(1995) Mamonas Assassinas – Mamonas Assassinas


Por Joaora

Dia 2 de março de 1996. A história da musica brasileira mudou, quando a população nacional soube da notícia da morte dos integrantes do grupo Mamonas Assassinas. Totalmente irreverentes Dinho e sua trupe alegravam centenas de pessoas em seus shows, totalmente divertidos e alegres. A banda entrou para a história do cenário nacional tocando um pop rock digno de muitas risadas… E agora em 2010 fazem 14 anos que estamos sem os Mamonas Assassinas, mas o melhor de tudo é que a cada ano que se passa eles são menos esquecidos, a cada ano que se passa as pessoas pegam o único CD que eles gravaram e ouvem com muito amor no coração….e pensam, se esses rapazes estivessem vivos até hoje o Brasil seria mais alegre, se eles estivessem vivos até hoje a música brasileira seria mais digna e plausível…

Hoje em dia surgem centenas de bandas novas a cada segundo….Mas nenhuma se iguala ou se igualará aos Mamonas Assassinas, porque nenhuma delas terá a alegria e a irreverência necessárias; nem o Dinho, nem o Samuel, nem o Sérgio, nem o Bento e nem o Júlio tocando lá no palco….

Único álbum de estúdio oficial gravado pela banda, e até hoje muito aclamado. Espere para ouvir de tudo neste tape, desde sátiras de clássicos a até riffs de guitarra que imitam a risada do pica-pau. Mamonas Assassinas (álbum) é um clássico do Pop Rock brasileiro e ganhou facilmente disco de diamante, vendendo mais de 2 milhões de cópias apenas no ano de laçamento. Considero-o um dos melhores álbuns já lançados nesse país, a alegria e a energia que a banda tinha é facilmente transmitida ao ouvinte durante a execução. Influências claras de Heavy metal, sertanejo e pagode tomam conta das 14 músicas. Se você não estiver fazendo nada, sente-se na cadeira confortavelmente coloque os fones e leia quantas vezes quiser essa que será uma das resenhas mais imparciais do @RoqueVeloz.

OS BONS MORREM JOVENS….E AS MERDAS CONTINUAM AIII, ESSA É A VIDA!

Citações

A banda que desbancou a Legião Urbana, não é o tipo de música que eu ouço em casa, mas eles são ótimos”

Dado Villa Lobos (Ex- guitarrista da Legião)

“Eles fazem tudo na base do estereótipo, imitando brega, imitando pagode. A principio eu achei de mau gosto. Depois passei a ver a coisa como um pastelão saudavel”

Marcelo Frommer ( Ex- guitarrista do Titãs)

” A gente queria mesmo Beatles, mas descobrimos que o nome já existia e então ficou Mamonas Assassinas”

Dinho ( Vocalista)

PEÇO A VOCÊ QUE ESTÁ LENDO ISSO, QUE VEJA ESTE VÍDEO:


 

Melhor Música: Robocop Gay

Nesse vídeo fica evidente como a banda prezava e adornava uma apresentação ao vivo!

Pior Música : Não Há

1 – 1406 ( Dinho, Júlio) 4:07 4/5

(011)1406… Pessoas do Brasil inteiro ligavam para esse número no começo da décade de 90. O número era de um canal de televendas, tipo o que o Polishop é hoje. A letra da canção fala teoricamente sobre como as mulheres gostam de gastar, e logo na faixa de abertura mostra a criatividade da banda em compor coisas engraçadas que façam algum sentido.  A introdução deste 4ª single do álbum mostra de certa maneira, uma qualidade musical presente no baixista Samuel Reoli que com um mini-solo simples, porém bem tocado faz a introdução da faixa valer a pena.

É rapaz, você que está ouvindo essa faixa e estranhou a letra que cita Xuxa, Pelé e intercala frases inglesas com portuguesas, além de sons de peidos durante a música…É meu caro…A BAIXARIA ESTAVA SÓ COMEÇANDO!

2 – Vira – Vira (Dinho, Júlio) 2:23 5/5

Ao menos para mim, é TOTALMENTE ÍMPOSSIVEL não ouvir essa música e não lembrar das apresentações ao vivo da banda quando tocavam ela, era um show a parte, este video da banda no Gugu mostra o que estou querendo dizer:

Hilário!

