(1992) Ramones – Mondo Bizarro


“Definitivamente Eu Não Gosto Desse Álbum” – Johnny Ramone

Em 1992 os Ramones lançavam seu 12ª álbum de estúdio, e nele conseguiam um fato quase que inédito: Obter crédito e elogio da crítica! Não que isso importasse para a banda, pois os álbuns anteriores eram fracassos de mídia e a crítica caia em cima de uma forma negativa! (Excessão do último lançamento da banda Brain Drain) Chegando a alcançar o TOP 200 da Billboard, Mondo Bizarro é um clássico, amado por uns, e odiado por outros ( entre eles está o próprio guitarrista da banda, que no documentário Ramones Raw, que aliás eu recomendo, fala que não gosta do álbum), talvez por ter músicas que beiram os 4 minutos e também por serem mais “complexas” de acordo com a ideologia da banda, de fazer músicas rápidas de riffs simples. C.J.Ramone faz sua estréia aqui como membro da banda, trazendo toda sua energia e juventude. É dificíl substituir Dee Dee Ramone que mesmo não tocando aqui, ajudou a banda a compor algumas músicas!….GO GO RAMONES!

Melhor Música: Strength to Endure

Pior Música: Main Man

1 – Censorshit (Joey) (3:13) 5/5

A primeira canção do álbum é de autoria plena do vocalista Joey Ramone, essa música antes de lançada em Mondo Bizarro foi muitas vezes utilizada pelo vocalista em seus shows da carreira solo, então por isso não foi surpresa a audição dela por partes dos fãs da banda e do cantor. A letra é muito inspirada, critíca a censura americana instaurada pelo PMRC ( Clique aqui para saber mais sobre o movimento), destaco esse verso da canção:

Ask Ozzy and Zappa or Me We ‘ll Show You What it’s Like to be Free

Pergunte para o Ozzy e o Zappa ou para mim, Nós lhe mostraremos o que é ser livre!

Falando da música em si, o riff acelerado de Johnny na guitarra deixa a marca da banda na primeira faixa, que com a letra séria foge um pouco dos padrões dos Ramones. A música de 3 minutos é acelerada e com o refrão que não exige muito da voz de Joey se torna uma bela abertura e destaque! Joey se mostra um belíssimo compositor aqui!

2 – The Job that Ate My Brain (Marky, Skinny Bones) (2:17) 5/5

A letra aqui volta a ser típica de Ramones, despretenciosa e pouco trabalhada. Na segunda faixa pode-se perceber, mesmo que timidamente o baixo do recém chegado à banda C.J.Ramone, nada de mais, apenas um riff simples pro novato, que também ficou com o posto de backing vocal de Dee Dee! O 2ª tape não é totalmente acelerado e feroz como clássicos antigos da banda, o refrão é bom e a música no todo é toda muito simples! Aqui fica claro como se pode fazer música boa sem ser um ótimo músico!

3 – Poison Heart (Dee Dee Ramone, Daniel Rey) (4:04) 5/5

Dee Dee já não toca mais com os Ramones, entretando sua contribuição aqui como compositor é muito digna. Poison Heart tem uma levada que Joey adorava, tem seu estilo, mesmo não sendo escrita por ele. Melosa e cadenciada aqui está um grande clássico da banda! Johnny arrisca um mini-solo simples no meio da canção, sem muita técnica, chega a agradar. Marky está impecável atrás de sua bateria, muito técnico o música mostra ser o mais qualificado do quarteto! O refrão é certamente o mais inesquecível do álbum, típico daqueles que mesmo após o término CD o ouvinte se surpreende cantando. Muitos fãs da banda, detestam Mondo Bizarro por ser exatamente isso, um álbum com algumas músicas mais cadenciadas e trabalhadas, chegando a ser melosas. A banda nessa época perdeu muitos fãs, mas adquiriu muitos outros também.

4 – Anxiety (Marky, Skiny Bones) (2:04) 5/5

A velocidade elevadissima da bateria de Marky, que mais uma vez mostra toda sua técnica como baterista, pode ser notado no 4ª tape. A música deve dar um belo bate -cabeça nas apresentações da banda. Quando se escuta Anxiety é ímpossivel não ficar batendo o pé. Canção mais curta do álbum e certamente a mais acelerada também… Vale o aviso: Se você estiver drogado, bebado ou se você é louco, não escute essa música, possivelmente você quebrará tudo que está a sua volta!

5 – Strength to Endure ( Dee Dee) (2:59) 5/5

A melhor faixa do álbum pra mim entra facilmente no TOP de melhores músicas da banda! Cantada inteiramente por C.J, que aliás não decepciona  nos vocais, tem um refrão grudento, que te faz cantar junto com o baixista! Strenght to Endure mostra o quanto a banda ainda necessitava de Dee Dee, a canção foi escrita por ele e obteve grande sucesso com o público. Johnny mais uma vez faz o que sabe, toca um riff simples, desta vez mais cadenciado do que de costume. Certamente aqui é o melhor trabalho que C.J fez para a banda, curiosamente em seu melhor trabalho não é reconhecido por tocar seu instrumento ( embora seja um belissimo baixista), mas sim por cantar nessa canção.

6 – It’s Gonna be Alright (Joey , Andy Shernoff) (3:20) 5/5

Joey volta em grande estilo ao posto de vocalista, cantando uma das melhores canções do álbum.  Seus primeiros versos continuam sendo mais do mesmo, riffs de baixo e guitarras aceleradas, bateria ditando um ritmo veloz. O grande destaque e o “que” de especial da canção é o refrão que conta com uma ótima performace de Marky na bateria, dando uma virada nela enquanto Joey canta o inicio do refrão. A mudança de riff  na  guitarra de Johnny também é interessante, mostrando ser uma canção que foi trabalhada pela banda, não sendo somente mais uma canção! Belo destaque!

7 – Take it as it Comes(Jim Morrison, John Desmore, Robby Krieger, Ray Manzarek) (2:07) 5/5

Cover do Doors escolhido por Johnny, para ser a 7ª faixa do álbum. É de prache da banda colocar ao menos uma música cover em seus álbuns. A escolha desta vez foi muito certeira. O músico contratado Joe McGinty toca muito bem os teclados a ele destinados, o solo de teclado é rápido, fazendo com que a música não perca a identidade Punk. Como é de se imaginar a canção ganhou mais energia sendo tocada pela banda, Joey em uma ótima apresentação. O músico contratado diversas vezes chegou a tocar junto com a banda essa música em alguns shows.

8 – Main Man (Dee Dee, Daniel Rey) (3:29) 3,5/5

Mais uma vez C.J se aventura nos vocais, em outra música escrita por Dee Dee. Os backing vocals cantados por Marky o auxiliam desta vez. A música não é muito inspirada, o riff de Johnny na guitarra não dando chances para se ouvir o timido baixo de C.J, que mais se destaca no álbum como sendo vocalista e não baixista! A música não acrescenta muita coisa ao álbum. Não se sabe ao certo o que  a banda queria que fosse essa música, pois ela nem é acelerada o suficiente pra ser um Punk de primeira e fazer multidões pularem e ficarem loucos em enormes bates cabeças, e também nem é uma canção com boa melodia e cadenciada para ser um belo Rock. Num é uma coisa nem outra! De Longe a faixa menos inspirada do álbum!

9 – Tomorrow She Goes Away (Joey, Daniel Rey)(2:41) 4/5

Outra música mais “trabalhada” do álbum, que foge um pouco da barulheira e velocidade exorbitante ( mesmo sendo rápida), nada de especial aqui, riffs rápidos e simples e bateria acelerada fazem parte do 9º tape. Mondo Bizarro é definitivamente um álbum que mostra o ápice da carreira de Joey, ele está muito inspirado como compositor assinando 6 canções para o álbum, e continua cantando da mesma forma como no ínicio da carreira. O destaque vai para o refrão, que mesmo tendo um riff forte e pesado de Johnny é cantado com mais “calma” por Joey, como durante toda a canção.

10 – I Won’t Let it Happen (Marky, Skinny Bones) (2:22) 4/5

Algo que foge muito do som da banda pode ser ouvido na 10º faixa. I Won’t Let it Happen é uma ótima música, nela pode se perceber uma linha simples do baixo de C.J, bem tocada! O violão é usado durante toda música, dando um clima acústico para ela. Muitas pessoas devem ter detestado isso aqui, mas na minha humilde opinião é uma boa música! Vale ressaltar o refrão grudento, cantado lentamente por Joey, como todos os versos da canção!

11 – Cabbies on Crack (Joey) (3:01) 4/5

Um riff sujo e pesado da guitarra de Johnny, da a introdução desta faixa. Aliás aqui está um dos melhores riffs do álbum na minha opinião, simples, porém interessante, por ser igual durante quase toda a música se torna grudento! Mais uma demonstração de que para se fazer música boa não é necessário ser técnico…Quem era técnico nos Ramones?…No máximo somente o Marky. Vale ressaltar que quem faz o solo da canção, que se repete durante quase todo o refrão não é o Johnny e sim um músico contratado.

12 – Heidi is a Headcase (Joey) (2:57) 4/5

Outra composição de Joey, que longe das drogas e do álcool contribuia muito para a banda, como pode-se ver nesse álbum. Heide is a Headcase tem como destaque a mudança de riffs da guitarra de Johnny, o momento mais memorável da canção, que tem um refrão muitas vezes cantado e um dos riffs de guitarra mais acelerados, além de ter uma bateria tocada por Marky muito veloz e bem tocada!

13 – Touring (Joey)(2:51) 5/5

Canção que ganhou um videoclipe no final do ano de lançamento de  Mondo Bizarro, como a maioria dos clipes da banda, muito pouco insipirado. Outra pérola de Joey que fecha de um bom modo esse 12ª álbum da banda! Não é barulheira e nem agitação do começo ao fim, muito ao contrário disso. Touring tem a participação até em seus versos comuns dos backing vocals cantados por C.J. O refrão, por ser o último do álbum, gruda dentro da cabeça do ouvinte e quando o CD se encerrar vai ficar na lembrança. Destaque para Joey, que está em uma de suas melhores apresentações aqui!

Média do Álbum: 9/10

Formação de Mondo Bizarro, com Joey, Marky, JC.J e Johnny

GÊNIOS SÃO AQUELES QUE MESMO NÃO SABENDO TOCAR,

FAZEM CLÁSSICOS”


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