(2004) Pain of Salvation – “BE”


Atenção. Dê um stop no lixo que você deve estar ouvindo agora, pois nada se compara à obra que apresentarei agora. Esqueça tudo o que você já ouviu falar sobre álbuns conceituais e conceitos, pois este é um álbum com um conceito de verdade. “BE”.

Com certeza, esse será um post longo, pois terei que colocar trechos das músicas. Uma boa parte eu vou copiar por aí na internet, mas irei comentando.

Prontos?

Primeiramente, conheça o gênio que criou a obra: Daniel Gildenlow. Daniel disse que as primeiras idéias sobre o “BE” começaram a surgir em 96 (repare que o álbum foi lançado em 2004, ou seja, 8 anos de puro conceito, pesquisa, elaboração e composição).

Conforme está no encarte IMENSO do DVD “BE” live:

“(…) Eu (Daniel) tinha dois conceitos paralelos que eu girava em torno quando comecei a colocar esse conceito em ordem no começo do verão de 2003 (nosso inverno folks). Um era a idéia de que se Deus já existiu ele talvez já foi tão perdido e tão curioso como nós somos – criando o mundo como uma imagem dele/dela apenas para simular condições que talvez digam a ele/ela  sua origem. A história era uma história circular onde o homem cria uma sonda inteligente á sua própria imagem para descobrir a origem e respostas para a vida. Ela acaba tornando-se um novo Deus, criando o mundo tudo de novo, argumentando que toda criação vem de um impulso de se entender, e tempo é apenas um lugar onde nós nos “movemos” para sermos capazes de perceber mudanças. É simplesmente como nossos receptores trabalham, como nossos olhos interpretam ondas de energia em cores. Essa é nossa maneira especifica de ver coisas.

O outro conceito derivou de uma sensação que eu tive quando eu estudava história cultural em 1996.  Nós estávamos discutindo mitos e contos da criação como uma forma de entender o desenvolvimento da arte na em diferentes civilizações.Tendos esses mitos impressos diante mim, eu de repente vi algumas evidencias de um padrão profundo. Eu senti essa sensação descer pelas minhas costas enquanto eu dizia para mim mesmo “Hey, algo realmente aconteceu aqui! Essas tentativas de nos contar algo, tem tentado sobreviver por centenas, ou talvez milhares de anos, para nos contar algo. Mas o uso de linguagem contextual e definições nos iludem!” Eu não estou falando daquele monte de velhas de similaridades, eu estou falando de padrões que parecem ser totalmente diferentes e acontecem superficialmente, mas quando você tira a linguagem, semântica e imagina  as situações como algo mais abstrato, então os valores todos começam a se ordenarem. Eu comecei a jogar com duas diferentes possíveis soluções para isso, (vejam, o bom da ficção como discussão para idéias cientificas ou filosóficas, é que ela permite que você faça aquele salto lógico maior. Assim você pode muito eficientemente deixar de lado ou ignorar aqueles tendenciosos e normalmente muito dominantes conjuntos de sistemas de crença e tendências que permeiam sua especifica era contemporânea e contexto social).

  1. Um padrão ou “matrix” (entendam como algo muito profundo em nós)  é guardado em toda a vida na Terra, nos lembrando de nossa origem nos primórdios da existência, assim como o uso de clorofila pode ser percebido em plantas que não são verdes. Quando usamos a  linguagem que desenvolve a história, esta toma diferentes formas dependendo do nosso ambiente. Palavras básicas são usadas para representar valores abstratos.
  2. Eventos extremos ocorreram na Terra muito antes de nossos ancestrais estarem largamente espalhados ou terem uma linguagem. Uma história passada ou biologicamente ( se você se opõe á idéia de conhecimento biológico, apenas estude os ciclos de vida dos hymenopterons (WTH GILDENLOW!?!?!) , enfraquecendo a cada geração, ou por reencenações mudas dos eventos, assim tomando seus específicos contextos quando a linguagem é desenvolvida, muito parecido com o exemplo 1 acima – e nessa ocasião nós estaríamos mais amplamente espalhados. Um evento tão imenso que é guardado biologicamente? Em qualquer caso isso indica que esse conhecimento é de grande importância para nossa sobrevivência,  pelo menos, para um bom acordo de gerações passadas, até mesmo para um ponto de vista evolucionário, darwinista.

Enquanto o conceito começava a crescer eu quis incorporar um pouco mais de noções sociopoliticas que me preocupavam muito e que, encaremos, contribuem muito para nosso processo evolutivo agora. Eu achei muito intrigante idéias que gentilmente apoiavam minhas idéias e fazia boas pontes entre assuntos, mas eu ainda tinha o problema de que o conceito era muito “frio” e difícil de se relacionar, assim como os problemas quem tive em “One Hour By the Concrete Lake” (outro álbum do Pain of Salvation). Eu precisava de um eixo humano em algum lugar disso. Isso continuou a me perturbar até eu me recordar de uma idéia que eu tive há alguns anos atrás, de uma história curta sobre um homem de negócios  que gasta toda sua vida em criobiologia (congelado), e diz para não o reviverem até ele ser imortal. Quando ele finalmente acorda, ele percebe que não ninguém mais restante, ninguem mais escolheu a imortalidade desde que o mundo foi destruido e esterilizado pela missão do homem de entender a vida e fazer dinheiro a partir dela. Uma história simples o suficiente mas que abriu vários tópicos e, acima de tudo, adicionou uma cara humana ao conceito, apesar de eu ter decidido tetar e fazer o ouvinte tentar relação com o homem de negócios e não com o homem em si.

