falando nele, destaque para o refrão também, cantado em coro e em um certo ponto da música, cantado à capella, como já é costume dos fãs do DF ouvir em suas músicas.

6 – “Cry for Eternity” (Totman) – (8:13) 3/5
Faixa mais longa do álbum, segue a linha bem padrão pra esse álbum, absurdamente rápida, técnica e cheia de efeitos. Ótima faixa, só peca no desenvolvimento da melodia, mesmo tendo um grande ápice no refrão, digno de Dragonforce e lembrando muito as músicas do Sonic Firestorm, trabalho anterior da banda. Um ponto que podemos destacar também, é o solo estranho com a guitarra clean, tocado em dueto pela dupla Totman/Li.

7 – “The Flame of Youth” (Li) – (6:41) 4/5
Dessa vez, o Dragonforce não vem tão rápido inicialmente falando, mas rapidamente, já vai tomando velocidade até a entrada dos vocais. Essa faixa foge um pouco do conceito do álbum e consegue misturar os riffs e versos bem voltado para os trabalhos do tempo do Valley of Damned com refrão, efeitos e afins do trabalho anterior ao Inhuman Rampage, o Sonic Firestorm.

8 – “Trail of Broken Hearts” (Pruzhanov, Totman, Theart) – (5:57) 3/5
Última faixa do álbum, uma balada que foge de tudo que conhecemos do Dragonforce, ou quase tudo, basta ouvirmos Starfire, do Valley of Damned e entenderá bem o que eu to falando. Uma ótima música, mas só exagera um pouco na distorção e ao meu ver, falta um pouco de originalidade, já que é bem parecida com a música que citei a pouco.

Média do Álbum: 7/10

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