(1982) Judas Priest – Screaming For Vengeance


O início dos anos 80 é considerado por muitos o auge do Judas Priest. A competente banda britânica havia lançado ótimos álbuns nos anos 70, mas com pouca repercussão. Em 1980, aparecem com o clássico British Steel, que vendeu mais que coco gelado na praia. Daí em diante a coisa começou a fluir, apesar do mediano Point Of Entry de 1981. Mas em 1982 o Priest retomava o gás de dois anos antes e colocava no mercado mais uma pancada de respeito, o aclamado Screaming For Vengeance.

Gravado em Ibiza, na Espanha, e mixado na Flórida, EUA, Screaming For Vengeance é, ao lado de British Steel, o álbum com mais sucesso comercial da banda, com singles alcançando ótimas posições nos EUA e Europa.

Musicalmente, é aquele Judas Priest que todo mundo conhece, com suas guitarras entrosadas, um dois maiores vocalistas do gênero, pegada forte na bateria e baixo quase imperceptível (!). Não é exagero dizer que a banda só foi lançar algo desse nível novamente 8 anos depois, com o todo-poderoso/clássico/seminal/sagrado Painkiller.

Todas as faixas por Rob Halford, K.K. Downing e Glenn Tipton, execto onde anotado.

1 – The Hellion (0:41) 5/5

A introdução soa como um grito de guerra, com uma força ideal para abrir o álbum. As guitarras sincronizadas de Tipton e Downing são uma prévia do que vem por aí. E a faixa explode em…

2 – Electric Eye (3:39) 5/5

Clássica, e uma das minhas preferidas ao vivo. A faixa tem, além de uma letra bem legal, um dos melhores solos de guitarra do álbum. Os vocais de Halford não são tão agudos aqui, mas soam fortes e se encaixam perfeitamente no contexto. Merece destaque também o riff de introdução, que é de arrepiar. Acabou se tornando uma das faixas sempre presentes nos shows, muito usada em aberturas, com a introdução “The Hellion”. E funciona muito bem quando usada dessa forma.

Abaixo, show em 2004, na turnê de reunião da formação clássica, abrindo com “The Hellion/Electric Eye”:

3 – Riding On The Wind (3:07) 5/5

PUTAQUEPARIU!

Bom, como eu ia dizendo… aqui temos um dos vários motivos pra considerar Rob Halford um dos maiores vocalistas de Heavy Metal de todos os tempos. É óbvio que hoje, quase 30 anos depois, a idade pesou e ele não consegue mais cantar dessa forma. Mas graças ao Deus Metal, podemos, 30 anos depois, ouvir o Metal God cantar essa música na gravação original. É “porradanazoreia” desde o início com a bateria de Dave Holland, passando pelo peso do riff principal, até a entrada dos vocais extremamente potentes e bem colocados de Rob Halford. É chover no molhado dizer que a dupla de guitarras do Judas é impecável e entrosada como poucas. Mais um ótimo trabalho de K.K. Downing e Glenn Tipton. Uma das melhores faixas, se não a melhor do álbum.

4 – Bloodstone (3:51) 4/5

O início se dá com um belo riff, com destaque para o bonito timbre das guitarras. A faixa tem uma condução mais lenta, mas ainda assim soa forte, talvez pela pegada da Dave Holland. Halford canta maravilhosamente bem, como de costume, sendo o ápice no refrão. Não mantém o nível das anteriores, mas ainda é uma ótima faixa.

5 – (Take These) Chains (Bob Halligan Jr.) (3:07) 3/5

Uma faixa com um apelo um pouco mais comercial do que as anteriores, com sua introdução lenta, até a banda entrar com tudo, num ritmo legal, levado pela impecável voz de Halford. Refrão grudento e um bom solo, tudo sem firulas e uma pegada bem legal. Boa faixa.

6 – Pain And Pleasure (4:17) 3/5

As guitarras abrem a faixa e caem em um riff cadenciado e pesado, com uma pegada bem blues. Halford interpreta a faixa colocando um ar sensual, e sua voz, sem abusar de notas altas aqui, faz um ótimo trabalho. Talvez a duração da faixa torne o riff um pouco repetitivo, mas ainda assim, é material de alto nível. Priest, né?😉

7 – Screaming For Vengeance (4:43) 5/5

Se o ritmo caiu um pouco nas últimas 3 faixas, pode acordar e botar no talo a faixa-título de Screaming For Vengeance! Clássico do que chamam de “Speed Metal”, são 4 minutos e 43 segundos de pancada. Halford cantando lá no alto, guitarras dobradas e entrosadas, e até a cozinha do Judas, que não era nenhuma maravilha nessa época, faz um belo serviço aqui. Um dos poucos momentos com o baixo realmente audível na discografia da banda. O Sepultura fez uma versão bem mais ou menos dessa faixa no álbum Dante XXI, mas acredito que hoje, nem o próprio Priest conseguiria superar a original. Clássico sagrado do Heavy Metal.

8 – You’ve Got Another Thing Comin’ (5:09) 5/5

Falando em clássico, aqui temos um dos maiores da banda, numa levada mais hard rock do que o peso descrito anteriormente. “You’ve Got Another Thing Comin’” é aquele rock de arena básico, com riff marcante, e refrão pra cantar junto no final do show, tem como ser melhor? Tem sim, coloque uma das maiores bandas de Heavy Metal de todos os tempos pra tocar uma música dessas. Nenhum destaque por aqui, mas é diversão garantida pra toda a família.

9 – Fever (5:20) 5/5

Confesso que não sei se “Fever” pode ser considerada uma balada, mas sem dúvida é o mais próximo disso no álbum. De qualquer forma, é uma pérola um tanto quanto esquecida desse tão famoso álbum, não devendo nada a outros clássicos. O início suave logo embala numa belíssima linha vocal de Halford, e as guitarras de Downing e Tipton nos brindam com um solo dobrado com um ótimo feeling. O refrão acaba sendo o ponto alto da faixa, mas todas as passagens são dignas de nota máxima.

10 – Devil’s Child (4:48) 5/5

O álbum termina resgatando a sonoridade clássica do Priest, algo não tão Tr00 Metal como as pessoas acham que o Judas sempre foi ao ouvirem o Painkiller. A última faixa tem um riff bem legal, e Halford abusando dos agudos, pra alegria dos tradicionais. Mais uma faixa que sai muito bem ao vivo, “Devil’s Child” encerra os trabalhos em um clima festeiro e metal ao mesmo tempo, com destaque pras sempre ótimas guitarras de K.K. Downing e Glenn Tipton. Outro trabalho desse nível, realmente, só em 1991.

Média do álbum: 7/10

Line-up:

Rob Halford – Vocal
Glenn Tipton – Guitarra
K.K. Downing – Guitarra
Ian Hill – Baixo
Dave Holland – Bateria

“From an unknown land and through distant skies came a winged warrior. Nothing remained sacred, no one was safe from the Hellion as it uttered its battle cry…Screaming for Vengeance.”

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  1. #1 por darkmephisto em 12/08/2011 - 12:23

    Boa Éllion😀

    • #2 por Hellion em 12/08/2011 - 15:12

      HAUAHUAHUAHUA Aguardando comentários via MSN nos próximos dias…

  2. #3 por Igor Maxwel em 30/03/2012 - 14:18

    Dedico esta postagem a minha ex-colega de escola Juliana Mayra, que também é roqueira e uma grande fã do Judas Priest. Cliquem no e-mail dela (jumayra_castro@hotmail.com) e conheçam o perfil dela.

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