Agora quando “BE” foi finalmente colocado junto á todas essas teorias e idéias, essas partes são tão detalhadas que não há como explicar como elas entrelaçavam e apoiavam umas as outras. Eu não tenho mais idéias para deixar nas mãos dos ouvintes, com a esperança de que pelo menos alguns de vocês vão investigar todos esses livros e temas e começarão a acrescentar mais. Não é necessário parar de aproveitar a música ou para captar a superfície do conceito, mas vou te dizer, uma vez que você começar você vai ficar tão obcecado com entender os padrões quanto eu fiquei, tentando distinguir a grande figura das peças quebradas do quebra cabeça que ainda estão por aí. A mágica sempre começa a acontecer após você ler uns 30-50 livros completos sobre diferentes assuntos e então de repente você dirá “Hey, espere um minto. Se eu combinar a teoria deste livro com o tema principal deste outro, eles vao adicionar coisas bem interessantes…”

No encarte do DVD ainda existem diversas referências que o Gildenlow cita, mas vamos nos contentar com isso “apenas”. Acho que só esse “trecho” já foi suficiente pra te deixar interessado.

Ok, tendo em vista todo esse “ambiente” dado pelo Gildenlow, vamos falar de música. OUÇA NO TALO!

Já que por diversas vezes farei referências às letras das músicas, eu as farei em Inglês mesmo e não coloquei a tradução ok? Apenas por uma questão de estética e facilidade pra mim.

O albúm possui 15 faixas que se “completam”, portanto, não as ouça separadamente, se não você não vai entender nada! Os títulos são em Latim, mas com alguns “trocadilhos” (em alguns) feitos pelo Gildenlow, que serão citados. São divididas em 5 “blocos” que serão citados ao longo da resenha.

Como sabem, gosto de classificar faixas de “A” até “E” e no final darei a nota geral que eu considero que o albúm merece (como se eu manjasse MUITO). Neste post em particular não vou escolher uma “melhor” ou “pior” faixa, porque as faixas meio que se complementam, então não dá pra separar mesmo. Todas as que podem ser tocadas separadamente são boas igualmente e todas as que dependem do resto são “vazias” igualmente.

1) ( Prologue)  Animae Partus (I am) – (A)

Faixa estéreo muito bem feita e gravada. Muito delay, muito efeito de voz. Muito bem construída. Agora vamos falar porque eu achei essa faixa tão boa mesmo.

Quando é dito “I am” é nada mais que o nascimento de  “Animae” (animae partus, sacaram?), que, no caso, aqui é “Deus”.

Quem somente ler a tradução da faixa e qualquer site por aí já vai entender do que se trata, então falarei apenas alguns pontos chaves:

  • As “3 vozes diferentes”, a meu ver, fazem referencia direta à trindade cristã ( Deus pai, Deus filho, Deus Espírito Santo, mas ainda um único Deus e talz).
  • Logo no início da faixa é possível ouvir “I am at the line, I see it aaalll” – Isso será esclarecido.
  • A partir dos 1:05 segundos é possivel ouvir “befoore we are alll goone”

Na primeira “canção” (na verdade um “discurso” de Deus ao surgir) ouvimos os batimentos cardíacos e o “sopro divino”, que é a origem do Be (Ser), do Animae (Alma). Seu primeiro pensamento é “Eu sou”. É ciente de si, mas não sabe como surgiu, apenas que advém do silêncio e da escuridão. Sua criação surge na confusão e essa entidade procura entender a si mesma. Denomina-se “Deus” e deseja buscar resposta sobre si, pois tem fome de conhecimento. Para tanto, Animae fragmenta-se e cria seres à sua imagem e semelhança, para buscar respostas nos padrões e correlações.

Então beleza, acaba a primeira faixa. Vamos ver o que temos até aqui: Um auto-denomidado deus ( I ll call myself GOD – ele (a) (es) (as)  diz que achou essas palavras no fundo de sua consciência) , que tem uma “fome” por conhecimento, que tem talento para encontrar padrões e correlações, mas que lhe falta “contexto”. Então, declara que passará o resto da eternidade tentando descobrir quem é.

“BE” (CHINASSIAH)

I. Animae Partus (All in the Image of)

Chinassiah é um jogo de palavras, como muitos outros títulos e frases no álbum. Ele devira de uma combinação de China ( pela fragilidade e beleza, mas também por ser feito por mãos humanas) e Messiah ( messias) (referencia à salvados mas também à noção de algo em quem nós, humanidade, colocamos nossa fé por salvação).

