(19/09/2010) Scorpions – Credicard Hall – São Paulo – Brasil


Klaus Meine no Credicard Hall - Foto Por Whiplash.net

Domingo, dia 19/09/2010 foi um dia marcante na história do rock internacional no Brasil, mais precisamente na história de São Paulo, a tradicional banda alemã Scorpions se apresentou pela última vez na cidade pela sua turnê de despedida “Get Your Sting And Blackout World Tour”, e como grande fã da banda, eu não podia deixar de conferir este espetáculo, já que nas últimas passagens pelo Brasil eu não pude comparecer, infelizmente.

Os relatos abaixo formam apenas um artigo de opinião, ninguém precisa aceitar como verdade absoluta e eu não sou o dono da razão, muitas pessoas podem ter uma opinião diferente sobre qualquer tópico mostrado ao decorrer do tópico, qualquer comentário é bem vindo, desde que gere uma sadia discussão sobre gostos, civilizadamente. O Post é longo e se trata de uma crítica a vários pontos, desde a organização do show, do local do evento, da estrutura do transporte público de São Paulo,e não falta elogios a apresentação em alguns de seus detalhes, então se você tiver paciência, leia e comente se puder…

Já fui em alguns shows grandes (Como o Kiss em 2009, por exemplo) no entanto, nunca tinha ido ao Credicard Hall, famosa e tradicional casa de shows em São Paulo, se não me engano, as últimas apresentações do Scorpions foram todas lá (corrijam-me se estiver errado), e pra minha agrádavel surpresa, a casa é bem fora de mão pra quem precisa de transporte público (seja o que for metrô/trem/ônibus), para quem sai da Zona Leste de São Paulo, ou ABC Paulista. Por se tratar de uma casa de shows grande e conhecida achei que não teria muitos problemas de chegar lá, engano meu, primeiramente queria ressaltar a falta de informações no site do Credicard Hall (www.credicardhall.com.br), cheio de falhas, links faltando, enfim, um caos total, não consegui descobrir como chegar lá de transporte público pelo site, então, fui ao site do SpTrans (empresa responsável pelo transporte público de São paulo – www.sptrans.com.br) e apesar de mais completo, o site deixou algumas dúvidas ainda, consegui anotar o número de alguns dos ônibus que passavam lá perto, que saíam da estação Santa Cruz do Metrô. Chegando a tal estação do metrô, antes de passar pela catraca, sempre é bom perguntar se está no lugar certo, ótimo, o funcionário do metrô também não sabia chegar lá e nos mandou a estação Ana Rosa. Chegando em Ana Rosa, novamente ao perguntar a um funcionário do metrô, o mesmo também não sabia informar e nos mandou pra estação do MASP (palhaçada hein) e a funcionária dessa estação também não soube informar direito, então fomos em direção a Av. 9 de Julho, que foi indicada pela funcionária e esperamos os ônibus, que segundo ela, quase todos passavam em frente ao Credicard Hall. Passa um, dois,três ônibus e nenhum lá perto, vale ressaltar também o inferno que é conseguir informações em algum ônibus de São Paulo, o motorista não espera, enquanto perguntávamos para o cobrador o motorista saía no pau e largava a gente no ponto seguinte, enfim conseguimos um ônibus que deixava lá perto e o motorista era gente fina (Pô Brasil, país que quer ser sede de copa isso é simplesmente uma piada, coitado dos gringos que vão vir pra cá, São Paulo precisa que as obras do metrô e a melhora no transporte público AGORA pra que fique no mínimo ruim, porque do jeito que tá, é pedir pra se fuder, com o perdão da palavra).

