(1994) Erotic Suicide – Abusement Park


Por Bella

O Erotic Suicide foi formado em 1993 em Oklahoma, e Abusement Park foi o primeiro dos dois álbuns que a banda viria a gravar. A turnê de divulgação contou com o apoio de Ugly Kid Joe, Jackyl, Ace Frehley, Bang Tango e Vince Neil.

No entanto, Erotic não chegou a fazer muito sucesso por um motivo simples: lançar um álbum de glam/sleaze em 1994 não foi uma grande demonstração de senso de tempo, certo? Se tivesse sido gravado uns 5 ou 6 anos antes, com certeza teria feito uns bons milhares de fãs. De qualquer forma, existem sete boas músicas em um álbum com dez. Como nem só de álbuns perfeitos é feito o Roque Veloz, aqui vão algumas dicas de faixas pra saborear e outras para apertar o >>|

Melhor música: Sweet Summer Nights

Pior música: Mean Sex Machine

1 – Babylon (3:45) 5/5

O álbum já começa ligado no 220 com um vocal incisivo de Rachal Rose, que depois vem acompanhado de muitos coros até o final da música. Babylon é pauleira do começo até o fim, eu diria que serve como uma amostra grátis do disco. Desde o começo há uma preocupação visível em exibir a qualidade da banda, seja através dos vocais ou através do solo fodástico que começa antes do meio da faixa. Babylon tem toda a força esperada de uma primeira música de um primeiro álbum.

2 – Can’t Remember (4:03) 5/5

Único grande sucesso da banda, Can’t Remember é a música perfeita do ponto de vista da integração dos instrumentos. Conta com uma boa participação da guitarra de Kyle. Os coros característicos da banda também ajudam a empolgar, e se você nunca tocou air guitar na vida (existe alguém assim?!), essa é uma boa hora pra começar.

3 – Goin Down (4:39) 4/5

Menos agitada que as anteriores, aqui o vocal de Rach mostra um pouco mais de versatilidade, com tons mais regulados e variações contrastantes, fazendo os coros perderem um pouco da importância que vinham tendo. Solo bacana, distorção, paradinha pra bateria, gritos rasgantes e uma performance do baixo de Leslie que seria indispensável nessa faixa.

4 – Comes around goes around (4:59) 3/5

Aqui Kyle St. Clair mais uma vez impressiona na guitarra, mas não é uma faixa que mereça crédito. Esse é o ponto em que o álbum começa a se tornar um tanto quanto repetitivo, sem trazer nada novo em relação aos feitos anteriores. Falha triste por se tratar de um primeiro álbum, e não é exagero dizer que isso pode ter ajudado a determinar a falta de sucesso da banda.

5 – Mean Sex Machine (3:46) 2/5

Ainda na parte baixa do álbum, Mean Sex Machine não consegue empolgar apesar do esforço visível que faz pra isso. Acredito que é nessa faixa que muitos dos ouvintes desistem de terminar a audição do disco: a repetência cansa. Nem o apelo sexual consegue fazer a coisa se tornar interessante.

6 – You’re so cool (4:10) 3/5

Repetindo (literalmente) as duas últimas, You’re so cool felizmente é a última de uma sequência de três músicas que poderiam ser retiradas do álbum sem nenhum prejuízo. Recomendo ouvir a intro de Mean Sex Machine seguida pela intro desta faixa. Entende o que eu quero dizer?!

7 – Ties me up (4:57) 4/5

Finalmente, Ties me up chega pra começar a elevar a qualidade do álbum. O vocal começa ligeiramente irritante (depois de ouvir tanta música parecida, é essa a sensação que você tem), mas se endireita no decorrer da música, principalmente depois da paradinha, quando mostra alguma força, repentindo o verso “‘Cause I said so” (algo como “Porque eu disse que é”). Gosto especialmente da bateria de DD Rose nessa faixa.

8 – Get what you pay for (3:49) 4/5

Ameaçando voltar pra mesmice, Get what you pay for mostra que é só susto inicial e traz algumas novidades. Os gemidos ao fundo da música de apelo sexual, o vocal se unindo à distorção, e a finalização bacana fazem seu papel, e a faixa acaba sendo legal, mas não perfeita.

9 – Wait a minute (4:22) 5/5

Com cara de música de backstage, essa consegue empolgar. A voz de Rose parece contar uma história e soa menos forçada e exibicionista do que o normal, enquanto Kyle arranca das cordas um som quase delicado, bonito de se ouvir. É uma faixa que eu gostaria muito de ver ao vivo.

10 – Sweet summer nights (4:32) 5/5

A intro dessa me lembra muito 18 & Life. Para os padrões de Erotic Suicide, isso é fechar o álbum com uma balada. É uma música bonita, que fala de memórias, lembranças. A guitarra faz uma melodia fantástica em conjunto com o baixo, a bateria acompanha, e o vocal/coros foram bem executados, transmitem emoção. Mesmo sendo a última, soa como o ponto alto do álbum. Acho que isso de impensado não teve nada: uma faixa assim no encerramento acaba deixando aquele conhecido sentimento de saudade do álbum, que te faz querer ouvir mais apesar dos pontos perdidos no miolo. E de repente acaba. xD

Média do álbum: 8/10

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