(2010)Angra – Aqua


Primeiramente gostaria de avisar que eu não queria postar esse álbum tão cedo, por conta de ter sido lançado faz pouco tempo e juntando com esse fato, minha leve “imparcialidade” que tenho no quesito Angra. E só complementando que foi por livre e espontânea pressão que estou fazendo esse review.

Melhor Música: Arising Thunder

Pior Música: NÃO HÁ

1 – “Viderunt Te Aquæ” (Rafael Bittencourt)- 1:00

Introdução.

2 – “Arising Thunder” (Falaschi/Loureiro) – 4:52 5/5

Seguida pela introdução entra um riff rápido e uma introdução completamente diferente do que estamos acostumados no quesito Angra. Música rápida e técnica, característica do Angra porém como dito, foge do “padrão Angra” de fazer música, já que depois de 4 anos sem lançar nenhum material em nome do Angra, os integrantes tem um amadurecimento musical maior e com mais influências externas (digo externas como meio de dizer influências dos projetos paralelos ao Angra). Ápice no refrão,  digno de cantar junto com a banda.Essa faixa é uma que não tem o que se tirar e botar defeito, mais uma que entrará no seleto “hall da fama” dos grandes clássicos da banda.

3 – “Awake From Darkness” (Falaschi/Andreoli/Bittencourt) – 5:54 5/5

Introdução memorável, melhor do álbum na minha humilde opinião, apelidada pelos músicos como “speed étnica” e só nos primeiros 5 segundos de música já conseguimos entender porque desse apelido. Faixa rápida, pesada, assim como 95% desse álbum, é uma mistura geral de todas as fases da banda, mas podemos citar o ‘Holy Land’ e ‘Aurora Consourgens’ como os mais influenciadores nessa música e nesse álbum também. Após a parte mais rápida, entra uma quebra de tempo e um tema que lembra bem ‘Nothing To Say’ (do Holy Land) e meio “caótica” na entrada da bateria que a princípio aparenta estar fora de rítmo, mas foi feito de propósito para “confundir” o ouvinte.Destaque para as guitarras que como sempre estão excelentes como sempre foram. Melhor dueto de guitarras do Heavy Metal Brasileiro.  Outra que merece entrar como clássica da banda e indispensável em shows.

4 – “Lease of Life” (Falaschi) – 4:34 5/5

Edu Falaschi tendo uma grande participação no processo de composição das músicas até o momento, provando que além de um ótimo vocalista,junto com Rafael Bittencourt, são os principais compositores do Angra nessa fase da banda.  Essa faixa é a primeira balada do álbum, e uma curiosidade dela, é que o refrão que dito pelo próprio Edu, só aparece na parte final da música. Não chega a ser uma balada “estruturalmente” falando, como ‘Bleeding Heart’, ‘Heroes of Sand’ ou até mesmo ‘Make Belive’, tem uma pegada mais “pop” e não tão lenta quanto essas três. Um destaque especial para o vocal de Edu que interpreta unicamente essa música e também para a bateria, agora nas mãos de Ricardo Confessori.

5 – “The Rage of Waters” (Bittencourt/Confessori/Andreoli) – 5:34 5/5

Essa faixa inicia com uma breve introdução que tem bem a pegada do álbum anterir ao Aqua, o ‘Aurora Consourgens’. Um ponto interessante dessa faixa, é a equalização que deu um destaque maior para o vocal de Edu Falaschi e deixando os outros instrumentos ao fundo. É uma faixa que muda bastante de ritmos e o solo é bem étnico e bem brasileiro, característico do conceito inicial da banda desde seus primórdios em 1991. A segunda parte do solo, claramente conseguimos perceber uma influência do ‘Aurora Consourgens’ e vagamente algo dos projetos solos do Kiko Loureiro. Uma ótima mescla de um Angra moderno com um Angra tradicional. Faixa digna de ser bem lembrada pelos fãs durante toda história vindoura da banda.

6 – “Spirit of the Air” (Falaschi/Loureiro) – 5:23 4/5

Introdução acústica no melhor estilo ‘Temple of Shadows’, seguido pela entrada do vocal de Edu Falaschi. Logo em seguida entram os instrumentos distorcidos e pesados, mas não tão rápidos quanto as músicas anteriores. Tem uma pegada de um Angra bem moderno fazendo um som mais tradicional e muito bem “adaptado”. As quebras de ritmo e a variação do acústico para o distorcido dá um charme e uma característica própria para a música. Vale a pena dar uma conferida nessa faixa.