Enfim no Credicard, por volta das 10h00 da manhã não havia muita gente lá e pouco depois o portão foi aberto para a fila ficar lá dentro, até aí tudo bonito, tirando os preços abusivos dentro e em volta (Cachorro-quente R$4,00, Camiseta Oficial R$ 70,00) mas até aí todos sabem que os caras querem super faturar mesmo, então passa batido,  teve a divisão da fila para pessoas com ingresso normal e o tal do showpass, que serviria para entrar “mais rápido” no show. No ingresso constava abertura da casa ás 18:30, e só por volta das 19h40 os portões foram abertos e a muvuca começou, primeiro o segurança não conseguia ler o código de barras do meu ingresso (nisso umas 20 pessoas passando na minha frente) que por fim passou sem a leitura do código mesmo e como se não bastasse, a hora que entro no bendito lugar, as portas da pista ainda estavam fechadas e todo mundo se misturou, uma falta de respeito com quem estava lá desde manhã, pessoas que tinham acabado de chegar querendo pegar grade, enquanto a galera que passou frio,fome,sono na fila foi ficando pra trás, organização zero Credicard. A galera do ShowPass estava revoltada também porque havia muito menos funcionários para a revista e a entrada deles na casa, atrasando ainda mais quem tinha esse ingresso. Nem vou entrar na questão da pista premium senão o post iria ficar extremamente longo (bem mais do que já está, hehe), só uma observação, todos são fãs da banda, todos deveriam ter a mesma chance de ver seus ídolos de perto, pegar na mão deles, e não apenas um seleto grupo com poder aquisitivo maior.

E quando o portão finalmente abriu realmente, foi uma correria, já era quase 20h30 quando foi anunciado o show de abertura, pera aí, abertura? o ingresso não estava falando nada…o que pegou muitos de surpresa, e uma galera já irritada não teve muita paciência com a grande banda Salário Mínimo, que poderia ter feito um espetáculo bem maior se não fosse o atraso,e a falta de informações.

Finalmente o show, a banda paulistana Salário Mínimo foi uma agradável surpresa para muitos que não tinham ouvido a banda ainda, para outros nem tanto, mas aí vai de gosto, com 25 anos de estrada e muita competência, ótimos guitarristas com solos magníficos (não devendo nada a outros brasileiros famosos e idolatrados como Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt, Edu Ardanuy) em um set list curto, de 5 músicas, com direito a um cover do mestre Raul Seixas, a banda até que tentou esquentar um pouco o público, conseguiu com alguns, mas todos esperavam anciosamente pelo Scorpions, até mesmo o vocalista, que toda hora lembrava que eles estavam apenas abrindo, ponto negativo, pô, chega lá e arregaça, não importa se é abertura ou não, faça o que sabe e estoura tudo, o vocalista ainda arremeçou vários brindes como camisetas da banda, e contou algo interessante, uma camera ali estava filmando um documentário “Brasil:Heavy Metal”, o Brasil tem muito o que crescer ainda neste ramo musical…O ponto alto da abertura ficou mesmo por conta do cover de Sociedade Alternativa, seguido pelo clássico da banda Noite de Rock, e os caras saíram do palco, deixando os fãs ainda mais anciosos pro espetáculo principal da noite, o SCORPIONS!

Set List Salário Mínimo

Ápice da apresentação Sociedade Alternativa

01 Não me lembro da primeira música
02 Jogos de Guerra 3,5/5
03 Beijo Fatal 4/5
04 Sociedade Alternativa (Raul Seixas Cover) 5/5
05 Noite de Rock 5/5

(Não é a ordem exata, apenas o que eu me lembro)

Trecho da apresentação da banda:

Média geral do show de Abertura 7/10

Como muitos ainda estavam entrando enquanto a banda de abertura tocava o show do salário mínimo foi bem morno. E após uns 30 minutos as luzes se apagaram e para delírio do público a banda entra. Cheios de energia os alemães já botaram pra quebrar logo na primeira música, Sting in The Tail, que leva o nome do último álbum (leia a resenha deste, clicando aqui), com todo mundo presente cantando junto seu refrão Hail!Hail!Sting In The Tail! E logo em seguida já veio a emenda com a bela Make It Real, onde o público acalmou um pouco, mas continuou agitando e então veio o estouro, a dobradinha de Bad Boys Running Wild seguida de The Zoo foi uma verdadeira selvageria (ops, trocadilho infame) com efeitos realmente marcantes no telão atrás da banda.

Em seguida era hora de descanso pra voz de Klaus Meine e da ótima faixa Coast to Coast, porém muitos acham uma faixa desnecessária para o show, já que muitos clássicos ficaram de fora, algum poderia fácilmente substituir ela. Então chegou a hora das baladas, Loving You Sunday Morning perfeitamente executada, apenas abriu espaço para o que seria um dos melhores momentos do show…

The Best Is Yet To Come, cantada em uníssono pela platéia a faixa que encerra o último álbum da banda foi realmente emocionante, não havia uma pessoa que não estivesse quase chorando nesse ponto, após o término da música o vocalista Klaus Meine continuou cantando o refrão com a platéia, e perguntou se todos ali concordavam que o melhor ainda estava por vir…Então foi a vez de Holiday, balada que não perde o encantamento através dos anos e abriu espaço para Wind Of change que trazia imagens da guerra fria no telão, realmente inspiradora.
The Best Is Yet To Come:

Wind Of Change:

Voltando a agitação, era a vez de Raised On Rock, que fez tremer o chão em São Paulo e como a letra da música era propícia a alguma homenagem, vídeos da banda no seu começo de carreira, seu auge e dias atuais foram mostrados no telão, um presentaço pra quem é fã, seguido por Dynamite, que trazia diversos efeitos parecendo que realmente tinha explosivos e fogos de artifício atrás da banda.

Hora da pausa e do tradicional solo de James Kottak, o cara é um show a parte, realmente leva as pessoas ao delírio, e sinceramente, antes do show achava Kottak Attack um tanto quanto desnecessária, engano meu, o que me surpreendeu mais no show foi o tal solo, o americano que entrou em 96 no Scorpions pode até não ser o baterista de maior técnica do mundo, mas sem dúvida é o que dá o maior espetáculo, enquanto ele tocava, o telão mostrava uma espécie de “viagem” pela sua cabeça recriando todas as capas da banda, que deixa qualquer fã de boca aberta e muito emocionado…”PUTAQUEPARIU QUE FODA” foi meu pensamento, não conseguia desgrudar os olhos do telão, não consegui o vídeo de são paulo destas imagens, mas vale deixar aqui o solo gravado na california, a imagem não está muito boa, mas dá pra se ter uma ideia do que era o vídeo.

Todo o Carisma de James Kottak em São paulo - foto por whiplash.net

E a banda volta para o palco, com Rudolph Schenker fantasiado da capa de “Blackout” (leia a resenha deste aqui), e em seguida teve o “solo” de Mathias Jabs, o famoso Six String Sting, já emendando com Big City Nights, que passava imagens de cassinos e as luzes da cidade no telão atrás da banda com os dizeres de “São Paulo” entre eles, então a banda se despede, os integrantes jogaram mais alguns brindes, baquetas, toalhas, garrafas, palhetas (que só voaram para pista premium) e foram embora.

Nem um minuto mais tarde, eles voltam com a já batida mensagem de que eles realmente amam tocar no Brasil e continuam amando o povo brasileiro,ótima deixa para Still Loving You e então o Gran-Finale, Rock You Like A Hurricane não deixou ninguém parado, até as pessoas de mais idade que tinham ido ao show estavam enlouquecidos com a música e assim a banda se despediu de São Paulo, lugar em que já tocou diversas vezes e encerrou um capítulo do rock internacional na Noite da cidade Grande, a última ferroada alemã para os paulistas foi inesquecível, e apesar de todos os problemas técnicos, atrasos, e tudo o mais, foi muito mais do que perfeito, e para deixar pro fim, quem acompanha meus posts sabe que vira e mexe eu dedico meus posts a @BellaBrendler, esse não vai ser diferente, ter ido com ela foi realmente muito mais do que perfeito, The Best Is Yet To Come foi mais do que inesquecível, te amo amor <3, hahaha.

Só mais algumas considerações finais, a organização do Credicard Hall tem que melhorar, e muito, apesar de ser muito bem estruturada e ser muito reconhecida em São Paulo, a casa de shows é bem fora-de-mão como já dito acima, e a acústica ainda precisa melhorar muito, apesar do som estar perfeito da onde eu estava (centro, um pouco para a esquerda) pode-se encontrar vídeos com acústica muito ruim, onde se ouve apenas a guitarra de Rudolf e ruídos da voz de Klaus, a banda só pecou por ter tocado um set muito curto, dava pelo menos  pra tocar mais umas 5 músicas, mas enfim, se você leu até aqui, muito obrigado, comente se gostou, além da resenha, isso conta muito da aventura que foi chegar até o local, e minha opinião sobre o transporte público de São Paulo, e desculpas pelo post IMENSO, mas a vida continua, a equipe do roque veloz agradece sua visita e sua leitura.

Setlist:

01 – Sting In The Tail 5/5
02 – Make It Real 5/5
03 – Bad Boys Running Wild 5/5
04 – The Zoo 5/5
05 – Coast To Coast 4/5
06 – Loving You Sunday Morning 5/5
07 – The Best Is Yet To Come 5/5
08 – Holiday 5/5
09 – Wind Of Change 5/5
10 – Raised on Rock 5/5
11 – Dynamite 5/5
12 – Kottak Attack 5/5
13 – Blackout 5/5
14 – Six String Sting
5/5
15 – Big City Nights
5/5

Encore:

16 – Still Loving You 5/5
17 – Rock You Like A Hurricane
5/5

Média geral: 15/10!!!!

Ápice da Apresentação: Não tem como destacar apenas um momento, foram todos emocionantes.

Organização: 3/10

Localização: 5/10

Acústica do Local: 7/10
Média Geral do Show (Espetáculo, abertura, organização, localização, acústica): 9/10

A última ferroada dos escorpiões em São Paulo - Foto por Whiplash.net

Leia também a resenha aqui

The Best Is Yet To Come…

, , , , , , , , , , , , , ,

  1. #1 por Isabella Brendler em 21/09/2010 - 15:24

    Disse tudo. Nada a acrescentar, nada a retirar. =)
    Eu também te amo❤ *-*
    Beijo

    P.s.: Obrigada pelo link do blog, tá linkado no meu também. =)

  2. #2 por nanasparks em 21/09/2010 - 22:15

    caramba…só de imaginar eu já fico com vontade de chorar, vai ter show deles aqui amanhã (nem tem idéia de como me sinto…) tô pilhada!!!!

    ótima resenha!

  3. #3 por Rodrigo Almudi em 21/09/2010 - 22:58

    Cara, li seu post até o fim, o show realmente foi muito bom, concordo com quase tudo que disse, no show de domingo fui pista premium, juntando dinheiro 1 ano inteiro, mas para minha sorte sou estudante e paguei meia. A pista premium realmente teve um ‘atendimento’ muito privilegiado, ja fui em outros shows como metallica (parque Condor), e ac/dc (morumbi). mas nunca havia ido em um show tão organizado, como esse, fora o atraso, entrei muito facilmente, segui para um corredor, fiquei na grade, peguei umas palheta do rudolf e uma baqueta, e em relaçao ao preço das coisas, nao estavam tão caros com relaçao à shows, uma cerveja no metallica era 8 reais( latinha) e a camiseta oficial era 80 reais, e o ac/dc muito semelhante, a localizaçao realmente fora de mão, dei sorte pois fui com mais 4 amigos e fomos de taxi que deu 8 reais para cada um. Com tudo o show foi realmente bom, gostei muito de seu post, você escreve muito bem. Abraços.

  4. #4 por Jonathas em 21/09/2010 - 23:31

    Muito bom o post… Concordo com tudo (só naum posso concordar com o transporte público, nao usei para ir até o credicard)
    Só tenho uma coisa para acrescentar… Nao sei de onde vc estava se teve esse problema, mas a visibilidade estava horrivel! ví pouquissimo da banda, e nao é pela distancia, pois estava quase na grade da pista… o problema é a altura do palco… A cabeça das pessoas batem na altura da perna de Klaus, e quem tem menos de 1,70m acaba sendo bem prejudicado… Só conseguia ver de vez em quando algum membro da banda, exceto o Kottak, que ficava um pouco mais alto que os demais…
    Aquele palco deveria ser mais alto, ou ter dois niveis, para que todos tivessem a oportunidade de ver a banda. Outra coisa que estao reclamando é o tamanho da pista premium. Quem estava no fundo da pista premium viu o palco de uma maneira tao limitada quanto eu.
    Obrigado

  5. #5 por darkmephisto em 22/09/2010 - 0:10

    Pena ter perdido um show desses, assim como o Credicard, o próprio Via Funchal até certo ponto também é fora de mão pra uma grande parte da zona sul e do ABC…

    Parabens mano…post muito bom!

  6. #6 por Rodrigo Almudi em 27/09/2010 - 22:59

    porra, agradeço até hoje, por ter chegado lá 11 horas da manhã, e ter ficado na grade *o*

  7. #7 por leonardo em 04/10/2010 - 23:00

    pra mim faltou algumas musicas como humanity, one like you…
    Mas vlw muiiito!

  1. Tweets that mention (19/09/2010) Scorpions – Credicard Hall – São Paulo – Brasil « Roque Veloz /,,/ -- Topsy.com
  2. Retrospectiva Roque Veloz 2010! « Roque Veloz /,,/

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