(1970) Black Sabbath – Paranoid


Por guibby

Capa do álbum

No mesmo ano em que foi lançado o álbum de estréia dos britânicos pioneiros (sem trocadilhos, pra quem conheçe a história dos integrantes), a banda lança Paranoid que para muitos é o ponto alto do Black Sabbath, com clássico atrás de clássico a banda conseguiu elevar o nível de qualidade que havia mostrado em seu álbum auto-entitulado, com músicas beirando a psicodelia e temas polêmicos para a época (como guerras). O álbum entrou para a lista definitiva do Heavy Metal, e é uma inspiração para todos os músicos até hoje, diferentemente do primeiro álbum a temática da banda deixou  de ser apenas o ocultismo, com grandes críticas a sociedade como citado anteriormente. O álbum é com certeza um dos mais influentes e contribuiu para o surgimento de diversas bandas de Heavy Metal nos anos seguintes. Originalmente “Paranoid” sairia com o nome de “War Pigs”, mas foi mudado porque os produtores da banda acharam a musica paranoid que tinha sido feita em dez minutos pela banda uma ótima musica,e poderia se tornar um single,que poderia tocar em todas as radios,porem a capa já tinha sido feita para “War Pigs” e já estavam quase lançando o mesmo, então quando mudaram o nome do album para Paranoid,não houve tempo para mudar a capa, que é um tanto mal-feita e tem um cara com uma espada nela. (E não um porco! Malditas piadas internas…)

Melhor música: Iron Man

Pior música: Hand of Doom

Todas as músicas creditadas a Tony Iommi, Ozzy Osbourne, Geezer Butler e Bill Ward.

1. “War Pigs” – 7:55 5/5
Um longo acorde dá início a War Pigs, que com seus quase 8 minutos de duração se tornou um hino sagrado do metal e uma das músicas mais importantes do Sabbath. Acredita-se que a banda escreveu a música como um protesto a Guerra do Vietnã, mas quando tocaram-a no meio dos anos 70, a banda usou imagens da Segunda Guerra Mundial (WWII). A música deveria se chamar “Walpurgis”, é um nome de inspiração pagã, que provém de “Wal” (que significa pilha de mortos ou campo de batalha) e “bergs” (proteger), ou, segundo uma outra interpretação etimológica, de “Purag” (castelo ou cidade fortificada, que é defendida na batalha, ou, segundo outros, castelo dos mortos). Remete, portanto, para os derradeiros soldados que enfrentam as forças disformes que ameaçam a “cidade”, a ordem, a forma. Porém durante a gravação do álbum, o título e a letra foram mudados para War Pigs e falava da guerra. Tony Iommi conta que a música era uma “Jam Session”, e o baixista Geezer Butler achou que a versão soava muito satânica para gravarem, por isso mudaram. Enquanto todos os membros da banda se diziam preocupados e querendo protestar contra as guerras, principalmente a do Vietnã, Ozzy Osbourne, vocalista, declarou que nada sabia sobre o Vietnã, e que era apenas uma música anti-guerra, já se demonstrando um grande chapado e despreocupado naquela época. A música aparece constantemente nas primeiras posições de listas como “As melhores músicas do Metal”, “As músicas mais marcantes do Rock” entre outros semelhantes, e também de listas como “Canções inapropriadas” após o atentado de 11/09/2001, que foi feita pelo “Clear Channel Communications” (veja lista completa e outros fatos dela, aqui ), ou seja, uma das faixas mais importantes do metal, que fez com que a banda fosse ainda mais importante para a história do gênero.

2. “Paranoid” – 2:47 5/5
Com certeza o riff mais aprendido por Guitarristas iniciantes junto com “Smoke on The Water” do Deep Purple, a  sequência de power chords escrita por Tony Iommi se tornou muito mais do que um hino do Heavy Metal, é uma das músicas mais curtas do Sabbath não passando dos 3 minutos, e atingiu ótimas posições nas paradas, chegando a primeiro lugar na Alemanha, e posições muito boas ao redor do mundo. A música faz tanto sucesso, que em países como a Finlândia, pedir pra tocar Paranoid seria a mesma coisa que gritar “Toca RAUL” no Brasil, a expressão “Soittakaa Paranoid!” (Toca Paranoid) chega a ser irritante no país. A canção é tão popular que até mesmo nos Shows de Ozzy Osbourne (que saiu do Sabbath) a música serve para o encerramento. A música trata sobre a paranóia causada por problemas conjugais, pelos quais todos passam, a letra até chegou a ser mal-interpretada, onde quando Osbourne canta “I Tell You To Enjoy Life” o vocalista fora acusado de cantar “I tell you to end your life” , apenas outra maluquice de grupos religiosos querendo encontrar mensagens subliminares em tudo. Também foi trilha de diversos seriados e filmes, incluindo Supernatural, Sid & Nancy, e video-games, como o clássico rock n’ roll racing de super nintendo e o divertido guitar-hero. Uma outra curiosidade é que a música não entraria para o álbum, o riff era apenas uma brincadeira de estúdio de Tony Iommi e seus amigos, assim como Eruption do Van Halen…Enfim, um clássico do Heavy Metal que todos adoram, se você não ouviu ainda, TÁ ESPERANDO O QUÊ MEU FILHO???

