(2006) I – Between Two Worlds


Por Hellion

Pra quem não conhece (provavelmente a maioria), I é um super-grupo formado por músicos de Black Metal da Noruega em 2006. A banda consiste em:

  • Olve Eikemo (Abbath Doom Occulta, do Immortal) – Guitarra e vocais
  • Arve Isdal (Ice Dale, do Enslaved) – Guitarra
  • Tom Cato Visnes (King Ov Hell, ex-Gorgoroth, God Seed) – Baixo
  • Armagedda (Ninguém sabe o nome do cara, ex-Immortal) – Bateria
  • Harald Nævdal (Demonaz Doom Occulta, Immortal) – Letras

Encabeçado pelos membros do Immortal, enquanto esse estava em hiato, o som do I é bem diferente do que os seus integrantes costumam fazer em suas respectivas bandas. Mesclando o Black Metal mais trabalhado do Immortal com um Heavy Metal clássico, o álbum consegue surpreender em sua sonoridade. Para os leigos, seria um Black Metal mais palatável. As letras, escritas por Demonaz do Immortal são bem elaboradas e temos a presença até de alguns refrãos marcantes. O fato é que são músicos do mais alto gabarito tocando um Heavy Metal de primeira, sem frescura e com algumas passagens de altíssima qualidade. Recomendado principalmente pra quem acha que Black Metal é só barulho.

Melhor música: Difícil escolher, mas vai a faixa título, Between Two Worlds

Pior música: Não por ser pior, mas por ser meio cansativa, Mountains

Todas as faixas por Abbath, letras por Demonaz, arranjos por Abbath e Ice Dale.

1 – The Storm I Ride (3:27) 5/5

O álbum começa com velocidade, mas nada comparado a uma banda de black metal. Demonaz é um letrista experiente, e é bom vê-lo escrevendo sobre outras coisas sem ser inverno, Noruega e demônios. Abbath continua com seus vocais característicos, mais “resmungados” do que cantados, mas ele tenta soar mais limpo por aqui, mesmo isso sendo quase impossível. O instrumental é muito bom, com ótimas guitarras no refrão. O álbum promete!

2 – Warriors (5:53) 4/5

Faixa com um andamento mais cadenciado, e um riff bem rasgado no melhor estilo Abbath. Entraria em um álbum do Immortal, mas a proposta da banda faz com que ela soe mais “mainstream”. Um bom solo, que parece ter sido tocado por Ice Dale, e o já citado riff fazem com que esta seja uma ótima música. Boa letra também de Demonaz, seguindo a linha “hino de guerra”. E se você lembrou do Manowar pelo título, tenha certeza que a letra vai bem nesse estilo.

3 – Between Two Worlds (5:52) 5/5

A faixa-título tem uma pegada um pouco mais black metal, e o destaque vai pro timbre da guitarra de Abbath, que é simplesmente fantástico, mesmo pra quem não gosta do estilo. O solo no final da faixa é classe total, também assinado pelo cara mais engraçado do black metal. O riff acaba cansando um pouco, mas vale a pena ouvir os 5:52 da faixa. Heavy metal de primeira, sem rótulos.

4 – Battalions (4:47) 4/5

Até a agora a faixa mais Immortal do álbum. Riff rápido e um tanto enjoativo, mas pela primeira vez a cozinha merece destaque. King Ov Hell mostra uma ótima linha de baixo, e o até então tímido Armagedda destrói tudo la atrás. A faixa tem muitas variações de tempo, e em algumas partes mais lentas lembram a clássica “Sons Of Northern Darkness”, do álbum homônimo do Immortal.

5 – Mountains (6:05) 3/5

Mais uma faixa cadenciada, bem interpretada por Abbath. O baixo de King Ov Hell é bem nítido, e mais uma vez um ótimo trabalho de guitarras. Ótima faixa, mas não acrescenta nada ao álbum.

6 – Days Of North Winds (4:04) 4/5

Dessa vez a banda soa menos sombria, com um riff bem interessante. Apesar da temática mais ao estilo Immortal, o som é bem diferente, bem mais “feliz” se podemos dizer assim. O destaque vai pra pegada forte da cozinha de Armagedda e King Ov Hell, dando um peso ainda maior à faixa.

7 – Far Beyond The Quiet (7:13) 5/5

Começa com um bom riff, que ganha um ritmo bem arrastado depois de algum tempo. Os vocais de Abbath contam com backin’ vocals, algo quase inexistente no black metal. A faixa tem uma duração um tanto longa (mesmo não sendo a maior do álbum), mas não enjoa em momento algum, tendo espaço para uma passagem não exatamente acústica, mas com um timbre mais limpo na guitarra de Abbath, artifício bastante usado pelo guitarrista em algumas músicas do Immortal, sendo a mais famosa “Tyrants” do clássico e já citado Sons Of Northern Darkness. Após a passagem lenta, a faixa termina com força total e com mais peso do que no início.

8 – Cursed We Are (5:14) 5/5

Conseguem imaginar um “super-group” formado por músicos de Black Metal soando quase Power Metal? Pois é. Não esperem, óbviamente, por vocais limpos, e aquela atmosfera mais leve. O som continua bem sujo e pesado, mas o riff e o andamento são bem Power. Outro destaque vai pro refrão, tanto no instrumental quanto o refrão cantado em si, que chega a marcar. Pancadaria de primeira, ótima faixa.

9 – Bridges Of Fire (7:36) 5/5

O início barulhento engana, e logo em seguida temos mais uma que poderia ter saído de um álbum do Immortal. Irmã bastarda da já citada “Tyrants”, “Bridges Of Fire” tem aquela pegada cadenciada e com bastante peso. Sem dúvida a melhore atuação do guitarrista Ice Dale em todo o álbum, com solos dignos de respeito. A maior faixa do álbum é também uma das melhores dele.

10 – Shadowed Realms (Intro) (1:31)

Por algum motivo é listada como uma faixa separada. É apenas uma introdução acústica para a próxima e última faixa de Between Two Worlds.

11 – Shadowed Realms (5:44) 4/5

Fechando o álbum temos uma faixa que expressa bem a fusão entre black metal e heavy tradicional. Uma ótima letra por parte de Demonaz, porém a faixa mesmo sendo boa não tem nenhum destaque em especial. Cumpre bem a função de fechamento do álbum. Um ótimo álbum, diga-se de passagem.

Média do álbum: 7/10

Esse pessoal simpático da esquerda pra direita são: King Ov Hell, Ice Dale, Abbath e Armagedda. Demonaz provavelmente estava tirando a foto😉

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