(1969) Rolling Stones – Let it Bleed


Por Joaora

Capa

Dizer que os Rolling Stones estavam no auge da carreira quando Let it Bleed foi lançado não é nenhum exagero. O 8ª álbum da banda batalhou intensamente pelo auge das paradas britânicas junto com Abbey Road dos Beatles, por vezes ganhava o posto de 1ª Lugar e por vezes deixava o posto para a banda de Liverpool. Considerado um grande clássico da banda , Let it Bleed às vezes é visto como sendo uma sátira, ou uma homenagem ao álbum dos Beatles Let it Be, toda via, ninguém nunca confirmou tal boato, Keith Richard já até desmentiu isso certa vez! Os Rolling Stones são deuses, e tudo que os caras fazem deve no mínimo ser ouvido com respeito. Harpas, trompetes, xilofones, gaitas, orgãos tudo está presente aqui… Desfrute ao Máximo!

“Bem, era uma época violenta. A Guerra do Vietnã, violência nas telas, incêndios… acho que o lance da guerra influenciou muito o álbum. “

Keith Richards

Melhor Música: Gimme Shelter


Pior Música: Live With me


Todas músicas escritas por Mick Jagger e Keith Richards, exceto onde anotado.

1 – Gimme Shelter (4:32) 5/5

Uma introdução cheia de gemes gemes, e a guitarra solando ao fundo…É assim que se começa a melhor música do álbum…Keith Richards faz um trabalho estupendo em sua guitarra nessa introdução. O destaque dela junto com o solo de Richards fica para o refrão, que com vozes femininas cantando ao lado de Mick Jagger faz esse se tornar um dos melhores refrões do álbum, aliás os backings dessa canção são totalmente absurdos de bons e técnicos, preste atenção neles você mulher, que fica fazendo crochê e bordado…Vá fazer uma aula de música e leve esta mulher como ídola!

2 – Love in Vain ( Robert Johnson)  (4:22) 5/5

Um começo mais sombrio, dado pelo dueto do violão de Richards com a voz grave de Jagger dão ínicio à Love in Vain. Única música do álbum que não foi escrita pela grande dupla Jagger e Richards. O dedilhado no violão feito por Richards é algo de se admirar e a melodia simples e calma da canção inpiram um momento mais calmo e reflexivo para o álbum, em termos sonoros, já que a letra diz sobre amor e pouco tem para ser refletida. Poucos sabem, Love in Vain, que foi um grande destaque dos Rolling Stones na época de lançamento é um blues, e foi regravado pela banda. A música original, cantada por Robert Johnson que aliás é boa também pode ser conferida no vídeo abaixo.

3 – Country Honk (3:10) 5/5

Keith Richards participa de outra introdução com seu violão, desta vez com um riff mais  rápido se comparado ao da música anterior. O violino tocado por Byron Berline é escutada durante quase toda a canção, até solo o intrumento faz, deixando o violão de Richards em segundo plano. Richards divide o microfone com seu amigo aqui, e canta quase 90% da música junto com o vocalista. Um rock que levemente beira um contry, como a música diz… Clássico!

4 – Live with Me (3:36) 4/5

A influência blues que emana da banda, fica claríssima quando se escuta Live with Me. Um solo de quase 1 minuto de saxofone ( ou seria trompete)  faz a música ficar cansativa para quem não gosta tanto de blues e de instrumentos de metal. Sem falar de rótulos, a banda mostra que é boa para fazer música em todas as vertentes, tem qualidade para isso. Os teclados também demasiadamente usados podem não agradar, mas é uma boa ouvida… Não é destaque supremo do álbum, nem unaminidade entre os fãs, mas é boa!

5 – Let it Bleed (5:34) 5/5

Outro clássico da banda britânica. O piano usado em excesso aqui ( Tocado por Ian Stewart), em todos os versos da música possuem uma linha perceptível que faz o violão ser menos notado do que deveria ser. A música foge da sonoridade da canção anterior e retoma ao som que levou os Rolling Stones ao estrelato. Uma música que representa bem o som da banda britânica e que é sempre aclamada por fãs em todos os shows que é tocada. Keith Richards faz diversoso solos no decorrer da música enquanto Brian Jones segura bem a base no violão, a harmonia entre eles com o piano belissíma!

