(2009) Kiss – Sonic Boom


Desde Psycho Circus (1998), o Kiss fez de tudo: Mudou formação, fez tour de despedida, não se despediu, lançou mais um Alive e várias coletâneas, ganhou muito dinheiro… mas nada de álbum novo. Até 2009 quando os caras estavam comemorando 35 anos de carreira e voltaram à cena chutando tudo com esse discasso. Sonic Boom foi produzido por Paul Stanley himself, e é uma das poucas “voltas às raízes” bem sucedidas de que se tem notícia. Encontramos elementos do Kiss original, com uma pitada de anos 80, e um certo peso, tudo sob comando do Starchild no estúdio. Podemos dizer que é um encontro de Rock And Roll Over (1976) (a começar pela capa, que foi desenhada pelo mesmo artista responsável pela capa de RARO) e Creatures Of The Night (1982). E que encontro!

Melhor música: All For The Glory

Pior música: Never Enough

1 – Modern Day Delilah (Stanley) (3:36) 5/5

Abre o CD com um riff bem original, com uma pegada bastante “Led Zeppelin”, o que acontece com freqüência nas composições de Stanley. A voz do Starchild dá sinais de perda de potência, mas (pelo menos em estúdio) continua bem afinada. Destaque ao bom solo de Tommy Thayer que soa com mais personalidade, tirando aquele estigma de “substituto do Ace”, e aos backin’ vocals do velho demônio, que sempre dão força à música. Ótimo começo.

2 – Russian Roulette (Simmons/Stanley) (4:32) 5/5

Gene assume os vocais principais na segunda faixa, que aliás, é a cara dele. Tem aquele ar canastrão que só Mr. Simmons consegue ter, e um refrão que merece aplausos. Entre os versos estão intercaladas curtas passagens no baixo, só pra dar uma amostra daquele “ronco” característico do baixo do Demon. E se você ouviu essa música e não ficou com “Ahaaa aaa” na cabeça, você não é normal.

3 – Never Enough (Stanley/Thayer) (3:26) 4/5

A terceira faixa é um ótimo exemplo da “volta às raízes” do Kiss. Com um dos melhores refrões do álbum, entraria fácil em qualquer clássico como Love Gun ou Rock And Roll Over. O riff e o refrão lembram bastante Slide It In do Whitesnake, outro clássico.

4 – Yes I Know (Nobody’s Perfect) (Simmons) (3:01) 5/5

Continuando o “70’s revival” do Kiss, só que bem melhor. Por um momento você se sente ouvindo Rock And Roll Over, tá tudo lá: O refrão grudento, os riffs simples, um solo digno dos melhores dias de Ace Frehley, e até a voz de Gene parece rejuvenecida. Altamente indicada pra quem curte a fase clássica do Kiss nos anos 70.

5 – Stand (Stanley/Simmons) (4:47) 4/5

Paul Stanley e Gene Simmons dividem os vocais aqui, seguindo o padrão da maioria dos álbuns do Kiss, que sempre têm uma música com os dois cantando. Com um refrão extremamente grudento, temos uma espécie de releitura da clássica “God Gave Rock’n’ Roll To You II”, com uma letra um pouco mais elaborada do que o resto do álbum. É aquela que se tocar no show, faz o camarada chorar.

6 – Hot And Cold (Simmons) (3:36) 5/5

Avançamos um pouco no tempo, até os anos 80, no auge da canastrisse (se é que existe essa palavra) de Mr. Simmons. O que dizer de uma música que tem versos como:

“I’ve got the power any hour
Baby feel my tower of power!”

Pois é, caro leitor, pois é. É exatamente por isso que somos fãs desses caras!

7 – All For The Glory (Stanley/Simmons) (3:50) 5/5

Minhas resenhas sobre o Kiss não devem ser lidas como técnicas, imparciais. Já devia ter dito isso em algum momento, mas é verdade. Sou fã dos caras desde criança, cresci ouvindo e sou da geração que não viu (ou não tinha visto) o Kiss lançar CD novo, desde o Psycho Circus. E por isso não tenho vergonha de dizer que a primeira vez que ouvi o refrão dessa faixa, quase rolou uma lágrima. De felicidade, de orgulho. Ser fã do Kiss é mais do que curtir o som, ir em show. É mais ou menos o mesmo tipo de relação que você tem com o seu time do coração, só que muito mais forte. Eric Singer assume os vocais nessa pérola, digna dos maiores álbuns da banda, com uma letra forte, e o já citado refrão poderosíssimo. Uma parte a capella depois do solo (também fantástico) que arrepia qualquer um que tenha o mínimo de adimiração pela banda. Mais uma pra lista de clássicos do Kiss.

8 – Danger Us (Stanley) (4:23) 5/5

O nível segue no topo com uma ótima performance vocal de Stanley, nessa faixa que tem um “quê” de Creatures Of The Night, não apenas no título (Creatures tem a ótima “Danger”) mas por soar… “perigosa”, sem trocadilhos. Falando em trocadilhos, pra quem não percebeu, “Danger Us” é um trocadilho com “Dangerous”.

9 – I’m An Animal (Stanley/Simmons/Thayer) (3:47) 4/5

Seguindo mais uma vez o padrão de um álbum do Kiss, essa é a música do Gene, geralmente usada ao vivo nos solos de baixo. O problema é que desde “God Of Thunder” ou “Unholy”, que Mr. Simmons não vem conseguindo fazer nada muito expressivo nessa linha. É uma boa música, mas não se sai bem no propósito pra qual foi feita.

10 – When Lightning Strikes (Thayer/Stanley) (3:45) 5/5

Pela primeira vez Tommy Thayer assume os vocais, e se mostra bastante competente. Uma composição bem na linha do que era feito por Ace Frehley, tem o melhor solo do álbum. Estranhamente não foi incluída no set-list da tour, assim como “All For The Glory”, as faixas que representam Tommy Thayer e Eric Singer respectivamente.

11 – Say Yeah (Stanley) (4: 27) 5/5

Clima ideal pra fechar o álbum, essa faixa soa como uma celebração ao “nem tão novo” Kiss, ao novo álbum, e a essa nova fase, da qual o Kiss nunca deveria ter saído. Mais um ótimo refrão, que deve ficar lindo ao vivo (essa sim está sendo executada na tour, junto com “Modern Day Delilah” e “I’m An Animal”), e mais uma menção honrosa aos backin’ vocals e ao ótimo Tommy Thayer. Grande faixa, grande álbum, grande banda.

Média do álbum: 10/10

O Kiss na abertura de um show da turnê de Sonic Boom

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  1. #1 por dodaIncorpHop em 07/10/2010 - 2:28

    t’s such a great site. imaginary, acutely stimulating!!!

    ——-

    Opony
    Pozycjonowanie

    opony

  2. #2 por Jamie Iomo em 08/12/2010 - 3:29

    how are you?

    Can I link to this post please?

  3. #3 por Mario Iori em 01/02/2013 - 11:13

    Pois é, “All For The Glory” é de arrepiar mesmo! A melhor faixa do disco com certeza. Também não entendo o pq de não ter sido tocada na turnê do álbum (e provavelmente jamais será).

    É mais uma daquelas faixas que os fãs adorariam ouvir ao vivo mas a banda nunca se lembra.

    Em geral, considero ‘Monster’ superior ao ‘Sonic Boom’, no entanto, nenhuma faixa de ‘Monster’ conseguiu se igualar à “All For The Glory”.

    Enfim, classic song detected.

    Long Live Kiss!
    Ótimo review, parabéns pelo site!

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