Mas voltamos à análise… Júlio dá a introdução da canção com uma linha de teclado dançante e suave que termina com a explosão da voz de Dinho e a guitarra de Bento. Algo mais pesado em relação à faixa anterior. Bento toca um riff grudento, que faz o ouvinte querer fazer como os integrantes faziam em suas apresentações ao vivo ( é dificil se segurar na cadeira). Nessa faixa também pode ser ouvida pela primeira vez a voz de Júlio que alterna em alguns momentos com Dinho como vocalista principal…A voz do tecladista afeminada, hilária… A letra da canção é mais adulta do que a anterior, no sentido de ter mais conotação sexual:

“Roda Roda Vira Solta e Roda e Vem

Me Passaram a mão na Bunda e ainda não comi ninguém!”

Em pensar que quando eu era pequeno eu cantava isso a plenos pulmões, e achava a letra normal!!

3 – Pelados em Santos (Dinho) 3:22 5/5

Certamente o maior sucesso da curtissíma carreira do grupo, tanto é que foi regravada em espanhol e também foi lançada como 1ª single do álbum. Os metais ( trompetes) dão a introdução deste clássico nacional conhecido por todas as gerações. O interessante é que nas 3 músicas a voz de Dinho assume diferentes sonoridades, timbres, mostrando o quanto o vocalista era FODA! Com uma levada mais reggae no começo a música em seu ápice faz você que está lendo isso agora balançar a cabeça, tamanho a energia depositada pela guitarra de Bento. Uma das músicas ( se não for a música) mais emblemáticas da banda, que toda vez que esse que vos escreve escuta se emociona profundamente… Não por causa da letra, óbvio, mas sim pela falta que os Mamonas fazem, por esse som festivo, descompromissado e principalmente pela alegria presente em suas músicas, que fica bem evidente em Pelados em Santos.

4 – Chopis Centis (Dinho, Júlio) 2:46 5/5

Fã assumido do bom Rock’n Roll, Dinho ao meu ver, fez uma homenagem à Should I Stay Or Should I Go do Clash, com uma sátira de se tirar o chapéu. Às vezes eu fico pensando se as Casas Bahia chegaram a pagar alguma coisa para a banda por fazer essa propraganda de graça, ou se chegaram a processa-los sei lá…xxD…Mas não perdendo o foco, voltemos… Bento toca como Mick Jones ( guitarrista do Clash) aqui, o riff totalmente igual ao do Clash à música inteira, igualmente à Sérgio e Samuel que sem a voz de Dinho, parecem ser uma banda cover do Clash. A letra é feliz e como o título da faixa diz, fala sobre os shoppings centers da vida!…..Joinha Joinha Chupetão!

5- Jumento Celestino (Bento, Dinho) 2:37 5/5

Um ritmo que eu não sei descrever muito bem o que seria…Mas que certamente tu irá encontrar muito na Bahia se for pra lá. É íncrivel como os caras fazem você, que gosta de Black Sabbath, Led Zepellin gostar de algo que se parece uma música de ritmo bahiano. O baião não dura a música inteira, para a felicidade de todos. A guitarra de Bento e a bateria tocada por Sérgio ficam mais velozes no decorrer da música. A letra é inspiradissíma e digna de risos… Dá para se pensar: Como ninguém nunca tinha pensado em fazer umas misturas doidas de ritmos, e letras como esses caras fazem?… Jumento Celestino ao vivo é outra canção que os integrantes arregaçam nas coreografias….Vale a pena conferir:

6- Sabão Crá – Crá 0:42 S/N

40 segundos de pura zoação, mostrando a alegria da banda e o “descompromisso” de certa forma… Quem nunca cantou essa música na escola que desligue o rádio agora, ou que cante outra hora ( sem infância).

7- Uma Arlinda Mulher (Bento, Dinho) 3:18 5/5

A segunda melhor música do álbum pra mim. A canção é uma sátira ao filme: Uma Linda Mulher estrelado por Julia Roberts. Em seu começo Dinho toca um violão que em dueto com a sua voz faz-se essa parecer uma canção acústica. Os segundos passam com a estranha declaração de amor do vocalista, e a guitarra de Bento e a bateria de Sérgio entram de uma maneira mais cadenciada. Uma Arlinda Mulher é de certa forma a balada do disco e agrada pela sua letra engraçada e pela melodia que alterna entre o violão e a guitarra. Vale ressaltar que Júlio divide os vocais com Dinho novamente! Que dupla que esses dois faziam meu caro! Que dupla!