3. “Planet Caravan” – 4:30 4,5/5
Após dois clássicos beirando a perfeição, o álbum cai um pouco de nível em Planet Caravan, com uma guitarra limpa na introdução e uma melodia psicodélica, aqui a banda deixa os temas sociais de lado e escreve sobre uma “caravana planetária”, que seria uma “nave”…que viajando pelo espaço, observa a beleza da Terra e da lua em sua órbita, depois seguindo para Marte…(ou então, algo totalmente diferente disto), e assim na calmaria a música vai se arrastando até os quatro minutos e meio. Na época muita gente duvidou, mas o vocalista aqui é o próprio Ozzy Osbourne, e não o baixista Butler. Ozzy utilizou um equipamento chamado “Leslie Speaker”, para o resultado final, sua voz sair com um Efeito Doppler” , entre as diversas versões de cover, podemos dar destaque para a banda estoniana Rondellus, que canta a música totalmente em latim, e traduziu-a como “Planetarum Vagatio”.

4. “Iron Man” – 5:58 5/5
E se você esperava que o álbum fosse cair um pouco mais de nível, você estava extremamente errado, e o que a banda apresenta na quarta faixa é simplesmente o maior clássico da banda, e se Paranoid é o riff mais aprendido por Guitarristas, esse é o riff mais idolatrado por todos os roqueiros do mundo inteiro. A introdução na bateria já dita o que a música viria a ser, A música do metal, sem comparações…O título da música foi escolhido por Ozzy e Butler, enquanto escreviam a letra, a música deveria ser chamada de “Iron Bloke” e após Ozzy ouvir o riff principal pela primeira vez, disse: “Soa como um grande bloco de ferro se movendo” e o título foi mudado para “Iron Man”. Ao contrário do que muitos pensam, a música não tem conexão alguma com o personagem da Marvel, criado por Stan Lee, Homem de Ferro(Iron Man, que recentemente foi interpretado por Robert Downey Jr. em uma adaptação para o cinema).
Os versos da música, contam a história de um homem que viaja ao futuro e vê o apocalipse, e no processo de voltar ao presente acaba se transformando em metal devido a um campo magnético. O que o deixa imcapaz de falar e avisar as pessoas sobre o que viu, após várias tentativas frustadas o “Homem de ferro” fica muito nervoso e tem sua vingança contra a humanidade, que não ouviu o seu alerta, causando a destruição total que viu em sua visão. E isso mostra que muitas vezes a paranóia (trocadilho com o título do álbum) de impedir o que vai acontecer, muitas vezes é o que vai causar o resultado final…um pouco confuso, sim, mas creio que dê pra entender. Dentre os vários prêmios que a música ganhou, um merecido destaque vai para o Grammy de Melhor Performance de Metal, que a banda ganhou em 2000, por uma versão ao vivo da música quase 30 anos após o lançamento de sua versão original. Melhor música do Black Sabbath, em minha opinião…e a de muitos também, imagino, não tem como destacar uma parte sequer, a música é realmente muito boa.

5. “Electric Funeral” – 4:47 4,5/5
A seguir temos o que parece uma mistura de “War Pigs” com “Planet Caravan”, após algumas ouvidas o riff cheio de “Wah-Wahs” criado por Tony Iommi, parece grudar na cabeça durante algumas horas e não sair dela, a música fala sobre guerras nucleares e  os efeitos que ela traria, bem semelhante com os versos da primeira música do disco, porém mais sombria e pesada, descrevendo um cenário pós-apocalíptico, com novas “Raças” de humanos, como mutantes vivendo no sub-solo e levando uma vida miserável, a criação de jardins sintéticos, já que nada poderia crescer novamente da terra, rios secando e mais uma infinidade de eventos, que devastariam a humanidade. Destaque para a parada na música, durante a sua metade em que o instrumental ganha uma extrema importância e a banda “brinca” em uma levada funk, com gritos de Ozzy ao fundo, dizendo “Electric Funeral” e em seguida o riff principal volta, pode ser considerada um tanto desgastante, por conta da repetição excessiva do riff em algumas passagens da música, no entanto é uma boa música, só não chega no nível dos clássicos apresentados até aqui.

