Dia Internacional do Rock \,,/


Roque, no xadrez, é uma jogada especial que envolve a movimentação de duas peças no mesmo lance. É também assistente de palco do Programa Silvio Santos.

Fora isso, o Roque, também chamado de Rock pelos gringos, é o aniversariante de hoje!

AEEEEE CARAI! \o/

O foda é que não se sabe quantos anos esse senhor tem. Só se sabe que ele é um senhor, já que descende do Blues, esse sim um ancião. Mas o Rock é um senhor com alma de adolescente, cabeludo (ou não), barulhento (ou não), muitas vezes revoltado (ou não), colorido (mah nem fodendo! ¬¬), mas todo mundo gosta dele. Ou não.

A coisa é muito mais simples do que parece. Consiste em quebrar paradigmas, inverter valores, chocar, botar pra foder. Muito antes da Lady Gaga aparecer com seus peitos que atiram e o caralho a 4, Elvis Presley chocou com sua dança, e ainda tocando a música dos negros. Alice Cooper tocava o terror literalmente nos shows, o Queen botava estádios abaixo, sendo a primeira banda denominada “Rock de Arena”. No Brasil, Raul Seixas parecia ter vindo realmente de 10.000 anos atrás com suas letras que ainda soam atuais, os Mutantes trouxeram o psicodelismo da época, o NxZero… bom… deixa quieto.

Também tivemos o surgimento dos Deuses do Metal: Ozzy Osbourne, com o eterno morcego que ninguém cansa de falar, Dio com o tão usado \,,/ , o pessoal bonito do Deep Purple e do Led Zeppellin, o poder do couro do Judas Priest, Eddie e seus amiguinhos do Iron Maiden, o ego e o óleo corporal do Massacration Manowar, e por ai vai.

O Manowar

Tivemos também os tropeços pelo caminho, como Jim Morrisson que tropeçou entrando na banheira e morreu lá mesmo, Bon Scott que tropeçou bêbado o caminho inteiro pra chegar no carro e morrer, Kurt Cobain que tropeçou numa espingarda e acabou metendo um tiro no coco, Varg Vikernes que colocou o pé pro Euronymous tropeçar e cair com a testa numa faca, Freddie Mercury que eu prefiro nao saber como tropeçou, os Rolling Stones que tropeçaram, caíram, e já morreram, mas não foram avisados, e o Ace Frehley que tropeça desde os anos 70 mas ainda não caiu.

Ace Frehley tropeçando

Outro item de destaque nessa longa (estraaaada da vidaaaa (8)) trajetória são os escândalos do famoso mantra “Sexo, Dorgas (iarairairiariraira) e Rock And Roll”. Desde os peixes do Led Zeppellin (não me obrigue a explicar isso aqui) até a vida inteira do Ozzy (leiam a biografia dele), passando pelas bebedeiras homéricas de Van Halen e Kiss (leia-se metade da banda). Gene Simmons e suas mais de 4000 mulheres (aham Cláudia… fala isso na frente da Shannon) e o Mötley Crüe com suas mais (muito mais) de 4000 carreiras de coca mulheres, sendo a mulher do Bruce Dickinson a figurinha brilhante do álbum.

Bruce Dickinson enquanto Nikki Sixx traçava sua esposa

E os shows hein, caro leitor? Por que todo mundo sabe que o Rock é música pra se ver/ouvir ao vivo. Os mais saudosistas choram por Woodstock, mas só choram, já que a erva não permite que se lembrem. Os anos 70 tiveram os Reading Festival, que seriam um protótipo do famoso e caótico Donington Monsters Of Rock, festival que durante os anos 80/90 teve alguns dos melhor shows/pancadarias da história. Nesse ponto a nossa República das Bananas não está mal servida. Não tivemos shows grandes até 1974, quando Alice Cooper colocou mais de 100,000 pessoas em um Anhembi em que só cabiam 40,000, numa época em que espirrar duas vezes seguidas era considerado ofensa ao governo. Mas o Brasil só foi virar rota de shows internacionais no começo dos anos 80, quando Queen e Kiss lotaram estádios porá aqui, o que acabou sendo o estopim para o bem intencionado Rock In Rio I, que mesmo com falta de estrutura (e sobra de lama) conseguiu trazer bandas de altíssimo nível, como o AC/DC, Queen, Ozzy Osbourne (não, não teve morcego, carajo!), Scorpions, Whitesnake, e o Iron Maiden que começava uma longa história de amor com o país. Detalhes como Erasmo Carlos e Ney Matogrosso tocando antes do Iron Maiden e do Queen, Ozzy Osbourne antes de Rod Stewart acabaram se tornando erros clássicos nas edições posteriores.

Vieram os anos 90, e o mundo pareceu entrar em um processo de emburrecimento coletivo. Infelizmente o Rock não conseguiu fugir disso, e enquanto a maioria das grandes bandas dos anos 70/80 passava por momentos turbulentos de suas carreiras, apareceram aqueles caras com camisas de flanela iguais as do Dino da Silva Sauro que fumavam mais que o bátima vieram com um som novo (depressivo pra caralho, diga-se de passagem), o grunge. Essa caretice toda deu origem a alguns experimentalismos cabulosos. Agora tem Rock com uma caralhada de coisa: rock com rap, rock com música eletrônica, com forró, com baião, com reggae… Até rock sustentável e politicamente correto como REM e U2. Que é rock misturado com maconha, claro.

Integrante de alguma banda Grunge. Note a camisa e o tamanho do cigarro.

Já parou pra pensar nisso, leitor? Rock politicamente correto. Aqueles caras citados no começo do texto enfiariam um microfone no vosso estimado rabo se você falasse em “rock politicamente correto”. Este texto mal e porcamente escrito é justamente sobre isso, esse Dia Internacional do Rock serve pra lembrar de onde viemos. O Rock está ficando moderninho demais, muito mimimi, pouca atitude, pouco som. Somos os trogloditas dessa porra toda, sempre fomos, e sempre seremos. Se você tem uma banda de Rock, independente da vertente, você não tem que ter adolescentes histéricas gritando na beira do palco, você tem que ter adolescentes histéricas gritando por outros motivos, no camarim. Choque, bote pra foder, como fizeram os grandes mestres dessa música que move nossa vida. Não, não da pra só ouvir Rock, você acaba vivendo Rock. Nesse dia 13 de Julho, faça como esses moleques doidos do Roque Veloz, vá trabalhar/estudar com a camiseta da sua banda favorita, se possível. Pegue o iPod/Celular/Walkman/Rádio de Pilha e estoure os tímpanos com o melhor do verdadeiro Rock And Roll. Repita o processo no dia seguinte. E no outro dia também…

É o que deseja toda a equipe do Roque Veloz, nessa porra de dia que devia ser feriado!

LONG LIVE ROCK’N’ROLL!!!

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  1. #1 por Bella em 13/07/2011 - 15:43

    É isso aí. Rock não é só o que a gente ouve. É o que a gente respira. É o que faz a gente viver de verdade.
    LONG LIVE ROCK’N’ROLL \M/

  2. #2 por Marcelo Fukushima em 13/07/2011 - 15:45

    Muito bom texto! A grande verdade é que o rock como nós o conhecemos é imortal. Nunca deixaremos de ouvir Iron Maiden, assim como nunca deixarão de aparecer bandas que tentam tocar como as grandes dos 70/80. O restante não consegue sobreviver, porque não tem essência, não tem alma. Long live Rock and Roll!

  3. #3 por dinebbia em 17/07/2011 - 13:24

    e uma lagrima de macho escorreu pela minha face.

  4. #4 por lucas braga em 20/07/2011 - 23:07

    Muito bom o texto, o rock de verdade nunca vai morrer pode meter quantas balas de prata que essa bagaça chamada rock vai se levantar e dar um tapa na cara da sociedade!!!!

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