(1973)Thin Lizzy – Vagabonds of the Western World


Capa do álbum

Não tem como falar de Roque sem mencionar Thin Lizzy, Deep Purple ou Black Sabbath, no meu ponto de vista esses 3 são pais da nossa pátria.

É isso ae, aqui vou falar sobre um dos melhores álbuns da carreira da banda irlandesa Thin Lizzy, se bem que ainda não ouvi nenhuma coisa ruim vindo desses caras. Phil Lynott liderou a banda enquanto vivo e foi um dos poucos negros a se dar bem com roque. O cara fazia de tudo: compositor, vocalista e baixista. Vagabonds of the Western World foi o terceiro álbum deles e o ultimo que Eric Bell participou (guitarrista original da banda), na bateria estava um amigo de infância de Lynott o grande Brian Downey.

Vale a pena mencionar que o Vagabonds of the Western World foi relançado várias vezes. A versão original tinha apenas 8 faixas e em 1991 quando foi relançado em cd tinha 4 faixas extras, e em 2007 uma versão de luxo foi gravada com 2 cd’s, o primeiro com 13 faixas e o segundo com 18. Como 31 é muito pra se falar sendo algumas repetidas vou estar criticando o cd de 1991 que tem um clássico da cultura irlandesa “Whiskey in the Jar”.

Melhor música : “Vagabonds of the Western World”

Pior música : “Black Boys on the Corner”

1.”Mama Nature Said” (Phil Lynott) – 4:52   4/5

Um ótimo rock/blues, os guitarristas que nem eu não conseguem botar defeito em Thin Lizzy por que o Eric não deixa escapar nada, mas fazer o que, a musica é boa e o solo bem trabalhado já chega mostrando o que esperar da banda. O grande Lynott tem um vocal cativante demais, embora seu inglês seja enrolado, do inicio ao fim  mostra que como baixista ele é o cara, o que poderia ser melhor planejado é a bateria que fica enjoada, na minha opinião ela devia ser mais maneirada pra combinar com a guitarra que percorre a musica fazendo varias frases tipicas de mestres do blues. 
2.”The Hero and the Madman” (Lynott) – 6:08  5/5

“CARALHO”. Minha primeira impressão ao ouvir essa faixa, começamos com um baixo animado que com a voz de Kid Jensen(participação especial) vai ganhando um ar de mistério que se completa com a bateria e a guitarra cheia de wah’s. A musica muda de clima conforme a bateria ordena mostrando que meu desdém anterior pelo Downey foi desmerecido, nessa grande orgia musical é bom citar o solo do Eric que é no minimo alucinante e fantástico, embora o tempo que sobra pra ele no final seja curto não temos do que reclamar.

3.Slow Blues” (Brian Downey, Lynott) – 5:14   3/5

O nome diz tudo, é um musica mais lenta e gingada, a guitarra me lembra muito do B.B. King, ainda mais o solo. O baixo não decepciona nem o baterista, mas também não impressionam, nada fora do padrão, é sem sal. O pessoal mais “cult” vai gostar, já quem procura algo mais animado eu recomendo que passe reto por essa.

4.”The Rocker” (Eric Bell, Downey, Lynott) – 5:12     5/5

Queria animação? Mandei pular a anterior e vir pra essa aqui, sem erro você vai gostar dessa. A gingada da guitarra leva a música(chupa bola do Eric). Claro que a banda faz seu show, Lynott não precisa de apresentação em nenhuma faixa, tanto como vocalista como baixista ele mostra o por que de ser um dos poucos negros no ramo(enquanto vivo claro). Downey está mais tímido aqui, mas suas viradas e batidas nos pratos estão muito bem colocados mostrando o entrosamento existente no Thin Lizzy, observação feita durante TODO o solo de guitarra que mistura o psicodelismo com velocidade.

5.”Vagabond of the Western World” (Lynott) – 4:44   5/5

Revolucionar música é aqui mesmo. Simplesmente amo essa música, ela tem de tudo pra ser amada, começa com uma batida de batera ótima e heroica logo vem o Lynott cantando “Tubalubalubaluba luba lura lai…”. É impossível ouvir e ficar sem tentar acompanhar! E então vem uma das melhores base que eu já ouvi, que fica ofuscada pelo ainda mais cativante verso  “Blue eyes, oh baby blue, oh blue eyes…”, e então vem o tão esperado solo que é ótimo e vai ficando melhor conforme o verso se repete por cima dele, então vem o canto com o solo e com o “tubaluba…” e por fim jogam a letra por cima numa combinação aleatória que termina essa grande obra musical.

6.”Little Girl in Bloom” (Lynott) – 5:12   3/5

Um ótimo riff, batida boa, versos cativantes, mas não sai da mesma coisa, depois de um tempo enjoa. Pro pessoal sem paciência eu não aconselho, pra quem gosta de aproveitar e se acalmar até que vai bem essa faixa. Tudo isso sem citar que o solo é meio passado do ponto, num ritmo monótono, Eric fica enrolando por uns 2 minutos, uma enrolação muito boa, mas mesmo assim não deixa de ser enrolação.

7.”Gonna Creep up on You” (Bell, Lynott) – 3:27  5/5

Uma mistura de Gunther com musica de vídeo pornô e rock. Rahaha, é meio estranho de se falar mas eu vejo uma transa perfeita conforme a musica vai rodando, o baixo sedutor do inicio já vem explicando o que eu quero dizer, a guitarra e o Lynott sussurrando “Gonna Creep up on You” conseguem seduzir geral. Dando continuidade aqui, tem um solo de bateria bem curto que mostra a versatilidade do Downey ao executar excelente levadas e solos ainda melhores sem perder o estilo.

8.”A Song for While I’m Away” (Lynott) – 5:10  4/5

Estava faltando uma baladinha!!!!!!! Aqui temos uma faixa destinada ao romance, um lindo e doce romance se fosse tão simples quanto essa musica ilustra, o mundo seria um lugar melhor. O instrumental bem simples não deixa nada pra trás, no ritmo certo todos se apresentam num ar mais melancólico, essa era a faixa final do LP original que fechava o clássico perfeitamente.

9.”Whiskey in the Jar” (Tradicional irlandesa. Arranjos: Bell, Downey, Lynott)– 5:44   5/5

Daqui pra baixo são as faixas que foram incluídas no cd. Começamos por “Whiskey In The Jar”, um conto folclórico irlandês que fala sobre um salteador que é traído por sua esposa (ou amante), a música vem sendo gravada desde 1950, mas só fez sucesso com The Dubliners, Thin Lizzy e Metallica.

Chega de história. Voltando pra música, o arranjo feito é ótimo, diria até perfeito. A parte da guitarra leva parte da tradição folk da Irlanda, embora esteja um pouco mais lentinha que as versões anteriores, a banda não deixa a animação cair e o Lynott da um show à parte no vocal, sem mencionar o Downey que mais do que nunca mostra que manter a batida é com ele. Como eu sou suspeito pra falar dessa faixa em particular, me mantive mais discreto, então pra quem realmente quer entender melhor eu aconselho a ir ouví-la várias e várias vezes que nem eu faço.

10.”Black Boys on the Corner” (Lynott) – 3:21  2/5

É, não tenho muito o que falar sobre essa faixa. Não é ruim nem boa, a letra fica enjoada junto com o ritmo, embora a linha de baixo seja animada, dificilmente muda assim como a guitarra, nem mesmo o solo consegue mudar muita coisa nesse caso.

11.”Randolph’s Tango” (Lynott) – 3:49  4/5

Um swing gostoso começa essa faixa e vai levando a musica até o fim, não é uma grande obra, mas é uma musica prazerosa de se ouvir. Essa faixa mostra que a banda consegue tocar de tudo sem perder a excelência. O solo típico de tango mesmo é o ponto alto caracterizando todo o “calor” do ritmo, embora também me lembre um pouco de flamenco.

12.”Broken Dreams” (Bell, Lynott) – 4:26  5/5

Uma faixa bem diferente do trabalho costumeiro, chega a lembrar as musicas mais paradas do The Doors, o solo é executado com perfeição e se mantém num estilo de blues gostoso, o baixo e a bateria não me impressionam muito aqui, mas a faixa mostra muita coisa boa que vai acontecendo de fundo, prestar atenção em todos ao mesmo tempo é complicado, então faça que nem eu, deixa repetindo e a cada vez vai prestando atenção em um até conseguir ouvir todos e vai entender melhor o que acontece nessa faixa.

Média do álbum: 8/10.

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  1. #1 por theccstone em 31/01/2014 - 20:50

    Puta som, para mim há dois melhores álbuns dos caras: esse descrito no post e Jailbreak.

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