(1997) Mötley Crüe – Generation Swine


Por Joaora.

Até 1997 os bad boys do Mötley Crüe  já tinham uma carreira de invejar muitas outras bandas que estavam começando, clássicos como Dr.Feelgood e Too Fast For Love já haviam sido lançados e viraram uma marco na história do Hard Rock. Confusões, morte e muita música boa faz parte da vasta carreira da banda, que se extende até os dias de hoje. Mas voltando a falar do ano de 1997, o quarteto fundador da banda voltava a ativa após 8 anos, e as atenções e as expectativas dos fãs e da crítica eram supremas… Mas será que valeu a pena criar-se toda essa expectativa em torno da volta dos integrantes originais? Dizem que toda banda tem um CD que marca negativamente sua trajetória, muitos dizem que Generation Swine é esse tal CD que nunca deveria ter sido lançado pelos americanos.

7ª álbum da banda americana, marca a volta dos integrantes originais após 8 anos, para ser mais sensato, marca a volta de Vince Neil que não havia trabalhado no último trabalho da banda, que contava com John Corabi nos vocais. Generation Swine até vendeu bem, mas definitivamente não agradou os fãs que aguardavam anciosamente pelo lançamento do tape, acostumados com um som mais farofa e baladas marcantes, estes sentiram falta da pegada anos 80 da banda, os efeitos eletrônicos e sintetizadores usados de forma exagerada e demasiada em grande parte do álbum. 80% das pessoas que ouvem este álbum o acham deplorável, já os outros 20% acham que é o trabalho mais subestimado e injustiçado da banda, eu certamente faço parte dos 20%, pois o álbum me agrada, não como certos clássicos da banda, mas é bom… Mau falado, nada aclamado, vamos realmente analisar o 7º trabalho do Mötley Crüe!

Integrantes:

Vince Neil – Vocais,  Mick Mars – Guitarras,  Nick Sixx – Baixo, Tommy Lee – Bateria

Melhor Música: Generation Swine


Pior Música: Rocketship

1 – Find Myself (Nikki Sixx, Mick Mars, Tommy Lee) 2:51 4/5

O ínicio repleto de efeitos remete o que será o restante do álbum. A tão esperada voz de Vince Neil aparece não como de costume, cantando aquele som costumeiro e despretencioso que consagrou o Mötley Crüe, os efeitos utilizados durante toda a música acabaram por estraga-lá, toda via a letra suja repleta de palavrões ainda diz que é uma música do Mötley Crüe. A parte em que somente a banda toca, sem aqueles efeitos eletrônicos podres e vozes nada a ver utilizadas na introdução, mostra um bom momento da banda.

2 – Afraid (Sixx)  4:07 4/5

Um dos grandes hits de todo álbum está longe de ser uma das melhores músicas da carreira do Mötley Crüe! Toda via a segunda música anima um pouco os fãs que estranharam a sonoridade demasiada eletrônica da primeira faixa! O riff da guitarra de Mars está mais parecido com o que o guitarrista sempre fez e não enjoa como o da primeira música. Sixx também toca uma linha belíssima em seu baixo, principalmente na introdução.
Uma música que apela de mais para o refrão muitas vezes repetido, mas que agrada! Novamente os efeitos eletrônicos foram utilizados, talvez o Mötley Crüe queria se modernizar, sei lá, fazer um som moderno para a época que tinha o Depeche Mode ( banda que utilizava bastante efeitos eletrônicos além de serem experts em sintetizadores) arregaçando nas paradas. Afraid foi o primeiro single do álbum e não alcançou posições modestas nas paradas mundo a fora!

