(1989) Aerosmith – Pump


Por Joaora.

Certamente não é nenhum exagero exclamar que em 1989 a banda  comandada por Steven Tyler e Joe Perry estava no auge de seu sucesso, em 1987 o lançamento de Permanent Vacation faria a banda retornar de maneira honrosa às paradas do mundo inteiro, com sucessos como Angel e Rag Doll, anos mais tarde viria o Pump e logo após outro grande prestigiado e aclamado álbum sairia do forno, Get a Grip, que também foi sucesso de vendas e crítica. Uma bela trilogia lançada por essa banda americana que no meio dos anos 80 havia perdido um pouco do prestígio já alcançado. Pump é sem dúvida um clássico que veio para re-instalar o Aerosmith nas paradas e na mídia, repleto de hinos da banda!

Lançado sobre muitos olhares de desconfiança após o bom Permanent Vacation, os fãs de Steven Tyler se perguntavam se o novo álbum seria tão bom quanto o antecessor ou se seria um fracasso, como os outros dois lançados na década de 80. O que se ouviu aqui, um som puramente Hard Rock com algumas pegadas Pop agradou a todos. O 10º lançamento da banda foi o 5º álbum mais vendido em 1990 nos EUA, o que se tratando de um álbum de rock, é algo explendido. Clássico e ditos por alguns como o melhor trabalho do Aerosmith, cheio de canções que detonaram nas rádios do mundo inteiro ( inclusive no Brasil), Pump merecia um lugar nas resenhas do @RoqueVeloz….Portanto My Little Boys…..Enjoy!

Melhor Música: Janie’s Got a Gun

Pior Música: HooDoo/ VooDoo Medicine Man (É um pecado escolher uma pior música nesse álbum)

 

1 – Young Lust (Perry, Tyler, Jim Vallance) – 4:18  4,5 /5

A canção não chega a perfeição, mas por muito pouco. Felizmente Young Lust abre de uma maneira ótima o álbum. Sua introdução enérgica anima o ouvinte contagiado pelas baquetas alucinadas de Kramer na caixa. Steven logo na primeira canção mostra seu poder vocal, atingindo notas altas como poucos. O refrão da canção não é maravilhoso, não tendo algo magnífico em sua composição, mas de todo a canção ainda permanece agradável, principalmente quando em alguns momentos o peso cai, mostrando o poder de criação da banda. Boa abertura!

2 – F.I.N.E (|Perry, Tyler) – 4:09 5/5

Joe Perry  e Steven Tyler, uma das duplas mais fodas da história do rock’n roll, uma relação de amor e ódio. Quando se vê somente o nome dos dois na composição de uma canção, a expectativa perante a ela aumenta e muito. E felizmente F.I.N.E consegue fazer juz a essa expectativa. Diferente da música anterior um clima mais “calmo” pode ser notado, uma cadencia dada por uma bateria mais suave e uma linha de baixo menos notável e simples, fazem parte do enredo da 2º faixa. Considero F.I.N.E uma das melhores do álbum, tem uma boa letra e melodia. Esta é uma canção que cantada por Tyler fica ótima, mas não imagino ela sendo cantada por ninguém, simplesmente funciona com Tyler, mas não funcionaria com ninguém mais. Vale ressaltar também o refrão que é bom! Pump começava a jogar para fora seus clássicos!

3 -Going Down – 0:17 / Love in an Elevator (Perry , Tyler) – 5:21 5/5

O último álbum da banda havia sido feito pelos membros totalmente limpos de qualquer tipo de droga, toltamente sóbrios. Pump também contava com essa façanha, após se internar em uma cliníca de recuperação anos antes Steven Tyler permacecia limpo, talvez isso o ajudasse nas composições e aqui havia outro clássico composto por ele e Perry. A introdução da 3º faixa contava com Going Down, uma faixa introdutória de 0,17 segundos que se ínicia cheia de efeitos. Love in an Elevator é uma faixa direta que conta com uma bela apresentação de Tyler nos vocais, sua voz potente e muito ajudada pelos backing vocals. Gosto bastante dessa faixa, aqui Joe Perry começava a dar seu expetaculo, já conhecido pelos fãs, seu solo é sólido e bom, dura boa parte da canção. Love in an Elevator tem um refrão muitas vezes repetido, mas curiosamente não enjoa, mantém uma boa qualidade no álbum após as duas primeiras canções! A letra pode soar boba e fraca, mas fica em segundo plano! Vale ressaltar o uso de teclados muito evidentes aqui, tocado por Steven, algo um pouco raro de se ver nas canções da banda, mas o intrumento so aumentou os pontos da canção, não prejudicando-a.

4 – Monkey on My Back (Perry, Tyler) – 3:57 4/5

A letra de Monkey on My Back, pode ser considerada a mais severa e forte do álbum, por se tratar de alcolismo e drogas, no documentário The Making of Pump ( Documentário sobre um making off do álbum) Tyler diz um pouco sobre a letra em si. A canção em seus segundos iniciais traz um experimentalismo à banda americana, não é uma introdução que me agrada ao máximo. Mas felizmente os segundos passam e a introdução vai ficando para traz, a bateria de Kramer entra e dá um peso característico para a música que possui uma ótima batida. A canção inteira não exige muita coisa da voz rasgada de Tyler, e se comparada as 2 ótimas anteriores pode até soar simples, sem aquele solo de guitarra memóravel e sem aqueles agudos típicos de Tyler. Toda via essa falta de componentes memoráveis não faz da faixa uma péssima música. Agrada!

5 – Water Song 0:10/ Janie’s Got a Gun (Raine-Reusch, Tyler, Hamilton)5:38 5/5

Aqui chegamos ao ápice do trabalho. A 5º faixa viria para concretizar o ótimo retorno da banda aos estúdios. Janie’s Got a Gun foi lançado como segundo single de Pump e detonou nas paradas do mundo inteiro, a música é aquela típica conhecida por todos os tipos de pessoas, que gostam desde o samba até o sertanejo, aliás algo que o Aerosmith consegue fazer muitas vezes com algumas de suas faixas, atire a primeira pedra se você nunca viu um forrozeiro ou sei lá um pagodeiro que não goste de uma música dessa banda americana. Graças a Janie’s Got a Gun o Aerosmith ganhou seu primeiro Grammy, um momento histórico e memóravel para a banda, como disse Joe Perry. Os 10 segundos iniciais, da faixa introdutória Water Song é trabalho do multi instrumentalista Raine – Reush e passa muito rapidamente. Alguns segundos depois a bateria de Kramer produz um som muito parecido com um canhão enquanto Tyler canta de maneira suave na introdução de Janie, um dos melhores momentos do álbum sem a menor dúvida. Logo nos momentos iniciais a música já merecia uma avaliação máxima, mas o refrão chega para aumentar ainda mais a admiração do ouvinte perante a música, simplesmente fantástico Steven Tyler mostra porque é considerado um dos melhores frontmans da história interpretando a música de forma única e tocando uma linha de teclado perceptível e essencial. Perry dá graças de sua existencia tocando um solo divino e difícil de ser esquecido até o fim do álbum. Clássico dos clássicos dos clássicos da banda! Estupenda! Destaque para Kramer, Tyler e Perry em uma de suas melhores apresentações!

6 – Dulcimer Stop 0:49 / The Other Side (Raine-Reusch, Tyler, Vallance, Holland – Dozier -Holland)4:56 5/5

Outro trabalho de Raine- Reush, num misto de sons estranhos na faixa introdutória nomeada como Dulcimer Stop, os 50 segundos dessa vez são mais aparentes e perceptíves do que no trabalho anterior, Water Song, onde o multi – instrumentalista tocou somente 10 segundos. Após seu showzinho particular o 4º single do álbum começa, em uma das melhores introduções do álbum, com um trompete estupendo e contagiante que contrasta com uma belíssima linha de baixo de Hamilton… Os backing vocals são notados desde o ínico da canção e estão muito presentes, cantando de uma boa forma, dando uma vontade a mais para fazer o ouvinte soltar a voz nessa ótima faixa. Os instrumentos de metais aqui utilizados estão estupendos e trazem um peso a mais para a música, que sem eles não seria  tão empolgante! Belíssima e grudenta, chiclete e clássica!

7 – My Girl ( Perry, Tyler) – 3:10 4/5

Uma canção digamos, mais despretenciosa e musicalmente mais simples que o restante. My Girl não se torna íncrivel por estar presente em um álbum com músicas de mais qualidade e mais sofisticadas do que ela. Destaco aqui Hamilton com uma bela linha de seu baixo e o bom refrão, algo que os americanos do Aerosmith sempre sabem fazer. É por mim considerada uma das piores do álbum, mas não por sua limitação musical, mas sim por suas concorrentes extremamente mais qualificadas. Ouso a dizer que se fosse lançada nos dois primeiros álbum do Aerosmith gravado na década de 80 ( Rock in a Hard Place ou Done with Mirrors) até faria sucesso, pois naqueles álbuns a qualidade era algo que não existia, toda via foi lançada em Pump, e isso faz dela uma canção comum na auditória do álbum!

 

8 – Don’t Get Mad, Get Even ( Perry, Tyler) – 4:48 5/5

Sabe o que deveriamos fazer nessa música? Nos ajoelhar e aclamar Steven Tyler. O cara além de cantar pra caralho, soltando agudos íncriveis, ainda toca gaita de maneira estupenda. Don’t Ged Mad, Get Even é indiscutivelmente uma das grande musicas de Pump, percebe-se em sua audição o quanto a banda trabalhou nela. A primeira parte é suave, com a guitarra em um swing descaracteristico de Joe Perry e Brad Whitford e as baquetas cadenciadas de mais para Kramer, chega a assustar.  A introdução passa e explode o peso… O refrão é o nome da música cantada de modo estupendo por Tyler e pelos backing vocals, totalmente grudento, outro refrão genial. A música segue com um swing cadenciado explodindo de vez no refrão e fazendo o ouvinte se empolgar com a energia jogada para fora aqui!

9 – HooDoo/ VooDoo Medicine Man (Perry, Raine-Reusch, Tyler, Brad Whitford) – 4:39 4/5

Ainda com a música anterior na cabeça ( algo que vai ser difícil sair), começa-se o penúltimo tape, e na minha visão a pior música do álbum. O que eu disse em My Girl, pode ser dito aqui também, não que a canção seja péssima, mas se comparada com o restante presente no álbum, esta se torna a menos agradável, mesmo sendo boa. Tom Hamilton se solta bastante na penúltima música e toca uma linha de baixo totalmente perceptível durante toda a canção e segura durante alguns minutos uma base para uma das melhores soladas de Perry. Gosto bastante como a canção acaba…. Um experimentalimo doido! Reforçando mais uma vez:  Doeu colocar essa faixa como a pior do álbum, me agrada bastante, mas tinha que por uma!

10 – What it Takes (Tyler, Perry, Child) – 6:28 5/5

A essa altura você deve estar se perguntando… Cadê a balada? A essencial balada que não pode faltar em um disco de Hard Rock, ainda mais em um do Aerosmith, experts em fazer pessoas fecharem os olhos e pensarem em suas amadas? Ai eu te digo meu caro, EIS AQUI A BALADA. 3º single do álbum What it Takes lutou por algum tempo na minha cabeça com Janie’s Got a Gun no começo dessa resenha, quando tive que escolher a melhor música do álbum, nem sei por que escolhi Janie’s Got a Gun, What it Takes também se colacada lá não mudaria nada. Falando da música em si a última faixa mostra o poder de composição dos americanos quando se trata de balada, eles possuem um feeling sem igual, sabem exatamente como encaixar os teclados na melodia, a hora dos solos de guitarra, o que fazer com os backing vocals… Aqui até a gaita pode ser ouvida, e eu te digo ( basta escutar) ficou foda. Steven é dono de uma voz estupenda, o cara realmente toca lá dentro da alma com sua voz e aqui sem sombra de dúvida é onde o cantor melhor canta, alcança notas altissímas sem falar da emoção transmitida por ele! What it Takes, fazia Pump acabar de uma forma emocional e digna!

Média do Álbum: 9 /10

“HONEY, DON’T GET MAD, GET EVEN”

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  1. #1 por Anderson em 12/01/2012 - 17:03

    UM ÓTIMO ALBUM,EU RECOMENDO.

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