8- Cabeça de Bagre II (Bento, Dinho, Julio, Samuel e Sérgio) 2:19 5/5

Prepare-se para ouvir algo que vai ficar na sua cabeça durante boa parte do dia! O refrão da 9ª música é a coisa mais idiota do mundo, mas que quando você repara tu ta cantando junto com Dinho e depois que o álbum acaba ainda continua: Quando eu repeti a 5º série, Tirava E, D, de vez em quanto um C… Totalmente grudenta. Devo ressaltar também o guitarrista Bento que em determinada parte da música toca um riff que referencia a risada do Pica-Pau, hilário!

9- Mundo Animal (Dinho) 3:56 5/5

A mistura de ritmos é para mim o grande forte da banda, quando algo que se parece um Metal começa a tocar, do nada a banda muda de sonoridade e começa a tocar algo que parece um Xote, ou Samba ou até Forro. E é exatamente isso que acontece no 9ª tape. Mundo Animal começa de uma maneira mais pesada do que as outras canções, o baixo mais evidente e audível, entretanto 10 segundos depois algo que nada se parece um rock começa a ser tocado. A letra é engraçada e inspirada, algo que ninguém poderia imaginar a escrever (porra escrever sobre as bolas do camelo, tem que ta muito inspirado). O refrão é um dos melhores, volta a ter a sonoridade mais rock e crua da banda!

10- Robocop Gay (Dinho, Júlio) 2:58 5/5

Segundo o meu Lastfm eis aqui a música que eu mais ouvi em toda a minha vida! Motivos para eu ter feito tal feito:

1 – Letra foda de mais, engraçada e absurdamente hilária.

2 – Energia positiva que a música emana… Se tu ta triste, escute Robocop Gay e deixe tua voz fluir junto com a do Dinho, te garanto que depois que a música acabar tu vai esta se sentindo mais feliz.

3 – Admiro pra caramba dois caras nessa música: Bento e Dinho. O primeiro por tocar muito sua guitarra, principalmente na segunda parte, seu solinho pode ter sido curto, e simples, mas é empolgante. E o segundo ( Dinho) por conseguir cantar de  maneiras tão dinstintas nessa canção.

A canção em sua primeira parte é um desabafo de um gay, e conta com backing vocals ala Beatles, para essa primeira parte vale a pena prestar atenção à letra, os instrumentos de certa maneira são tocados para propiciar isto: Que tu preste atenção à voz de Dinho. Depois de aproximadamente  1:30 vem a segunda parte da música e ai meu caro, se segure na cadeira. Tudo começa com um pequeno solo de Bento empolgante e bem tocado. E quando a voz de Dinho entra nada se parece com aquela voz de segundos atrás, o vocalista canta de uma maneira raivosa e direta. Aqui está o ápice dos mamonas, está o ápice da felicidade! Clássico. Novamente ressaltando, Bento se mostra um ótimo músico nessa faixa!

11- Bois don’t Cry (Dinho)2:57 5/5

O título da 11º faixa é uma sátira ao clássico do The Cure: Boys don’t Cry e conta com diversos trechos de outras músicas, como The Mirror do Dream Theather e Tom Sawyer do Rush. A música em si fala sobre as traições femininas e como toda canção da banda possui uma letra original e engraçada. Em certos momentos o vocais ficam divididos, entre Júlio e Dinho. Certamente o ápice é quando a parte pesada chega, a guitarra com um riff pesado e a bateria destroçando tudo! Ótima música, que na época de 1995 fazia sucesso entre a criançada!