2) Deus Nova (FABRICATIO) – (B)

Notem que ‘Deus’ é masculino e ‘Nova’ é feminino, então isso deveria ser ou “Deus Novus” ( Masculino) ou  “Dea Nova” (feminino)  se fosse para ser gramaticalmente correto. Entretanto, isso é intencional.

Essa faixa é bem pesada. Uma das mais pesadas do álbum. Nela, é demonstrado o acelerado crescimento populacional, terminando em “Year 2,000 AD – 6,080 Million people.”

Então Animae surge novamente, e é só ler a letra que dá pra entender. Mas resumindo: ele cria a humanidade à sua imagem e semelhanças, com suas dúvidas e etc, para tentar se entender. Toda a humanidade é parte de animae. E assim ele espera aprender algo ( ou seja, tentar saber quem é).

O mundo é criado. Como se fosse um laboratório, uma grande jaula de observação,uma paisagem, um cenário no qual o sistema da vida pode ser exibido erevirado, para que a mente possa observar. Animae se fragmenta em bilhões deseres humanos.

Nota B, apesar de curtir bastante não é um instrumental que se diga “OH, QUE INSTRUMENTAL”. Pro álbum ficou perfeito, como faixa isolada nem tanto.

3) Imago (Homines Partus) – (A)

Imago, do latim, significa “à imagem de”, e, no caso, é a humanidade. Imago é a imagem da humanidade em sua forma mais natural combinada, é o reflexo de Animae.

Agora, se liguem nessa faixa. É uma faixa extremamente folk, com flauta, percussão e aquele violão oval que eu não lembro o nome. Nos remete á épocas célticas, dinastias…essas coisas folks aí haha. Muito bonita essa faixa, com uma letra extremamente bem construída, mas quero atentar você, leitor, para um ponto, que ocorre na faixa e quase ningém percebe:

Take me to the forest, take me to the trees
Take me anywhere as long as you take me
Take me to the ocean, take me to the sea
Take me to the Breathe and BE

Teach me of the forest, teach me of the trees
Teach me anything as long as you teach me
Teach me of the ocean, teach me of the sea
Teach me of the Breathe and BE

Give me of the forest, give me of the trees
Give me anything as long as it’s for me
Give me of the ocean, give me of the sea
Give me of the Breathe and BE

Give me all the forests, give me all the trees
Give me everything as long as it’s for free
Give me all the oceans, give me all the seas
Give me all the breathing BE

Perceberam o jogo de palavras? Isso demonstra a humanidade “se impondo” para Deus, indo de “levar”, para “ensinar”, depois exigir “uma parte” e depois querer tomar tudo.

Faixa nota A. Muito boa. E esse jogo de palavras é genial.

4) Pluvius Aestivus – Of Summer Rain (Homines Fabula Initium) – (A)

Pluvius Aestivus, do latim, significa “chuva de verão. “Homines Fabula Intium”, do latim também, significa “o início da história do homem”.

Faixa instrumental muito bem composta. Ótima melodia. Com um bom Headphone é possivel achar que se está em uma chuva de verdade.

A faixa simboliza o início da vida. A fertilização dos campos (dada pela chuva), o tempo passando… até chegarmos em um tempo mais “recente”.

É injusto dar uma nota baixa á essa faixa por causa de sua simplicidade. A melodia dela é muito bonita, muito bem composta mesmo. Acertou em cheio Gildenlow.

II MachinassiahOf Gods & Slaves

“Machinassiah” é outro jogo de palavras como o anterior, mas adicionando o “Machine” (máquina) , simbolizando a indústria, artificial e um sistema em movimento.

“Of Gods & Slaves”- Sobre Deuses e escravos.

5) Lilium Cruentus (Deus Nova) – (A)

O titulo significa “Lírio manchado de sangue” . O significado seria “a perca da inocência, da virgindade”. Também é  um jogo de palavras. Gramaticalmente correto seria “‘Lilium Cruentum'”.

Essa é, de longe, uma das minhas faixas favoritas do albúm. Ela fala abertamente sobre a morte e sobre a incapacidade humana diante dela. Trechos como “Life seems too small when death takes it’s tool” e “They tell me that your pain is gone where you are now, well, you left it here” demonstram isso muito bem. O instrumental da faixa é impecável .

Não me pergunte o que a “voz” no início da faixa diz. Se um dia eu descobrir eu prometo que conto haha.

A música não tem muitos lances “escondidos” nem nada. É só ler a letra que dá para entender =). “I need to believe that one day we will meet again” faz uma referencia à religião, a meu ver.

Musicalmente a faixa é ótima. Tempos quebrados, fraseados de baixo, melodias de orquestra, vocais pesados, refrões e pré refrões pesados, uma “pausa” no meio da  música…enfim. E eu, como fã de guitarras distorcidas, obviamente considero ela uma das melhores faixas.

