(2007) Linkin Park – Minutes to Midnight


Por Bella, graças à insistência do Sr. Guibby

Minutes to Midnight é o terceiro álbum de estúdio do  Linkin Park. Foi lançado em 14 de Maio 2007, pela Warner Bros Records, e ocupou o primeiro lugar das paradas nos EUA e em 15 outros países, entre eles Reino Unido e Canadá.
É um marco na carreira da banda por trazer algumas mudanças significativas em relação ao trabalho que vinham desenvolvendo: é o primeiro álbum do Linkin a conter solos de guitarra, traz palavrões, algumas letras politicamente incorretas e usa pouca mixagem. Tudo isso parece muito anti Linkin Park, mas os caras queriam inovar mesmo. Mike chegou a dizer que eles observaram tudo que já tinham feito para fazer tudo diferente.
Chester Bennington (o vocalista, quase sempre) define este álbum como “a mix of punk, classic rock and hip-hop”. Independente de definições, é musica boa, e é isso que nós valorizamos no Roque Veloz.

Melhor Música: What I’ve Done

Pior Música: The Little Things Give You Away

1.Wake 1:43 (abertura instrumental)
Com um som de algo queimando, ou algo assim (só sei que não é uma gaita nem um violino =P), começa uma melodia trágica, que explode quase no final da faixa. Uma simples introdução, criada por todos os integrantes quando eles estavam finalizando o álbum. Resolveram batizar de Wake por representar acordar, mas também ressuscitar.

2. Given Up 3:11 3/5
A batida inicial, feita por Brad balançando chaves e batendo palmas (gênio!) e o vocal abafado são boas apostas. Depois de uma paradinha estratégica após quase dois minutos de música, começa o vocal caracteristicamente gritado do Chester, que fica até o final. Estes gritos não parecem se encaixar direito, soando exagerados e ofensivos quando deveriam estar na medida (quem já ouviu bastante Linkin vai entender o que eu quero dizer. Tem muita música com o mesmo tipo de vocal que deu certo, mas não consigo ver essa qualidade aqui). Apesar de ser uma faixa bem agitada, com uma letra legal, não é das minhas preferidas e imagino muitos jeitos melhores de começar um álbum.

3. Leave Out All the Rest 3:31 5/5
Baladinha, por assim dizer, Leave Out All The Rest é a primeira do álbum a trazer com força a enorme capacidade de composição do Linkin. Os caras tem um jeito de escrever que me surpreende. Uma coisa muito importante aqui é o teclado, perfeitamente usado por Mike Shinoda, uma das maiores mentes da banda. O conjunto da música pode ser percebido melhor durante o refrão, onde nota-se um contraste entre a bateria e as guitarras de Dave Farell e Brad Delson que soam fortes e o vocal reflexivo, quase delicado de Chester. Aliás, Dave (baixista) toca guitarra e violoncelo nesta faixa, mostrando outra característica do Linkin: ninguém é de ninguém, todo mundo toca (quase) tudo. (Eu sei o que vc pensou, mente poluída!) Esta faixa foi usada na trilha sonora do filme Crepúsculo, e uma curiosidade que aparece no encarte do cd é que não houve praticamente mudança alguma entre o demo e a versão final dessa faixa. Já nasceu perfeita.

4. Bleed It Out 2:46 5/5
Quem ouve o começo já se empolga. Uma coisa a se observar nesse álbum é que não há nenhum problema em passar de balada pra pauleira de uma hora pra outra, e isso acaba dando um resultado muito versátil, porque é um álbum pra se ouvir à qualquer hora, independente de como o ouvinte esteja se sentindo. Mike e Chester dividem o microfone aqui, e a música não seria tão boa sem isso. Enquanto Mike usa seu característico tom de rap (que não me agrada muito, mas veio a calhar), Chester faz os refrões se destacarem ainda mais. Bleed It Out é uma faixa curta, mas seria muito cansativa se durasse alguns segundos a mais, porque o refrão “I bleed it out, digging deeper just to throw it away” se repete vinte e uma vezes, então né, chega. Gosto do começo, ouvem-se algumas vozes e risadas, dá impressão que os caras estavam de bobeira e resolveram fazer uma música foda assim, do nada. xD

5. Shadow of the Day 4:52 5/5
Como eu disse, os contrastes são fortes. Temos outra baladinha com tom dramático, mas é a melhor do álbum. Chester, que agora também dá o ritmo com a guitarra, usa um tom vocal baixo, não muito comum. Nada novo nas baquetas, mas tomo como indispensável o uso de samples que dão o tom melódico da coisa toda, embora muita gente não goste. O loop de teclado foi muito bem escolhido entre várias opções, que iam de banjo a xilofone, durante a composição do álbum. O solo é apagado o suficiente para uma música onde o foco é direcionado para a letra, que fala sobre despedidas e recomeços. Duvido que você não fique cantando “and the sun, will set for you” por algumas horinhas sequer.

6. What I’ve Done 3:28 5/5
What I’ve Done é uma puta melodia bem construída, com uma letra nada menos que impactante e um videoclipe fodástico. Não vejo onde colocar defeito, embora eu adore fazer isto. O solo de Brad tem uma pegada de trilha sonora, acompanhado com perfeição por Mike na guitarra rítmica. Neste ponto se torna importante ter um clipe legal, e eles conseguiram fazer isto, com imagens de Hitler, da miséria, Gandhi, campos de concentração, uma mulher anoréxica, poluição, aquecimento global, cenas de guerra, ataques terroristas, e até a imagem da Madre Teresa, no que se tornou um resumo perfeito das desgraças da humanidade, tudo coroado pelo refrão que questiona “o que nós fizemos”. Mesmo que tenha sido uma grande modinha fazer músicas falando de meio ambiente, direitos humanos e moralismos em geral, tenho que concordar que os caras se saíram muito bem.

7. Hands Held High 3:55 5/5
O ritmo de rap volta aqui, mas como o instrumental não acompanha, não chega a incomodar quem não gosta do estilo. Esta é a primeira faixa sem Chester nos vocais, Mike assume sozinho, e Brad está de novo no teclado. A faixa acabou tendo bastante influência do Fort Minor, um projeto paralelo do Mike, mais voltado para o rap. Muita gente, assim como eu, há de sentir falta das guitarras, mas conforme a música vai passando isso vira um detalhe (nunca pensei que fosse escrever isso). O começo com batidas de caixa agrada bastante, embora o grande impacto seja da letra que fala sobre guerra e terrorismo, mas mais profundo que isso, praticamente chama as pessoas de idiotas por não se importarem com os problemas do mundo até que eles a atinjam. Destaque para a citação “Quando o rico aposta na guerra, é o pobre quem morre“, para as repetições de “Amém!” que representam o conformismo, a aceitação, e para o refrão, que resume tudo, insinuando que só prestamos atenção nas coisas boas, mesmo quando tudo está dando errado:
With hands held high into a sky so blue
As the ocean opens up to swallow you
(“Com as mãos agarradas com força em um céu tão azul
Enquanto o oceano se abre para engolir você“)

8. No More Sorrow 3:43 4/5
Depois de uma intro criada por Brad Delson fazendo uso de ebow, No More Sorrow traz mais uma crítica social, desta vez com refrões empolgantes e uma melodia mais pesada. É uma faixa boa, bem construída, e não posso tirar o mérito por isso, mas vejo como desnecessária no álbum, apenas uma música a mais. Não me impressiona por ser o tipo de música que você encontra fácil na maior parte das bandas atuais.

9. Valentine’s Day 3:18 5/5
Várias versões dessa música foram gravadas no estúdio, até que a banda se decidiu justamente pela primeira versão, mais simples e limpa que todas as outras. Acredito que tenha sido uma ótima escolha. Valentine’s Day, apesar da letra um tanto quanto deprimente e totalmente inadequada para se ouvir num Dia dos Namorados, tem uma das melodias mais agradáveis do álbum. O vocal de Chester soa calmo até o refrão, que com o uso inteligente de backing vocals, traz um impacto ainda maior, e acaba meio de repente. Música foda!

10. In Between 3:18 5/5
Um pedido de desculpas com uma dose alta de arrependimento dá o tom de In Between. Mike, que faz o vocal nesta, pela primeira vez não enche a música de rap, e consegue soar bem agradável de acordo com o tema.  De resto, é uma música muito simples, com uma linha de baixo de Dave, teclado e bateria bem discreta, deixando o destaque para a voz. No encarte do cd, esta é apontada como uma das favoritas da banda. Quem diria.

11. In Pieces 3:38 4/5
Um pouco mais eletrônica e com uma letra cheia de contrastes (a coisa mais adequada pra definir um relacionamento). “Existe verdade em suas mentiras, dúvida em sua fé, e tudo que eu tenho é o que você não me tomou“. Se eu tivesse que dar nota só pra letra, seria 5, mas não posso ignorar que a melodia não traz nada de novo e se torna até desinteressante em alguns pontos, pendendo para um pop bem sem graça. Guitarras enérgicas e um pouco mais de fôlego fariam uma transformação impressionante nessa faixa. Pena não ser eu a produtora (ou não).

12. The Little Things Give You Away 6:25 2/5
Vocais mais leves e despreocupados soam muito bem, como em Shadow of The Day. Mas aqui não é questão de leveza, isso é quase uma mulher cantando (pra não xingar de Justin Bieber). The Little Things Give You Away me lembra algo do Kings of Leon (que tem músicas boas sim, mas tô falando do estilo) e é a primeira faixa que me faz sentir falta dos álbuns anteriores do Linkin, onde raramente havia espaço pra delicadeza. No encarte do álbum consta a informação de que a gravação do vocal foi feita depois que a banda visitou os destroços do furacão Katrina. Acredito que eles tentaram mostrar destroços de voz também, porque né. Dá pra perceber que o solo tenta salvar, e quase consegue, mas não dá. Puta musiquinha morta. E pra fechar álbum ainda? Tá de brincadeira.

Média do Álbum: 8,7/10

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  1. #1 por guibby em 12/12/2010 - 22:50

    Obrigado por atender ao pedido =), a resenha tá muito bem escrita (como sempre, não sei porque você em insiste em não escreve-las ¬¬), o álbum tem uma cara “diferente” da banda em tudo o que eles fizeram mesmo, acho que nesse álbum dá pra perceber um amadurecimento da banda e um som mais puxado pro rock que de fato, mesmo que seja moderno, mas sem esquecer de suas raízes, tendo faixas que dá pra lembrar dos primeiros trabalhos, (Tipo Bleed It Out, que se encaixa perfeitamente no Hybrid Theory), e a sequência de What I’ve Done/Hands Held High/No More Sorrow dão um ar de “música séria” ao álbum, sem o deixar chato, como muitas bandas fazem, a única coisa que discordo é com a “In Between”, que eu acho meio chatinha…de resto tá igual ao que eu falaria xD
    Sem contar nos outros significados que esse álbum passa né =), eu te amo❤

  2. #2 por marcos em 09/09/2011 - 16:57

    vc é um viado escroto fudido um fã poser de merda
    se vc gosta de uma coisa para pra escutar olvi essa coisa estuda esa coisa
    vc nao gosta de linkin park vc gosta dos gritos do chester quinen uma corja de filha da puta de fã poser.
    (se chama o chester de justin bieber eu te mato eu hackeiro até a tua conta no banco seu lixo seu merda)

    • #3 por Hellion em 10/09/2011 - 20:33

      Chester Cheetos Justin Bieber.

    • #4 por darkmephisto em 10/09/2011 - 20:41

      Gosto muito de comer chester, uma pena que só compram aqui em casa no final do ano, queria comer mais vezes.

      E aos hackeiros de plantao. Seu IP já está rastreado.

    • #5 por Bella em 11/09/2011 - 23:02

      P.s.: Sou mulher.

  3. #6 por Ian Luz Marassatti em 04/07/2014 - 5:16

    Mto boa a resenha…concordo com quase tudo…

    só discordo TOTALMENTE de The Little Things Give You Away….acho essa musica SENSACIONAL…e em suas primeiras apresentações ao vivo , em 2007/08 , é mais emocionante ainda.

    Mas parabens pela resenha !!!

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