12- Débil Metal (Dinho, Bento, Samuel, Sérgio e Julio) 3:05 5/5

Dinho se mostra expetacular aqui… Não só aqui, mas sim durante todo o álbum. O vocalista fez voz de corno, viado, sambista e agora faz voz de um metaleiro nato, isso apenas mostra a qualidade técnica dele, DINHO TU ÉS FODA MEU IRMÃO. A música mais pesada do álbum é cantada em inglês e por isso talvez não tenha sido muito aproveitada pela banda nas apresentações ao vivo em alguns programas de televisão, por exemplo, pois grande parte da população não entende o idioma. Ouvindo sem entender a letra a sonoridade aparenta ser de uma música séria, Dinho cantando perfeitamente com uma voz rasgada e Bento solando com maestria. Toda via quando um entendedor do idioma da terra da Rainha ouve a música sabe que ela não fala de nada normal, mas sim sobre pipocas, biscoitos e garotos com a cabeça cheia de vento, é mais uma letra típica dos mamonas, pouco inspirada e um pouco mais chique, por se encontrar em inglês, mas ainda é mamonas!

13- Sábado de Sol (Felipe, Pedro Knoedt, Rafael Ramos) 1:00 S/N

Única canção que junto com Sabão Crá Crá não foi escrita pelos integrantes da banda. Mais uma vez uma faixa mais para descontrair e causar boas risadas!

14- Lá Vem o Alemão (Dinho, Júlio) 3:23 5/5

Última música do álbum infelizmente! Aqui Dinho beira a perfeição, imitando dois vocalistas consagrados do samba brasileiro , o do Grupo Raça Negra e o Netinho. A música alterna bastante entre ritmos, algo que vimos durante todo álbum, o samba perdura durante grande parte do tempo, mas podemos ver algo parecido com um pop rock aqui também. O refrão é grudento e cantado a plenos pulmões por Dinho, o que faz o ouvinte soltar a voz também! Ótima música

Média do Álbum: 10/10

E O ÁLBUM ACABOU….E A CONCLUSÃO DISSO QUE ACABAMOS DE OUVIR É:

OS MAMONAS SÃO INSUBSTITUIVEIS, SÃO E SEMPRE SERÃO FODAS…

Foi dificil fazer essa resenha, a nostalgia tomou conta de mim, lembrei diversas vezes da minha infância, cantando um monte de músicas dos caras da fitinha que eu tinha, na frente do rádio….Bons momentos… Tenho 18 anos e eles fizeram parte da minha infância, infelizmente é dificil eles fazerem parte das infâncias das crianças que nascem hoje…. O que podemos fazer? Apenas lamentar, pois nossas infâncias foram fodas e a deles não serão …. \,,/….Obrigado por ler essa resenha até o final!

 


, , , , ,

  1. #1 por Bella em 12/12/2010 - 12:43

    Cara, resenha foda. Eles eram verdadeiros gênios, mas como canta o Klaus, “the good die young”. Tenho esse CD original, gosto dele pra caramba e ouço toda vez que tô meio pra baixo, sempre funciona. hehe
    Beijo

  2. #2 por everton freitas em 26/12/2010 - 19:09

    cara muito boa a resenha ta de parabens

  3. #3 por Kleuson em 06/07/2011 - 22:26

    Sensacional !
    Aprendi muita coisa q nao sabia!
    Parabéns!

  4. #4 por Jairo Quadros em 16/08/2011 - 19:57

    Fico feliz por ter tido a oportunidade de tocar em minha banda anos atrás(por volta de 1995/1997)músicas dos mamonas…eram sempre o ponto alto dos shows ao lado das músicas do Legião Urbana…Na minha opinião o Brasil não terá outro expoente musical desse quilate…Mamonas é para sempre…

  5. #5 por Samantha em 14/02/2012 - 22:53

    Tenho 15 e como eu queria ter vivido na época dos mamonas,eles se foram dia 2 de março de 96 e eu nasci dia 19 de março de 96,eles estão vivos em nossos corações e não deixaremos de mantê-los vivos pois eles deixaram o seu legado

  6. #6 por Daniel Bart Pinheiro em 26/06/2012 - 21:46

    Eles morreram eu não não tinha nem 2 meses de nascido, cresci ouvindo e só foram me contar que eles morreram quando eu tinha 5 anos. Esse CD faz parte da minha vida, Mamonas é o primeiro contato que eu tive com meu gosto musical atual

  7. #7 por sandro maieron em 24/10/2014 - 20:31

    Se nao deveria morrer seriam eles

  8. #8 por sandro maieron em 24/10/2014 - 20:34

    Se alguem nao deveria morrer seriam eles

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: