(1983) Ozzy Osbourne – Bark At The Moon


Após a morte de Randy Rhoads, em 1982, Ozzy Osbourne testou vários guitarristas, sem ter encontrado o substituto ideal para o lendário Rhoads. Foram testados guitarristas como Bernie Tormé, Brad Gillis e vários outros, porém sem sucesso. Até que aparece um tal de Jake E. Lee, que havia feito alguns ensaios com a banda de Ronnie James Dio por algumas semanas. O novato tinha um estilo diferente de Rhoads, porém era técnico, criativo e se saía bem tocando as músicas antigas. Da união de Ozzy com seu novo “fiel escudeiro” saiu Bark At The Moon, com uma sonoridade mais moderna para a época, chegando a fazer alguns críticos torcerem o nariz para o álbum. O fato é que Jake E. Lee é um dos guitarristas mais subestimados da história, e a banda como um todo estava em ótima forma, fazendo com que hajam belas pérolas esquecidas nesse que infelizmente é um “álbum de uma música só”. Todas as faixas do álbum são creditadas apenas à Ozzy, porém existe uma briga judicial com o baixista Bob Daisley e o guitarrista Jake E. Lee, que afirmam terem participado ativamente das composições. Esse foi o começo da época mais “porra louca” da vida do Madman, que em turnê com os “bad boys” do Mötley Crüe, assustaram o mundo com histórias de bebedeiras colossais, montanhas de cocaína e muita, mas muita farra no backstage. Eis a oportunidade de conhecer uma das melhores épocas da carreira dessa lenda chamada Ozzy Osbourne.

Melhor música: Centre Of Eternity

Pior música: So Tired

1 – Bark At The Moon (4:17) 5/5

A faixa título já abre o álbum com sua poderosa introdução, facilmente reconhecível. Considero essa a melhor performance vocal de Ozzy em estúdio, apesar do excesso de reverb durante todo o disco. O guitarrista Jake E. Lee faz um ótimo trabalho, demonstrando habilidade com o instrumento. É provavelmente a música mais famosa da carreira solo do Madman, estando presente em vários jogos de vídeo game e sendo tocada até hoje. Vale destacar também que o sucessor de Jake E. Lee na banda, Zakk Wylde, tocava essa música de uma forma bem peculiar, com muitos harmônicos no meio do riff, e tocando abaixo da afinação original, o que na minha opinião, descaracterizava totalmente a música. Portanto, se quiser ouvir uma boa versão de “Bark At The Moon” ao vivo, procure por algum bootleg com Jake E. Lee na banda.

2 – You’re No Different (5:49) 5/5

Inicia-se a primeira balada do álbum, com uma bela linha de teclado executada por Don Airey e um baixo bem marcante e melancólico. Merecem destaque também a interpretação de Ozzy, em um dos seus melhores momentos como vocalista, e o solo cheio de feeling de Jake E. Lee, mostrando não ser só mais um “fritador”. A letra fala sobre as acusações de adoração ao demônio que Ozzy recebeu durante a vida inteira, dando uma resposta aos acusadores, “You’re no different, no different to me” ( “Vocês não são diferentes, não são diferentes para mim”).

3 – Now You See It (Now You Don’t) (5:10) 4/5

Tem um riff bem no estilo de Lee, e um refrão muito bom com uma pegada mais forte da bateria de Tommy Aldridge. Aqui nota-se o entrosamento da guitarra de Jake E. Lee com os teclados de Don Airey, que têm um papel importante no clima e na atmosfera das canções. A faixa peca pela duração que podia ser um pouco menor, tornando o refrão e principalmente o riff menos saturados.

4 – Rock ‘n’ Roll Rebel (5:23) 5/5

A quarta faixa tem uma pegada bem hard rocker, com seu riff cortante e refrão contagiante. Toda essa festa cai em um solo épico de Jake E. Lee, um dos melhor do álbum. Na letra, mais uma vez Ozzy alfineta seus críticos, principalmente nos refrões.

“I’m just a rock n’ roll rebel
I’ll tell you no lies
They say I worship the devil
They must be stupid or blind
I’m just a rock n’ roll rebel”

No mais, ótima faixa, meio esquecida infelizmente.

5 – Centre Of Eternity (5:15) 5/5

A introdução lembra a clássica “Mr. Crowley” do primeiro álbum do Madman, porém com sinos e o que parece ser um coral de igreja. Logo o sombrio teclado cai em um poderoso e rápido riff. Não sou muito fã de teclados em geral, mas o que Don Airey faz aqui é no mínimo digno de aplausos. Um pré-solo com os acordes de teclado bem evidentes, e mais um solo cheio de técnica e feeling por parte de Lee. Ao final o riff é acompanhado pelo teclado, dando um peso extra, e um som indescritível, além da harmonia e da atmosfera que foram impressos por Airey durante toda a faixa, com destaque ao melódico refrão cantado pelo aqui impecável Ozzy. Foi tocada na turnê do álbum, o que é um fato curioso, pois ao vivo, representava uma pequena passagem teatral no show, com pessoas vestidas com capas pretas e velas adentrando o palco. Pra esse fã incondicional de caras como Kiss, Alice Cooper e W.A.S.P., que sempre deram bastante ênfase ao lado teatral da apresentação, esse foi um grande momento da carreira de Ozzy, que poderia ter sido mais explorado, já que naquela época o vocalista tinha toda uma “aura” obscura criada pelas lendas de adoração ao demônio e coisas do tipo. Esse status “sombrio” e que inspirava respeito foi totalmente apagado a partir do começo dos anos 90, quando Ozzy começou a “pegar mais leve” no álcool e nas drogas, dando bastante destaque à sua família na mídia (Como no maldito reality show, responsável pela desmoralização de Ozzy em todo o mundo) e chegando até a anunciar sua “aposentadoria” que durou 1 ano. No mais, essa faixa simboliza um caminho que na opinião de muitos fãs, Ozzy poderia ter seguido, e é sem dúvida um dos momentos altos desse fantástico álbum.

