(1989) Mötley Crüe – Dr. Feelgood


Capa do álbum

Os caras do Mötley Crüe sempre foram bons em arrumar briga, não importa onde, nem como, alguma confusão sempre parece acontecer em volta deles, e nesses últimos dias não foi diferente, o vocalista Vince Neil está para lançar um livro (“Tattoos & Tequila – To Hell and Back With Rock’s Mots Notorious Frontman”, ainda sem tradução para o português) onde o vocalista com cabelo platinado chega a ofender seu colega de banda Nikki Sixx, afirmando que ele é um idiota e muitas outras coisas, destacando-se o episódio com Sharon Osbourne, sendo que nas últimas semanas os dois andaram trocando ofensas e acusações pela mídia. Acusações e histórias verídicas a parte o livro que saiu lá fora no último dia 23 de setembro deve ser uma leitura e tanto, e fica aqui a recomendação caso você queira se aprofundar mais na história da banda e todas as suas “tretas” nesses longos anos, o livro “The Dirt” (Sem tradução, escrito pelos quatro integrantes da banda), “Tommyland” (Sem tradução, biografia de Tommy Lee, baterista da banda) e “Heroin Diaries” (traduzido para o português como “Heroína e Rock N` Roll: Diário de um ano devastador na vida de uma estrela do Rock”, que conta a biografia do baixista Nikki Sixx), esses livros são realmente muito bons e valem a leitura! E aproveitando o gancho das polêmicas recentes do livro da loira (Vince Neil, não a Xuxa), venho apresentar-lhes a resenha deste magnífico álbum, que é o Dr. Feelgood. Desde seu álbum de estréia (Too Fast For Love, em 1981) a banda sempre inovou seu som de algum jeito, mas Dr Feelgood tinha um “quê” a mais. Durante a turnê de seu álbum antecessor, o “Girls,Girls,Girls” de 1987, o baixista Nikki Sixx sofreu uma overdose de heroína e chegou a ser declarado morto por alguns minutos, e devido a uma injeção de adrenalina no coração, Sixx “ressucitou”, e então a banda decidiu se trancafiar em uma clínica de reabilitação durante um ano inteiro. O resultado não podia ser outro, sóbrios, concentrados e utilizando de todo seu talento para fazer música e não merda por aí, os quatro conseguiram compor aquele que eu considero a obra-prima do hard rock, mas ainda faltava algo…Então o produtor Bob Rock, um dos melhores do mundo, foi chamado para produzir o álbum, e o que já era bom, ficou ainda melhor! Dr. Feelgood foi sucesso de crítica e público, atingindo a primeira posição da Billboard por algum tempo, e é até hoje uma inspiração para muitos artistas novos e consagrados, recentemente o álbum, que completou 20 anos foi tocado na íntegra em uma apresentação especial da banda nos EUA, então, sem mais delongas, eis aqui uma resenha do que talvez seja o melhor álbum de hard rock de todos os tempos.

Melhor música: Citaria todas, se fosse possível, hahaha.
Kickstart My Heart

Pior Música: Não há.

1.”T.N.T. (Terror ‘N Tinseltown)”  (Sixx)     0:42 S/N
Uma introdução com barulhos da cidade dá início ao álbum.

2.”Dr. Feelgood”   (Mick Mars, Sixx)     4:50 5/5
E aqui o álbum começa de verdade, com uma introdução memorável nas guitarras, a faixa título começa com energia e peso, empolgando totalmente o ouvinte. Seus versos contam a história de Jimmy, um traficante local que conta como são feitos os “pacotes”, e a ajuda de policiais corruptos no tráfico. Nos versos da música Nikki Sixx faz uma alusão sobre o alívio que as drogas podem Parecer causar:
“Let him soothe your soul, just take his hand/Some people call him and evil man/Let him introduce himself real good/ He’s the only one they call DR. Feelgood” (Deixe ele aliviar sua alma, apenas pegue sua mão/Algumas pessoas o chamarão de homem do mau/Deixe-o se apresentar melhor/Ele é o único que eles chamam de Feelgood) Daí o termo, Feelgood (Sinta-se bem, ao pé da letra). Foi lançado como primeiro single do álbum e atingiu a 6º posição das paradas americanas, também concorreu como melhor performance de hard rock, mas acabou perdendo para o Living Colour. Dr. Feelgood é uma obra-prima do hard rock e provavelmente a música mais lembrada da banda, destaque para os vocais rápidos de vince neil, o refrão poderoso e grudento, e o magnífico solo de Mick Mars, que fica muito mais enérgico ao vivo.

3.”Slice of Your Pie”  (Sixx, Mars)     4:32 5/5
Um início acústico como se fosse um blues no violão dá início a próxima faixa, e logo em sua introdução já nota-se berros de Steven Tyler, vocalista do Aerosmith, que foi convidado a fazer os backing vocals da música, e logo o peso da música entra e os vocais de Vince Neil, agora cantados com mais técnica, realmente impressiona o ouvinte tamanha a evolução desde o último álbum, o “Girls,Girls,Girls” de 1987, o refrão é grudento, porém um pouco enjoado, assim como o restante da música e faz com que ela se destaque menos perante as obras-de-arte contidas no decorrer do álbum. A letra tem um forte teor sexual, como podemos observar no refrão, “Got something sticky sweet for you/Order me up another slice of you (Tenho um palito doce para você, eu quero outro pedaço de você)”, e com letras como essa, a banda foi vítima de alguns ataques de grupos moralistas pelos EUA. (Veja a história de faixas banidas dos rádios pelo PMRC, e toda a polêmica criada, aqui), uma outra curiosidade é que o riff principal da música é o mesmo de uma música dos Beatles, “I Want You(She’s so Heavy)”.

4.”Rattlesnake Shake”  (Mars, Sixx, Vince Neil, Tommy Lee) 3:40 5/5
Primeira composição do álbum em que a banda toda se reune, Rattlesnake Shake traz um clima de felicidade ao álbum, um riff simples que entra na sua cabeça e fica o dia inteiro, juntamente com o refrão, que peca um pouco por ser repetido diversas vezes,mas nada que chega a atrapalhar, apesar de ter o mesmo nome, a música não tem nada a ver com a mesma lançada pelo Skid Row no mesmo ano, uma curiosidade aqui é que o produtor Bob Rock (aquele, do Black album do Metallica) também fez parte da equipe de backin-vocals, e ajudou nesta música, após o solo também podemos perceber um pianinho a lá velho oeste, tocado por John Webster, a música é contagiante!

5.”Kickstart My Heart”  (Sixx)     4:48 5/5
E aqui Nikki Sixx nos presenteia com um hino do Hard Rock, não há como descrever essa música, um dos maiores sucessos do Mötley Crüe, usada para abertura ou encerramento dos shows da banda até hoje, tem uma emblemática e inconfundível introdução na guitarra com o uso de floyd rose, a música realmente acelera seu coração, o significado de “Kickstart My Heart” foi devido a injeção de adrenalina no coração de Nikki Sixx citada no início do post, quando o baixista chegou a ser declarado morto por alguns minutos. Como Dr. Feelgood também concorreu ao grammy de melhor performance de Hard Rock, mas acabou perdendo para o Living Colour, teve e tem grande destaque na mídia até hoje, com aparições em diversos filmes e seriados famosos, além de ser uma das melhores músicas do Mötley de todos os tempos!

6.”Without You”       (Sixx, Mars)     4:29 5/5
Então temos a primeira balada do álbum, apesar de ser uma balada, ainda apresenta o peso mostrado pela banda, e também nos apresenta um Mötley totalmente diferente, com uma letra romântica e apaixonada, práticamente o contrário dos bad-boys que gostam de brigas e álcool em excesso, o que mostra que até mesmo as pessoas mais non-sense tem sentimentos, durante alguns shows da turnê do “Carnival Of Sins” foi tocada apenas um pedaço da música, mas é uma balada e tanto!

7.”Same Ol’ Situation (S.O.S.)”   (Lee, Sixx, Neil, Mars) 4:12 5/5
A seguir temos uma faixa em que Vince Neil ajuda no instrumental, tocando a base da guitarra, deixando Mick Mars com maior liberdade para solar e consequentemente deixando as músicas mais pesadas, fato que ocorreu em todas as faixas do álbum que viria após o Dr. Feelgood, com John Corabi nos vocais e também tocando guitarra em todas as faixas. A música aqui tem um forte apelo comercial e é um dos hinos lançados pelo Mötley Crüe, seu refrão tem a famosa parada de instrumentos, com apenas a bateria ao fundo, foi feita para ser tocada em estádios lotados e ecoar por quarteirões, uma obra prima deste álbum.

8.”Sticky Sweet”   (Mars, Sixx)     3:52 5/5
O riff segue o mesmo estilo de Rattlesnake Shake, e aliás a música até parece uma continuação dessa, não é tão brilhante como o restante do álbum, porém é muito acima do nível de diversas músicas de outras bandas do Hard rock.

9.”She Goes Down”       (Mars, Sixx)     4:37 5/5
Provávelmente a música de maior peso do álbum, uma risada feminina safada abre a música e logo que as primeiras palavras pronunciadas por Vince Neil podem ser ouvidas, já sabemos o que vem por aí, uma letra sacana com conotações sexuais junto com um instrumental impecável, a música gruda na cabeça e não sai mais, apesar do refrão ser repetitivo, é extremamente agradável de se ouvir, e ouvir de novo, e Mick Mars arregaçando tudo em passagens melódicas e marcantes!

10.”Don’t Go Away Mad (Just Go Away)”   (Sixx, Mars) 4:40 5/5
Tem a essência de uma balada mas não pode ser encaixada como uma, uma introdução extremamente melódica, onde Vince Neil assume a Guitarra Base, dando mais liberdade para Mick Mars executar seus solos, sem interferências na música, assim como em Same Ol Situation, a banda mostra que também sabe compor com maestria e sem aplicar muitos clichês, tem uma ótima letra e Vince Neil está impecável no estúdio, pena que atualmente o refrão que é “That’s Allright, That’s Okay” o vocalista consiga apenas cantar “Allriiiight, okaaay” desafinando um pouco, mas a sua energia cresceu e muito, uma performance ao do Mötley Crüe é a única que pode passar a euforia de uma do Kiss, como dizem os mais entendidos do assunto, a letra faz uma pequena referência a um outro hino da banda  “too young to fall in love” do Shout At The Devil de 1983, ótimo solo e é uma música pra se ouvir na estrada!

11.”Time for Change”       (Sixx, Donna McDaniel)     4:45 5/5
Uma música não muito lembrada da banda, mas que por mim entraria fácilmente em uma lista de melhores composições do quarteto, é uma balada que se inicia com um teclado e que faz uma reflexão sobre a vida, outra letra atípica do Mötley Crüe, destaque para o refrão que é melódicamente quase perfeito, destaque também para Bob Rock, que além de produzir tocou baixo nessa música, mostrando o porque era um dos melhores produtores de disco da época e continua sendo.

Média do álbum: 10/10.

Os Bad-Boys Número 1 da música, o Mötley Crüe

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  1. #1 por Isabella Brendler em 29/09/2010 - 15:13

    Babou ovo legal hein (y)
    Não que o álbum não seja foda…ele é. Mas achei muito parcial. hehe
    Mesmo assim, 5 stars.
    Beijo, eu te amo❤

    • #2 por darkmephisto em 30/09/2010 - 0:01

      Motley mais parcial que eu falando de angra

      Beijo, eu te amo❤ [2] <- pro motley

  2. #3 por Hellion em 30/09/2010 - 10:07

    Motley honrando a parcialidade, marca registrada do blog!

    Na minha humilde opinião, Mötley Crüe nunca fez e nunca vai fazer nada melhor do que esse album.

    Beijo, eu te amo❤ [3] <- pro motley [2]

  1. (1997) Mötley Crüe – Generation Swine « Roque Veloz /,,/

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