(2009) Danger Danger – Revolve


Por Joaora

E Ted Poley estava voltando para de onde nunca devia ter saído. E que volta meu amigo!  Esse trabalho da banda americana faz os antigos fãs, aqueles conseguidos na década de 80 com clássicos como Danger Danger e Screw It! voltarem a ficar doidões com a sonoridade típica de um bom Hard Rock. Lançado em plena século 21, Revolve vem para dizer que as antigas bandas ainda conseguem fazer coisas boas nos dias de hoje, sem perder aquela essência de anos antigos.

Quando foi lançado em 2009, lembro que fiquei abismado com a qualidade desse álbum. Após 6 anos sem lançar nada de novo o Danger Danger se erguia das profundezas do baú e voltava a ser AQUELE DANGER DANGER tão fodástico de hits e hinos emblemáticos.

“QUEM APRENDE A ANDAR DE BICICLETA NUNCA ESQUECE”

JOGA NO LIXO: ( SE VOCÊ TEM ALGUM DESSES ÁLBUNS DO DANGER DANGER EU SÓ LAMENTO)

Four the Hard Away

Dawn

Four the Hard Way

The Return of the Great Glidersleeves

Muito provavelmente você nunca mais vai ouvir falar desses álbuns por aqui!

Melhor Música:  Keep on Keepin’ on


Todas as músicas foram escritas por Bruno Ravel e Steve West

1 – That’s What I’m Talking About (4:19) 5/5

6 anos de espera My Friend…. 6 anos de espera, para voltar a ouvir a voz do grande Ted Poley na frente novamente dessa que é para mim uma das melhores bandas do Hard Rock americano. Vale dizer que a formação não é a mais fodástica aqui, sem Andy Timmons nas guitarras. Rob Marcello, até então um desconhecido toma conta do lugar deixado pelo cara, que é ídolo entre os fãs da banda. Que responsa de Rob Marcello. Sentimentos… eles tomavam conta de tudo quanto é gente que comprou o álbum quando lançado em setembro nos EUA, sentimentos ruins e bons… E o álbum começa… Um riff simples e as batidas do já conhecido Steve West tomam conta do tape, até que Ted Poley entra… O som moderno pode ser notado logo de ínicio, os segundos passam despretenciosos a letra que fala sobre o ressurgimento de  alguém para o rock  passa também despretenciosa… até que o refrão chega meu caro e o ouvinte se anima, este sente que Revolve será diferente, este reza para que todas as músicas tem um refrão que nem dessa música introdutória. As pessoas antigas voltam aos anos 80, quando o refrão é cantado por Poley magistralmente, no estilo marcante ala Danger Danger… Ótima faixa de abertura que mostra um Danger Danger mais moderno e antigo, se é que você me entende bem!

2 – Ghost of Love (4:52) 5/5

2º Música…Lembro que quando ouvi o álbum pela primeira vez comecei a rezar aqui pra coisa não desandar de vez, que nem em álbuns lançados pela banda antes, como em Dawn e Four the Hard Way, que até tinham uma ou outra música boa mas que Meu Deus do céu eram horríveis. Mas felizmente a coisa continua no mesmo patamar da faixa anterior, se não melhor. O peso toma conta do play, certamente é a faixa mais pesada do álbum. Bruno Ravel aparece com autoridade aqui, tocando uma belissima linha com seu baixo, que em certos momentos faz você esquecer que se tem guitarra nessa canção. Ótima faixa, que apesar do peso possui uma bela passagem acústica e até uma bela linha de piano. Vale ressaltar também o trabalho de Marcello aqui, que sola com maestria, como o velho Timmons.

3 – Killin Love (5:27) 4/5

 Um pouco mais de calmaria no 3º tape, e uma presença mais ativa dos teclados. Um refrão menos feliz e uma letra mais depreciativa e amorosa chegam aos ouvidos do ouvinte. Killin Love é a música mais longa do álbum e conta novamente com uma ótima solada de Marcello, até agora o novato substituia muitissimo bem o veterano Timmons. Gosto bastante dos momentos em que o instrumental toca sem a voz de Poley, principalmente os minutos finais, onde uma sinistra risada (ou seria choro) pode ser ouvida. Novamente o Danger Danger soava moderno com aquele ar de anos 80. Algo que muitas bandas antigas tentam fazer hoje em dia e infelizmente não obtêm êxito!

