(2011) Anthrax – Worship Music


Capa do álbum

Desde 2003 sem lançar nada, o Anthrax que contou com a volta do vocalista Joey Belladona que havia saído em 1992 e não gravava nada com a banda desde 1990, a banda que é considerada um dos big four junto com Metallica,Megadeth e Slayer traz em 2011 um dos melhores lançamentos dos últimos tempos. Pesado, melódico, moderno na medida certa e refrães marcantes, junto com solos de tirar o fôlego fazem em Worship Music até quem não é muito fã de Thrash Metal extremo (inclusive eu) ouvir o trabalho repetidas vezes e perder a cabeça. Com certeza entra no posto de um dos melhores do ano e já pode ser considerado até mesmo um dos melhores da banda.

 

Maiores destaques: The Devil You Know, Fight ‘Em ‘Til You Can’t, In The End

1.”Worship” (1:41) S/N

Uma calma introdução que dá início a pancadaria na próxima faixa…

2.”Earth on Hell”  (3:11) 5/5

Earth on Hell é uma música relativamente curta, e é porrada na orelha do início ao fim, no maior estilo Old School, o Anthrax dá uma aula de peso com modernidade, as baquetas que ficam ao encargo de Charlie Benante é o maior destaque da faixa de abertura, junto com a linha de baixo agressiva de Frank Bello. Pra bangear do início ao fim!

3.“The Devil You Know” (4:46) 5/5

Já mais puxado pro Heavy Metal tradicional, a terceira faixa que foi escolhida para ser o single principal do álbum já começa com um excelente riff que deve ficar matador ao vivo e a produção ajudou muito aqui, todos os instrumentos estão em destaque não deixando a música cair durante um segundo, os vocais de Belladona estão impecáveis, assim como os backing-vocals de fundo no refrão de “Ya gotta go with the devil you know” que gruda na cabeça e é com certeza um dos melhores momentos do álbum, deixando claro que o Anthrax não é um dos Big Four à toa.

4.”Fight ‘Em ‘Til You Can’t”  (5:48) 5/5


“City authorities in north italy
Have reported that the bodies of the dead
Are rising from the graves
And attacking the living”

Essa introdução que parece ter sido tirada de uma locução de rádio dá início ao primeiro single do álbum e quarta faixa, uma mistura de thrash e heavy muito bem aproveitada na quarta faixa, com vocais limpos e passagens marcantes no rápido pré-refrão e no refrão muito bem composto, lembrando as melhores épocas do Megadeth, mas com um bom vocal no lugar. A música muda de melódica para pancadaria e isso a torna bem diferencial, com um dos solos mais legais do álbum o alto nível das músicas não deixa de aparecer um instante por aqui.

5.”I’m Alive” (5:37) 4,5/5

Uma introdução limpa e calma é ouvida até a guitarra principal e distorcida entrar para fazer seu trabalho, durante a introdução é possível ouvir um coro de “Oooo” muito bem encaixado na melodia, não mantém o nível excelente das faixas anteriores até a entrada do refrão pra lá dos dois minutos de execução, onde você sente todo o poder da música e com um excelente solo, “I’m Alive” tem mais elementos modernos do que as músicas anteriores, mas ainda é uma ótima música.

6.”Hymn 1″  (0:38) S/N

Uma vinheta com cara de música clássica dá uma quebrada na sequência de músicas, mas logo após ela vem outro ponto alto do álbum.

7.”In the End” (6:46) 5/5
Sinos soando na introdução e um riff esplêndido dá início a uma das melhores músicas da banda em minha opinião. “In the end” tem elementos de música pesada, melódica, música diferente uma das melhores letras de Thrash metal que eu já ouvi. Aqui com certeza temos o melhor refrão do álbum que após umas 2 ou 3 checadas você já está cantando junto e o fato da música ter quase 7 minutos não influencia em nada pois muda de ritmo algumas vezes e dá pra sentir a emoção em Joey Belladonna, principalmente na ponte antes do solo, com essa música um vocalista que já era bem conceituado consegue subir muitas posições. É música pra ouvir no talo! Uma curiosidade também, que a música é uma homenagem a Dimebag Darrel (ex-guitarrista do Pantera) e a Ronnie James Dio, como podem ver em um trecho de uma entrevista de Scott Ian abaixo:

“Era uma música que a gente queria escrever como tributo a Darrel e Ronnie, sendo este o nosso primeiro momento em que tivemos a chance de dizer como nos sentimos em relação a esses caras no contexto do que nós fazemos e o que eles influenciaram. Musicalmente essa foi à escolhida, épica e com melancolia e agressividade, um tributo apropriado para esses dois que significaram muito para nós. Não é perfeita, mas tinha que ser perfeita para honrá-los” (Tradução livre)

8.”The Giant” (3:47) 4/5

Uma introdução mais crua e com mais pegada, “The Giant” é música pra bangear! Vocais rápidos e agressivos dão lugar a um refrão cadenciado e grudento para mais porrada depois nos versos novamente, uma música que lembra muito os primeiros lançamentos da banda e que tem seu ponto alto no refrão.

9.”Hymn 2″  (0:44) S/N
Outra vinheta da banda que quebra o ritmo, dessa vez é uma marcha na bateria.

10.”Judas Priest” (6:24) 4,5/5

Outra homenagem aqui, desta vez bem mais clara. Com músicas do Judas Priest parafraseadas entre os versos, tem várias mudanças de ritmo durante a música e um riff inicial muito bem elaborado pela dupla de guitarras, a música também dá direito a curto solo de bateria e baixo na metade da música, mantendo o alto nível do álbum.

11.”Crawl” (5:29) 3/5

Introdução calma e sem distorção, até que toda a banda entra junto com o vocal e eis que, se parece com alguma música do Pearl Jam, talvez pelo fato de ser um pouco mais melancólica que o resto do álbum nos primeiros versos dá uma quebrada na sequência do álbum. A linha de baixo aqui é extraordinária e o instrumental consegue acompanhar, mas fica um pouco a desejar se comparado com o que já foi mostrado até aqui.

12.”The Constant” (5:01) 4/5

E o peso volta em “The Constant”, bem parecida com “The Giant” é uma boa faixa, principalmente no refrão onde as guitarras executam um excelente trabalho aliadas a voz de Belladona é boa e bem melhor que a anterior, mas não chega a marcar após tantos pontos altos do álbum.

13.”Revolution Screams” (6:10) 4/5

Um dos riffs mais pesados do álbum e uma letra bem pesada também, uma crítica direta a democracia dos EUA, Revolution Screams ganha muito com o peso e por mostrar que Joey Belladona está cantando muito mas acaba se tornando repetitiva e um tanto quanto cansativa. Até a hora do solo de guitarra onde a dupla Scott Ian e Rob Caggiano mostra que são muito bons no que fazem. A música é boa, mas poderia encerrar o álbum de maneira muito melhor.

14.”New Noise” (Hidden track; Begins at 11:24) (4:45) 4/5

Uma faixa escondida depois da última, coisa que tem virado moda nos últimos tempos, é um cover da banda refused. O riff mais diferente do álbum, mostra um jeito bem Hardcore nos versos, lembrando os tempos mais antigos da banda, é uma boa faixa, mas irá passar despercebida por muitos, até pela banda.

Média do álbum: 8,5 /10

Anthrax

“Did I thank you for our time together?
Did I thank you for making me better?
Did I thank you for being the one I would
Bleed and kill for
Did I thank you for tearing my head off
Ripping my heart out
Fucking my world!”

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