(1975) Pink Floyd – Wish you were here


Nesse momento, ao ler o texto, você menina deve ter suspirado: “ah, “ele” me dedicou essa música”, e você menino deve ter pensado “pô Bruno, Pink Floyd de novo!?!”. Haha ;D

Brincadeiras à parte, vamos falar de MÚSICA. Com certeza, ao se tratar de música, o album Wish you were here é um ótimo exemplo de como a música sempre deveria ser: não comercial, sentimental e verdadeira. Com todas as músicas possuindo mais de 5 minutos e com melodias extremamente emocionantes, Wish you were here é um album pra você ouvir no talo, “degustando” cada segundo.

Melhor música : Shine on you crazy Diamond (Parts I-V) – E não adianta ficar bravinho falando que a melhor é a faixa titulo.

Música “menos boa”: Welcome to the Machine.

Dificil classificar isso. No geral, cada música tem sua singularidade e seu valor. Não vou nem me preocupar em dar notas para as faixas, porque todas merecem um 10, assim, de cara. São todas ótimas faixas, tanto instrumentalmente falando quanto liricamente.

Prontos?

Para começar, a capa retrata um contratante da industria musical “se queimando” musicalmente (por causa do contrato a ser feito). Hm…

Em algumas versões de LP, na minha por exemplo, existe um aperto de mão de dois robôs em um adesivo no campo. Também retrata um acordo feito por robôs, não pessoas. Isso representa a ausência de sentimentos.

1 – Shine on you crazy Diamond (Parts I-V)

Isso sim é uma faixa progressiva.Do inicio da música até os 8 minutos é apenas instrumental! Incrivel como o Pink Floyd consegue nos cativar com instrumentais tão longos. Se você não gosta, é porque provavelmente nunca ouviu da maneira que se deve. Todo esse instrumental funciona como uma espécie de “cama”, um plano de fundo, que te coloca na atmosfera do album. Se você pegar a faixa direto dos 8 minutos, não irá ter a mesma sensação.

De 00:00 á 02:10 – Somente teclado

Nesse exato minuto e segundo, temos a primeira nota de guitarra. E então um pequeno solo introdutório feito por quem eu considero FACILMENTE um dos melhores guitarristas do mundo: David Gilmour.

Nesse solo (de 02:10 até 03:54) o solo é acompanhado pela base de teclado, dando um aspecto muito mais melódico. Aqui, a base acompanha a guitarra, diferente da maioria dos solos que são feitos acompanhando a base.

Aos 03:55 temos  primeiro riff da música, muito bem construído. Então a música cresce, há mais um solo bem longo do Mr. Gilmour, até os 08:40 quando a música já pega a dinâmica que existirá nos versos. A ponte durante esse solo é extremamente muito boa…e toda essa melodia se repetirá durante a música.E agora pulemos para a letra.

Antes, é impossivel não se emocionar quando é dito “shine on you craaazy diamond!”. A essa altura, você já está tão envolvido na dinamica da música, que ela simplesmente te prende…e quando você se dá conta você está totalmente relaxado, apreciando o que realmente é um rock progressivo de qualidade.

Enfim, a letra, o album em si, fala sobre “ausência”, em especifico de Syd Barret, membro fundador da banda que foi afastado por insanidade mental ( =S)  e sobre a industria (PODRE!) música.

“Remember when you were young,
You shone like the sun.
Shine on you crazy diamond.”

Completamente dedicada á Syd Barret essa música.

No final, temos um solo LINDO de sax com uma ótima dinamica e um dedilhado de guitarra (elementos principais apenas, obviamente).Então a música tem um “fade out”, já emendando em…

2 – Welcome to the Machine

Aqui começam as citações sobre a industria (PODRE) musical. Para quem não sabe, o Rock progressivo, em meados de 75 para 80 ja estava começando a perder força para sons mais comerciais, como o Punk e o Disco. Essa perda teve força total nos anos 80. Isso, devido ao fato de o progressivo não ser um gênero comercial. Por exemplo, uma rádio não colocaria uma faixa de 11 minutos para tocar. Isso tanto é verdade que a única faixa que mais ouvimos nas radios é Wish you were here, devido a sobretudo sua duração. Contudo, Pink Floyd não faz música, ele faz arte. Então temos uma ótima letra a respeito de não se vender a tudo isso.

A letra inteira fala da fama, da ganância que os músicos possuem e etc. “The machine” (a máquina)  citado na musica é nada mais que a própria industria musical, podre por ser interessada apenas em lucro e ter tanta ganância, fazendo artistas venderem seus sonhos :

What did you dream? It’s alright we told you what to dream. –  O que você sonhou? Tudo bem, nós lhe dissemos o que você deve sonhar.

A música mostra tudo aquilo que um músico que quer fazer arte um dia tem que decidir: ou eu ganho dinheiro fazendo lixo ou ganho MENOS dinheiro fazendo arte.
A melodia é bem simples, apenas com alguns efeitos de sintetizadores que eu acho MUITO legal.
A música se encerra com a aceleração de um carro (ou algo parecido), para então iniciar-se…
3 – Have a Cigar

Outra música com forte crítica á industria música. Uma música com uma pegada funk e um solo excepcional no meio.A letra dá enfase na necessidade EXTREMA de vender seu material. Como diria rage against the machine: “what does the billboard say? Come and play, come and play, forget about the movement”.
Quanto á letra, quero destacar apenas este trecho:
“Oh, and by the way, which one’s pink?”
Isso era uma pergunta feita pelos repórteres questionando que era o “líder” da banda. Ora, o Pink Floyd nunca teve isso. Ele teve penas tres caras que gerenciaram a banda no periodo em que ela existiu: Syd Barret, Roger Waters e David Gilmour. 3 genios BTW.
A música acaba como se um radio fosse mudado de estação, então inicia-se…
4 – Wish you were here

Não, essa não é uma faixa romântica do album.  A letra remete novamente a Syd Barret.
Quanto a melodia, todo mundo conhece certo? Uma dinâmica incomparável com violão de 12 cordas e a voz de Gilmour. Gimour, gênio com sempre, elaborando riffs, solos e etc.
A letra fala da ausencia de Syd Barret na banda, por isso muitos casais dedicam tal musica a seus amores. A música é bem triste na verdade…
5 – Shine on you crazy diamond (Parts IVIX)

Aqui temos o encerramento do album, exatamente de onde terminou a segunda faixa. Muito instrumental e novamente a letra citando Syd Barret, já que a música ainda é Shine on you crazy diamond.
Mais para frente, existe uma passagem bem legal com o Gilmour usando um slide. Contudo, O MOMENTO é aos 04:43, quando a melodia original da banda é reproduzida novamente.
A música encerra-se de maneira bem “funk”. Bem interessante e diferente, como Pink Floyd sempre é.
O álbum possui diversas capas, que é bem facil achar o significado de cada umas delas por aí. Como isso é facil de se encontrar, não colocarei aqui. Caso tenham dificuldade, avisem que eu crio.
Bom é isso. Se você quer começar a gostar de progressivo, deguste este álbum também.
Boa noite everyone.

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  1. #1 por Igor Maxwel em 10/04/2012 - 23:07

    Sem dúvida o melhor disco do Pink Floyd, Wish You Were Here desce o pau nos fãs que só conhecem eles pelo Dark Side of the Moon e pelo The Wall. Sem contar que o Animals (1977), disco que veio depois é também outro preferido dos floydianos.

  1. (1977) Pink Floyd – Animals « Roque Veloz /,,/

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