(2011) Almah – Motion


Estava eu na santa Galeria do Rock e eis que eu tomei um susto quando vi que já estava sendo vendido a milhão a primeira prensagem e tive que ser guiado pelos meus instintos capitalistas e comprei esse álbum.

Sem mais delongas, Motion é o terceiro álbum dos caras do Almah e segundo álbum da banda depois de ser passada de apenas um projeto solo do vocalista do Angra, Edu Falaschi, para uma banda formada com músicos de altíssimo nível, incluindo um velho conhecido dos fãs do Angra, o baixista Felipe Andreoli.

Em resumo, Motion, está fugindo do metal melódico tradicional cheio de dragões, espadas e toda a parafernalha do cenário e impõe um estilo mais pesado, moderno e bem agressivo, algo bem diferente do que ouvímos nos álbuns anteriores da banda. Se a idéia do Almah é inovar e surpreender, parabéns meus caros, vocês conseguiram outra vez e com louvor.

*Todas as letras foram escritas por Edu Falaschi e Felipe Andreoli e as músicas e arranjos foram escritos pela banda

1 – “Hypnotized” – (5:15) 4/5
O álbum já começa com força total e nitidamente conseguimos perceber as mudanças em relação aos álbuns anteriores. Vagamente essa música me lembrou Break All the Welds e Torn, clássicos dos álbum anteriores da banda, só que com uma pegada bem mais pesada e com maior ênfase nos drivers de distorção. Aproveitando a deixa, a dupla Barbosa/Schroeber não perdoam desde o primeiro riff da música e provam que HOJE, formam a melhor dupla de guitarras do país. A cozinha, conduzida por Felipe Andreoli, também não deixa barato e maceta a cabeça do ouvinte sem dó. Primeira faixa do Motion que só dá mais vontade ouvir até o final.

2 – “Living and Drifting” – (4:01) 3/5
Sem perder a força e o ritmo pesado da faixa anterior, Living and Drifting mostra que a linha melódica não foi totalmente deixada de lado no Almah. Apesar do instrumental ser bem pesado, acrescido com um arranjo sintetizado dando uma cara bem moderna, os solos são virtuosos e a linha vocal tende a ser menos agressiva e é possível notar algumas notas mais agudas (na medida do possível para o Edu).

3 – “Days of the New” – (4:39) 3/5
Sem tempo pra respirar, entramos em um riff esmagador que aos poucos vai dando forma para esta faixa até sua “dispersão” no refrão, onde a música da uma acalmada até o riff inicial. O Almah conseguiu unir nessa faixa, duas coisas que ainda eram estranhas entre si, o peso e uma pegada moderna com os refrões melódicos e mais líricos do Power Metal mais tradicional, como já falei, se a ideia era inovar, eles conseguiram.

4 – “Bullets on the Altar” – (4:33) 4/5
Logo que a música começa, já é possível lembrar da música Almah, do primeiro álbum da banda. Além da pegada moderna, a letra não tem uma temática de dragões e fadinhas, coisas que as bandas do gênero usam sempre, o Almah trás um conteúdo bem atual, que falam do cotidiano, da realidade. Uma das melhores músicas do álbum sem dúvidas.

5 – “Zombies Dictator” – (4:39) 4/5
Martelada na cabeça sem dó! O Almah conseguiu unir gutural com o melódico e os riffs e o peso do Thrash com a virtuose e a velocidade do Power. Essa música é simplesmente incrível. O que podemos destacar também, é a letra que como já dito, tem uma temática bem atual, no caso, casa bastante com os conflitos como ocorreram na Líbia e Egito.

6 – “Trace of Trait” – (4:18) 5/5
Se não é a melhor do álbum, está entre as melhores com toda a certeza! Foi a primeira música do álbum a ser lançada em forma de um clipe. Mostra muito bem a identidade do Motion, com o peso, a modernidade e o melódico mesclados em uma só música.

7 – “Soul Alight” – (4:19) 4/5
Base bem pesada, particularmente uma das melhores do álbum. Destaque para a AK-47 digo digo, para Marcelo Moreira que eu não pensava que era rápido assim. Novamente, temos um refrão grudento e mais “calmo” que o resto da música,  que vem com uma base bem pesada e rápida durante os solos e os versos. Uma das grandes músicas do álbum, mas é ofuscada por verdadeiros clássicos.

8 – “Late Night in 85′ ” – (3:44) 4/5
Primeira balada do álbum e de bastante destaque também. Mesmo utilizando distorções pesadas e solos virtuosos, não perde o feeling e a pegada da balada não foge. O único ponto que peca um pouco, é a falta de um refrão grudento para “coroar” de vez essa música. Assim como Trace of Trait, ganhou um videoclipe que curiosamente foi filmado na mesma adega em que a própria Trace of Trait foi gravada, podendo ser reconhecido um ou outro cenário.  Confiram o clipe:

9 – “Daydream Lucidity” – (5:12) 3/5
Retomando a linha pesada, o Almah volta com uma intro extremamente rápida e muito técnica, digno de grandes músicos como a dupla Barbosa/Schroeber nas guitarras. Embora tenha toda a técnica e seja rápida, há momentos de quebra no ritmo que, tornam-na cansativa. Não digo que seja igual, mas é uma música que se encaixa bem vagamente no conceito do Aqua, último álbum do Angra, só que obviamente, sem influências étnicas e regionais e sim ao peso e às características das músicas. Ótima música, porém ofuscada no álbum.

10 – “When and Why” – (3:45) 4/5
Cá chegamos na última música do álbum. Deixando o conceito agressivo do álbum em geral de lado, encerramos agora com uma faixa acústica que podemos rapidamente perceber as influências de Hard Rock, principalmente de bandas como Bon Jovi. Fecha com chave de ouro um álbum que trocadilhos a parte, faz muito barulho e chegou para inovar o conceito da banda, fugindo daquilo que já foi dito anteriormente, como ficção e fantasia e indo para um lado realista e atual.

Média do Álbum: 7/10

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