(2000) Helloween – The Dark Ride


Por guibby

Capa do álbum

No Haloween, nada mais original do que postar Helloween certo? Certo, então aqui vai um disco da banda que apesar de ótimo, sempre é deixado de lado pelos fãs e pela banda.
Novo milênio, novo disco, novo som, deve ter sido essa filosofia que os alemães do Helloween seguiram ao lançar seu nono(ou décimo,se você contar o álbum de covers “Metal Jukebox) álbum de estúdio da banda. As músicas ficaram mais pesadas, com riffs um pouco mais lentos e graves do que o habitual, o álbum foi produzido por Roy Z e Charlie Bauerfeind e também foi o último álbum que o Guitarrista Roland Grapow e o baterista Uli Kusch participaram. The Dark ride também fica marcado como o “menos favorito” da banda, por ser muito pesado líricamente e não tendo absolutamente quase nada de temas positivos, sempre abordados pela banda, apesar do álbum ser muito bom e não ter muitos pontos negativos musicalmente.

Melhor Música:Mr Torture

Pior Música: Escalation 666

1. “Behind The Portal (Intro)” (Deris) – 0:45 S/N
Instrumental sombrio composto por Andi Deris que dá introdução ao nono álbum dos Alemães.

2. “Mr. Torture” (Kusch) – 3:28 5/5
Seguindo temos um clássico moderno do Helloween, com uma introdução crescente e a pauleira comendo solta nos instrumentais. Abre o álbum com maestria contando também com um épico e cômico refrão. Um dos destaques vai para o solo de Roland, que apesar de curto mostra muita técnica e muito feeling, a letra da música trata hiláriamente de prostitutas e sado-masoquismo, pelas sacadas na letra dá pra entender que é apenas uma piada, assim como várias músicas do Helloween que tem esse apelo humorístico, no entanto tem gente que leva a sério, fazer o que, se você estiver sozinho e ter um pouco de humor, apenas pegue o telefone(Trocadilho infame) e ouça no máximo essa bela obra da banda.

3. “All Over The Nations” (Weikath) – 4:55 5/5
A mudança de compositor é extremamente sentida no Helloween, principalmente neste álbum onde cada integrante deixa a sua marca, seja na temática, ou até mesmo o jeito que o refrão é cantado, aqui o autor é Weikath, guitarrista da banda, nesta faixa o peso cai um pouco e a melodia ganha maior importância, sendo no refrão onde isso fica mais aparente. A letra também passa uma bonita mensagem, dizendo que não importa como somos, ou onde estamos…somos todos iguais.

4. “Escalation 666” (Grapow) – 4:24 3,5/5
Um pesado riff composto por acordes graves e harmônicos artificiais dão sequência ao álbum e segue nesse ritmo ao longo dos versos, com uma letra um tanto quanto “controversa” tratando da escuridão, a música cai de nível ao seu decorrer, principalmente no refrão, que é cantado em forma de sussurros e seu pré-refrão que é um tanto quanto enjoado, é o ponto mais baixo do álbum.

5. “Mirror Mirror” (Deris) – 3:55 5/5
Ainda no clima pesado e sombrio, tem uma das letras mais complexas da banda, dizendo se você é aquilo mesmo que é, usando espelhos como metáfora, dando a entender principalmente daqueles que fazem uma cirúrgia plástica, se são aquilo mesmo que o espelho retrata, porque no fundo, você continuará sendo o mesmo. Destaque para o refrão, interpretado com maestria e do jeito que deve ser por Andi Deris.

6. “If I Could Fly” (Deris) – 4:09 5/5
Um teclado combinado com a guitarra dão início a If I Could Fly, que se tornou o maior hit do álbum e foi lançado também como single, a letra fala da jornada de um homem para se descobrir e o que poderia fazer se pudesse voar. Destaque para o refrão e para o vocalista Andi Deris, que prova de vez por todas que é tão bom vocalista quanto compositor e que é tão bom quanto qualquer vocalista que já passou pela banda.