6 – So Tired (4:00) 3/5

A segunda balada do disco é bem ao estilo Ozzy, com uma bela linha vocal e ótimas passagens orquestradas. Durante as gravações do vídeo desta faixa, em uma cena em que um espelho estoura, Ozzy sofreu ferimentos no rosto e pescoço. Boa faixa, porém não no nível do álbum.

7 – Slow Down (4:21) 4/5

Uma das mais pesadas do álbum, graças ao baixo e à guitarra, bem “colados”. O vocal de Ozzy soa bem potente aqui, e mais uma vez o grande destaque são os teclados de Don Airey, que faz um ótimo trabalho no álbum todo. No Reino Unido, a faixa foi lançada como um “B Side” e em seu lugar no álbum entrou “Spiders”. Falaremos dela mais adiante.

8 –  Waiting For Darkness (5:14) 5/5

Por que existe tanta obra de arte esquecida pelos próprios artistas que as fizeram? É isso que eu me pergunto quando ouço essa faixa. Começa com um baixo sombrio que se torna complexo e quase “poético” durante a música, e entram eles: os teclados! Que junto com o já citado baixo dão um clima completamente soturno à música, aliados à passagens orquestradas com violinos. Coisa de encher os olhos de lágrimas mesmo. Ozzy canta com emoção, e sua voz, na época perfeita é a “cereja do bolo” nessa obra de arte. Com os violinos e o baixo fazendo a base (sim, base de violinos!) Jake E. Lee pinta sua parte da obra, com maestria. “Waiting For Darkness” é sombria e bela ao mesmo tempo, surreal mesmo. Uma das melhores do álbum e da carreira desse velho doido que só tocou com caras fodas a vida toda.

9 – Spiders (Bônus) (4:31) 5/5

Esta é a primeira das faixas bônus que foram incluídas nas versões remaster dos álbuns em 1995 e 2002. É o momento do baixista Bob Daisley, totalmenta baseada na linha de baixo, complexa e intrigante, como a música em si. A guitarra e o teclado só são ouvidos nos refrões e no solo de Jake E. Lee, agressivo e com um bom feeling. A letra também merece destaque e ajuda a dar o ar sombrio da faixa. Contraindicada para aracnofóbicos.

10 – One Up The “B” Side (Bônus) (3:25) 4/5

A segunda faixa bônus foi lançada como “B Side” (sério Hellion? ¬¬’) do single de “Bark At The Moon”, e fecha o álbum em um clima bem hard rock, sendo quase uma prévia do que seria o próximo álbum de Ozzy, o injustiçado e colorido The Ultimate Sin (1986). O riff dá bastante ênfase ao teclado de Airey, e Jake E. Lee é novamente impecável. A faixa tem o perfil de “B side” mesmo, e fecha bem o álbum, porém sem nada extraordinário.

Média do álbum: 9/10

Ozzy Osbourne e Mötley Crüe – Responsáveis por uma das melhores e mais insanas turnês da história!

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  1. #1 por Rico em 26/12/2010 - 2:01

    Eu num sei porque eu ainda leio. Como pode… SO TIRED é a melhor música do DISCO se não uma das mais lindas da carreiro do Madman. Infelizmente nesse momento eu to bebado, e prefiro não continuar…

  2. #2 por thiago correa em 20/01/2011 - 3:07

    MESTRES…DEUSES…LOUCOS E LUNÁTICOS ALÚCINADOS POR TODO TIPO DE DROGAS INJETÁVEIS E CHEIRADAS…SIM ESSES SIM SÃOS OS MAIS FODAS QUE JA EXISTIRAM FA FACE DA TERRA…TOMMY LEE..O BATERISTA MAIS LUNÁTICO E PÍRADO DO METAL…SIXX MORREU VARIAS VEZES ..VINCE ATÉ MATOU UM JÁ(SEM QUERER,MAS MATOU)..MARS CADEIREIRO DAS ANTIGAS ATÉ FAZER BALAS O HOME FAZ…PO OZZY FALAR O QUE DO PAPAI OZZY..INVENTOR DE TUDO QUE É INSANO E O MAIS FODA DE TODOS OS VOCALISTAS EE HEAVY COM SUAS MÚSICAS MARAVILHOSAS…SÓ PODIA MESMO TER FEITO TURNE JUNTOS COM SUAS DISCÍPULOS DO METAL..ISSO SIM ERA MÚSICA DE VERDADE FEITA DE ALMA CORAÇAO E MUITA MAS MUITA CRIATIVIDADE..COISA QUE NAO EXISTE MAIS..BONS TEMPOS DE VERDADEIROS ARTISTAS DE TALENTO E CRIATIVIDADE…LONGA VIDA AO VERDADEIRO ROCK N ROLL..MORTE AOS MODERNINHOS SEM NOÇAO DO QUE É ALGO VERDADEIRO E PURO!!

  3. #3 por clovis em 02/03/2011 - 1:45

    Cadê informações desta turnê sobre Carmine Appice, bootleg de demos do álbum, o show de Dortmund em 83 e Rock in Rio? Veja no youtube, por favor.

  4. #4 por look here em 26/06/2013 - 15:00

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  5. #5 por Evandro em 07/04/2015 - 12:11

    Amo esse álbum, perfeito. Outro injustiçado é o Ozzmozis.

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