3 – Flush (John Corabi, Sixx, Lee)  5:03 4,5/5

Uma das composições que restaram da época de John Corabi, ex-vocalista da banda. Vale ressaltar que Corabi processou a banda alegando não receber parte dos direitos que a ele eram merecidos e também alegava que ele era responsável por mais de 80% do álbum, e a banda não creditou isso, mais uma das inúmeras polêmicas em que os Bad Boys americanos se meteram. Falando da música em si a atmosfera mais densa dada pelo baixo de Sixx é o grande destaque de todas as introduções aqui presentes, mostra bem a qualidade do baixista, tocando um riff bem tocado e notável.
Depois de Generation Swine, Flush é a que mais me agrada, com seu clima meio depressivo e melancólico característico, a voz de Neil encoberta por efeitos, mas que desta vez funcionaram!
A guitarra de Mars é mais explorada aqui também, em relação às outras canções, ainda tímida, mas tocando um belo riff! Destaque total para Sixx e seu intrumento aqui, repare na linha do baixista e se admire!

4 – Generation Swine (Sixx, Lee) 4:39 5/5

O Mötley Crüe em toda sua carreira publicou álbuns em qua a faixa título de tais viraram hinos e clássicos perante os fãs.
Portanto ao chegar na faixa título aqui diversas pessoas anciavam por ouvir mais um clássico da banda, que até agora nas 3 primeiras canções não chegava a impressionar.
A energia que faltava nas canções anteriores ao menos pode ser ouvida aqui, em um riff mais acelarado da guitarra de Mars e as batidas mais rápidas das baquetas de Lee.
O refrão do super hit do álbum também é bom e nos lembra um pouco o Mötley Crüe de tempos áureos. De longe a melhor música do álbum, que manteve a tradição da banda de fazer faixas títulos ótimas!

5 – Confessions (Lee, Mars, Corabi) 4:21 4/5

Outra faixa que leva o nome de Corabi na composição, e igualmente à anterior que também tinha tal feito, agrada. Confessions não é festiva ( ou seja, não tem a marca do Mötley Crüe) e melodicamente falando é bem fraca.
Os sintetizadores tomam conta do ambiente aqui e grande parte dos fãs da banda, desacostumados com tal coisa, devem ter odiado, toda via, é uma boa faixa. Juntamente com as 4 primeiras faixas, forma o melhor momento do álbum, ou seja, se você não gostou do que ouviu até aqui, provavelmente detesterá o que ainda esta por vir!

6 – Beauty (Sixx, Lee, Scott Humphrey) 3:47 1/5

Efeitos a mil em uma das piores músicas que eu já ouvi do Mötley Crüe! Em grande parte do álbum os sintetizadores foram bastante utilizados, muitas vezes agradaram, como em canções como Confessions, mas nessa canção o efeito não ficou bom… Sinto uma clara influência de Tommy Lee na composição dessa faixa, influências claras de sua carreira solo, mais precisamente da época em que o baterista era rapper!
Péssima música que bota o resto do álbum em cheque….Mas graças a Deus e a Bryan Adams outro hino do Mötley Crüe tava chegando!

7 – Glitter(Sixx, Humphrey, Bryan Adams) 5:00 4/5

UHUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUL um som digno do Mötley dos anos 80! Se Glitter fosse lançada em qualquer álbum da banda, Girls Girls Girls, Dr. Feelgood, seria bem aceita. O rei das baladas românticas Bryan Adams fez parceria com Sixx e o produtor canadense Scott Humphrey para compor essa canção. Uma balada de primeira que te faz fechar os olhos para cantar junto com Vince Neil em seu refrão. Talvez alguns a achem melosa de mais, mas não poderia se esperar outra coisa de uma junção de Sixx com Bryan Adams, os efeitos novamente muito abordados aqui felizmente não atrapalharam a faixa. Nota-se claramente que Vince Neil talvez não estivesse de bem com sua voz, em todas as faixas a voz do vocalista não foi muito pedida, ao contrário de tempos atrás em que alcançava ótimos agudos!A canção fazia parte do repertório da turnê Carnival o Sins, onde a banda tocava somente metade dela!

8 – Anybody Out There? (Lee, Sixx) 1:50 3,5/5

Uma canção curta, que como todo álbum soa bastante diferente de Mötley Crüe. A velocidade atingida pelas baquetas de Tommy Lee é algo inédito no Motley Crue nessa faixa!
A canção beira um punk, só que com solo de guitarra,que aliás é até bom. Não empolga!

9 – Let us prey (Sixx, Corabi) 4:22 1/5

E AQUI COMEÇAVA A DESGRAÇA!!! Acho que a primeira vez que eu ouço essa faixa inteira é agora para analisá-la. Ruim de mais, não sei onde Sixx e Corabi estavam com a cabeça quando escreveram a harmonia desta faixa!
Ela soa errada, parece que cada integrante toca uma música diferente! Para ser esquecida no fundo do baú! Mas meu caro, aguarde o pior ainda esta por vir!

10 – Rocketship (Sixx) 2:05 1/5

WHATTA FUCK? WHATTA HELL? Eu me recuso a acreditar que isso é Mötley Crüe de clássicos como Girls Girls Girls e Wild Side… Aqui está um dos piores duetos de violão que o mundo do rock já teve notícia.
Se era pra soar uma canção profunda, de emocionar quem ouvisse, Nikki Sixx não teve o êxito necessário para fazer isso! Outra para ser esquecida lá onde Judas perdeu as botas… Poderia ter sido incluída em algum álbum solo do Nikki, seria mais propício, e não em um do Mötley Crüe!

O final do álbum é ruim e da extrema vontade de pará-lo de ouvir quando se escuta essa canção!

11 – A Rat Like Me (Sixx)  4:13 4,5/5

Não tinha como ficar pior né? Depois de Rocketship qualquer coisa que viria na 11º faixa seria lucro. Mas felizmente A Rat Like Me é um dos destaques do CD que impressiona por ter poucos efeitos eletrônicos. Considero uma das poucas ótimas músicas do álbum. Sixx como compositor caprichou na linha de seu baixo que marca nessa faixa!

12 – Shout at the Devil ’97 (Sixx)  3:43 4,5/5

Em time que está ganhando não se mexe! Transformando um pouco: Em clássico ninguém mais bota a mão… Mas os americanos do Mötley resolveram relançar uma versão de Shout at the Devil em Generation Swine. A introdução mudou completamente, sendo dada por Nikki Sixx e pelos muito efeitos utilizados durante todo o álbum, ficou foda! O decorrer da canção soa quase exatamente  igual à versão original, toda via é uma canção maior, por ter mais instrumental em seu final. A marcante parte ( e ao meu ver, principal) da canção em que os baking vocals cantavam sós com Tommy Lee foi cortada dessa versão. A guitarra e o baixo estão presentes, com uma velocidade maior durante toda música. Resumindo… A original é infinitamente melhor, embora esta versão tenha ficado boa também!

13 – Brandon (Lee) 3:25 5/5

O álbum chega ao fim com uma linda homenagem de Tommy Lee à sua filha Brandon! A letra é emocionante e  melodicamente falando a balada emociona principalmente pelas lindas linhas de teclado e violino presentes! O álbum encerrava-se como não havia começado: Com chave de ouro!

Generation Swine chegava ao fim, muito contestato pelos fãs e pela crítica. A  banda não alavancou hits nas paradas com esse álbum, que ao meu ver é um bom álbum, não um clássico. A sonoridade abordada aqui talvez tenha assustado os fãs mais fiéis dos americanos, fãs que curtiam Wild Side e Live Wire, baladas como Home Sweet Home e You’re All I need. Nenhum rock de primeira pode ser tirado daqui, mas nem por isso Generation Swine é completamente um lixo!

\,,/ Obrigado por ler essa resenha até o final!

 

Média do Álbum: 7/10

 

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  1. #1 por Ed em 28/09/2012 - 12:41

    Gostei bastante da sua crítica, concordo na maior parte apesar de não achar Generation Swine a melhor faixa do álbum, prefiro muito mais “Flush”, por ter uma simples linha de baixo, mas com muita melodia, a voz do Vince caiu perfeitamente bem.
    Outro destaque é a faixa “Confessions”, bastante introspectiva e melodica…também prefiro a nova versão de Shout At the Devil, porque esta é bem mais rápida…
    Confesso que do álbum mesmo escuto regularmente Flush, Confessions, Glitter, Afraid e Shout At The Devil!

  2. #2 por Cynde Delaina em 11/01/2014 - 1:20

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