(1982) Manowar – Battle Hymns


Por Joaora

O ano é 1982, e o Heavy Metal britânico estava em alta, lançamentos como The Number of the Beast ( Iron Maiden) , Screaming for Vengeance (Judas Priest) e Black Metal ( Venom) fazia com que esse fosse um ano memorável para alguns lançamentos do gênero. Toda via algumas bandas americanas também lançavam clássicos, o KISS por exemplo, botava no mercado o consagradissimo The Creatures of the Night e o Twisted Sister o ótimo Under the Blade, em meio a tudo isso, uma banda americana desconhecida, chamada Manowar, começava sua caminhada para o estrelato e lançava seu álbum de estréia…

Com letras épicas que veneravam o Heavy Metal e cheio de contos inspiradores este álbum se tornou um clássico do gênero, essencial a qualquer amante do Heavy Metal, a boa notícia é que recentemente a banda o regravou, não ouvi ainda para ver como ficou, mas como tudo que vem dos caras é ótimo, deve ter ficado foda de mais. Com alguns hinos da banda, Battle Hymns é o grande culpado por ter alavancado a banda ao sucesso repentino. No ano de seu lançamento foi muito bem aceito pela crítica e pelos fãs que se surpreenderam positivamente com o som agressivo e selvagem do Manowar. Eis aqui comentado faixa – a – faixa, neste humilde blog o lançamento do ano de 1982 ( ao menos para mim),  que perdurou em listas ao lado de álbuns já citados como o melhor do ano!

Melhor Música: Battle Hymn


Pior Música: Díficil, prefiro deixar esse espaço vago!

O Manowar é:

Eric Adams – Vocal

Ross the Boss – Guitarra

Joey DeMaio – Baixo

Donnie Hamzik – Bateria

Todas as canções foram escritas por Ross the Boss e Joey DeMaio, exceto onde anotado.

1 – Death Tone  – 4:48 5/5

Os roncos dos motores a mil, e dá se a largada! Battle Hymns já começa detonando. Os vocais de Eric Adams e a bateria tocada por Hamzik deviam receber um prêmio nesta faixa, o primeiro se apresenta ao mundo mostrando uma técnica apurada em suas cordas vocais, alcançando notas altas com sua voz rasgada e marcante, já Hamzik estralaça a bateria em certos momentos mais velozes da canção. Nos minutos finais o grande Ross the Boss se empolga e sola de maneira magnífica. O Manowar se apresentava ao mundo de maneira espetacular com um de seus maiores clássicos!

2 – Metal Daze ( DeMaio) – 4:18 5/5

E começava a saga de venerações a um gênero chamado Heavy Metal, algo que durante toda a carreira da banda foi um tema  abordado em diversas letras. Metal Daze tem como grande essencia marcante ( ao meu ver) a voz inicial de Eric Adams, logo nas 2 primeiras faixas o vocalista já mostrava de certa forma o ícone que iria virar. Ross the Boss divaga um pouco em seu solo aqui, tocando algo que mostra grande parte de sua apurada técnica, mas que ao meu ver fugiu bastante da melodia e do conceito da canção. Os backing vocals merecem uma menção especial também, já que no refrão estão muito bem cantados e encaixados! A segunda canção mantém o ritmo veloz e a qualidade que estava presente na primeira canção também!

3 – Fast Taker – 3:56 5/5

Vou chover no molhado e mais uma vez vou citar Eric Adams, por mais chato que isso comece a ficar, é ímpossivel não falar de um dos frontmans mais fodásticos e técnicos que esse mundo já se viu. O vocalista está em uma de suas melhores apresentações na 3º faixa, aliás ele ta perfeito em tudo nesse álbum. No misto de prato e chimbais que dão a introdução da canção à ate a velocidade exorbitante das últimas batidas na caixa, Hamzik detona na sua bateria em Fast Taker, dando o ritmo da canção com batidas rápidas e pesadas. Outro destaque que é facilmente perceptível à todos que ouvem esta ótima canção é o baixo de DeMaio, que toca um riff que vai de encontro com o da guitarra intercalando ótimos momentos com Boss, o baixista sempre muito veloz e repleto de notas complexas. Se todos notarem eu citei todo os integrantes da banda aqui, isso apenas mostra a qualidade dos músicos e o quanto foda eles são, e que quando tocam juntos fazem o ápice do Heavy Metal chegar aos ouvidos de quem quer ouvir!

4 – Shell Shock – 4:04 5/5

Já perdi a conta de quantas canetas eu já quebrei tentando imitar Hamzik nessa introdução, as batidas simples e metodicas, além de rápidas fazem desta introdução uma das melhores do álbum. A letra de Shell Shock é uma das mais inspiradas da carreira da banda, fala sobre os choques pós guerras daquelas pessoas que quando voltam de uma guerra continuam sofrendo com tiques, continuam aterrorizados por tudo que passaram, gosto bastante de lê-la. Ross the Boss sola duas vezes nesta que é para mim a segunda melhor faixa do álbum, sendo que seu segundo solo é magnífico ( não desqualificando o primeiro que conta com uma ótima segurada de DeMaio na base, enquanto Boss da seu expetaculo), bota magnífico nisso meu caro, os segundos finais desta canção faz sua alma pular dentro de você. Ouso a dizer que o melhor momento do álbum inteiro são esses segundos finais.

5 – Manowar – 3:35 5/5

Chegamos à 5ª faixa do álbum somente ouvindo clássicos, a qualidade musical enorme. E felizmente essa qualidade consome a canção que tem o nome da banda. Com uma letra que diz em um verso épico do Manowar:

Aaaaaa Manowar

Born to Live Forever More ( Nascido para viver eternamente)

Esperamos que assim seja!

O riff tocado pela guitarra de Boss é direto e simples, e contrasta com o baixo de riff veloz e complexo de DeMaio, muitas das canções da banda tempos depois do lançamento de Batle Hymns adotariam a formula desta: O riff da guitarra simples e o riff do baixo mais trabalhado e sofisticado. O refrão é totalmente épico, talvez o mais memorável do álbum, talvez em comparação aos outros refrões este seja o que menos exiga da voz de Adams mesmo o vocalista alcançando altas notas também. Quando você menos espera está aos berros junto com Adams aqui! Ótima música!

6 – Dark Avenger – 6:20 S/N

Uma história fantástica, mística e inspirada é contada no 6ª tape pelo cineasta Orson Welles fã assumido da banda. Esta seria a primeira de muitas histórias que o Manowar viria a contar, intercalando os contos com as músicas durante os álbuns. Abaixo está a tradução deste conto fantástico:

Ele violou as leis dos antepassados
Por isso eles arrancaram seu olho
Tomaram sua terra e fortuna
Deixaram-no para morrer

Amarrado às margens do mar
Deixado para a maré
Acompanhando seu sangue vital indo embora…
Os predadores voam em círculos baixos

Estes ossos podem ser quebrados
Mas o espírito não pode morrer
E os deuses vêem sua angústia
E lhe dão um sinal

Do fundo do oceano
O barco das almas perdidas surge
E eles o levam
Para onde ninguém dorme
Enquanto os mortos-vivos choram
Para onde ninguém dorme
Enquanto os mortos-vivos choram

E no mundo superior
Os antepassados cantam
Na sua terra eles vivem
Deixe o sino da morte tocar

Ele foi encontrado, no portão da Morada de Hades
Pelo guardião das almas perdidas
O guardião “daqueles que não foram vingados”
E este disse para ele
Não vou deixá-lo entrar em Abaddon
Volte para o mundo de onde viestes
E buscai vingança
Não somente por tua própria angústia
Mas pelas almas daqueles que não foram vingados
E eles puseram em sua mão
Uma espada feita para ele, chamada “vingança”
Fabricada em enxofre e endurecida pelas
Lágrimas angustiadas
daqueles que não foram vingados”
E para conduzi-lo na sua jornada
De volta ao mundo superior
Eles criaram o seu cavalo demoníaco
Chamado “Morte Negra”
Um corcel implacável
Tão temível em sua força e negro em sua cor
Que juntos, na escuridão, poderiam ser somente um
Se não fosse pelos seus olhos ardentes
de fogo sanguinário

E naquela noite
Eles cavalgaram vindos do inferno
O som das suas patas
Soavam como trovão

Destruição e morte
Estuprando suas filhas e suas esposas
Vingo-me em sangue
Por completo com suas vidas

Ninguém pode escapar de mim
No “Morte Negra” eu cavalgo
Quando beijados pela espada da vingança
Suas cabeças rolam ao chão
Eu tiro a vida de todos que outrora conheci
A carne rasgada de uma morte vagarosa
Espera por vocês

Destruição e morte
Estuprando suas filhas e suas esposas
Vingo-me em sangue
Por completo com suas vidas

Eu não poupo nenhuma terra e nenhum criado
Meu rastro é de fogo e fumaça
Eu tomo suas esposas e filhas
Eles estão de pé observando
Esperando salvar suas vidas
Mas quando eu terminar
Eles sabem que terão de pagar

Destruição e morte
Estuprando suas filhas e suas esposas
Vingo-me em sangue
Por completo com suas vidas
Com suas vidas

Não dei nota nesta que merecia avaliação máxima, pela faixa ter como principal parte a história contada por Welles. Mas musicalmente falando a introdução e o epílogo, tocados pela banda estão magistralmente tocados, principalmente o epílogo o qual a velocidade aumenta e a energia toma conta da sonoridade. Vale dizer que no CD remasterizado o narrador do conto é Christopher Lee, o Sauron do Senhor dos Anéis.


7 – William’s Tale ( DeMaio,  Gioachino Rossini) – 1:52 5/5

Irei dizer poucas coisas a respeito dessa instrumental, escute por si só: JOEY DEMAIO APRENDEU A TOCAR BAIXO SOZINHO, ele é autoditada, talvez isso de um ânimo extra aos baixistas de plantão, que estão sem condições de pagar alguma aula. O líder da banda merece ser reverenciado de joelhos nessa expetacular “brincadeira” junto com seu baixo!

THANK YOU GOD OF BASS JOEY DEMAIO

8 – Battle Hymn – 6:55 5/5

SÓ TENHO UMA COISA A DIZER PRA TI MEU CARO

ESSA MÚSICA VAI MEXER CONTIGO, TEU SANGUE VAI CORRER MAIS RÁPIDO NAS TUAS VEIAS E TU SENTIRÁ VONTADE DE OUVI-LA NOVAMENTE COM OS FONES EXTRAVAGANDO NA ALTURA!

Você vai para a última música extasiado com o que Joey DeMaio fez em William’s Tale, boquiaberto e maravilhado! Ai essa última música: Lá vamos nós tentar descrevê-la!

Battle Hymn é pra mim a melhor música da carreira dessa banda americana chamada Manowar! Um dos hinos que mais simbolizam o Heavy Metal americano. Você que não acredita em música perfeita, eu o convido a escutar este último tape, é ímpossivel não se arrepiar logo em sua introdução, dada por uma lenta melodia de Joey com Boss, feche os olhos meu caro e curta essa introdução com sua alma! Os segundos passam e o peso característico toma conta de tudo em uma bela entrada da bateria de Hamzik. Ó Grande Deus Hamzik. A cereja do bolo é a entrada de Adams, mais perfeita ímpossivel, sua voz ótima, como durante todo álbum! E assim segue durante um bom tempo: O brilhantismo, o refrão perfeito, a letra exaltando os guerreiros das batalhas… Até chegar ao seu meio: Um dueto de violão com Adams e a emoção emanando de forma incrível… Mas logo após, o peso toma conta novamente, Boss toma conta do expetaculo e sola com magnífica e brilhante técnica, o refrão volta a soar e o fim de Battle Hymns chegava, como os Deuses quiseram: De forma brilhante e explendorosa!

Média do Álbum: 10/10


OOOOO MANOWAR BORN TO LIVE FOREVER MORE !!!

 

Post dedicado à @thawicca, minha melhor amiga virtual que eu nunca vi na vida!  ❤




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  1. #1 por TheFlocus em 17/12/2010 - 2:14

    Hail and Kill ! \../

  2. #2 por Thaís em 19/12/2010 - 18:34

    A melhor banda, um dos melhores álbuns. Sem explicação… HAIL MANOWAR, HAIL AND KILL!

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