(2010) Crazy Lixx – New Religion


Por Joaora

Os suécos do Crazy Lixx entraram o ano de 2010 prometendo um novo álbum e lançaram o tão esperado New Religion, apenas o segundo álbum da banda. Para a felicidade dos fãs que aguardavam anciosamente o novo tape, a sonoridade da banda pouco mudou do já clássico e debut Loud Minority. Canções como 21 ‘Til I Die, My Medicine e Rock and a Hard Place mostram a qualidade e o poder Hard de uma das bandas mais promissoras da Europa! Apenas 2 CDs, foi o que a banda precisou para se destacar no cenário musical atual e ser uma das melhores da atualidade!

Anciedade e Dúvida…. Esses eram meus sentimentos quando no meio do ano passado baixei  esse álbum dos suécos, felicidade e a esperança que o rock ainda ta vivo foram os sentimentos que me afloraram quando 60 minutos depois terminei de ouvi-lo.

Melhor Música: My Medicine (R.O.C.K)

Pior Música: Voodoo Medicine

1 – Rock and a Hard Place  ( Rexon e Dawson) (3:53) 4,5/5

 Após 3 anos sem lançar nada, voltamos a ouvir a voz de Danny Rexon ( principal compositor do álbum) a soar nos alto falantes, cantando novas músicas com o Lixx. Energia, além de mixers são coisas que não faltam na primeira canção. A primeira impressão é que se parece que está ouvindo uma bonus track do antigo álbum, nada de muito complexo como solos avassaladores ( mesmo tendo um fodástico solo de guitarra aqui) e viradas excepcionas na bateria são notados na primeira faixa. A voz de Rexon também se mantém moderada, sem ser muito exigida, mas mesmo assim com a aparente simplicidade Rock and a Hard Place agrada os antigos fãs que esperavam anciosamente para voltar a ouvir a barulheira habitual da banda. O refrão sem sombras de dúvidas pode entrar no ápice do álbum, como sendo um dos melhores deste!

2 – My Medicine ( R.O.C.K) ( Rexon e Dawson) (4:39) 5/5

 Juntar elementos do Hard Rock dos anos 80 com um som moderno beirando a perfeição, é isso que o Crazy Lixx faz nessa segunda faixa . A influência da banda britânica Def Leppard, principalmente nos coros é muito nítida neste tape. A cadencia com relação à primeira faixa é maior, até pela utilização mais moderada da guitarra, que fica com um riff mais trabalhado. A letra de My Medicine é inspirada e exalta o amor pelo rock’n roll. Ouso dizer que essa música ficaria INFINITAMENTE FODA, se fosse cantada pelo Def Leppard, pois é a cara do Def Leppard, se eles tocassem ela em plena década de 80 certamente faria algum sucesso…  Melhor música do álbum que por uma ouvida somente, já penetra na sua cabeça com seu refrão memoravel e expetacular.

Obs: Íncrivel a coincidência com o Leppard, desculpa a insistência em falar isso novamente, mas parece que My Medicine saiu direto do Hysteria, escute e tu verá.. Poderia haver uma campanha no twitter … #DefPlayLixx…. Para as pessoas que nunca ouviram Def Leppard segue aqui o link de algumas resenhas, com alguns videos da banda ( resenhas Def Leppard)

3 – 21 Till I Die (Rexon) (3:23) 5/5

Uma música que não escancara exatamente determinada influência, o som aqui se parece com Crazy Lixx do Primeiro álbum, nada mais; As características que fazem parte da banda aparecem no talo aqui, um sleaze empolgante que faz você se animar onde quer que esteja. Tudo começa com o nome da música sendo cantado por Rexon e o coro, a guitarra juntamente com a bateria entram detonando tudo, e assim continuam até o fim ( Destaque para a Guitarra nessa música, que está muito bem tocada por Dawson, inclusive o solo que mesmo curto consegue empolgar). O grande ápice sem dúvidas é o refrão que conta com ótimos coros contrastando com a guitarra cheia de efeitos. A música aqui é pequena ( 3 minutos) mas consegue de uma maneira íncrivel ser chiclete, sem repetir muito as partes grudentas. Outra música que se torna destaque e muito dificilmente o ouvinte não irá querer ouvir novamente.

4 – Blame it on Love ( Rexon) (4:05) 5/5

O Crazy Lixx já se mostrou umá ótima banda quando o assunto é baladas, músicas como Make ends Meet e The Gamble que pertencem ao primeiro álbum mostram a qualidade dos suécos em despedaçar corações de apaixonados. Blame it on Love é uma dessas músicas lentas, mas que o peso no decorrer dos segundos toma conta, uma semi balada que parece ter sido tirada de algum tape do Danger Danger, tamanha coincidência com as melódias e linhas da banda americana. Não chega realmente a emocionar, mas a linha melódica e a voz expetacular de Rexon aqui a fazem ter um  sentimento emocional profundo, principalmente no refrão, cantado quase inteiramente pelos backing vocals. Aqui encerrava-se o melhor momento do álbum, uma sequência de músicas expetaculares!

