(2004) Paralamas do Sucesso – Uns Dias Ao Vivo [ CD Simples ]


Por Joaora

E eis aqui a primeira resenha de um álbum ao vivo, do nosso humilde blog. Venho estreiar tal feito resenhando uma das bandas mais importante do cenário brasileiro, os incansáveis Paralamas do Sucesso, líderados pelo mestre Hebert Vianna.

Uns Dias Ao Vivo foi gravado em 2003 no Olympia, em SP e obteve ótimas vendagens, é um disco em que se pode notar musicas de diversas fases da banda, contando com inúmeros convidados e uma homenagem à Legião Urbana, o disco para os fãs brasilieros da banda agrada e muito. Se você é daqueles que gosta de um bom álbum ao vivo, que toca aqueles clássicos gravados no estúdio de forma única e magistral, bote o Ao Vivo do Paralamas para tocar e curta a boa música!

Melhor Música: Uns Dias


Pior Música: La Bella Luna ( A apresentação ao vivo, não condiz com o álbum Uns Dias, peguei uma versão ao vivo aleatória)


1 – O Calibre (4:38) (Herbet Vianna) 4/5

Uns pequenos segundos de agradecimento de Hebert Vianna, e logo depois O Calibre começa a tocar, a canção aqui em certos momentos faz o ouvinte esquecer que se está ouvindo um disco ao vivo. Um riff pesado e direto do baixo de Bi-Ribeiro é muito notado na primeira música. O instrumento do músico ainda viria a ser destaque em muitas outras faixas… O baixo nada está baixo durante todo o álbum ( trocadilho infame)…A letra dessa canção é muito inspirada, me agrada bastante!

Vivo Sem Saber Até Quando ainda Estou Vivo

Sem Saber o Calibre do Perigo

Eu não sei… Da onde vem o Tiro…


2 – Trac- Trac (Track Track)  (4:06) (Fito Paez) 5/5

O primeiro convidado de muitos aparece no segundo tape: Edgard Scandurra, ex – guitarrista do Ira! Com o convidado aqui, a guitarra é mais notada do que na primeira faixa. Os backing vocals aparecem pela primeira vez , também cantados por Scandurra e estão bons! Boa música que por ter um clima mais energético se sobressai em relação à primeira. Vale destaque para o solo de Scandurra aqui, mostrando toda a sua técnica e qualidade!

3 – Que País É Este (3:31) (Renato Russo) 5/5

Bi-Ribeiro com o grande João Barone dão a introdução deste clássico nacional. O baixo e a bateria em ótima harmonia. Após os segundos iniciais de introdução Dado Villa Lobos ex – Legião Urbana entra fazendo um dos riffs mais conhecidos deste país. O guitarrista ainda canta mais de 90% da música junto com Hebert Vianna. O cover ficou muito bem tocado e de certa forma funcionou como uma homenagem à grande Legião Urbana… Após o encerramento da canção o público gritou em um dos momentos de mais emoção do álbum: ÉÉÉÉ LEGIÃO…. ÉÉÉÉ LEGIÃO!

4 – Seguindo Estrelas (3:57) (Hebert Vianna) 5/5

Um dos grandes sucessos da banda, faz o público gritar que nem loucos em sua introdução! A canção romântica e lenta funciona bem ao vivo, causando um clima de romance e amor pela platéia. O refrão é cantado com uma velocidade maior em relação aos versos comuns, toda via a balada continua. Ótima música que tem em Bi-Ribeiro o grande destaque, com um baixo totalmente audível e perceptível, muito bem tocado, fazendo a guitarra ficar em segundo plano!

5 – Cuide Bem do seu Amor (3:48) (Herbet Vianna) 4/5

Acaba um clássico do Paralamas e começa outro… A platéia se torna muito presente aqui, cantando junto toda canção com o grande e mestre Herbet Vianna. O refrão faz o Olympia ( Local onde o show foi gravado em SP) tremer, todas as vozes em uníssono. Em determinado momento, a banda deixa somente o público cantar, e para os músicos isso deve ser algo de arrepiar a espinha, ver uma multidão cantar a plenos pulmões a música por você feita!

6 – Tendo a Lua (3:14) (Hebert Vianna, Tetê Tillet) 4/5

Um mini-solo de guitarra da a introdução desta ótima canção. A cadência deste tape, em certos momentos chega lembrar algo como um reggae. Tendo a Lua é um dueto entre Nando Reis e Hebert, cada qual cantando um verso da canção, a versão ficou muito interessante que os fãs de ambos devem se orgulhar! Em seu começo, pode se perceber um erro técnico (se assim pode-se dizer… HAHAHAHA), é nítido a guitarra de Hebert com um volume mais baixo do que deveria estar, o erro sendo concertado no decorrer da canção, a guitarra do vocalista assumindo enquanto isso diversos tons… Mas acontece, num show Ao Vivo tudo pode acontecer!

7 – La Bella Luna (3:04) (Hebert Vianna) 3,5/5

Outro clássico da banda faz a multidão ir a loucura no riff incial de La Bella Luna. George Israel do Kid Abelha faz sua apresentação aqui, tocando muito bem seu saxofone. Os metais estão bem encaixados e tocados nessa música ( trompetes, saxofones e trombones) que é a menor do álbum. Não chega a empolgar o ouvinte, a voz de Hebert demonstra pouca emoção aqui, talvez seja esse o maior erro, pois em sua versão de estúdio a música se mostra mais energética e empolgante!

8 – Uns Dias (3:55) (Hebert Vianna) 5/5

A canção que viria a dar o nome do álbum é certamente o grande destaque dele. Talvez Hebert na canção anterior estaria se preparando para esta ótima canção, muito bem cantada por ele e por seu parceiro Frejat. A energia que faltou na canção anterior está em demasiado aqui, um riff grudento e bem tocado pelo teclado e pela guitarra fazem desta faixa um clássico do Paralamas, mesmo ao vivo. Melhor faixa do álbum, sem a menor sombra de dúvida!

9 – Caleidoscópio (5:37) (Hebert Vianna) 4/5

Aqui vemos a participação de 2 convidados, Frejat continua no palco e ao seu lado George Israel volta. O trio toca Caleidoscópio, um dos grandes sucessos do Paralamas e a música é um festival de solos. Ao menos 2 minutos são reservados para as guitarras darem seu showzinho particular, nada de muita técnica e algo sobrenatural pode ser ouvido pelas 6 cordas. Mas Frejat, Hebert mostram sua qualidade na guitarra. Clássico da banda, que ao meu ver é infinitamente melhor em estúdio do que ao vivo!

10 – Ela Disse Adeus (3:11) (Hebert Vianna) 4/5

Gosto bastante da introdução dessa faixa, ao meu ver, é a melhor de todo álbum. Os backing vocals detonam junto com os intrumentos de sopro, enquanto Hebert solta a voz. A pegada da faixa puxa mais para um reggae, do que pode-se ouvir na versão de estúdio da música, não ficou maravilhoso mas agradou o público que participa ativamente da canção, animados por Hebert!

11 – Uma Brasileira ( 3:35) (Carlinhos Brow, Hebert Vianna) 5/5

Agora é a vez do Drogba subir ao palco… Opa, não é o Drogba é o Djavan, mas repare, ambos são quase a mesma coisa!


Djavan

Drogba, ou seria o Djavan?

Drogba, Ou seria o Djavan?

Djavan da sua voz para outro grande destaque do álbum, o dueto entre ele e Hebert funcionou muito bem o timbre de voz de ambos muito diferentes funcionou com a música, que tem um encerramente maravilhoso, novamente com os intrumentos de sopro detonando. Note que o riff das melodias da guitarra lembram muito a música anterior, o swing puxado para o reggae!

12 – O Beco (3:11) (Hebert Vianna, Bi Ribeiro) 4,5/5

Talvez uma das música mais “Reggae” do álbum, com uma ótima batida da bateria de João Barone e uma participação ativa do Saxofone. A participaçao aqui é de Paulo Miklos do Titãs, talvez isso deveria deixar a música um pouco mais Rock’n Roll, em certos momentos, até lembra um bom rock, mas a introdução e o riff (maldito) de Hebert insistiram em puxa-la para o reggae! Toda via, quem gosta de Paralamas não pode odiar Reggae, a influência do gênero toma conta de grande parte das músicas da banda, quando tocadas ao vivo. Este álbum prova isso! Boa música.

13 – Lourinha Bombril (Parate Y Mira) (3:06) (Diego Blanco, Baiano) 5/5

Uma das únicas a não contar com convidado especial. Acelerada, como tinha de ser, Lourinha Bombril é uma das músicas da qual a banda pouco mudou algo, aparenta muito ser a versão de estúdio. Ou seja, se a música é foda no estúdio e os integrantes conseguiram toca-la quase fielmente à sua versão de estúdio, significa que ficou foda aqui também! Hebert Vianna começa a se despedir e agradecer ao público aqui na penúltima música!

14 – Mensagem de Amor (4:22) (Hebert Vianna) 5/5

Última música do show, e talvez a que mais leve emoção ao mestre Hebert Vianna ( junto com Cuide Bem do Seu Amor e Tendo a Lua) , ao menos é isso que aparenta ao se ouvir Mensagem de Amor, o vocalista está ótimo aqui. Andreas Kisser é o guitarrista aqui, fã confesso da banda, nota-se logo na introdução o poder da guitarra que durante toda a música esteve presente com mais “rebeldia” e maestria do que no restante do álbum, segurando um belo riff. Gosto bastante da letra dessa canção que encerra o álbum de uma ótima forma, sendo cantada mais rápida do que normalmente é no estúdio. Ótima versão!

Conclusão do Álbum Ao Vivo : Valeria a pena ter ido no show!

Média do Álbum: 8/10


“VIVO SEM SABER ATÉ QUANDO AINDA ESTOU VIVO,

SEM SABER O CALIBRE DO PERIGO, EU NÃO SEI…

DA ONDE VEM O TIRO”

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  1. #1 por Anderson em 12/01/2012 - 15:56

    Paralamas é tudo de bom.

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