7 – “Hollow” (Andreoli/Bittencourt) – 5:23 5/5

Faixa bem pesada e que usa como artifícios arranjos eletrônicos e mais modernos, até então usados vagamente pela banda em seus trabalhos anteriores. Novamente, temos trechos que lembram bem as músicas do ‘Holy Land’ só que com uma pegada bem moderna e pesada. Se esse álbum inteiro mostra o Angra indo pra uma linha mais pesada, progressiva e moderna, essa conseguimos ouvir nitidamente essa mudança, talvez porisso que seja um pouco rejeitada pelos fãs mais tradicionais da banda. Gosto muito do refrão dessa música e da passagem acústica no meio do solo, que conseguimos perceber uma influência do Bittencourt Project (projeto do Rafael Bittencourt). Destaque para o vocal do Edu que está provando que é um dos melhores vocalistas do Brasil e que depois do problema que ele teve em 2005 com a voz, prova também que está 100% recuperado. Também destaco Ricardo Confessori que mesmo fazendo parte história da banda, por ter sido baterista da formação original, reassumiu as baquetas do Angra e provou conseguiu cumprir a difícil missão de segurar a parte técnica após a saída de Aquiles Priester. Ótima faixa, ponho como um dos destaques do disco.

8 – “A Monster in Her Eyes” (Bittencourt) – 5:15 5/5

Outra balada do álbum, que aproveita muito bem as passagens com distorção e também os arranjos acústicos que não deixam a desejar. Dou ênfase para o entrosamento (de anos) entre a dupla Rafael/Kiko com o recém chegado mas (não tão novo assim) Ricardo Confessori, que continuo repetindo que aparenta ser outra pessoa tocando em seu lugar de tão virtuoso e técnico que ele se reapresentou para o Angra. Ótima faixa e não pode ser esquecida dentre tantas músicas memoráveis que esse álbum tem.

9 – “Weakness of a Man” (Loureiro/Bittencourt) – 6:12 4/5

Introdução bem interessante e técnico, que é uma mistura de ‘Temple of Shadows’ com influências externas dos projetos dos integrantes da banda. Não é uma faixa expressiva e rápida, mas foi muito bem trabalhada pela banda. Gosto muito do solo dessa música, Kiko e Rafael cada ano que passa, vemos uma evolução técnica que coloca-os entre os melhores guitarristas do mundo. Destaque também pra atuação de Edu que interpreta essa faixa com uma facilidade e casando a melodia com seu timbre vocálico.

10 – “Ashes” (Loureiro) – 5:06 5/5

Faixa que encerra um que álbum que entrará entre os clássicos do Angra, futuramente. Essa faixa é a tradicional última faixa do álbum que em 100% dos álbuns do Angra, essa última faixa é mais lenta. Ashes entra como uma quase exceção, pois tem uma pequena ameaça de uma entrada mais pesada da distorção, que depois de um trecho lento ao piano, entram os  instrumentos para o solo e para o trecho final da música, que encerra em com só com vocal e piano.

Média do Álbum: 9/10

Curiosidades:

  • Aqua conta com a volta de Ricardo Confessori para a bateria do Angra, já que assim como houve mudanças administrativas da banda, Aquiles Priester, aproveitou e se desligou da banda. Ricardo entrou na banda em 1994 após a gravação do primeiro álbum (‘Angels Cry’) e saiu em 1999 após o término da tour do ‘Fireworks’ junto com Andre Matos e Luis Mariutti (logo em seguida formaram o Shaman).
  • o Aqua foi baseado na obra de Willian Shakespeare chamada ‘A Tempestade’, que foi curiosamente a última peça de Shakespeare antes de morrer.
  • Foi o primeiro álbum do Angra que a banda assinou a produção do álbum inteiro.
  • Contou com participações especiais como: Amon Lima, Rosa Coral, Débora reis, Annah Flávia, Tito Falaschi, entre outros.
  • Arising Thunder foi a faixa escolhida como single desse álbum e Lease of Life ganhará um clipe em breve.
  • Durante a produção, o Angra criou um canal no YouTube, na qual colocou uma série de 13 vídeos com bastidores da pré-produção, produção e gravação do álbum.
  • Em algumas posições do encarte, podemos notar a mesma rosa-dos-ventos que aparece na capa do Holy Land, com apenas algumas modificações.

Ego sum Alpha et Omega. Principium et Finis

Ego Sitienti dabo de Fonte Aquæ vivae gratis

, , , ,

  1. #1 por Isabella em 22/09/2010 - 19:12

    Aí siim! Resenha foda, depois ouço de novo enquanto leio.
    Senti uma indireta em “livre e espontânea pressão”, mas talvez seja só impressão minha. hausheuahsueh =X

  2. #2 por Hellion em 22/09/2010 - 22:14

    Finalmente!!! E ainda saiu uma das resenhas mais completas do blog!

    Pra mim esse é o álbum do Angra que mais se aproxima do Temple Of Shadows (que eu considero o melhor).

    E eu também me encaixo no “livre e espontânea pressão”, mas valeu a pena, ótima resenha! UHAUHAUAHUAHUA

  3. #3 por darkmephisto em 23/09/2010 - 0:02

    esse ‘livre e espontânea pressão’ foi em homenagem aos membros do blog e membro honorario (sra. Motley)…recebi ligaçoes e mensagens de ameaça pra fazer hauahua

  4. #4 por joaora em 26/09/2010 - 15:47

    Segundo melhor CD da fase do Edu pra mim…xxD…nada comparado ao Rebirth!…A Monster in Her Eyes é mtoo foda, novo clássico!

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: