(2008) Tesla – Forever More


Capa do álbum

Forever more é o oitavo álbum de estúdio da banda Tesla, lançado em 2008, após um álbum apenas de covers (Real to Reel) a banda volta com força total em um excelente disco, com muito peso e efeitos modernos na medida certa, coisa que algumas outras bandas de hard rock dos anos 80 tentaram e não conseguiram. Forever More também é o primeiro álbum da banda a ser lançado pelo seu próprio selo (Tesla Electric).

Melhor música: Fallin’ Apart


Pior música:
The Game

Todas as músicas escritas por Jeff Keith, Frank Hannon, Brian Wheat, Troy Luccketta e Dave Rude (Membros da banda) e Terry Thomas (produtor do disco).

1. “Forever More” – 5:04 5/5
A faixa título já abre com muito peso e modernidade, como uma espécie de aviso ao ouvinte do que irá encontrar pela frente, forever more tem um dos melhores refrões da atualidade, e abre o álbum com grande entusiasmo. Destaque principal fica por conta das guitarras, que soam modernas, com um grande peso, mas sem perder a essência, o que é comum nos álbuns modernos.

2. “I Wanna Live” – 3:35 5/5
Seguindo o peso da faixa anterior, I Wanna Live tem um riff simples e pouco marcante, mas efetivo na proposta da música, um som pesado com uma melodia grudenta, grande destaque para o solo de guitarra que entusiasma o ouvinte. Foi escolhida como primeiro single do álbum e tem um vídeo-clipe divertido, onde os tiozões da banda praticam esportes radicais, como moto-cross.

3. “One Day at a Time” – 3:11 5/5
Não apresenta nada de novo, segue a mesma fórmula das duas anteriores está aqui: peso, modernidade e uma bela melodia, além do excelente solo de guitarra.

4. “So What!” – 3:39 3/5
Em “So What!” o nível cai um pouco, apesar de manter a mesma essência das anteriores tem uma pegada cansativa e enjoativa, o destaque fica por conta das passagens durante os versos que diferenciam um pouco a música do restante do álbum, porém é uma faixa que não marca muito, graças a presença de várias ótimas faixas no álbum.

5. “Just in Case” – 4:38 5/5
O início da quinta faixa soa quase como uma continuação da anterior, o que poderia enjoar e fazer o álbum perder o pouco de seu brilho, se não fosse a mudança de estilo durante a música e pegada mais melódica da música, soando quase como uma balada, o ponto alto aqui fica por conta do vocalista Jeff Keith com uma ótima presença e por saber quando alterar seu tom de voz e pelo ótimo refrão, que é um dos melhores do álbum.

6. “Fallin’ Apart” – 4:22 5/5
Primeira balada do álbum, já começa com uma ótima melodia na guitarra, não é aquele tipo de balada mela-cueca que geralmente figura entre os álbuns de bandas de hard rock, tem aquele peso a mais na guitarra, apesar da letra batida em que a própria banda já avisa em seu primeiro verso “Another song about/“Nothing feels right and everything is goin’ wrong”” (Outra canção sobre nada parece certo e tudo está indo errado), tem um refrão marcante e tocante, grande momento do álbum.

7. “Breakin’ Free” – 5:02 4/5
Também escolhida como single, com direito a vídeo clipe, tem uma introdução mais melódica, com passagens semelhates a bandas de metal como Bullet For my Valentine, com várias mudanças de tempo e a pegada mais melódica e pesada como já dito anteriormente destoa do restante do álbum, positivamente, a música é muito boa e o destaque final vai  para solo de guitarra, que talvez seja o que tenha mais técnica de todo o álbum e conta com um grande feeling, muito boa música.

8. “All of Me” – 3:27 5/5
Um pesado riff abre a música e com vocais rápidos em um estilo um pouco mais puxado pro Heavy Metal, principalmente no refrão, tem uma pegada mais atual e que se distancia um pouco do hard rock, soando um pouco como algo do evanescence, apesar de ser uma banda de Hard Rock, o Tesla mostra em “All Of Me” que também sabe fazer as pessoas bangearem, a força da oitava faixa é impressionante e te faz sair querendo quebrar tudo, grande momento do álbum.

9. “The First Time” – 4:11
5/5
Após estremecer tudo com a faixa anterior, a banda dá uma acalmada e nos apresenta uma emocionante e bela balada, a letra da música é uma das melhores da banda, com uma mensagem muito bonita, onde a banda fala no refrão “Be everything you wanna be,/You’re extraordinary/Don’t waste your time with memories/You’re extraordinary/Take your chances while you can/Take your own life in your hands/And you can start it all again/Like it’s the first time (Seja tudo o que você quer ser, você é extraordinário, Não gaste seu tempo com memórias, Você é extraordinário,Aproveite suas chances enquanto você pode, A sua vida está em suas mãos, E você pode começar tudo de novo, Como na primeira vez)” no maior estilo livro de auto-ajuda, porém não deixa de ser verdade😉, Faça o que a banda recomenda e aproveite tudo que você pode, também tem um dos melhores refrões do álbum, e Frank hannon executa um magnífico solo de guitarra, digno de citações como um dos melhores da decáda de 2000, outro grande destaque vai também para a linha de baixo, que pode ser percebida até mesmo por aqueles que costumam deixar passar o “baixo em branco”, ótima faixa.

10. “Pvt. Ledbetter” – 3:23 4/5
A banda mantém o estilo de balada na décima faixa, até que o peso cresce e a música toma a forma do restante do álbum em um moderno rock, apesar de não ser marcante como o restante do álbum é uma ótima faixa em que o vocalista escreve uma carta contando os sacrifícios de um soldado que não pode mandar notícias pois estava na guerra, mas que estava tudo bem, e ele estava lutando para tornar a “Terra da Liberdade”, um sonho possível.

11. “In A Hole Again” – 5:25 4/5
Um início semi-acústico ameaça uma outra balada até que seu refrão pesado chega, e traz um peso semelhante do resto do álbum a música, a letra da música também é muito boa, onde mostra os medos do vocalista de conviver em sociedade, de mostrar seus medos e de errar, por isso ele sempre volta para o Seu Buraco. (Meio estranho, mas é o que tá na letra, então…deixa aí, huahauhauhaa)

12. “The Game” – 4:53 3/5
Um pesado riff de guitarra e o toque moderno que é mostrado durante todo o álbum não acrescenta nada de novo e fecha o álbum de uma forma não tão magistral. Um enjoado e chato refrão é um dos pontos mais baixos da música, tem um instrumental interessante, mas soa como outra banda, e não como o Tesla. No entanto é um ótimo álbum, dentre as bandas clássicas que tentaram se “modernizar” o Tesla foi a que melhor conseguiu sem alterar muito sua essência, e conseguiu isso produzindo um ótimo disco, que é Forever More.

Média do álbum: 9/10

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