6. “Hand of Doom” – 7:07 3/5
A sexta faixa se inicia com um riff de baixo, com os vocais de Osbourne soando baixos e seguindo o ritmo da música, até que toda a banda entra e a música cresce, e assim vai num loop repetindo-se por um longo tempo, até uma nova explosão instrumental e assim ficar até o fim de seus sete minutos de duração, o excesso de repetição aqui já se torna algo um tanto quanto cansativo, fazendo muitas pessoas pularem essa parte do álbum, já que não apresenta a mesma qualidade das primeiras faixas. A música fala sobre a heroína e todos os problemas que ela causa, chegando a morte e teve um grande reconhecimento, principalmente por parte de soldados do Vietnã que voltaram viciados da guerra e estavam tentando se recuperar.

7. “Rat Salad” – 2:29 4/5
Com quase dois minutos e meio de duração, a sétima faixa do disco é um instrumental agitado e era pra ser o que “Moby Dick” é para O Led Zeppelin, uma exímia apresentação por parte dos músicos, principalmente por Tony Iommi que mostra que para ser bom não precisa atingir um milhão de notas por segundo e um grande destaque também para o solo de bateria de Bill Ward, que empolga qualquer um, e apesar de ser bom, é muito parecido com outras faixas com solos de bateria, como a já citada Moby Dick e a “Carr Jam” do Kiss, que acabam se repetindo demais. Apesar de parecer mais um “pedaço” de qualquer música do álbum apenas colocado ali, por ter o mesmo timbre e ritmo do resto das músicas, é uma boa faixa e vale a ouvida. Atualmente vem sido tocada na turnê atual de Ozzy Osbourne, do álbum Scream (Leia a resenha faixa a faixa aqui) que fará uma visita ao Brasil no começo de abril. Uma outra curiosidade é que Eddie Van Halen queria que sua banda se chamasse “Rat Salad”, até que David Lee Roth, o conselhou a usar o próprio sobrenome.

8. “Fairies Wear Boots” – 6:13 5/5
E para terminar, uma outra faixa psicodélica e com um título bizarro, que é explicado por Tony Iommi: “Ozzy e Geezer estavam fumando na praça e foram atacados por skinheads”, e os dois afirmavam que tinham sido atacados por fadas, que vestiam botas, daí o título, e após diversas letras sérias e com  temas difíceis, nada mais justificado do que terminar um álbum desse jeito, brisa total, como pode se dizer na gíria…o instrumental não apresenta nada de novo, e é recheado de solos de Tony Iommi e uma exímia linha de baixo, e assim termina o que talvez seja o maior clássico do Heavy Metal, um dos álbuns mais influentes da história e inovador na forma de se fazer música, os integrantes do Black Sabbath fizeram história ao lançar “Paranoid” e não é a toa que alcançaram o status de Mega Banda que tem até hoje…

Média do álbum: 9/10

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  1. #1 por Alyssa em 14/02/2012 - 6:08

    Deu nota abaixo de 5 pras melhores músicas. Que merda de resenha.

  2. #2 por Yasmim em 29/04/2012 - 2:38

    HAND OF DOOM A PIOR DO ÁLBUM? QUE MERDA É ESSA? NOSSA, PAREI DE CONSIDERAR QUALQUER COISA QUE VC DIZ NAS RESENHAS DEPOIS DISSO. LIXO.

    • #3 por Bella em 22/06/2012 - 17:32

      Yasmim, são opiniões. Você não precisa concordar. =)

  3. #4 por FernandoGuedes em 13/03/2015 - 10:32

    É, eu acho que a resenha no caso foi meio superficial dessa vez, mas claro, isso vai da opinião de quem está ouvindo, mas aconselho as pessoas que ouvirem esse álbum um aprofundamento maior no contexto das musicas e as sensações que elas pretendem passar.

    Uma curiosidade: em qual formato você ouviu esse álbum?

    O mp3 no caso perde muita a qualidade e a profundidade de ”palco” que ele passa. eu ouvi a ultima vez em um vinil 180 gramas prensado pela Rhino (incrível prensagem diga se de passagem, não tem uma unica imperfeição na superficie do disco, muito bem fabricado) foi um Baque e tanto para mim acostumado com o som do MP3 nesse álbum ……o solo de ”paranoid” a guitarra tem REALMENTE timbre de alto falante furado, um espetáculo.

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