(1987) Dio – Dream Evil


Após uma ótima sequência de 3 clássicos, a banda Dio se vê sem o guitarrista Vivian Campbell, demitido por divergências com Ronnie. Em seu lugar é chamado Craig Goldy, do desconhecido Giuffria, conhecido por ter forte influência de Ritchie Blackmore, lendário guitarrista do Deep Purple e Rainbow, que já havia feito história ao lado de Dio. Goldy entra e iniciam-se as gravações de Dream Evil, que traz o som do Dio um pouco mais soturno, e lembrando os tempos do vocalista com o Rainbow, tudo isso devido à mudança de guitarrista. O próprio Dio já afirmou não gostar muito do álbum, considerando-o abaixo do nível dos anteriores, e de fato, o álbum não foi muito bem recebido pela crítica na época de seu lançamento. Hoje Dream Evil tem status de “cult”, e é sem dúvida uma jóia dos tempos áureos do baixinho.

Melhor música: Dream Evil

Pior música: Naked In The Rain

1 – Night People (Dio/Bain/Appice/Goldy/Schnell) (4:06) 5/5

A primeira faixa tem um ritmo acelerado, como acontece com a maioria dos álbuns de Dio desde os tempos de Sabbath. Falando em Sabbath, a faixa tem algo que lembra “Neon Knights”, do clássico Heaven And Hell, ainda com Dio nos vocais. Considero essa época (1985/1988) a melhor em termos de potência vocal do baixinho, que destrói já nessa primeira música, com a voz bem limpa e potente.

2 – Dream Evil (Dio/Goldy) (4:26) 5/5

Quando entrou pra banda, o guitarrista Craig Goldy chegou com fama de “filhote de Ritchie Blackmore”. A fama se comprova nas primeiras notas da faixa-título, com uma pegada bem no estilo Rainbow, um ótimo riff. O solo de Goldy também demonstra a forte influência de Blackmore. Uma coisa legal na carreira solo de Dio, é que as faixas-título na grande maioria das vezes têm toda a atmosfera e o clima que você percebe quando olha a capa do álbum. Não sei se me expressei da maneira correta, mas ouça “Dream Evil” olhando pra capa do disco. Não combinam?

3 – Sunset Superman (Dio/Bain/Appice/Goldy/Schnell) (5:45) 5/5

Começa com uma intro a la “Holy Diver” nos teclados, seguida pelo bom riff de Goldy. Destaque novamente para o guitarrista, que tem bastante espaço aqui para um solo em que soa bem entrosado com a banda. A linha de baixo de Jimmy Bain também é marcante, dando o andamento da música ao lado da bateria de Vinnie Appice. O refrão é bastante repetitivo, mas não enjoa, pelo contrário, é o típico refrão pra se cantar junto em shows. Ótima faixa.

4 – All The Fools Sailed Away (Dio/Goldy) (7:10) 5/5

Uma bela (e longa) balada, com destaque para a interpretação de Ronnie James Dio. Linda em seus mais de 7 minutos, a cereja do bolo fica por conta de um solo de teclado no meio da música.

5 – Naked In The Rain (Dio) (5:09) 4/5

A única composição do álbum em que Ronnie trabalhou sozinho. Apesar do supracitado Craig Goldy nos brindar com uma ótima atuação aqui, a música não tem nada que mereça ser citado. Apenas mais uma boa faixa, ao lado de composições mais diferenciadas.

6 – Overlove (Dio/Goldy/Appice) (3:26) 5/5

Sobe o nível novamente com a sexta faixa. A introdução já com um breve solo de Goldy, também com bastante influência do Rainbow, emenda com o riff e a faixa começa rápida, com destaque para Vinnie Appice, quebrando tudo nas baquetas.

7 – I Could Have Been A Dreamer (Dio/Goldy) (4:42) 5/5

A segunda balada do album. Sem dúvida é a música em que Dio canta melhor no álbum inteiro, com potência e afinação perfeitos. Não é tão boa quanto a anterior “All The Fools..” mas ainda é uma ótima faixa, no nível do álbum.

8 – Faces In The Window (Dio/Bain/Appice/Goldy/Schnell) (3:53) 5/5

A faixa inicia já com peso e rapidez, e cai em mais uma ótima interpretação de Ronnie James Dio, digna de louvor. Aqui percebe-se o que Ronnie afirmava quando dizia que o Dio não era sua banda solo, e sim uma banda completa. Algumas das melhores faixas do álbum, são as que foram escritas pela banda em conjunto.

9 – When A Woman Cries (Dio/Bain/Appice/Goldy/Schnell) (4:43) 5/5

Uma ótima forma de fechar o álbum.  É uma faixa com as características básicas do Dio, riff marcante, acompanhado pelo teclado. Appice tem aqui sua melhor atuação no álbum, e Dio… parece que ele deixou pra soltar a voz na última faixa, cantando em tons bem altos. O riff do competente Craig Goldy com o teclado de Claude Schnell é simplesmente fantástico. Dream Evil termina no “Appice” (trocadilho infeliz…), sendo lembrado hoje como um dos álbuns mais coesos e homogêneos desse baixinho que se foi há tão pouco tempo e já faz tanta falta.

Média do álbum: 10/10

Essa resenha é dedicada a um dos maiores frontmans, vocalistas e compositores da história da música, e ao seu legado, presente em pérolas como essa e tantas outras. No dia da publicação desta resenha, estão se completando 4 meses desde sua passagem. Descansa em paz a “Voz do Metal”, muito obrigado por tudo, Ronnie James Dio.

Sugestão do @DiNebbia

, , , , ,

  1. (1985) Dio – Sacred Heart « Roque Veloz /,,/

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: