(2011) Age of Joker – Edguy


 O Álbum mais esperado do ano por muitos … O melhor álbum do ano por tantos outros …

 A espera foi longa, desde 2008 sem lançar nada, os fãs enlouqueceram quando descobriram que o Edguy lançaria um material novo. Agora a pergunta a fazer é : Será que essa espera valeu a pena? … ” Divertido, Bem Humorado e por muitas vezes sério Age of Joker é um álbum natural que mostra o meio termo ( entre o Melodic Metal e o Hard Rock) que procuravamos” , palavras do próprio vocalista Tobbias Sammet.

 Tobbias Sammet … O que falar do cara? Em 2 anos conseguiu lançar 3 álbuns ( 2 pelo Avantasia e este) haja criatividade para compor tantas músicas. De sua boca também saiu essa afirmação: “Nossa música é arte, não é fast food para se devorar no metrô, em Age of Joker  procuramos por uma produção mais orgânica ( vide FODA) “. A produção do álbum realmente fez muitas pessoas tirarem o dinheiro do bolso, sendo absurdamente explorada em estúdios com estruturas magistrais.

Sem mais enrolação vamos tentar entender esse novo trabalho DIVERTIDO ( Segundo Tobbias) dos caras do Edguy.

Vale deixar bem claro aqui…. Age of Joker é magistral …. Algumas vezes decepcionante …. Mas a maioria das vezes magistral …. :) 

O Grande Destaque : Behind the Gates to Midnight World

Todas as faixas foram escritas por Tobbias Sammet.

1 – Robin Hood (8:24) 5/5

 Robin Hood, The King of Thieves…

Abertura a nível Edguy mais perfeita ímpossivel.

Uma faixa longa de aproximadamente 8 minutos, que em momento algum se torna cansativa. As variações de tempo são abordadas bastante e com um riff bastante inspirado Jens Ludwig e Dirk Sauer (a dupla de guitarras) mostram que não vieram para brincadeira nesse décimo trabalho da banda. Os coros acompanham Tobias em grande parte da canção e assim seria durante quase todo álbum, que possui bastante influência de bandas como Scorpions e até Def Leppard. 8 minutos de música boa, música que possui melódias que marcam uma fase mais Hard Rock da banda e deixa em segundo plano aquele som mais power metal, que alavancou a banda ao sucesso.

Abaixo segue o clipe da canção:

2 – Nobody’s Hero (4:31) 4/5

Hard Rock na véia ….

Uma canção mais direta, menos trabalhada que a anterior, toda via, ótima. Nobody’s Hero entra de vez no som oitentista do hard rock. É uma das mais curtas do álbum e com tantas pérolas que a seguir viriam a ser ouvidas se torna uma das menos inspiradas do álbum. O refrão matador e tantas vezes repetido por Tobias é de fácil memorização e bastante chiclete, certamente você ainda estará com ele na cabeça quando amanhã for pegar aquele ônibus para ir trabalhar, ou então quando estiver tentando estudar para aquela maravilhosa prova de matemática… Running From the Sun: Noooobody’s Heeeero! \,,/ 

3 – Rock of Cashel (6:18) 5/5

Certamente uma das melhores, uma das mais inspiradas e experimentalista  da carreira da banda!

Rock of Cashel é sem sombra de dúvidas um dos pilares de Age of Joker e mostra que a banda alemã não esqueceu o Melodic Metal. Com alguns nuances de música medieval a terceira faixa agrada e muito o ouvinte que fica extasiado com o belíssimo show apresentado pela dupla de guitarras aqui!

4 – Pandora’s Box (6:45) 5/5

Os agudos de Tobbias Sammet, tanto usado nos álbuns anteriores somem bastante nesse novo trabalho e em especial nessa faixa o cantor mostra um amadurecimento bastante notável em suas cordas vocais, e caminha a passadas largas ao topo dos melhores vocalistas da atualidade!

Country na véia …. Pandora’s Box mostra que não importa o gênero, o Edguy sabe fazer música boa de qualquer que seja o estilo. O Melodic Metal perdura durante toda a canção, mas a influência do country é nítida em algumas passagens, novamente com um belo refrão Pandora’s Box é outra faixa empolgante … Age of Joker ganha o ouvinte em seu inicio brilhante!

5 – Breathe (5:03) 4/5

 Power Metal explicito, porém previsível de mais!

A velocidade aumenta e a qualidade cai um pouco, quando Breathe começa. Com os dois pés no Power Metal dessa vez, Tobbias Sammet escreve uma música da qual não é exigido tanto da sua voz, instrumentalmente falando, a banda não arrisca e se torna previsível no andamento da canção.

6 – Two Out of Seven (4:27) 4/5

What the Fuck … Suck my Cock!

Com a menor música do álbum aparece também um dos refrões mais bem elaborados. Os teclados aparecem a esmo aqui, mas não atrapalham a bela canção, o riff de guitarras é simples e curto, porém empolga. Two Out of Seven, não merece nota máxima, mas é um boa canção.

7 – Faces in the Darkness (5:22) 5/5

 Uma das minha favoritas. Feche os olhos e cante junto com Tobbias: When you open your eyes…  You’ll see them smile… Faces in the Darkness… When you wake up from your dream To blame the nighttime… Faces in the darkness ♫

A primeira vez que ouvi Age of Joker essa parecia ser a canção do século, fiquei totalmente viciado em seu andamento por vezes lento, por vezes pesado e sempre perfeito. Após 4 anos de espera, os fãs queriam ver músicas assim dos alemães, músicas como essa que nós fechamos os olhos para cantarmos junto. Faces in the Darkness traz ao ouvinte um refrão épico e memorável, um Tobbias maduro cantando com uma voz rasgada impossível de ser imitada por qualquer mortal comum. Faces in the Darkness acaba, mas permanece no fundo do seu cérebro com seu refrão marcante.

8 – The Arcane Guild ( 4:58) 5/5

Porrada na Orelha.

Teclado e baixo a mil, em outra canção que nos remete ao início da carreira da banda ou ao menos à aquela fase mais Power Metal. Dizer que o refrão é excepcional é chover no molhado quando se trata dos alemães, os coros funcionaram muito bem na 8ª faixa e são o grande destaque da faixa que traz o baixista Tobbias Exxel destruindo tudo nas 4 cordas tocando uma linha rápida e técnica. A bateria é espancada por Felix Bohnke o tempo todo e a dupla de guitarra faz o melhor solo do álbum nessa faixa! The Arcane Guild nos mostra que quem come alface uma vez morrerá comendo alface! (entenderam? )

9 – Fire on the Downline (5:47) 5/5

Melhor Introdução do Álbum: Violão Suave e Lento, Voz de Tobbias à beira da perfeição e aquele clima de coisa fantástica a começar.

Após a ótima faixa anterior aparece a cadenciada Fire on the Downline, com um clima mais épico e uma pegada ala Hair Metal anos 80, o Edguy nos brinda com outra ótima canção com um refrão que cresce cheio de melódia e solos matadores da dupla de guitarras. Talvez seja essa a canção onde Tobbias Sammet mais se sai bem, com uma interpretação sem igual. Ouça a faixa e você entenderá o que eu quero dizer. Agudos na hora certa, voz ritmada na hora certa, voz rasgada na hora certa, esse Tobbias Sammet é um Gênio, um dos melhores vocalistas da atualidade e um dos melhores compositores também.

10 – Behind the Gates to Midnight World (8:56) 5/5

 Meu Deus que faixa é essa? 9 minutos de brilhantismo… Ouso a dizer que é a melhor coisa do Edguy em muitos anos!

O grande hit do álbum ao meu ver. Logo no primeiro verso cantado por Tobbias nota-se que essa faixa é diferente, sua voz causa grande impacto, seu timbre chega a dar arrepios. Instrumentalmente é uma faixa bastante elaborada, cheia de alternâncias de tempo, solos magníficos e passagens complexas. Mais uma vez vale ressaltar a interpretação de Tobbias , o cara dá a alma no seu ganha pão. Teclados muito bem tocados também são evidentes na canção e fazem com que ela tenha um poder mais melódico e épico.  O Edguy mostrava a maturidade de anos de estrada nessa faixa, em uma produção que aparentemente deve ter sido bastante trabalhada, mas que felizmente resultou em um novo clássico!

 Starry eyes by the night
Come the first ray of light
You won’t find anymore
What you could have seen before

11 – Every Night Without You (4:52) 5/5

Para você que está se perguntando: Cadê a balada do álbum? …. Eu te digo: Eis aqui a Balada meu amigo … E se prepare porque é uma PUTA BALADA!

O Edguy está se tornando expert em fazer baladas marcantes. E eis aqui mais uma. A linha do teclado junto com a voz poderosa de Tobbias dá à música um clima que eu não consigo definir com palavras … um clima talvez down, talvez encorajador, talvez romântico, talvez triste, talvez alegre … depende do ouvinte. Em palavras eu consigo definir que essa com certeza é uma das melhores faixas do álbum e encerra de maneira esplendorosa esse novo trabalho dos alemães. E QUE VENHA O PRÓXIMO \o

Obrigado por Ler essa resenha até o final!

Média do Álbum: 8,5 /10

“NOSSA MÚSICA É ARTE, NÃO É FAST FOOD PARA SE DEVORAR NO METRÔ”

, , , , , , ,

  1. Deixe um comentário

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: