Arquivo de 12 janeiro, 2011

(1980) Alice Cooper – Flush The Fashion (The Dark Years Pt. 1)

Por Hellion

Dark Years

Início dos anos 80, sem dúvida um dos momentos mais baixos da carreira de Alice Cooper. Mas estamos falando em um dos maiores gênios da arte comtemporânea, portanto, não pense que vai encontrar material ruim por aqui.

Com o final da turnê de divulgação do álbum From The Inside de 1978, que foi acabar só no começo de 1980, o punk e o new wave haviam dominado a cena, e embora Alice ainda lotasse os shows, as vendas de discos estavam em queda vertiginosa. E como muitos artistas foram obrigados a fazer em todas as épocas, Alice Cooper foi obrigado a se adaptar aos novos tempos. Como já dito no parágrafo anterior, o grande barato daqui é que a pior música de Alice Cooper é ainda muito boa.

A mudança mais impactante foi em relação ao visual. Inspirado agora em alguns estilos de teatro europeu, Alice Cooper abandonou o visual derivado de filmes de terror com o qual ficou conhecido, prendendo o cabelo (algumas pessoas achavam que ele havia cortado, mas Alice fazia questão de soltar o cabelo no final de alguns shows e dizer ironicamente “Não estão contentes por eu não ter cortado?”) e usando uma maquiagem totalmente diferente.

Some o momento histórico ao auge do alcoolismo de Alice, e você terá os quatro álbuns mais estranhos sonoramente falando, e algumas das letras mais geniais já escritas. Do clima eletrônico de Flush The Fashion e Special Forces aos mais inteligentes e elaborados Zipper Catches Skin e DaDa, o que temos aqui é simplesmente boa música, por um dos maiores gênios do estilo, mesmo não estando em seu melhor momento.

Flush The Fashion – 1980

E eis o primeiro dragãozinho, a começar pela capa. Os dizeres “Alice Cooper ‘80” deixam bem claro a nova fase da Tia, enquanto o título mal e porcamente rabiscado faz com que não tenhamos idéia do que vamos encontrar ao colocar a bolacha pra rodar. E sinceramente, mesmo depois de ouvir o álbum todo, continuamos com um ponto de interrogação na cabeça.

Você que vai se aventurar a ouvir este e TODOS os discos dessa fase, aí vai uma dica: cabeça aberta. Goste ou não, mas ouça com a mente livre, não espere um Billion Dollar Babies ou até mesmo um Trash ou Along Came A Spider, a coisa aqui é BEM diferente.

A banda de Alice na época era:

  • Davey Johnstone – Guitarras
  • Fred Mandel – Guitarras, Teclados
  • Dennis Conway – Bateria
  • “Cooker” John LoPresti – Baixo

E vamos lá:

Melhor música: Pain (Vídeo do filme ‘Roadie’, onde Alice ainda aparece com seu personagem clássico.)

Piores músicas: Leather Boots e Aspirin Damage empatadas, tão ruins que não tem vídeo no YouTube de nenhuma delas.

1 – Talk Talk (Bonniwell) (2:09) 4/5

A abertura do álbum nem é tão estranha assim. Com um riff até bem pesadinho, a primeira diferença que se nota são os efeitos eletrônicos, que serão uma constante não só nesse álbum como nos outros. Os vocais de Alice soam, sem dúvida, diferentes, mas ainda não sabemos exatamente porque, logo tudo será mais evidente. A faixa tem um clima bem divertido e uma letra bem rebelde, mas é apenas uma amostra do que vem por aí.

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