6 – Midnight Rambler (6:57) 4,5/5

Aqui se abria o Lado – B do vinil lançado em 1969. Novamente as influências Blues são retomadas, aliás certamente esse deve ser o álbum mais Blues da banda… Alguns fãs podem não gostar dessa influência, a preferir mais o som clássico, toda via essa é certamente a melhor música do estilo “Blues” adotado no álbum. A gaita tocada por Jagger aqui deve ser para gaitistas ou gaiteiros, o que Sweet Child O’ Mine é para guitarristas. Ótima exibição do vocalista aqui em seu instrumento de sopro. A letra da canção é interessante, pois fala sobre um estrupador, mais conhecido como ” O Estrupador de Boston” que chegou a estrupar 15 mulheres na década de 60 a 70.

7 – You Got the Silver (2:54) 5/5

Talvez num seja muito perceptível, para os ouvintes que não se atentem muito à banda… mas o vocalista do 7ª tape é o guitarrista Keith Richards, seu timbre é muito parecido com o de Jagger, e o guitarrista, vocalista aqui, não deixa a desejar e nos primeiros minutos da canção juntamente com seu violão traz um dos momentos mais belos do álbum. Muitos dizem que esta canção é uma declaração de amor para sua ex namorada, a letra realmente é bela e romântica. Após os minutos iniciais que contam só com o violão e a voz de Richards em uma melodia lenta, o restante da banda entra e o peso toma conta de You Got the Silver a transição do clima de balada para algo mais pesado ( mas que ainda contiuna no clima de balada) é interessante e bem feita… Ótima música para se ouvir enquanto a chuva cai e você está deitado em uma cadeira de balanço tomando um chá, pois seu clima calmo é propenço para tal!

8 – Monkey Man (4:15) 5/5

É quase indecifravel em um aparelho de som comum, mas Brian Jones toca harpa aqui… Para você que como eu desconhece o som da harpa veja o vídeo logo abaixo e veja se você consegue descobrir o som do intrumento na música:

(É rapaz isso é a harpa….Algo que chega a dar sono…)

Díficil, quase ímpossível … Mas falando da música em si, pouco se sobressai em relação ao resto… Novamente o piano ta muito bem tocado aqui, a linha melodica muito boa, e junto com o solo de Richards em determinada parte da música faz o ouvinte ficar em êxtase. Mick Jagger ensaia uns berros aqui, que mostra que ele não é o melhor cantor do mundo, mas tem talento e moral de sobra!

9 – You Can’t Always Get What You Want (7:30) 5/5

Última música do álbum, o 9ª tape, tem uma das melhores letras de toda a carreira da banda, totalmente inspiradora e filosófica… Eis aqui o trecho do refrão:

Não, você nem sempre pode conseguir aquilo que quer
Você nem sempre pode conseguir aquilo que quer
Você nem sempre pode conseguir aquilo que quer
E se você tentar às vezes, bem você pode descobrir
(Que) você consegue aquilo que precisa

Novamente aqui os backing vocals femininos merecem destaque, parece algo como uma ópera feminina e são com eles que o clássico começa. Após alguns segundos entra a dupla Jagger e Richards, e ambos fazem um belo dueto de voz e violão, a trompa e o órgão sendo ouvidos muito atrás… Quando a banda entra um jingado mais cadenciado, graças às baquetas do produtor da banda ( que assumiu a bateria no lugar de Watts) pode ser notado, e assim continua até o fim, sem o peso tomar conta. Hino da banda aclamado por fãs do mundo inteiro. O fim da canção é algo totalmente magistral, trompa, harpa, órgão, violão, guitarra, baixo, bateria, xilofone, voz femininas de orquestra, está tudo presente nele.

Com um clássico se encerrava um dos álbum mais influentes da história do Rock’n Roll!

Média do Álbum: 9,5/10

 

Robert Johnson)

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  1. #1 por Carlos Romanetto em 04/03/2011 - 14:04

    Somente um comentário a respeito do 8º álbum dos Stones em relação à música dos Beatles:

    Como Let it Bleed pode ter sido uma sátira ou homenagem aos Beatles, se este Álbum dos Stones foi lançado em 1969, e a música “Let it Be” dos Beatles foi lançada em 1970?

    Será que Mick Jagger tem tanta “Simpatia assim pelo Devil”, que acaba antevendo as coisas?

    • #2 por joaora em 04/03/2011 - 21:08

      Carlos boa observação, o álbum Let it Be dos Beatles foi lançado em julho de 1970, todavia foi gravado durante todo ano de 1969, e era de conhecimento geral que a banda de Liverpool se empenhava em um novo álbum, o Let it Be… Os Stones lançaram Let it Bleed em Dezembro de 1969 e sabiam à respeito das gravações de Let it Be, assim resolveram dar um nome ao seu álbum realmente muito parecido com o Let it Be, talvez por sátira aos ingleses pela incompetência de ficar tanto tempo gravando um álbum, ou como uma forma mesmo de homenageá-lo.

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