Só pra não passar em branco na questão do conceito: a faixa mostra o homem “moderno” , que começa a questionar, a sentir-se impotente diante da morte…e talz.

A trajetória de Imago, a imagem de Deus, teve início, e a humanidade começa a perguntar-se sobre as mesmas questões da existência. Como tudo se originou? Deonde tudo isso veio? Para onde se vai? A verdade se encontra camuflada em cada conto da criação nas religiões. O ser humano busca a resposta sem entender que ele mesmo é a resposta. Para tentar entender-se, cria mitologias, deuses, histórias. Como fragmentos da mente de Animae, a humanidade passa a criar imagens de si mesma para buscar suas origens.

6) Nauticus ( Drifting) – (C)

Nauticus é latim, e significa “marinheiro” ou “navegante”, que é exatamente o papel de nauticus no conceito. Será explicado melhor mais pra frente.

Enfim, a música nos remete á cantos religiosos, pedindo respostas de Deus e etc.

Na sua ânsia de entender-se, a humanidade busca o(s) Deus(es), pois sente-se perdida. Essa canção remete ao canto gregoriano, ou melhor, à música gospel, com apenas homens cantando em voz grave, como numa prece de súplica, um últimorecurso para não perder a esperança. Sem respostas, volta-se ao seu deus mais próximo: os bens materiais, o deus dinheiro.

Eu, particularmente, não gosto da faixa. Comparado ao resto do álbum é de longe a mais simples. Contudo, diferente de Pluvius Aestivus, a melodia não é “bonita” nem tem nada de especial. É bom para o conceito, como faixa individual não.

7) Dea Pecuniae (A)

Dea Pecuniae, do Latim, significa “deusa do dinheiro”. A faixa é dividida em 3 partes, que serão especificadas abaixo conforme a explicação.

Uma das melhores faixas do álbum. Aqui o conceito começa a assumir a forma mais “humana” que o Gildenlow falou que queria fazer, ao incorporar um personagem humano, que se identifica com a humanidade no conceito, o tal do “Mr. Money” (uma crítica clara aos grandes milionários).

Com uma pegada meio Pink Floyd, Dea Pecuniae é uma das faixas mais longas do álbum e com maior quantidade de letras.

Em termos de conceito, eu considero que “Dea Pecuniae” começa no final de “Nauticus”, com as falas do “Mr. Money” e da “Miss Mediocrity” (uma crítica clara às mulheres fúteis, interessadas apenas em dinheiro, que se rendem á homens como “Mr. Money”, que é uma pessoa péssima, pelo dinheiro).

No final da faixa anterior temos o diálogo rápido dos dois personagens, que sintetizando, o Mr. Money faz umas brincadeiras tosconas com a Miss Mediocrity e bla bla bla mas mesmo assim ela ainda continua com ele, e no final ele deixa bem claro que “the love of my life” é o carro dele – consumismo, materialismo e bla bla bla.

A tal da entrevista é bem complicado de entender. Felizmente, um amigo meu achou uma boa parte ( algumas partes no meio estão faltando) dessa entrevista. Como não é algo fácil de ser achado, vejam abaixo (= :

“Interviewer::here once again:we bring you here today to unveil your new breakthrough which is basically what?:an unconcious state of hibernation?Interviewee::Well, first of all, i guess i wouldn’t call it hibernation, but forrestative unconcious freezing.:In this state organs can be kept alive longer, tumours can be stopped in its tracks:Its virtually a springboard for the new age of modern medicineInterviewer::But isn’t it true that you’ve been experimenting on animals.:Seeing if you can put them in safe hibernation for long periods of time.:Don’t you think thats morally wrong?Interviewee::No, not at all.:I’ve always done research on the underlying belief that the ends truly do justify the means.:We are after all … ‘(obscured by engine)” …irreversible illness:…people into hibernation till a cure is found, and then they can live a normal life free of that illness:Today we have had great success with ‘Laying Down’, thats what i call the process.:Laying down many animals.:The Longest hibernation thus far has been 18 months with no signs of distress whatsoever on any of the animals placed into a forrestative state.Interviewer::It all sounds so wonderful, and paints a pretty picture.:but i still wonder your true motives for an action such as this:I also question the quality of life a person will have after a long period of Laying Down.:While an individual…”

Sintetizando, ele iria “hibernar” para viver mais tempo e bla bla bla. Pelo que dá pra entender com o resto da música, ele iria ser congelado até o ponto de tornar-se imortal. Mas ok, vamos prosseguir. Vou ir falando da música separadamente em suas partes:

I. Mr. Money

Essa primeira parte remete ao mundo do entretenimento, do prazer, da vida “aqui e agora”, que não se questiona, apenas se“aproveita ao máximo”. O “Ser” dá lugar ao “Ter”, o novo deus. Animae continua apenas observando, sem interferir na sua criação.

Aqui, o Mr. Money apenas conta vantagem de tudo que ele tem, do que poderia ter com todo o dinheiro que tem, mas em especial eu gosto muito dessa parte, e vou dizer porque:
“Mr. Money:
Daily Finance – that’s me in the Armani
Got
Three Mercedes 350, two Ferraris
I Could have bought a Third World country
With the riches that I’ve spent                                                         – Querendo dizer que tem muito e poderia ter mais
But hey
All modern economics claim that I deserved
Every single cent                                                                               Mostrando que as pessoas apóiam – no mesmo com tanto dinheiro e tão fútil.
And the one time I’m the lesser half
Is when we split the tab
So here’s to Friends, Family and Liberty, Genuinity, here’s to Happiness, Success, Good Press, No Stress…
But most of all… here’s to me! ”                                                  Aqui o homem passa a se supervalorizar pelo dinheiro que possui.

Depois temos um solo de guitarra muito bom, super melódico, muito blues.

Após, nossa Dea Pecuniae aparece explicitamente, mostrando o que tem a oferecer ( the taste of divinity, imortality, etc).

Então essa primeira termina, partindo para uma curta parte calma.

II. Permanere

Aqui temos o momento “deprê” do Mr. Money…mostrando que depois das festas e de tudo que seu dinheiro pode comprar…ele se sente vazio, ele se sente “derrotado” – MAS ODEIA PERDER!

III. I raise my glass

I raise my glass significa “eu levanto meu copo”. Mais adequadamente, seria “um brinde á: “.

Aqui tem toda a parte de brindes do Mr. Money antes de ele resolver se congelar, e essa com certeza é a parte mais genial da música. A letra critica MUITO NA CARA a posição das pessoas em relação à pessoas como o Mr. Money, e como pra mim é um dos pontos altos do álbum em termos de conceito, vou colocar aqui só a letra traduzida, pra quem nunca ouviu ler e ter um “gostinho” do que realmente é Pain of Salvation.

“Dizem que é solitário no topo
Então estou tão sozinho quanto se pode estar
Mas eu não me arrependo
Veja, eu escolhi essa companhia
Tenho um time vencedor
Sou Eu, Eu Mesmo e Eu
Podem apostar que é solitário no topo, velhos amigos
E hoje eu contarei a vocês idiotas o porquê!
(Dea Pecuniae!)
Dea Pecuniae
Dinheiro é o que há…
Eles afirmam que eu sou pago por minha grande Responsabilidade
Mas você sabe…
que isso é só uma desculpa esfarrapada
para minha egocentricidade
Eles dizem que somos iguais, eu e vocês
E eu realmente concordo
Veja:
Assim como eu,
vocês vivem para mim
até o dia de suas mortes
Por isso eu brindo a todos vocês que realmente acreditam que eu sou pago por minha grande responsabilidade
Pra todos vocês que caem nessa e pagam as minhas contas
Pra todos vocês que pensam que meu modo de vida não afeta o meio-ambiente
ou a pobreza
Bem, talvez não mais do que marginalmente
Bom pra vocês!
E querem saber?
Um brinde a vocês…
Ergo a minha taça, para aqueles entre vocês que dão suas fatias do bolo de graça para que eu as jogue na cara da democracia
Para aqueles que ajudam a tornar a solidariedade ideologicamente fora de moda
e caridade individualmente idiota, não sábia e característicamente maleável
Eu vos saúdo, pobres bastardos, porque todos vocês consentem enquanto eu sento à vossa mesa
Vamos brindar uma última vez, para dar a todos vocês o maior reconhecimento e crédito de todos os tempos – porque, afinal de contas, vamos encarar, esse é o único “obrigado” que vocês algum dia receberão
Então vamos lá – levantem suas taças!
Um brinde a vocês!
Nada restará – não!
Nada…
…além de dinheiro * “Deusa Dinheiro”** Entenda como uma frase que Mr. Money costuma dizer às pessoas, em público. 

** Provavelmente algum caderno de jornal.”

Eu falo que a banda é genial, ninguém acredita (=. Importante reparar nessa faixa como a humanidade tem o dinheiro como seu “deus”  e como o dinheiro passa a dominar a humanidade. Isso vai ser lembrado mais à frente.

Então partimos para a próxima parte.

III. Machinageddon (Nemo Idoneus Aderat Qui Responderet)

Machinageddon = Máquina + armagedom (Nenhum idôneo terá de responder.)

8.) Vocari Dei (Sordes Aetas — Mess Age) (B)

Titulo: Chamado de Deus. Era do Caos. ( trocadilho com message, de mensagem).

Essa faixa também inicia na anterior. A composição dela é bem bonita ( para o clima da música), bem calma, com piano e alguns harmonicos de violão…depois o ritmo até desenvolve um pouco, mas bem pouco mesmo. Acho que o Gildenlow quis focar mesmo o que tem que ser focar nessa faixa: a letra.

Essa faixa é super interessante o jeito que foi feita. Ela é composta de mensagens de fãs da banda para Deus. Em determinado momento a banda disponibilizou um número de uma secretária eletrônica para os fãs ligarem e deixarem sua mensagem para Deus. De acordo com o Gildenlow, “Pode ser qualquer coisa, desde que seja de coração”. Enfim, o resultado é muito curioso. Enquanto algumas pessoas ligaram agradecendo á Deus por suas vidas, oportunidades, vitórias, outras ligaram o culpando por guerras, destruições, catastrofes. É bem interessante mesmo ouvir essa faixa, sabendo que são coisas reais.

Uma curiosidade: o baterista Mike Portnoy ( ex-Dream Theater) gravou uma mensagem na secretária eletrônica, agradecendo por sua sobriedade conquistada ( para quem não sabe, o M.P. foi membro dos A.A.) e etc. Essa mensagem pode ser ouvida apenas em um extra do DVD “BE” live.

Animae se torna o escravo do ser humano, pois, é em Animae quesão depositadas as preocupações, enfermidades, crises, culpas e erros.

9) Diffidentia (Breaching the Core) (Exitus — Drifting II ) (A)

Título: Desconfiança (Penetrando no âmago): Saída — Vagando II

Se bobear, essa é minha faixa favorita, talvez por ser a faixa mais pesada do albúm, e com a letra mais pesada também.

Nessa faixa a humanidade se rebela contra Animae (deus), transformando-se em deuses, deixando de fazer parte da grande imagem, deixando de ser fragmento da Mente do Ser para tornar-se “indivíduo”— achando que é algo mais – fazendo com que nada mais pode ser aprendido ou ensinado. E assim a ponte que os “re-ligava” permanece inacabada, uma construção não-concluída. Com isso Animae enfraquece, já que o círculo se quebra e os fragmentos da mente não podem retornar. Imago é deixado à deriva. A única resposta que encontra para suas dúvidas é que não há como buscar respostas no exterior, não há outros pontos de referência, oúnico conhecimento que pode obter de si próprio é no eu interior. Com o enfraquecimentode Animae, seus fragmentos também estão condenados a desaparecer.

Um ponto que acho muito interessante na letra é que Animae diz que a humanidade se rebelou “por procurar um contexto no qual já estavam inseridos”. Acho interessante pra caramba essa afirmação, e dá até pra aplicar ela em nossa vida real. Enquanto procuramos “significados”, esquecemos que somos parte de um significado maior. Mas enfim, isso é pra outro blog hehe.

Música nota A, com certeza, tanto instrumental quanto conceitual. O riff pesado que acompanha quase a música inteira, as passagens “limpas”, o final limpo…com certeza uma ótima música. Pra quem estava sentindo falta das guitarras distorcidas aqui sente-se mais aliviado.

10) Nihil morari (homines fabula finis) (A)

Título: Nada restará (fim da fábula humana).

Putz essa faixa é muito boa. Ela tem um clima “macabro”, de fim do mundo mesmo. Uma faixa “arrastada”, pesada, tudo a ver com o que ela fala.

A falha de Animae, a falha de Imago, o fim do ciclo tem início. A Terra, antes fértil e intacta, é deteriorada em meio à discussão pela sobrevivência. O ser humano vai à Lua e pretende colonizar Marte, mas destrói a Terra para ganhar mais dinheiro. A humanidade é cega e ignorante naquilo que busca, como Animae, e suas criações voltam-se contra o ser humano.

“When there’s nothing left for us to break

Use
Abuse
Or rape

Then you’re free to count how much you saved”

A idéia da faixa é que assim: Animae deixou a humanidade por ela mesma, então a humanidade pirou. Nisso, pirou toda a criação junto, já que o criador pirou. Minha parte favorita:

I’m sorry!
For the things we did and did not do
Forgive us; the fools that rushed ahead without a clue
I am sorry
Please forgive us
For this human lack of humanity
This evolutionary travesty
This tragedy called “Man”
…called “Man”…”

Enfim, a humanidade começa a desmoronar.

Para fins de  referência:

The year 2,010 AD: 6,823 Million people
2,020 AD: 7,518 Million people
2,030 AD: 8,140 Million people
2,040 AD: 8,668 Million people
2,050 AD: 9,104 Million people”

IV. Machinauticus (Of the Ones With no Hopes)

Tradução: Machinauticus (igualmente os outros termos, mas agora usando o termo “nauticus”, de procurar, missão, etc).

11) Latericius valete (B)

Título: Feito de tijolos fortes.

Outra faixa com clima macabro, mas é apenas mais uma faixa instrumental que simboliza o passar de tempo…mas essa faixa especifica quanto tempo exatamente: uma década. Apesar de não ser comprida, eu acho a faixa muito boa. Tem muito lance de orquestra e talz, muito legal.

2,060 AD: 1.2 Million people…Nesta composição quase que praticamente instrumental — apenas um verso,que demonstra a drástica redução da humanidade para 1,2 milhão de pessoas e que, comparado á data da ultima faixa, essa redução ocorreu em uma década.

12) Omni (C)

Título:  “TUDO”. “Omni” é a palavra que dá origem ás palavras “onipresença”, “onipotência” e etc. Esse “oni” que vem de “omni” passa a idéia de “supremo”. Nos casos citados, “presença suprema” e “poder supremo. Na faixa, “omni” se refere á nauticus.

Como um último esforço para encontrar as respostas da vida e do universo, Deus e a origem do ser humano, é construída a mais avançada sonda, intitulada “Nauticus”. É possível ouvir ao fundo, no início da faixa, as notícias desesperadoras das doenças, catástrofes e mortes acontecendo pela Terra.

Contendo a maior quantidade possível de todo o conhecimento da humanidade,ela é a imagem desta, construída para aprender à medida que explora o espaço— levando a esperança de trazer de volta informações e pistas para a salvação do ser humano e do próprio planeta. Todo o ciclo criado para resistir deverá romper-se. Sem o ciclo de Animae, e agora com o ciclo de Nauticus, o ser humano também quebra o ciclo da vida e o mundo em que vive é incapaz de sustentar-se por muito tempo. A humanidade desaparece — idéia reforçada pelo arranjo musical, pois,ao fazer uso de órgão de tubos, remete-se à imagem de um funeral —, deixando o laboratório de observação que criou dentro do laboratório anteriormente criado por Animae. Nada permanecerá para sempre inalterado.

Nauticus é o nome da mais inteligente criação universal. Referindo-se aos mares, Nauticus “navega” pelo espaço, procurando por respostas para salvar o planeta Terra dele mesmo.

Enfim, Nauticus vai e a humanidade vai pro saco. Não há mais nada na terra, exceto uma figura familiar nossa que reaparece na próxima faixa.

13) Iter Impius (Martigena, son of Mars) (Obitus Diutinus) (A)

Título: Martigena, filho de Marte / (Obitus Diutinus)

Ai caramba, essa música dá uma vontade de chorar de tanta emoção! Se você acompanhou o conceito todo até agora você percebe que o desfecho de tudo é muito animal!

Essa faixa é muito boa. O felling dela é muito bom, tem uma melodia muito bem construída e um refrão bem pesado. E nessa faixa, com certeza, vemos que Daniel Gildenlow é UM CANTOR DO CARAMBA! Mas vamos falar de conceito!

Aqui temos nosso amigo conhecido, Mr. Money, renascendo da sua “hibernação”. Contudo, ao voltar, agora imortal, descobre que agora realmente ele é dono de tudo – mas não há mais nada para ele ser dono. Acorda diante de um mundo em ruínas, ocupado pelas poucas máquinas deixadas pela humanidade. Ninguém mais conseguiu permanecer nesse cenário decadente. Agora que ele conseguiu tudo o que sempre quis, é o rei do mundo, é o governante das ruínas. Para sempre.

Mas apesar de tudo ele não abandona a terra. Ele continua sendo o “rei da perda”, e das ruínas, e de nada. Se ferrou Mr. Money =/.

14) Martius/Nauticus II ( A )

Essa faixa é a mais “completa” vamos dizer. Ela começa no instante em que a sonda Martius ganha consciência e chega “na linha”, no exato momento de consciência, mas o mais legal é que ela volta para a melodia folk da musica “Imago”.

A sonda Nauticus ganha consciência após aprender cada vez mais e possuir todo o conhecimento humano, e agora conhecimento sobre todas as coisas.

V Deus nova mobile … and a God is Born

15) Animae partus II

Título: O nascimento da alma II

E aqui o ciclo se fecha, com o nascimento do novo “deus” , subentendido com as palavras  “I am”.

As “vozes” que eu destaquei no inicio da resenha nada mais são do que a situação acontecendo enquanto outras coisas acontecem. Ou seja, a história se repete.

O novo Ser toma consciência e, mais uma vez, seu primeiro pensamento é: “Eu sou!”.E assim o ciclo se reinicia, ad infinitum, com a destruição do mundo, da humanidadee de Deus e o surgimento de um novo Deus.

Bom, a “moral da história” são muitas. O Pain of Salvation conseguiu abordar muitos temas diferentes nesse album, desde consumismo, materialismo, futilidades até temas religiosos e espirituais. Mas alguns pontos é que, algumas coisas que criamos e controlamos acabam nos controlando ( como o tempo, o dinheiro e no caso, martius, a sonda criada que se assume como novo deus). Penso que esse álbum vá além das músicas e queira nos mostrar algo. É evidente a preocupação do Gildenlow com o meio ambiente durante todo o album, mas aqui vemos uma preocupação com alguns costumes da sociedade, muito bem demonstrados no personagem Mr. Money e mais tarde tratados em outro albúm, “Scarsick”.

Nota do album: A – Não preciso falar porque, né?!

