Arquivo de 13 dezembro, 2010

(1970) Black Sabbath – Paranoid

Por guibby

Capa do álbum

No mesmo ano em que foi lançado o álbum de estréia dos britânicos pioneiros (sem trocadilhos, pra quem conheçe a história dos integrantes), a banda lança Paranoid que para muitos é o ponto alto do Black Sabbath, com clássico atrás de clássico a banda conseguiu elevar o nível de qualidade que havia mostrado em seu álbum auto-entitulado, com músicas beirando a psicodelia e temas polêmicos para a época (como guerras). O álbum entrou para a lista definitiva do Heavy Metal, e é uma inspiração para todos os músicos até hoje, diferentemente do primeiro álbum a temática da banda deixou  de ser apenas o ocultismo, com grandes críticas a sociedade como citado anteriormente. O álbum é com certeza um dos mais influentes e contribuiu para o surgimento de diversas bandas de Heavy Metal nos anos seguintes. Originalmente “Paranoid” sairia com o nome de “War Pigs”, mas foi mudado porque os produtores da banda acharam a musica paranoid que tinha sido feita em dez minutos pela banda uma ótima musica,e poderia se tornar um single,que poderia tocar em todas as radios,porem a capa já tinha sido feita para “War Pigs” e já estavam quase lançando o mesmo, então quando mudaram o nome do album para Paranoid,não houve tempo para mudar a capa, que é um tanto mal-feita e tem um cara com uma espada nela. (E não um porco! Malditas piadas internas…)

Melhor música: Iron Man

Pior música: Hand of Doom

Todas as músicas creditadas a Tony Iommi, Ozzy Osbourne, Geezer Butler e Bill Ward.

1. “War Pigs” – 7:55 5/5
Um longo acorde dá início a War Pigs, que com seus quase 8 minutos de duração se tornou um hino sagrado do metal e uma das músicas mais importantes do Sabbath. Acredita-se que a banda escreveu a música como um protesto a Guerra do Vietnã, mas quando tocaram-a no meio dos anos 70, a banda usou imagens da Segunda Guerra Mundial (WWII). A música deveria se chamar “Walpurgis”, é um nome de inspiração pagã, que provém de “Wal” (que significa pilha de mortos ou campo de batalha) e “bergs” (proteger), ou, segundo uma outra interpretação etimológica, de “Purag” (castelo ou cidade fortificada, que é defendida na batalha, ou, segundo outros, castelo dos mortos). Remete, portanto, para os derradeiros soldados que enfrentam as forças disformes que ameaçam a “cidade”, a ordem, a forma. Porém durante a gravação do álbum, o título e a letra foram mudados para War Pigs e falava da guerra. Tony Iommi conta que a música era uma “Jam Session”, e o baixista Geezer Butler achou que a versão soava muito satânica para gravarem, por isso mudaram. Enquanto todos os membros da banda se diziam preocupados e querendo protestar contra as guerras, principalmente a do Vietnã, Ozzy Osbourne, vocalista, declarou que nada sabia sobre o Vietnã, e que era apenas uma música anti-guerra, já se demonstrando um grande chapado e despreocupado naquela época. A música aparece constantemente nas primeiras posições de listas como “As melhores músicas do Metal”, “As músicas mais marcantes do Rock” entre outros semelhantes, e também de listas como “Canções inapropriadas” após o atentado de 11/09/2001, que foi feita pelo “Clear Channel Communications” (veja lista completa e outros fatos dela, aqui ), ou seja, uma das faixas mais importantes do metal, que fez com que a banda fosse ainda mais importante para a história do gênero.

Leia o resto deste post »

, , , , , , , ,

4 Comentários

(2002) W.A.S.P. – Dying For The World

Por Hellion, bebendo sangue e comendo carne de inimigos 😉

Tenho ouvido muito esse álbum nos últimos tempos. Ele sempre me passou um sentimento de raiva, ódio, etc. E lendo um texto do Blackie Lawless descobri que esse álbum foi feito exatamente pra isso.

Dying For The World é o décimo álbum de estúdio do W.A.S.P., e segue a linha séria e política do seu antecessor Unholy Terror de 2001, porém é mais sombrio. Segundo Blackie Lawless, com o início da guerra no Afeganistão e Iraque, ele se lembrou das cartas que recebeu de soldados americanos no início dos anos 90 na Guerra do Golfo, que diziam que as tropas colocavam Heavy Metal em potentes caixas de som nos tanques de guerra como forma de assustar os inimigos. Nas palavras de Blackie “eles ouviam a música e sabiam que a morte estava chegando”. Com o desastre ocorrido em 11 de Setembro em New York e o início da guerra, Lawless decidiu dar mais algumas músicas para o exército americano usar na guerra, por isso, musicalmente e liricamente, DFTW é um manifesto de ódio, raiva e vingança. A única coisa que pesa contra a bolacha é a produção e mixagem, que torna o som às vezes meio embolado, mas nada que prejudique a audição. O álbum contém algumas das melhores letras já escritas por Lawless e é literalmente um soco no estômago da primeira à última faixa. Ideal pra mandar aquele cara chato ou aquela sua peguete indecisa tomar no meio do cu! \,,/

Melhor música: Revengeance

Pior música: Não há. O álbum consegue manter o alto nível do começo ao fim, algo extremamente raro.

Todas as faixas por Blackie Lawless.

1 – Shadow Man (5:34) 5/5

Quando me referi ao “soco no estômago” você leitor imaginou algo na linha do Slayer? Se sim, pode se decepcionar um pouco nos primeiros segundos, mas acredite, quando o riff principal (que é plágio descarado de “God Of Thunder” do Kiss) entrar você vai sentir a pancada. A letra é quase uma provocação aos terroristas, como no refrão onde Blackie vocifera: “Where’s the God that made you? Oh, you’re superman!”. Refrão esse que é digno de ser bradado por um batalhão inteiro, com direito a alguns “Hey!” em coro logo após os versos. O “nem tão novo” guitarrista Darrell Roberts também destrói tudo com solos realmente ferozes. Que abertura!

Leia o resto deste post »

, , , , , ,

Deixe um comentário

%d blogueiros gostam disto: