(1976) Blue Öyster Cult – Agents of Fortune


 

Capa

 

CULTURA!!!….Ouvindo Agents of Fortune o ouvinte certamente adquiri muita cultura para si. O 4ª álbum da banda estadunidense tem diversas citações interessantíssimas em suas letras, entre elas, do mago H.P.Lovercraft e do louco e visionário Edgard Allan Poe, diferente de bandas aclamadas que fazem letras sem algum ideal, se preocupando somente com a parte instrumental. Blue Öyster Cult consegue assimilar bem as duas coisas: Letras sombrias e bem feitas e instrumentos bem tocados ( Destaque logo aqui na introdução para Joe Bouchard, um dos melhores baixistas que eu já ouvi tocar na minha vida, um pouco desconhecido hoje em dia, infelizmente). O melhor CD do Blue Öyster Cult, clássico de toda uma década resenhado você só encontra aqui no @RoqueVeloz….COME ON LITTLE BOYS!

Melhor Música: (Don’t Fear) The Reaper

Pior Música : Tenderloin

1 – This Ain’t the Summer of Love (Albert Bouchard, Murray Krugman, Don Waller ) 2:20  5/5

O começo de tudo já é avassalador. Um riff certeiro e bem executado de guitarra da as boas vindas ao ouvinte! A canção passa de uma maneira rápida, sendo a menor do álbum, gosto bastante da pegada bem Hard típica dos anos 70. Altera entre momentos de versos lentos e o refrão mais acelerado que contém a bateria mais técnica e veloz. Ótima abertura.

2 – True Confessions (Allen Lanier) 2:57 5/5

O teclado mais perceptível e que toca uma linha “festiva” pode ser notado na segunda faixa. True Confessions começa a saga do excelente baixista que já destaquei na descrição do álbum Joe Bouchard, junto com o teclado, tocado por Allen Lanier, o baixo do músico é um expetaculo a parte e ambos merecem ser o destaque dessa faixa, que tem uma letra rara e de pura excessão do BOC ( Blue Oyster Cult) que fala sobre mulheres. Outro ótimo destaque são os 20 segundos finais da canção, onde o baixo, teclado e guitarras devem ser ouvidos com atenção. A harmonia entre os instrumentos perfeita, mostrando a capacidade instrumental da banda!

3 – (Don’t Fear) The Reaper (Donald Roeser) 5:09 5/5

É rapaz, após uma letra que cita o Jardim do Éden do nosso Senhor Jesus Cristo, e outra que fala sobre mulheres nuas, começa a sanguinolência. O 3ª tape é algo mais macabro. Até sino de vaca tem aqui… (Uma longa história, que fez com que o pequeno sino de colocar no animal viesse virar parte instrumental do 3ª tape, entretanto é difícil de se ouvir, talvez com um som mais potente e um álbum de vinil seja mais perceptível). Há um vídeo que chega a ser hilário, durante a produção do álbum, Lanier tocando o tal sino de vaca, e o produtor pedindo pra ele tocar mais alto, confiram:

Sem dúvida o grande clássico de toda a carreira da banda, presente em 2 filmes do mestre de terror Stephen King. Não Tema o Homem de Capa Preta que Carrega uma Foice Consigo ( ou seja a morte) é a tradução mais coerente para a canção. O bom disso tudo é que a parte instrumental está em plena harmonia com a letra, algo mais medonho, pode ser ouvido. A voz de Eric Bloom é um sussuro, acompanhada de perto por backing vocals bem cantados. O violão é muito utilizado na canção, alternando momentos com a guitarra, que não chega a ser tão marcante que nem o riff sensacional de baixo, principalmente no fim da canção de Joe Bouchard, escutem meus rapazes e concordem comigo, o cara é estupendo, ótimo músico. Ápice do álbum!

4 – E.T.I (Extra Terrestrial Inteligence) (Sandy Pearlman, Roeser) 3:42 5/5

A canção anterior fizera inúmeras pessoas cantarem junto com o BOC; se tornara memóravel. E quando isso acontece, a canção logo após tende a ser menos lembrada, mais “comum”. Toda via o 4ª tape tem uma energia e é tão boa quanto a anterior, dita clássica. Os efeitos adicionados à guitarra de Buck Dharma dão a introdução da canção, que é memorável tanto quanto  o refrão, cantado não somente por Bloom, mas com ajudas dos backing vocals, muito bem explorados novamente aqui. O teclado novamente volta a ser ouvido, de uma maneira mais constante. Outro clássico da banda, sucesso entre os fãs. Vale dizer que Dharma faz um dos melhores solos em sua guitarra de todo álbum aqui.

5 – The Revenge of Vera Gemini (Patti Smith, A.Bouchard) 3:53 3,5/5

Gosto bastante de quando algumas bandas clássicas faziam duetos com vozes femininas, a alternancia entre vozes mais graves e a outra mais doce e suave geralmente se tornam interessantes, são na maioria das vezes músicas inspiradas. Toda via em The Revenge of Vera Gemini o dueto entre a banda e a cantora que levou o Punk Rock para uma voz feminina clamada por Patti Smith não foi tão inspirador. A cantora ficou apenas com os backing vocals, demasiadamente exagerados. A canção tem um clima diferente de todas as canções do álbum, a guitarra muito pouco utilizada, o baixo ficando em primeiro plano. O Rock presente em canções anteriores chega a sumir aqui, lembrando algo como um Folk. Definitivamente Patti Smith e BOC não formaram uma parceria digna ( não ao menos nessa canção), de Patti Smith e BCO. A letra da canção é um tanto macabra, que fala sobre citações de desossamento humano. ( Isso me lembra um goleiro aee chamado Bruno….HEHEHEHE)

6 – Sinful Love (A.Bouchard, Helen Robbins) 3:29 4/5

O nível volta a subir após a mediana faixa anterior. A introdução de Sinful Love conta com Joe e Dharma inspirados, respectivamente em seu baixo e sua guitarra. Os 4 segundos inicias da canção, me fazem lembrar algo que o Bon Jovi gosta de fazer em seus shows, as introduções com o teclado. Lanier se mostra mais prestativo aqui e toca uma linha de teclado presente em quase toda a canção. O refrão é algumas vezes repetido, principalmente no fim da canção, se tornando enjoativo, toda via é bom. Dharma mostra mais uma vez ser um excelente guitarrista, fazendo um solo de tirar o chapéu.

7- Tatoo Vampire (A.Bouchard, Helen Robbins) 2:41 4,5/5

Uma barulheira muito estranha inicia o 7ª tape, ainda bem que acaba rapidamente. Aqui o BCO está mais acelerado, em relação ao restante do álbum. A letra de Tatoo Vampire é meio medonha, ( citando rituais macabros e demoniacos) assim como a atmosfera instrumental da música em certos pontos. A música foi regravada por alguns grupos, e fez sucesso com algum deles, como o White Zombie. Eric Bloom está em grande performace aqui, a música não exige muito de seu timbre vocalico, mas o cantor realmente a interpreta com a alma, cantando com vontade e talento evidente!

8 – Morning Final (Joe  Bouchard) 4:30 5/5

Além de um ótimo músico, Joe também se mostra um excelente compositor, escrevendo sozinho uma das melhores canções do álbum. Seu baixo é muito evidente, chegando novamente a deixar as guitarras em segundo plano. A linha do instrumento do músico é simples, mas boa. Morning Fatal é outro clássico, com outra letra de horror e um clima menos voltado ao terror como outras músicas presentes no álbum. O refrão é o grande ápice da canção, onde os backing vocals se destacam, cantando magistralmente ao lado de Bloom. Refrão este que adentra facilmente a cabeça do ouvinte e tem um belo riff das guitarras de Dharma e Bloom! Mas nada se compara a Joe ( novamente falando dele), o cara se mostra um gênio aqui!

9 – Tenderloin (Lanier) 3:40 3/5

Tenderloin serve para mostrar a todos a qualidade instrumental da banda, uma música que pode ter uma letra associada ao consumo de drogas, e menos inspirada que as outras é ouvida aqui. A canção foge totalmente das  músicas anteriores encontradas no álbum, nem parece o BCO tocando. A sonoridade aqui muda bastante, as guitarras nos 2 minutos iniciais da canção praticamente somem, quase sempre muito baixas, o baixo de Joe fazendo a base e uma bateria calma de mais, não dão ânimo à canção, que em sua metade já enjoa! De Longe a pior de Agents of Fortune.

10 – Debbie Denise (A.Bouchard, Patti Smith) 4:23 4,5/5

E pra fechar o álbum mais uma parceria entre a banda e a cantora Patti Smith, que desta vez, para a alegria (ou não) do fãs não participa diretamente da canção. Ela apenas a escreve junto com Albert Bouchard. Desta vez a parceria funcionou como queriam ambos, a música é mais inspirada do que na tentativa anterior. O clima de terror foge completamente aqui, a melodia e a letra são mais românticas para paramêtros BCO, talvez isso por influência de Patti. A canção não é totalmente especial, mas encerra bem o grande clássico do BCO. O violão está em plena harmonia com a guitarra, a canção com “moldes de balada” tem um excessivo de gemes, gemes ( melação), mas agrada o ouvinte.

Média do Álbum: 8,5/10

 

O curioso "instrumento", sino de vaca sendo tocado no estúdio, durante a audição de "Don't fear The Reaper"

 

 

O produtor pedindo à Lanier para tocar mais alto o "Sino de Vaca"....Isso realmente aconteceu!

 

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  1. #1 por Flávia em 09/10/2010 - 10:34

    Sério, PRECISO comentar. Só eu achei o cara da capa simplesmente OS CÓRNEOS do Freddie Mercury???

  2. #2 por Marcel em 09/10/2010 - 16:31

    Excelente banda. Outro álbum clássico que você deveria resenhar é o Fire Of Unknown Origin ou o ao vivo Extraterrestrial Live.

  3. #3 por Lukather em 30/07/2012 - 1:08

    Pra mim a melhor banda americana de hard rock da historia, ponto. Rock com substancia (no bom sentido rs). Recomendo tbm fazer uma resenha do Secret Treaties de 1974 o melhor deles dos anos 70 pra mim e o Club Ninja disco muito subestimado que só pela capa e contra capa ja vale resenha : tem um ninja tacando um shuriken ! porra isso antes de lancarem o Shinobi nos flippers !

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