(2004) My Chemical Romance – Three Cheers for Sweet Revenge


Por Joaora

Muitas pessoas devem estar pensando agora: “My Chemical Romance no RoqueVeloz, que lixoo”…Tenho apenas uma coisa a dizer a vocês que estão pensando nisso agora:  “Abram suas mentes cabeças de bagre, bote esse CD para tocar e curtam a boa música, independente de seu rótulo”

Segundo álbum da banda americana Three Cheers for Sweet Revenge é considerado um disco conceitual, e conta a história de um casal morto em um tiroteio, ( vale dizer que essa história começou no primeiro álbum da banda) o marido morto acaba no purgatório, separado da mulher, e o único jeito de voltar a vê-la, mesmo depois de mortos é voltando a terra e matando 1000 homems maus… Uma história digna de mangá. O som da banda mostra-se bem mais evoluído do que se comparado ao do primeiro álbum, as guitarras mais trabalhadas e as melódias e letras mais complexas… Emo ou não, de gay ou não, saiba que este segundo álbum da banda me agrada e por isso deu vontade de fazer essa resenha… Aos interessados, boa ouvida e leitura…xxD

Melhor Música: Thank You for The Venom

O poder hardcore da banda fica bem evidente nessa apresentação.

Pior Música: Hang ‘Em High


Todas as canções foram escritas por Gerard Way

1 – Helena (3:22) 5/5

O álbum abre simplesmente com o maior hit do grupo, a canção que fez as paradas da MTV estourarem. O clipe é bem elaborado e fez a carreira da banda ganhar mais status:

Helena foi o terceiro single do disco e entre os 4 singles foi o que mais bombou nas paradas americanas atingindo a modesta 33ª posição.Uma introdução lenta faz com que o ouvinte espere a explosão da música a qualquer momento, e quando ela acontece a bateria espancada por Pelissier toma uma velocidade exorbitante, diminuindo apenas no refrão que é mais lento e melódico que os versos comuns. Aliás o refrão da música é o melhor do álbum certamente, te faz querer cantar junto com a voz pouco exigida de Gerard. A fórmula da maioria das músicas do álbum é praticamente a de Helena: Versos cantados de maneira mais acelerada com uma batida rápida e um refrão mais melódico e apelativo.

Se você não gostou da primeira faixa, dificilmente irá apreciar o restante do álbum….Então pare por aqui!

2 – Give ‘Em Hell, Kid (2:18) 3,5/5

A segunda faixa peca um pouco no quesito qualidade. Uma introdução repleta de efeitos eletrônicos adicionados à voz de Gerard no primeiro momento até agrada um pouco. O refrão é o pecado da canção, repetido 2 vezes soa enjoativo e não empolga realmente. A canção é uma das menores do álbum e por ser acelerada passa de maneira rápida, parecendo ser menor do que realmente é. Uma faixa como muitas outras do álbum que não se torna memorável e é facilmente esquecida depois da ouvida do álbum!

3 – To the End (3:01) 4/5

To the End faz com que a qualidade do álbum cresça, após a mediana música anterior. A técnica apurada por parte dos integrantes da banda dificilmente pode ser considerada técnica apurada ( ao menos para mim que estou acostumado com músicos como, Eddie Van Halen, André Matos, Peter Baltes…) e como grande consequencia dessa técnica limitada temos um riff de guitarra magistralmente tocado, principalmente no refrão, bastante simples. Um pequeno solo pode ser ouvido quase no final da faixa, tocado pelo guitarrista Frank Lero, mas eu tenho que admitir: Fiquei mais encantado com o riff do que com o solo, embora o momento da hora do solo seja bom também, com os backing vocals detonando ao fundo. Boa música!

4 – You know What They Do to Guys Like Us in Prision (2:53) 4/5

Um dos grandes destaques positivos do álbum. O rótulo que a banda tem hoje em dia, algo como EmoCore, não fica evidente nas 4 primeiras faixas, que lembram um Hardcore potente e bem tocado. Essa canção é um pouco mais trabalhada que as anteriores, por ter diversos momentos, dentre os quais, em alguns deles Gerard canta sozinho junto com um riff  simples (introdução). O refrão é agitado como pode ser visto, bem mais contagiante do que os versos comuns que com um swing da guitarra de Toro e um mini-solo constante de Lero ao fundo não tem nada de espetacular e anormal. Uma ótima música, que enquanto está na sua parte pesada, é maravilhosa, principalmente logo após o refrão. Novamente os efeitos eletrônicos foram bastante utilizados aqui, na minha opinião não acresceu nada e nem prejudicou a música.

5 – I’m not Okay ( I Promise) (3:08) 5/5

O ápice da felicidade e da energia! O refrão deste tape é contagiante e faz com que o ouvinte grite a plenos pulmões junto com Gerard. Gosto bastante dos trabalhos das guitarras, mesmo sendo simples, elas conseguem transmitir em um riff simples e uma velocidade não tão exorbitante uma energia suprema. Grudenta que adentra seu cérebro e fica por lá durante um bom tempo, I’m Not Okay é certamente ao meu ver a segunda melhor música do disco. A letra da canção é meio depressiva, mais outro quesito que talvez tenha feito milhares de pessoas rotularem a banda de emo: Algumas letras tristes, que falam sobre relações quebradas e solidão… mas isso não importa… A música é boa e recomendadissima por mim!

6 – The Ghost of You (3:23) 5/5

Outra que detonou nas paradas da MTV. O clipe dessa canção é inspirador e retrata com bastante crueldade o que a letra transmite: O medo de perder alguém… Toda vez que a escuto lembro do clipe:

A canção em si, é uma semi – balada escrita por Gerard em um dia inspiradissimo. É outro destaque que estourou, nas mídias televisivas e nas rádios. O começo lento com as duas guitarras tocando em completa harmonia mostra a qualidade da banda. Quando a voz de Gerard entra, percebe-se que ela está mais suave e menos gritante, toda via,  o vocalista oscila de mais nessa canção, pois no refrão assume uma postura agressiva, sua voz rasgada  e nos versos comuns sua voz é mais calma, suave. A canção parece ter sido feita para o ouvinte reparar na voz do vocalista, é tudo propício para tal: Gerard é o centro das atenções, repare em sua voz… Parece ser essa a mensagem dos músicos nessa faixa. Embora o instrumental esteja bom também, com excessão feita ao baixista Mikey Way, que toca uma linha praticamente inaudível em seu instrumento.The Ghost of You termina com a introdução da próxima faixa…

7 – The Jetset Life is Gonna Kill You (3:37) 4/5

A introdução é dada nas batidas do grande baterista Pelissier que mantém uma velocidade rápida em sua bateria praticamente em  toda a música. Os riffs de guitarra estouram no refrão, sem algo muito complexo para ser tocado. Essa é uma das músicas em que os versos comuns se sobressaem e são infinitamente melhor que o refrão, enjoativo e não empolgante, sinto falta dos backing vocals nele. O grande destaque, como dito anteriormente é Pelissier que quebra tudo aqui, repare em suas batidas. O efeito das guitarras duplas funcionou em diversas músicas no álbum, incrementando positivamente cada uma delas, toda via, quando ambas tocam junto no refrão algo cansativo e enjoativo é escutado.

8 – Interlude (0:57) S/N

Saints Protect me Now

Come Angels of the Lord

Come Angels of Unknown

O interlúdio é rápido e é cantando aos sussuros por Gerard em dueto com um violão. Nada de especial.

9 – Thank You for the Venom (3:41) 5/5

A melhor canção do álbum, além de ser um rock de primeira, me traz boas lembranças da minha adolescência então seria inevitável não escolhê-la como melhor música…Thank You for the Venon não foi muito tocada nas rádios e bem distribuida nas mídias como Ghost of You e I’m Not Okay mesmo sendo o primeiro single escolhido pela banda. A energia volta a tomar conta do ambiente quando na introdução a guitarra de Lero faz um solo empolgante e Toro toca um riff direto e agressivo. Os segundos passam e a voz de Gerard entra com sua energia habitual, fazendo todos acordarem após a sonolenta música anterior. Os backing vocals pouco utilizados durante todo álbum aparecem aqui em alguns versos e no refrão dando um entusiasmo a mais para  a música. Certamente o ápice da canção se dá quando o refrão chega, magistralmente cantado por Gerard e também tocado por Pelissier, o baterista estoura suas caixas nele, em certo momento da música as batida do baterista dão até vontade de fazer o ouvinte banguear. Empolgante, energética e de refrão grudento, depois de algumas músicas medianas o My Chemical Romance voltava ao ápice.

You’ will never make me leave

I wear this on my sleeve

Give me a reason to Believe.

@amelie_poulainn


10 – Hang ‘Em High (2:47) 3,5/5

O 10ª tape é inspirado em um filme da década de 60, que conta a história de um homem que quer se matar, mas antes quer mostrar à sua amada que a ama muito, no fim ele acaba se matando. É uma das letras mais inspiradas do álbum. Musicalmente falando a canção deixa um pouco a desejar, muitos efeitos adicionados às guitarras, na minha visão poderiam ter passado batidos, a velocidade que elas assumem faz com que a música passe rápida. Até a voz de Gerard não ta boa aqui, melhor falando, ele canta muito, mas em alguns momentos assume uma postura mais rasgada e direta, algo que pra mim não ficou tão bom! Uma canção para encher o álbum, sem nada de especial!

11 – It’s not a Fashion Statement, It’s a Deathwish (3:30) 5/5

Uma leve caída na qualidade da música anterior é recompensada no 11ª tape. Certamente a coloco entre as melhores do álbum no patamar dos sucessos Helena e I’m not Okay. Novamente o meu destaque vai para o  baterista Pelissier, aliás ouvindo o álbum você pode chegar a diversas conclusões: Gerard canta muito, MCR musicalmente falando não é emo e que Pelissier é um baterista expetacular. A letra é meio lunática e sonhadora de mais, toda via musicalmente falando as quebras de tempo e as mudanças de ambiente na canção se sobressaem. Ao que menos o ouvinte espera a guitarra de Lero com um riff acelerado se transforma em algo lento e assim toda a banda absorve a mudança. A canção não tem um refrão ao certo, mas nem precisaria de um, os versos “comuns” seguram muito bem a bronca!Grande destaque e ótima música

12 – Cemetary Drive (3:08) 4/5

Uma introdução chefiada por Pelissier e um Gerard de voz susurrada não animam muito o ouvinte no começo de Cemetary Drive. Lembro-me quando ouvi esta faixa a primeira vez, uma sensação crescente de Deja-Vu se apossou de mim, e aquele típica sensação de essa musica ja num tocou? passou pela minha cabeça. Aqui se escuta mais do mesmo, e como o mais do mesmo é bom, a faixa é boa. As quebras de tempo, algo que a banda é expert, como se pode reparar na ouvida do álbum está bastante presentes aqui.

13 – I Never Told You What I do For a Living (3:51) 5/5

O encerramente com chave de ouro. A última  música sintetiza bem o que se foi ouvido durante todo o álbum. A velocidade dos versos comuns e a velocidade mais cadenciada do refrão, um Gerard como sempre muito inspirado e muitas, mas muitas quebras de ambiente… Do nada, quando as batidas estão rápidas e as guitarras aceleradas tudo muda e o oposto pode ser ouvido! Uma ótima faixa para se encerrar este álbum, que na minha visão foi julgado da maneira errada por muitas pessoas, que nem sequer o ouviu, mas foram alienadas e manipuladas pelas opiniões da crítica e por meia parte de pessoas que são mentes fechadas e vivem em seu mundinho!

Como disse anteriormente na introdução, este álbum é considerado conceitual, toda via não foquei na história, por ser bastante confusa e também por ter poucas faixas que realmente contam uma história que façam sentido!!

Mais outra vez , obrigado por ler este review até o fim🙂

Média do Álbum: 8/10


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  1. #1 por bcolisse em 02/12/2010 - 23:06

    Boa banda, mas confesso que nunca ouvi as musicas além das que passavam por aí em clipes.

    Finalmente alguem postou algo sem preconceito com bandas novas o/

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