(1980) Queen – The Game


Por guibby

Capa do álbum

24 de novembro, um dia escuro na história do rock…há exatos 19 atrás o mundo perdia não um, mas dois de seus maiores artistas do gênero que chocou o mundo com suas letras e danças, e que se tornou o tipo de música mais aclamado e cultuado até hoje, mesmo após seu quase meio século de existência. E no meio de tanta história existiu uma banda que conseguia agradar muito mais do que o público adorador de Rock n’ Roll, o Queen. Muito dessa aceitação se deve ao seu vocalista, Freddie Mercury, que com seu enorme carisma e genialidade nas composições elevou o status da Rainha a uma das melhores bandas do mundo, sendo lembrados até hoje como um dos maiores do rock. Em meio a uma vida conturbada e cheia de polêmicas, Freddie declarou estar com AIDS em 1991, e logo faleceu…nesse exato 24 de novembro, deixando o mundo triste com sua partida, e ainda mais triste por partir junto com Eric Carr (baterista do Kiss, onde você pode saber mais sobre sua carreira, aqui), então esta resenha tem como objetivo deixar uma homenagem ao vocalista, e simplesmente agradecer pelo legado que o mesmo deixou, Rest In Peace Freddie, and God Save The Queen.
Em 1980, foi lançado o oitavo álbum de estúdio da banda britânica Queen, entitulado de “The Game”, o disco contava com músicas com uma levada mais pop e radiofônica comparado a seus antecessores, por conta disso, chegou a alcançar a primeira posição nas paradas em diversos países. Com pouco mais de meia hora, e dez músicas o disco foi sucesso de público e crítica e traz alguns dos melhores momentos da banda.

Melhor música: Another One Bites The Dust

Pior música: Coming Soon

1.”Play the Game”   (Freddie Mercury)     3:30 5/5
Uma dramática introdução no piano com os vocais de Freddie acompanhando os acordes perfeitamente, Play The Game abre o álbum de forma estrondosa, lembrando o Queen de “We are the champions”, porém com um peso a mais, destacado pelos sintetizadores no meio da música e os diversos solos de Brian May, que soam rotineiros mas magníficos, assim como tem que ser, o som de sua guitarra é inconfundível. A música não tem um refrão marcante, o que poderia ser considerado um contra, mas se tratando de Queen isso até passa despercebido, pois contrasta com as inúmeras passagens melódicas e arrepiantes durante toda sua execução e a habilidade que Mercury tinha para interpretar uma música.

2.”Dragon Attack”   (Brian May)     4:18 4/5
Em seguida temos Dragon Attack, que é a faixa que mais lembra o passado da banda, é um divertido rock com um pé no hard rock setentista, escrita por Brian May e chega a ter momentos muito parecidos com outra lenda do rock, o Led Zeppelin. O Solo aqui é impecável, Brian May destrói tudo em uma improvisação de blues em quase um minuto de instrumental, vale também destacar algumas divertidas passagens de baixo, que não passa despercebido, mostrando também que John Deacon é um dos baixistas com maior presença no cenário do Rock.

3.”Another One Bites the Dust”   (John Deacon)     3:35 5/5
Provávelmente o riff de baixo mais conhecido e reproduzido do rock n’ roll, a introdução da música está presente em diversos remixes, até mesmo em outros gêneros, como o Hip-Hop, e é um chiclete que gruda na sua cabeça durante o dia inteiro. Seu riff foi inspirado pela canção disco “Good Times” pela banda Chic, lançada um ano antes e grande amigos de John Deacon. A música não tem nenhum tipo de sintetizador, ou seja, todos os efeitos foram criados por instrumentos reais. A banda também não tinha intenção de lança-la como single, mas após a sugestão de ninguém menos que Michael Jackson, os britânicos o fizeram e isso lhe rendeu nada menos do que um Grammy de melhor performance de rock. Enfim, a música é um marco na história e agrada a maioria de seus ouvintes, uma genialidade composta pelo baixista Deacon.
Vídeo da Banda Chic – Good Times:

4.”Need Your Loving Tonight”        (Deacon)     2:50 5/5
E para provar de vez que um baixista não é só um bonequinho no palco (em vários casos sim, mas aqui não) Deacon mostra outra composição sua, um rockabilly rápido e divertido, com fortes influências de outro quarteto famoso da Inglaterra, Os Beatles, Need Your Loving Tonight não chega a ter 3 minutos, mas marca como uma das melhores apresentações durante o álbum e lembra os tempos de inocência do Rock And Roll, é uma faixa que poderia ter fácilmente sido lançada nos anos 50 e 60, e provavelmente por isso não foi um dos singles mais tocados do álbum, apesar de ter feito um enorme sucesso.