5 – Road to Babylon ( Dawson e Rexon) (3:17) 4,5/5

 A qualidade do álbum cai um pouco daqui em diante, não por as outras músicas serem horríveis, mas sim pelas 4 primeiras serem ótimas de mais. Road to Babylon em certos momentos é ótima e mostra de uma maneira mais explícita e perceptível o ronco do baixo de Loke Rivano tocando uma linha simples porém boa. Esta ao meu ver é uma típica canção onde os versos “normais” estão melhores que o refrão, que como quase todos presentes no álbum contam com a ajuda dos backing vocals demasiadamente. Não chega realmente a te deixar em êxtase, mas também não te deixa sonolento e acaba com a magistrude do álbum. Diminui o nível de uma maneira quase ímperceptível…. mas o álbum ainda continua sensacional.

6 – Children of the Cross ( Rexon) (4:29) 4/5

Outra composição onde o nome de Rexon aparece, das 12 músicas do álbum seu nome não aparece somente em 1 canção. E o cara realmente se mostra um ótimo compositor, desta vez ele escreve uma música que quebra o ritmo agitado imposto por Road to Babylon e faz de Children of the Cross outra música lenta. O começo da canção é bom, mas por algum motivo seus minutos passam e o riff da guitarra de Dawson, além do refrão N VEZES repetido a deixam enjoativa, uma boa música que poderia ter acabado depois do primeiro solo de Dawson que ninguém sentiria falta do minuto restante. A transição da parte acústica (minutos iniciais) para o momento mais “pesado” da canção é feito estupendamente e mostra a qualidade dos suécos, principalmente Rexon, em compor músicas de arranjos mais trabalhados.

7 – The Witching Hour (Rexon, Dawson) (4:13) 5/5

 Outra música ala Def Leppard, com influências totalmente explicitas. Os backing vocals aqui merecem todo o destaque, onde cantam o pré refrão com extrema competência. O violão é usado por Dawson em alguns versos e dá um toque diferente na ótima canção, que volta a soar como se você estivesse ouvindo um álbum da década de 80. Nota máxima!

8 – Lock Up Your Daughter (Rexon) (4:04) 5/5

 Poucas palavras para descrever essa ótima canção: Você já ouviu 7 músicas até agora, não espere ouvir nada de diferente aqui, talvez até uma sensação de deja vu se apodere de você quando Lock Up Your Daughter começar a tocar, a canção merece nota máxima e tem em Dawson o grande destaque com uma guitarra presente tocando um belo riff e Rexon em uma de suas melhores apresentações vocais.

9 – She’s Mine (Rexon) (3:38) 5/5

 A melhor introdução do álbum e ao meu ver a segunda melhor faixa do disco, novamente as influências aqui ficam em outro plano, a canção soa Crazy Lixx, nada mais. Uma linha de teclado pode ser claramente ouvida durante a execução de She’s Mine, é uma das únicas músicas a ter o instrumento ( se não for a única). O solo de Dawson aparece junto com a linha de teclado, contrastando ambos sons, ótimo momento dessa, que como sempre possui ótimos backing vocals ajudando Rexon a cantar no coro.

 10 – What of our Love (Rexon e Dawson)  (4:16) 5/5

 A balada do álbum! Que alterna momentos lentos com batidas pesadas da bateria e que conta com um refrão avassalador cantado com emoção ( ao menos parece) por toda a banda no coro conjunto. Se o álbum terminasse aqui, terminaria com um som digno do que o álbum foi até agora, perfeito. Uma canção que soa moderna mas que em alguns momentos soa como Bon Jovi dos tempos aureos. Calma, acelerada, calma, acelerada e sentimental como uma balada tem que ser!

11 – Desert Bloom (Conny Blom) (0:45) S/N

 Única faixa que não leva o nome de Rexon na composição. Um country instrumental que soa como brincadeira!

12 – Voodoo Woman ( Rexon e Dawson) (3:54) 4/5

 Infelizmente o álbum se encerra com sua pior música, Voodoo Woman não é digna de se encerrar esta maravilhosa pérola que mostra que o rock’n roll atual ainda dá alguns suspiros. A música não é totalmente ruim, até é boa, os backing vocals novamente se tornando um ótimo destaque, o refrão não é mil maravilhas, mas é bom… O que realmente te empolga aqui é o solo de Dawson.

Dica:  New Religion se encerrava e mostrava ao mundo que o Rock’n Roll atual não está tão perdido, principalmente nos ares escandinavos, o novo ( ja velho) CD do Crashdiet  ( outra banda suéca) lançado no ano passado mostra que o Sleaze tem muito o que dar para os amantes do bom Rock’n Roll! Se você gostou desse álbum recomendo que escute o Generation Wild do Crashdiet!

Média do Álbum: 10/10

 

” Heroes, Heroes Are Forever!”

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