(1988) Kix – Blow My Fuse


O Kix talvez poderia ser o melhor exemplo de 15 minutos de fama. Em 1988 a banda estava no auge, fazendo um merecido sucesso e shows pelo mundo a fora. Em 1990, ninguém mais ouvia falar do Kix. Sabe aquela história de banda de um álbum só? Pois é, irei falar agora desse álbum só….E que álbum só meu amigo. Alguns fãs consideram o lançamento da banda  Midnite Dinamite um ótimo álbum também, gravado antes de Blow My Fuse, toda via a qualidade entre ambos ao meu ver nem se compara, sendo Blow My Fuse infinitamente melhor. O Kix permanece na ativa até hoje, lançando álbuns inéditos e também ainda fazendo shows, espero que algum dia eles voltem a tocar um Hard Rock como o que fizeram nesse álbum, embora seja dificil, pois preferem fazer sucesso comercial do que agradar aos fãs… E decididamente falando, sucesso comercial não combina hoje na década 2000 com bom Hard Rock!

O Kix é: 

  • Steve Whiteman –Vocal
  • Ronnie “10/10” Younkins – Guitarra.
  • Brian “Damage” Forsythe – Guitarra.
  • Donnie Purnell – Baixo, Teclado, Backings. —-> ÓTIMO COMPOSITOR
  • Jimmy “Chocolate” Chalfant – Bateria, Backings. —-> PRESTE ATENÇÃO NESSE CARA.

A Música do Álbum: Don’t Close Your Eyes

Pior Faixa: Dirty Boys

1 – Red Lite, Green Lite, TNT (Purnell, Jon Reede, Marc Tanner, Whiteman) (3:57)  5/5

Bateria sendo espancada sem dó e efeitos turbinando a voz do ótimo Steve Whiteman faz desta faixa de abertura um dos melhores momentos do álbum. O destaque aqui vai para o Sr Jimmy “Chocolate” que não tem dó de suas baquetas e com uma mão pesada bota pra quebrar na caixa. Belíssima abertura, onde um estádio inteiro poderia vir abaixo cantando junto com Steve o ótimo refrão onde o nome da música é aclamado, curto, porém ótimo.

2 – Get it while it’s hot (Philip Brown, Purnell) (4:28)    5/5

Um clima mais épico e uma introdução igualmente bela à da música anterior dão inicio à segunda faixa do álbum, que consegue manter em nível elevadíssimo a qualidade dele. Um refrão grudento de letra com níveis sexuais explícitos fazem dela uma das melhores faixas do álbum. A segunda faixa mostra um som mais trabalhado e complexo onde as quebras de tempo e as mudanças de ambiente são constantes, sempre com os efeitos eletrônicos aprumados. Vale ressaltar também o belíssimo solo de Ronnie Younkins nos segundos finais e os ótimos backing vocals.

3 – No Ring Around Rosie (Purnell, Rhodes) (4:36)   4,5/5

Um som agressivo dado pelo baixo feroz e um riff de guitarra direto e simples são as características da 3ª faixa a mais longa do álbum. As guitarras aqui estão em plena harmonia e quebrando tudo, hora com riff simples, mas pesado, hora com um belo show dado pelo momento do solo. Novamente os Backing Vocals se sobressaem e mostram todo o poder da banda quando o assunto é cantar refrões grudentos que te fazem cantar junto. Repare também em Steve Whiteman é ele que faz o solinho de gaita no final, genial.

4 – Don’t Close your Eyes (Halligan, Purnell) (4:11)  5/5

Faixa que já deve ter feito muitos garanhões chorarem no fim da  década de 80, quando foi um sucesso comercial muito grande, alcançando ótimas posições na parada da Billboard. A balada é expetacular e realmente consegue transmitir uma emoção sem igual. A linha do teclado é estupenda, tocada pelo grande compositor e baixista “Donnie Purnell”, repare que ele assina todas as músicas do álbum. Certamente a voz de Steve Whiteman chega ao ápice aqui, alcançando notas extremamente altas. A letra é inspiradíssima, além de ser anti-suicida. FECHE SEUS OLHOS MEU AMIGO, AUMENTE O SOM, E SE SEGURE PARA NÃO FICAR AO MENOS TRISTE:

“DON’T CLOSE YOUR EYES

 DON’T CLOSE YOUR EYES,

DON’T SING YOUR LAST LULLABY”

O rock também é um psicologo, repare na letra da canção, você que já pensou em se matar ou sofre de depressão se identificará bastante com ela.

5 – She Dropped me the Bomb (Palumbo, Purnell) (3:50)  4/5

Chegamos à metade do álbum com um Hard Rock de primeira, muito bem feito pelos americanos do Kix. She Dropped me the Bomb chega aos seus ouvidos ainda com o refrão da faixa anterior na cabeça. A 5ª faixa é mais “grossa” do que as faixas anteriores por ser mais festiva. Não tem nada de especial e por estar presente em um álbum onde a qualidade impera não costuma ser lembrada após a ouvida do álbum, mesmo sendo uma ótima faixa.

6 – Cold Blood (Purnell, Taylor Rhodes) (4:16)  5/5

Outro grande sucesso comercial que sacudiu as paradas no fim da década de 80. Cold Blood é um rock magistral que já deve ter feito estádios inteiros tremerem, tamanho a energia que ela emana. É EXTREMAMENTE ÍMPOSSIVEL não cantar junto com os backings vocals aqui, que aliás estão estupendos. O solo de guitarra é expetacular também, muito bem tocado pela dupla Damage e Younkins. Se prepare pois o refrão ficara um bom tempo na sua cabeça.

 ” COLD BLOOD IS ALL YOU BLEED”

7 – Piece of the Pie (Purnell, Jon Reede, Marc Tanner, Whiteman) (3:55) 4/5

Música para encher o álbum, embora tenha uma ótima levada dada pela bateria de “Jimmy Chocolate”. O refrão é diferente dos ouvidos até aqui e não empolga, se tornando enjoativo pelo tanto de vezes que é repetido.

8 – Boomerang (Purnell) (3:44) 5/5

Felizmente a qualidade aumenta em relação à faixa anterior. Com um refrão agitado que emana energia o Kix deixa o ouvinte animado. Novamente a gaita tocada por Steve volta a aparecer, desta vez tocando algo mais simples. Ótima música que conta com um dos melhores refrões do álbum, como dito anteriormente, muito animado e com exibições impecáveis de Steve dos Backing Vocals e do baterista Jimmy Chocolate.

9 – Blow My Fuse (Purnell) (4:00) 5/5

A faixa que levava o nome do álbum, a faixa que possui uma letra que entre linhas fala sobre sexo, a faixa que mostra o quanto o Kix é foda meus amigos. Blow My Fuse é um hino para os poucos fãs dessa banda que merece muito respeito por ter feito um álbum expetacular como esse. Após ouvir tanta coisa boa parece que o melhor já tinha passado, mas não, o melhor estava começando…

Uma introdução íncrivel de fazer os fãs do AC/DC bater palmas, é lembrei do AC/DC aqui, por que a introdução nos remete a isso. Somente o chimbal, um riff das guitarras e a voz de Steve, nada de peso. Quando Purnell entra com seu baixo a bateria fica feroz junto com ele e o melhor momento do álbum da a luz. Blow My Fuse vai ganhando peso aos poucos, e vai colocando na panela todos os ingredientes que um verdadeiro hino do rock tem que ter! …. \,,/ …. O álbum poderia acabar aqui que terminaria em seu auge.

 

10 – Dirty Boys (John Palumbo, Purnell) (3:42) 3/5

Certamente a canção mais rápida do álbum, com uma letra suja e nada de diferente que vale ser ressaltado, quando você estiver ouvindo essa música certamente Blow My Fuse ainda estará em sua cabeça, portanto nem prestará muito atenção na voz pouco exigida de Steve e no belo solo de Younkins.

 O álbum acabava aqui…. E para muitos fãs o Kix também!

 

” BLOW MY FUSE

 (HEY, HEY) YOU GOT A NOTHING TO LOOSE”

Média do Álbum: 9/10

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