(1997) Stratovarius – Visions


Sucessor de um clássico da banda, Episode, que contém clássicos como ‘Speed of Light’, ‘Stratosphere’, ‘Will The Sun Rise?’ e outros, Visions é um álbum que conseguiu superar as expectativas e superou o álbum anterior. Particularmente falando, é o melhor álbum da banda.

Melhor Música: Legions

Pior Música: Before the Winter

1 – “Black Diamond” (Kotipelto/Tolki) – 5:49 5/5

Nada melhor que abrir um álbum com um hino da banda. Introdução no teclado com o som de cravo é sagrado conhecer esse riff. Kotipelto entra com o vocal regular, sem grandes oscilações de notas, sempre regular e dado como referência como vocalista no mundo “metálico”. Atinge seu ápice no refrão, bem característico da banda. Destaque para os solos de teclado e guitarra que mostra o entrosamento de Tolki com o “recém” chegado Jens Johansson nos teclados atuando em seu segundo trabalho como integrante do Stratovarius. Ótima faixa, só de ouvir uma única vez, mostra porque é um dos hinos da banda.

2 – “The Kiss of Judas” (Kotipelto/Tolki) – 5:39 4/5

Faixa mais “atmosférica”, não tem a velocidade e nem o peso de uma faixa rápida. É uma faixa que tem muitas quebras rítmicas pelo motivo que se torna vagamente cansativa. É uma faixa de nome para a banda, mesmo não sendo uma faixa bem cansativa, como já dito. Vale a pena conhecer, por fazer parte da história da banda. Destaque novamente para o teclado que escolheu o arranjo certo para o teclado dando esse clima mais ‘obscuro’.

3 – “Forever Free” (Kotipelto/Tolki) – 6:00 5/5

Introdução mais pesada e mais rápida, seguido por uma breve quebra rítmica e logo volta com a entrada dos vocais. Atinge o seu ápice no refrão cantado em coro e digno de se cantar junto em shows. Timo Tolki prova que É a identidade musical do Stratovarius, provado principalmente após seu desligamento da banda, que também não deixou de mostrar sua virtuosidade na guitarra que sempre é bem cogitada na grande maioria das músicas da banda. Mais uma clássica da banda, digno de ouvir varias vezes seguidas sem cansar.

4 – “Before the Winter” (Tolki) – 6:07 4/5

Introdução no teclado, lembrando muito o som de uma harpa. Era de se esperar que tivesse uma música mais parada no álbum. Mesmo sendo uma lenta, é uma faixa de ótima qualidade e bem tocada e atuada pelos músicos. Um outro ponto negativo, é a colocação não-estratégica dessa faixa no álbum, porque se fosse colocada para encerrar o álbum ia casar muito bem, já que tem um clima de término nela.

5 – “Legions” (Tolki) – 5:43 5/5

Particularmente falando, melhor música desse álbum. Riff inicial pesado e com o “algo mais” que Timo Tolki transmite pela guitarra. Faixa rápida, passagens rápidas e técnicas de teclado e bem trabalhada musicalmente falando. Vocal de Kotipelto mais oscilante e arriscando notas mais agudas agora. O solo é de se assustar com a velocidade e a técnica virtuosa dos músicos, num revezamento de guitarra e teclado. É de ouvir sem se cansar várias vezes seguidas, ótima faixa!

6 – “The Abyss of Your Eyes” (Kotipelto/Tolki) – 5:38 4/5

Faixa mais pesada, mas não tão rápida. Introdução interessante com uma “explosão” na entrada do riff. Usa efeitos de voz usados muito bem como backvocals. Assim como ‘Before the Winter’, é uma faixa bem parada mais com muita qualidade e hoje, as bandas mais novas de Power Metal estruturam suas músicas basicamente como essa. Pesada, moderna e ligeiramente paradas. Novamente provando que a parceria Kotipelto/Tolki dá certo, pelo menos musicalmente falando.

7 – “Holy Light” (Tolki) – 5:45 5/5

Faixa instrumental no melhor estilo Stratofortress/Stratosphere. Rápida e técnica com duetos perfeitamente casados de guitarra e teclado.  Tem seus momentos técnicos e rápidos, lentos e acústicos. Ótima faixa! Não pule só porque é uma faixa instrumental.

8 – “Paradise” (Tolki) – 4:27 5/5

Uma das melhores faixas do álbum. Grande atuação de Kotipelto nos vocais e saindo da regularidade e ousando um pouco mais nas notas altas. Não é uma faixa rápida, mas foi perfeitamente composta por Timo Tolki. Tem uma pegada mais ‘moderna’ e vagamente ‘pop’. Grande destaque para o refrão dessa música, um dos melhores da banda, além de ser uma das melhores músicas do álbum e da banda também.

9 – “Coming Home” (Tolki) – 5:36 4/5

Inicia em conjunto com um arranjo orquestrado junto com violão e o vocal de Timo Kotipelto. Depois entram todos os instrumentos e com guitarra distorcida agora. Já que o Stratovarius faz muitas faixas lentas então não é fácil distinguir que essa faixa é uma balada. É uma balada mais não tão “convencional” como estamos acostumados, é do jeito Timo Tolki de compor baladas. Ótima música mesmo  sendo parada e cansativa.

10 – “Visions (Southern Cross)” (Tolki) – 10:20 5/5

Faixa título do álbum e tida como épico do álbum. Tem seus pontos altos e baixos, como a oscilação de ritmo. Tem seus longos 10 minutos, mas não é de cansar quem está ouvindo. Os trechos acústicos são bem parecidos sempre, mas muito bem trabalhados por Timo Tolki. Não me lembro de ouvir uma música inteiramente acústica durante todo seu período no Stratovarius, devia ter sido explorado mais, quem sabe uma faixa inteira acústica como bônus, já faria feliz nós, meros mortais. Encerra com um trecho falado, que se estou certo, é o próprio Timo Tolki que empresta sua voz, além da guitarra. Após esse trecho, temos um breve fade-out de teclado que encerra a música e o álbum também.

Média do Álbum: 8/10

Curiosidades:

  • ‘Black Diamond’ e ‘The Kiss of Judas’ fizeram parte do single desse álbum.
  • ‘The Kiss of Judas’, além de fazer parte do single, ganhou um clipe.
  • No ano seguinte do lançamento, no meio da tour desse disco,  a banda gravou seu único disco ao vivo chamado ‘Visions of Europe’, que contém gravações das músicas em shows na Itália e na Grécia.
  • A versão bônus japonesa inclui uma versão DEMO de ‘Black Diamond’ e uma faixa ao vivo de ‘Uncertainty’ do álbum anterior (Episode).
  • A letra de ‘Visions’ tem citações do profeta Nostradamus.
  • O álbum ‘Visions’ ficou na 4º posição nas paradas na Finlândia.

And by thunder and war true believers shall die”
(Nostradamus: Century IV:43)

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