7. “Salvation” (Weikath) – 5:43 5/5
Um belo solo na introdução e a bateria a mil por hora, características típicas do Helloween, em uma bela música que assim como All Over The Nations mostra toda a habilidade de Weikath em combinar peso e melodia com perfeição, também tem uma letra com cara de “hino de igreja” e se não fosse pelo peso instrumental a melodia se encaixaria perfeitamente em uma missa agitada, principalmente no refrão…mas isso não torna a música ruim, muito pelo contrário é um dos pontos mais altos do álbum, principalmente pelo excelente solo de guitarra que é um dos melhores da banda!

8. “The Departed (Sun Is Going Down)” (Kusch) – 4:37 4/5
Algumas notas e um pedal de eco dão início ao riff que se extende até os primeiros versos serem cantados, e logo retorna, tornando a faixa um pouco repetitiva, mas ganha pontos no refrão onde um coro canta “The Sun Is Going Down…” e Deris continua com os outros versos, um momento épico do álbum que nos faz viajar e pensar em diversas coisas, mas logo o riff repetitivo volta, fazendo com que a faixa se torne um tanto cansativa.

9. “I Live For Your Pain” (Deris) – 3:59 5/5
Um riff de baixo combinado com a bateria e logo em seguida poderosos acordes de guitarras, este é o início de I Live For Your Pain, que talvez seja a música com a letra mais “pesada” da banda, tratando de ódio mais profundo que o ser humano pode sentir, todos temos um momento de raiva, e Deris conseguiu transformar o dele em um músicão, o que dá pontos para ele como compositor, que consegue transmitir fácilmente o que sente. Destaque para o solo de guitarra da dupla de guitarristas, que conseguiram soar em perfeita harmonia.

10. “We Damn The Night” (Deris) – 4:07 5/5
Ainda mais pesada que a anterior e com notas de baixo ecoando bem alto durante a introdução, com versos cantados ainda mais agressivamente “We Damn The Night” é o ponto alto para aquele cara que gosta de bangear, pular, descontar sua raiva ao som de uma boa e pesada música, o refrão volta a ganhar importância melódica e mostra que o helloween não é apenas uma banda de milhões de nota por segundo e sabe fazer música de verdade, conseguindo transpor diversos elementos em apenas 4 minutos, tem uma passagem interessante de teclado um pouco antes do solo, e o solo é perfeitamente executado, um dos mais rápidos da banda a dupla de guitarristas merecem um dez com louvor por este solo, e logo após temos um coro de “oooooos” tornando a canção épica, uma ótima música de toda a discografia da banda.

11. “Immortal (Stars)” (Deris) – 4:04 4/5
Introdução acústica e cara de balada, é a música menos pesada do álbum, não chega a ser uma balada de fato, mas dá uma drástica caída no peso, tornando a melodia o ponto principal a ser explorado, o refrão não chega a ser aquelas coisas, mas é bom também e fecha a trinca de composições do vocalista de forma um tanto morna, parecendo que estava ali apenas para preencher tempo, apesar de ser melhor de que Escalation 666.

12. “The Dark Ride” (Grapow) – 8:52 5/5
E chegamos ao fim do álbum, a canção que leva o nome do álbum foi composta por Grapow que logo depois deixaria a banda, é a música mais longa do disco e com seus quase 9 minutos não deixa a peteca cair em nenhum segundo, com uma introdução “circense” a banda entra com um solo de guitarra e a música começa de fato, peso nos instrumentos enquanto o vocal é cantado de forma bem melódica e grudante na cabeça, The Dark Ride fecha o álbum explendidamente, o único ponto baixo fica por conta da parte de vocais sussurrados, mas como faz parte da interpretação da música, até mesmo por sua letra, fica irrelevante. Na segunda parte da música o peso cai um pouco, dando espaço para as guitarras trabalharem as “frases” com mais liberdade, e com direito até a uma passagem acústica e longos solos de guitarra, uma música para se curtir inteira e voltar o disco após o término, The Dark Ride Fica marcado na cabeça do ouvinte e e um Happy Happy Helloween a todos os que leram até o fim dessa resenha, obrigado e keep rocking!😉

Média do álbum: 9/10

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