(1993) Savatage – Edge of Thorns


Edge of Thorns, foi o oitavo álbum dos norte-americanos do Savatage. Citado por muitos como um dos principais álbuns do Heavy Metal da história e consequentemente, um dos mais influenciadores.  Esse álbum é marcado , principalmente porque após o fim da tour desse disco, guitarrista e um dos fundadores da banda, Criss Oliva, sofreu um acidente de carro e veio a falecer. Nada melhor que homenageá-lo postando a review do último álbum de Criss em vida em pleno aniversário de sua morte.

Melhor Música: Edge of Thorns

Pior Música: Degrees of Sanity

1 – “Edge Of Thorns” – 5:55 5/5

Inicia-se com a faixa título do álbum e uma das mais memoráveis do álbum e da banda em si. Depois de uma breve introdução no piano, entram as distorções e todo o peso que o Savatage trás ao álbum. O vocal de Zachary Stevens usa muito bem a oscilação de grave e agudo em conjunto com um vocal agressivo e rasgado. Não é uma faixa rápida, até porque a grande maioria das bandas do gênero, não davam tanta ênfase na velocidade e na bateria “metralhadora” que foi mais explorada a partir da segunda metade da década de 90.

2 –  “He Carves His Stone” – 4:10 4/5

Com uma breve introdução lenta na guitarra, entra o vocal e por fim todos os instrumentos restantes. Gradativamente, a banda chega no peso e na distorção com um timbrado que podemos automaticamente, lembrar vagamente do Metallica. Um destaque especial para o Criss Oliva que, cada tema e cada solo que toca, logo pensamos que foi uma grande perda para o Heavy Metal e para a música.

3 – “Lights Out” – 3:10 4/5

Ao contrário das faixas anteriores, temos um riff rápido e pesado que se prolonga ao longo da música. É algo mais puxado para o Hard Rock do que pro próprio Heavy Metal ou até o Power Metal, indo mais a fundo. Vem com força total mesmo após a quebra de tempo. Novamente, ouvimos uma sonoridade que lembra de Metallica e Pantera, que acresce essa faixa mais “alegre” do disco.

4 – “Skraggy’s Tomb” – 4:23 5/5

Novamente com uma introdução mais “atmosférica”, em seguida, a banda entra pesada e com uma sonoridade semelhante ao Pantera. Particularmente falando, o timbrado da guitarra é algo único e que não precisa ser músico para reconhecer que é um timbre criado com várias combinações de efeito que deixam o som do Savatage diferente do “padrão” do gênero. Para quem gosta de um som mais pesado, esta é a sua faixa.

5 – “Labyrinths” – 1:30

Instrumental.

6 – “Follow me” – 5:12 4/5

‘Balada’ que atravessa gradativamente os trechos limpos até a distorção. É uma faixa que lembra vagamente ’18 and Life’ do Skid Row, adicionado a uma pegada própria. Não chega a ser tão ‘balada’, pois na segunda parte dessa faixa, entram os solos e a faixa fica bem pesada, com o melhor estilo Savatage. Ótima faixa, principalmente na sua parte sem distorção.

7 – “Exit Music” – 3:09

Instrumental.

8 – “Degrees of Sanity” – 4:37 3/5

Faixa pesada, que após uma pequena “queda de rendimento” no ritmo do álbum, volta ao que ouvimos nas primeiras faixas, um peso “extra” na música que volto a ressaltar, lembra vagamente o Pantera.  É uma faixa pesada porém é um pouco lenta deixando um clima mais sombrio para quem ouve essa faixa. Não sou o maior fã do Savatage tampouco sou o maior conhecedor, mas na minha humilde opinião, não é uma faixa expressiva para esse álbum.

9 – “Conversation Piece” – 4:11 5/5

Início interessante com pausas entre os riffs, relativamente rápido, mas não tem uma grande evolução em relação ao ritmo e mantém apenas o peso durante toda a música. Não é uma música cansativa, mesmo sendo um pouco “parada”, pode ficar entre as melhores faixas desse álbum. Destaque especial para o vocal e para a guitarra, sendo ela base ou solo.

10 – “All That I Bleed” – 4:40 5/5

Outra balada e particularmente falando, é uma das mais belas músicas do Savatage. Inicialmente, apenas só ouvimos o vocal acompanhado pelo piano e em uma segunda parte da música, na metade final, entram todos os instrumentos sem quebrar o feeling da música, destacando os solos de Criss, que mesmo com a guitarra bem distorcida, não interfere no feeling da música e só acresce a balada.

11 – “Damien” – 3:55 4/5

Apesar da já citada “pequena queda de produção” na metade do álbum, mesmo no final do álbum, que muitas bandas colocam músicas menos expressivas, o Savatage fez ao contrário nesse álbum, particularmente falando. Essa faixa se for bem observada, conseguimos ouvir elementos que refletem bem os primórdios de um “power metal”, que ainda ganhava forma aos poucos, podendo até lembrar vagamente as músicas mais lentas do Stratovarius feitas em alguns de seus álbuns. Ótima faixa, vale a pena conferir.

12 – “Miles Away” – 5:07 4/5

Música mais “animadinha” e não tão pesada, uma faixa mais Hard e não tão Heavy, como alguma das músicas desse disco. Bem colocada no track list desse álbum, já que da uma idéia de encerramento, já que é a penúltima faixa do álbum.

13 – “Sleep” – 3:52

Última faixa de um dos mais importantes álbuns do Heavy Metal e dos primórdios do Power. Outra baladinha só que dessa vez não sai da guitarra limpa sem distorção e o vocal. Não é uma balada de expressão como algumas feitas pelo Savatage, mas é uma daquelas músicas para tocar na roda com os amigos, vale a pena ouvi-la.

Média do álbum: 7/10

Dedicado a Criss Oliva

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  1. #1 por Neon DK MF em 26/11/2011 - 12:30

    Na minha humilde opinião, “Degrees of Sanity” só perde pra “Skraggy’s Tomb”! E é sim, expressiva para o álbum, e não só esse álbum, como para várias porcarias que acham bom hoje em dia!!! \m/

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