5.”Crazy Little Thing Called Love” (Mercury)     2:44 5/5
Seguindo a linha do Rockabilly, temos uma das composições mais famosas do vocalista Freddie Mercury também é uma homenagem ao rei do rock Elvis Presley, relatos dizem que Freddie compôs a música no violão entre 5 e 10 minutos e o restante da banda aprovou na hora. A música foi sucesso por onde passou, e em quase todos os países figurou entre o primeiro lugar das paradas, inclusive no Brasil, onde recentemente chegou a fazer parte da trilha sonora da novela global “Tempos Modernos”, é uma canção atemporal e assim como “Need Your Loving Tonight” poderia fácilmente ter sido lançada em décadas anteriores.

6.”Rock It (Prime Jive)”  (Roger Taylor)     4:33 5/5
Primeira composição do baterista Roger Taylor que aparece no álbum, Rock It tem um início com cara de balada, e declara o amor pelo Rock N’ Roll e logo tem a explosão do resto dos instrumentos e a aceleração da música, Rock It é a música mais longa do álbum, o que pode causar um impacto de que a música demore muito a acabar para alguns. Uma versão dela foi usada para abrir a animação de Hannah-Barbera, chamada “Rock Odissey”. Os vocais da introdução são de Freddie Mercurie, mas ao decorrer da música quem aparece no microfone é o baixista John Deacon.

7.”Don’t Try Suicide”     (Mercury)     3:52 4/5
Então temos uma faixa com cara de “brincadeira de estúdio”, e nesse estilo de improvisação com palminhas e um riff de baixo criativo, a banda toda entra e uma letra bem inspiradora de Freddie Mercurie, dizendo para não se tentar o suicídio, que não vale a pena, uma bonita mensagem com uma bela música.

8.”Sail Away Sweet Sister”   (May)     3:33 5/5
Balada escrita por Brian May, tem seu início no piano acompanhado suavemente pelo baixo, tem os vocais principais pelo próprio guitarrista, com Freddie Mercury cantando apenas em algumas passagens, Sail Away Sweet Sister tem como principais destaques os solos ao decorrer da música, e seu refrão que gruda quase que instantaneamente na cabeça. Vale também citar o versão que o Guns N’ Roses fez para a música, como introdução a Sweet Child O’ Mine em alguns shows, confira no vídeo abaixo.


9.”Coming Soon”   (Taylor)     2:51 4/5
Outro rápido e divertido rock, Coming Soon a banda não chega a empolgar muito aqui por conta da repetição exagerada, apesar de não chegar a ter aquela encheção, fica marcada como um dos pontos mais baixos do álbum, não por ser ruim, mas sim por não ter aquele brilho do restante das faixas. Belos solos de Brian May.

10.”Save Me”       (May)     3:50 5/5
E para finalizar essa obra prima, temos Save Me, uma balada escrita por Brian May para um amigo, que tinha acabado de sair de um relacionamento, fato que a canção não acrescenta nada de novo ao álbum e parece um punhado de tudo já tocado até aqui, mas o jeito que a música é tocada e interpretada merece muito destaque, não chegou a figurar na primeira posição das paradas, mas ficou muito bem colocada em diversos países, o que fez com que a música ganhasse grande destaque nos shows da banda. E assim, se encerra “The Game” um dos melhores álbuns, de uma das melhores bandas do rock, que é o Queen. Freddie Mercury deixou seu legado e ainda deixa saudade, não é qualquer um que faz o que ele fez pela música e apesar de todo o preconceito por conta de sua homosexualidade, sua música conseguiu quebrar barreiras inimagináveis e sempre terá o respeito dos amantes da música, portanto Descanse em paz Freddie.

Média do álbum: 9,5/10

Estátua em Montreux, em homenagem ao falecido vocalista

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  1. #1 por RUBRO ZORRO em 30/09/2011 - 23:54

    grande album mesmo , da fase pop , mas só te faço uma correçâo , quem canta rock it naõ é o john deacon , visto que era o unico membro que não cantava , exceto fazia alguns backing vocals , o may e o roger que dividem o vocal ao longo dela .

  2. #2 por Orlando Augusto Stock em 12/06/2012 - 9:51

    Uma coisa que detesto ouvir é quando a imprensa e algumas pessoas dizem que os Queen não seriam uma grande banda por causa da voz poderosa e magnética de Freddie Mercury.Bryan May,John Deacon e Roger Taylor eram igualmente compositores e muitos temas de sucesso do grupo se devem também a eles.Freddie Mercury era realmente um grande artista mas dar todo o mérito a ele parece-me muito exagerado.A banda não se chamava Freddie Mercury e os Queen chamava-se Queen e a banda foi e é uma das mais ou até a mais completa de sempre da história da música.Uma banda completa significa que todos os membros são todos hiper-talentosos e isso é algo que não se vê em muitos grupos hoje em dia.

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