Arquivo de 28 setembro, 2010

(1989) Mötley Crüe – Dr. Feelgood

Capa do álbum

Os caras do Mötley Crüe sempre foram bons em arrumar briga, não importa onde, nem como, alguma confusão sempre parece acontecer em volta deles, e nesses últimos dias não foi diferente, o vocalista Vince Neil está para lançar um livro (“Tattoos & Tequila – To Hell and Back With Rock’s Mots Notorious Frontman”, ainda sem tradução para o português) onde o vocalista com cabelo platinado chega a ofender seu colega de banda Nikki Sixx, afirmando que ele é um idiota e muitas outras coisas, destacando-se o episódio com Sharon Osbourne, sendo que nas últimas semanas os dois andaram trocando ofensas e acusações pela mídia. Acusações e histórias verídicas a parte o livro que saiu lá fora no último dia 23 de setembro deve ser uma leitura e tanto, e fica aqui a recomendação caso você queira se aprofundar mais na história da banda e todas as suas “tretas” nesses longos anos, o livro “The Dirt” (Sem tradução, escrito pelos quatro integrantes da banda), “Tommyland” (Sem tradução, biografia de Tommy Lee, baterista da banda) e “Heroin Diaries” (traduzido para o português como “Heroína e Rock N` Roll: Diário de um ano devastador na vida de uma estrela do Rock”, que conta a biografia do baixista Nikki Sixx), esses livros são realmente muito bons e valem a leitura! E aproveitando o gancho das polêmicas recentes do livro da loira (Vince Neil, não a Xuxa), venho apresentar-lhes a resenha deste magnífico álbum, que é o Dr. Feelgood. Desde seu álbum de estréia (Too Fast For Love, em 1981) a banda sempre inovou seu som de algum jeito, mas Dr Feelgood tinha um “quê” a mais. Durante a turnê de seu álbum antecessor, o “Girls,Girls,Girls” de 1987, o baixista Nikki Sixx sofreu uma overdose de heroína e chegou a ser declarado morto por alguns minutos, e devido a uma injeção de adrenalina no coração, Sixx “ressucitou”, e então a banda decidiu se trancafiar em uma clínica de reabilitação durante um ano inteiro. O resultado não podia ser outro, sóbrios, concentrados e utilizando de todo seu talento para fazer música e não merda por aí, os quatro conseguiram compor aquele que eu considero a obra-prima do hard rock, mas ainda faltava algo…Então o produtor Bob Rock, um dos melhores do mundo, foi chamado para produzir o álbum, e o que já era bom, ficou ainda melhor! Dr. Feelgood foi sucesso de crítica e público, atingindo a primeira posição da Billboard por algum tempo, e é até hoje uma inspiração para muitos artistas novos e consagrados, recentemente o álbum, que completou 20 anos foi tocado na íntegra em uma apresentação especial da banda nos EUA, então, sem mais delongas, eis aqui uma resenha do que talvez seja o melhor álbum de hard rock de todos os tempos.

Melhor música: Citaria todas, se fosse possível, hahaha.
Kickstart My Heart

Pior Música: Não há.

1.”T.N.T. (Terror ‘N Tinseltown)”  (Sixx)     0:42 S/N
Uma introdução com barulhos da cidade dá início ao álbum.

2.”Dr. Feelgood”   (Mick Mars, Sixx)     4:50 5/5
E aqui o álbum começa de verdade, com uma introdução memorável nas guitarras, a faixa título começa com energia e peso, empolgando totalmente o ouvinte. Seus versos contam a história de Jimmy, um traficante local que conta como são feitos os “pacotes”, e a ajuda de policiais corruptos no tráfico. Nos versos da música Nikki Sixx faz uma alusão sobre o alívio que as drogas podem Parecer causar:
“Let him soothe your soul, just take his hand/Some people call him and evil man/Let him introduce himself real good/ He’s the only one they call DR. Feelgood” (Deixe ele aliviar sua alma, apenas pegue sua mão/Algumas pessoas o chamarão de homem do mau/Deixe-o se apresentar melhor/Ele é o único que eles chamam de Feelgood) Daí o termo, Feelgood (Sinta-se bem, ao pé da letra). Foi lançado como primeiro single do álbum e atingiu a 6º posição das paradas americanas, também concorreu como melhor performance de hard rock, mas acabou perdendo para o Living Colour. Dr. Feelgood é uma obra-prima do hard rock e provavelmente a música mais lembrada da banda, destaque para os vocais rápidos de vince neil, o refrão poderoso e grudento, e o magnífico solo de Mick Mars, que fica muito mais enérgico ao vivo.

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(1983) Ozzy Osbourne – Bark At The Moon

Após a morte de Randy Rhoads, em 1982, Ozzy Osbourne testou vários guitarristas, sem ter encontrado o substituto ideal para o lendário Rhoads. Foram testados guitarristas como Bernie Tormé, Brad Gillis e vários outros, porém sem sucesso. Até que aparece um tal de Jake E. Lee, que havia feito alguns ensaios com a banda de Ronnie James Dio por algumas semanas. O novato tinha um estilo diferente de Rhoads, porém era técnico, criativo e se saía bem tocando as músicas antigas. Da união de Ozzy com seu novo “fiel escudeiro” saiu Bark At The Moon, com uma sonoridade mais moderna para a época, chegando a fazer alguns críticos torcerem o nariz para o álbum. O fato é que Jake E. Lee é um dos guitarristas mais subestimados da história, e a banda como um todo estava em ótima forma, fazendo com que hajam belas pérolas esquecidas nesse que infelizmente é um “álbum de uma música só”. Todas as faixas do álbum são creditadas apenas à Ozzy, porém existe uma briga judicial com o baixista Bob Daisley e o guitarrista Jake E. Lee, que afirmam terem participado ativamente das composições. Esse foi o começo da época mais “porra louca” da vida do Madman, que em turnê com os “bad boys” do Mötley Crüe, assustaram o mundo com histórias de bebedeiras colossais, montanhas de cocaína e muita, mas muita farra no backstage. Eis a oportunidade de conhecer uma das melhores épocas da carreira dessa lenda chamada Ozzy Osbourne.

Melhor música: Centre Of Eternity

Pior música: So Tired

1 – Bark At The Moon (4:17) 5/5

A faixa título já abre o álbum com sua poderosa introdução, facilmente reconhecível. Considero essa a melhor performance vocal de Ozzy em estúdio, apesar do excesso de reverb durante todo o disco. O guitarrista Jake E. Lee faz um ótimo trabalho, demonstrando habilidade com o instrumento. É provavelmente a música mais famosa da carreira solo do Madman, estando presente em vários jogos de vídeo game e sendo tocada até hoje. Vale destacar também que o sucessor de Jake E. Lee na banda, Zakk Wylde, tocava essa música de uma forma bem peculiar, com muitos harmônicos no meio do riff, e tocando abaixo da afinação original, o que na minha opinião, descaracterizava totalmente a música. Portanto, se quiser ouvir uma boa versão de “Bark At The Moon” ao vivo, procure por algum bootleg com Jake E. Lee na banda.

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