4 – Hearts on the Highway (4:19)  5/5

Uma faixa simples, que mostra que o Hard Rock não precisa de muito para ser bom. Coloco-a como a segunda melhor faixa do álbum por ter o melhor refrão entre as faixas, grudento e contagiante. Backing Vocals muito bem encaixados e Rob Marcello novamente fazendo muito bem seu trabalho na guitarra, faz desta também uma das faixas mais pesadas com uma pegada mais rápida desde seu ínicio que já começa eufórico.

5 – Fugitive (4:02) 4/5

O poder do Danger Danger de fazer baladas é íncrivel. Clássicos como Don’t Walk Away e One Step From Paradise fazem qualquer rockeiro fechar os olhos e pensar na amada. Fugitive é uma balada acústica que me fez lembrar um pouco do Nickelback ( talvez num tenha nada a ver, mas eu lembrei). Uma faixa moderna que usa pouco dos backing vocals e que certamente se fosse mais pesada agradaria mais. Boa, porém poderia ser melhor.

6 – Keep on Keepin ‘ on (4:55) 5/5

Uma introdução belissíma da ínicio a outro grande destaque do álbum que fará casa de shows perderem a voz junto com Ted Poley. Nascia um hino na 6º faixa deste brilhante álbum, um hino que certamente se fosse lançado na década de 80 seria também um grande sucesso. Os ingredientes para uma canção virar um hino: aaaa… só Deus sabe, o clima é bom de mais aqui, o ritmo, a guitarra e principalmente o refrão… Está tudo perfeito.

7 – Rocket to your Heart (4:38) 5/5

Musicassa atrás de Musicassa. Rob Marcello já deu em algumas faixas seu espetáculo particular com sua guitarra. Agora é a vez de Bruno Ravel detonar nos teclados, com uma linha que soa idiota pra quem sabe tocar teclado, mas essencial para o inicio desta que lembra muito bem um Bon Jovi em tempos aureos. Anos atrás Ted Poley cantaria essa faixa um tom acima, tenho quase certeza, mas mesmo não sendo mais o Ted Poley de anos anteriores o americano ainda exalta elogios.

8 – Fu$ (4:53) 5/5

Outro clima épico em outra faixa feita em pleno século 21, muitas bandas não conseguiram fazer nada parecido com Fu$ em toda década de 80. Uma letra suja cantada em um refrão grudento e uma bateria espancada por Steve West garantem nota máxima pra essa faixa, que com as 2 faixas anteriores garantem o melhor momento do álbum!

9 – Beautiful Regret (4:40) 4/5

Nada de diferente do que se foi ouvido até agora vai ser notado aqui. Beautiful Regret não faz o ouvinte se surpreender com algo fantasmagórico e fenomenal. Uma canção simples que mantém o bom nivel do álbum. Boa, mas não se torna memorável, por estar presente em um álbum com  faixas melhores.

10 – Never Give Up (4:45) 5/5

Never Give Up estralhaça corações apaixonados. Uma balada cantada  perfeitamente por Ted, com um instrumental que beira a perfeição. Certamente entra no “hall” de super baladas da banda. Muitos esqueiros serão acendidos nos shows e algumas boas recordações passarão na memória de quem escutará. 11 –

11 – Dirty Mind (3:49) 4/5

O álbum chegava a sua última música como um clássico “moderno” do Danger Danger. Dirty Mind poderia ser horrível, mas não conseguiria tirar o mérito e a qualidade do restante do álbum. Mas felizmente o encerramento é bom, um rock mais despretencioso e festivo pode ser ouvido neste que sem duvidas é um dos melhores CDs de Hard Rock do século 21.

Média do Álbum: 9,5 /10

“LOVES COMES ALONG, TO RESCUE A BROKEN HEART”

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