Enfim, espero que tenham gostado. Pain of Salvation é uma das melhores bandas da atualidade, pelo menos é o que eu considero, não apenas pelas músicas em si mas também pela mensagem que passam. Se você gosta de um som mais “inteligente”, mais “real”, com certeza vai curtir não apenas esse mas também os outros albuns. Escolhi o “BE” para resenhar porque foi o albúm que me apresentou a banda, então apresento-lhes a vocês também.

  • Dia 05/06/2011 a banda Pain of Salvation irá tocar no carioca Club em SP. Obviamente já comprei meu ingresso. Além dessa data, eles possuem outras datas agendadas. Se você curtiu o álbum, apareça no show!
  • Aqui ( http://painofsalvation.com/be/narration.htm ) tem a narração completa de Animae, que não está no CD, e que possui uma parte adicional no DVD. Aqui está completinha. Deem uma lida, porque é bem legal. Alguns pontos ficam mais bem esclarecidos e talz.
  • Com toda a certeza, alguns pontos eu deixei passar. Esse album possui muito conteúdo, de modo que toda vez que pego para ouvir eu descubro alguma coisa nova. Aqui eu passei algumas coisas que eu descobri ou li por aqui ou ali, mas sugiro que você ouça também e tire suas conclusões. E se descobrir algo mais ou se algum ponto eu deixei faltar, não deixe de avisar!

Durante a resenha utilizei várias fontes. Entre elas:

http://www.painofsalvation.com/be/lyrics.htm#02

http://en.wikipedia.org/wiki/BE_(Pain_of_Salvation_album)

http://painofsalvation.com/be/narration.htm

http://www.painofsalvation.com/

Além desses links, utilizei um artigo publicado por  Jaqueline Pricila dos Reins Franz, que se algum dia ler isso saiba que tem meus mais sinceros parabens. A menina fez tipo um TCC baseado no albúm, mas parafraseando com alguns conceitos bíblicos. Bem legal. Conforme o resumo do trabalho: “Resumo: Este ensaio pretende fazer um estudo comparativo da imagem bíblica de Deus e sua criação com a mitologia contemporânea deste Ser descrita nas cançõesdo álbum Be, do grupo sueco de metal progressivo Pain of Salvation, amparado pelo referencial teórico sobre teopoética.”

Bom, acho que é isso. Comentem, avaliem…pelo menos leiam. Deu um trabalhão! haha.  Agora boa noite.

“BE”

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  1. #1 por Luiz em 24/06/2011 - 19:26

    Bela resenha.
    Conheci esse album recentemente e desde então me apaixonei.
    Nele me vejo, conceitos e idéias que parecem fazer parte de mim.
    Novamente, meus parabens pela resenha!

    • #2 por bcolisse em 23/12/2011 - 15:36

      Realmente, é um album muito bem construído. Algumas idéias nele eu não concordo ( como o fato de um Deus “ausente” e “dependente” á sua criação), mas ainda sim é uma grande obra.

  2. #3 por Luiza, a tosca em 23/11/2011 - 17:30

    Caraaaaalho, homem! Muito boa sua resenha! Já tinha visto váárias, mas o povo não compreende bem, daí enrola e fica uma bosta! A sua me ajudou bastante! Até porquê tô fazendo um trabalho pra faculdade sobre esse Álbum, e você expôe várias coisas que eu não tinha notado! Bão demais!

    • #4 por bcolisse em 23/12/2011 - 15:37

      Valeu Luiza =) Se quiser mais informações ou conversar mais sobre, passa um e mail de contato que a gente se fala. E depois mostra esse trabalho aê! Abraços.

  3. #5 por Allan em 15/01/2012 - 22:01

    Ótima resenha, parabéns, me fez perceber coisas que eu ainda não tinha notado! Concordo com sua interpretação com excessão da música Pluvius Aestivus que ao meu ponto de vista faz referência ao período das primeiras chuvas que resfriaram o planeta e originaram os oceanos de onde as primeiras amostras de vida primitiva surgiram e deram início à evolução… No mais tudo perfeito!

  4. #6 por Álvaro Diogo em 24/07/2012 - 17:10

    Muito bom! A melhor resenha desse álbum que já li até hoje. No meu blog eu e alguns amigos fizemos algumas análises das letras se puder dar uma conferida. Um abraço! http://ideianossa.blogspot.com.br/search/label/An%C3%A1lise%20-%20Be

  5. #7 por HUMBERTO MOURA em 18/05/2013 - 11:42

    ESTE DISCO COM CERTEZA É O PIOR DA BANDA, CHATO E EXAGERADAMENTE PRESUNÇOSO!!!!!!!!!!!!!!!!

  6. #8 por Marcondes Pereira da Silva de Mesquita em 11/02/2014 - 21:30

    Essa é uma análise brilhante do “Be” do Pain Of Salvation, Graças ao seu texto eu pude compreender bem mais sobre os diversos e amplos conceitos abordados na narrativa do disco.
    Muito obrigado!

  1. Be – Pain of Salvation – Legendado pt-BR | Stahuj cz filmy zdarma

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