(1976) Rainbow – Rising


por DiNebbia

Ritchie Blackmore na guitarra e Ronnie James Dio no vocal. Não podemos esperar menos do que excelência vindo de uma dupla dessas, MAS ainda não felizes apenas com suas próprias grandezas eles contam com Tony Carey no teclado, Jimmy Bain no baixo (Rainbow, Dio e trabalhou com Phil Lynott) e Cozy Powell na bateria (Black Sabbath, Whitesnake , Rainbow entre outros que sempre chamavam-no para shows e alguns singles), já vemos o nível dos integrantes.

Rising foi o segundo álbum da banda  sucessor do  Ritchie Blackmore’s Rainbow de 1975. Do primeiro disco pro segundo trocaram metade da banda, mantendo apenas Blackmore (fundador da banda) e Dio.

Com a formação renovada eles demoraram apenas um mês para gravar essa pérola recheada do metal, com um instrumental sempre marcante eles apresentam clássicos da banda como “Stargazer” e “Starstruck”

Melhor música : Stargazer

Pior música : não tem pior música.

Todas as músicas compostas por Ronnie James Dio e Ritchie Blackmore.

Lado A

1. “Tarot Woman” 5:58     5/5

A faixa inicia apenas com um tecladinho bem psicodélico que dura um pouco mais de um minuto e para, então a guitarra começa a tocar o riff bem baixinho e vem aumentando conforme o teclado vai voltando, sem demorar muito vem o baixo e a bateria todos se encaixando aos poucos.

E o show a parte do vocalista Dio mostra o por que dele ser uma lenda, a faixa vai rolando sempre com o mesmo riff, viradas de bateria e “solos” de teclado, até todos darem a vez para Blackmore que pega uma pequena parte da música solando, sem fugir da música ele torna ainda melhor essa faixa, começando com ótimos bends e alguns licks velozes, ele sempre mantem um balanço entre virtuosidade e estilo, depois do solo voltamos com o riff que dura até o final onde temos mais um solo de teclado finalizando essa obra.

2. “Run with the Wolf” 3:48        5/5

No embalo da faixa anterior eles já começam uma nova música, digo sem introdução demorada ou frescura por assim dizer.

Essa faixa é menos pesada que a anterior, mas não deixa de ser perfeita nos seus conformes, a guitarra e bateria se entrelaçam parecendo um, o baixo permanece tímido como na faixa anterior. O solo dessa faixa é feito em vários momentos o primeiro é bem lento e depois dele vai surgindo alguns trechos no mesmo estilo pela música. Enquanto o vocal ainda está cantando Blackmore começa a soltar mais os dedos colocando mais peso na música, pena que isso foi só no finalzinho.
3. “Starstruck” 4:06       5/5

A terceira faixa já tem inicio grandioso, a guitarra fazendo uma das frases mais marcantes do álbum enquanto a bateria acompanha nos pratos dando aquela impressão de “essa vai ser foda”. E realmente é.

Essa faixa não decepciona, Blackmore, Powell e Bain continuam sempre com a mesma base que é no minimo foda, tendo apenas alguns ”poréns” pra bateria se divertir. O solo dessa faixa tem um “sotaque” de blues, sem perder o metal ele faz uma fusão bem interessante (Aliás, a maioria dos seus solos tem essa puxada de blues, mas está muito mais evidente nessa faixa).

4. “Do You Close Your Eyes” 2:58        5/5

Iniciamos com um riff bacana, mas o mérito maior vai pro vocal, essa base não se mostra muito inovadora ou marcante se comparadas com as anteriores e mesmo assim não perde seu estilo marcante, mas voltando o foco para o vocalista Dio, ele torna essa musica “comum” da banda em algo grande, ainda mais no refrão e no final. Basicamente não existe falha em seu vocal e sempre que precisa de uma puxada pros agudos maiores ou notas mais longas ele não perde seu poder.

Lado B

5. “Stargazer” 8:26       5/5

A musica mais “malvadinha” do álbum, depois de ouvir o lado A essa faixa vai parecer diferente, já inciamos com um solo de bateria que da entrada para o riff da guitarra e baixo, o tecladista volta à ativa e vão levando a faixa por quase quatro minutos. Não temos muitos elogios para os instrumentos, mas em compensação o vocal mantem a música bem interessante, antes que alguém possa pensar “Ta e daí?O que temos de legal aqui?” Blackmore começa um solo cheio de virtuosidade e vai acalmando aos poucos para voltar num finalzinho ainda melhor que o incio, fazendo uma sincronia geral com a banda terminando em estilo antes de voltar com a base normal da faixa que é mantida até o tecladista iniciar uma frase só dele que segue até o final, sendo perfeita para finalizar a faixa.
6. “A Light in the Black” 8:12       5/5

Terminamos o álbum com a música mais animada. A guitarra dando seu show à parte mas sem ofuscar o resto da banda, pelo menos a banda responde sempre no mesmo nível de Blackmore que não para pra descansar. O solo de teclado mostra que Tony é incrivelmente capaz de manter o ritmo da banda sem perder o estilo marcante.

Blackmore e Tony ficam brincando e trocando solos durante um bom tempo da música, mas ninguém pode reclamar por que eles fazem isso de maneira tão perfeita, digo um puxa as notas finais do outro e meio que segue o solo anterior é uma experiencia musical incrível que dá um desfecho merecido pro Rising.

Média do álbum : 10/10

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  1. #1 por lucas braga em 26/07/2011 - 1:19

    Caramba, 1 mês para gravar um dos álbuns mais fantásticos dos anos 70, surpreendente o trabalho que fizeram… pena que a banda não é muito conhecida… e o pior de tudo, bem mais tarde, a banda acaba!!!!!!!!!!!!

  1. Tweets that mention (1976) Rainbow – Rising « Roque Veloz /,,/ -- Topsy.com
  2. (1983) Dio – Holy Diver « Roque Veloz /,,/

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