(1988) Stryper – In God We Trust


Capa do álbum

Lançado em 1988, In God We Trust é o quinto álbum de estúdio da banda de hard rock cristão Stryper, e chegou a fazer um certo sucesso na época. A banda foi pioneira ao misturar rock n’ roll com temática cristã, criando assim o que muitos chamam de “White Metal”, termo que muitas vezes rotula bandas errôneamente, por não ser um estilo em si, e apenas a temática das letras, mas isso fica pra outra discussão. O Stryper além de tudo tirou aquela imagem de que roqueiro é drogado,satanista e de má índole (para alguns) e provou que é sim possível unir Religião ao rock (o que parecia impossível ou inapropriado, para alguns fanáticos) e com muita qualidade, In God We Trust é uma perola do Hard Rock e do Heavy Metal que deve ser ouvida sem preconceitos e com muita empolgação.

Melhor música: I Believe in You

Pior música: Keep the fire burning

1. “In God We Trust” (Michael Sweet, Robert Sweet) – 3:56 5/5
Seguindo uma linha um pouco mais comercial e com uma produção um pouco mais caprichada do que seu último álbum (To Hell With The Devil), o Stryper inicia seu quinto trabalho com Louvor (Desculpem o trocadilho, há!), não há muito o que falar da letra aqui, e no álbum ao todo, já que segue toda a mesma temática, Deus e Religião, portanto atente-se ao intrumental e a melodia(principalmente se você for daqueles fãs chatos que acham que rock não pode falar de religião), das músicas agitadas é a menos pesada do álbum e provavelmente a mais “grudenta”, porém é um ponto positivo, porque após o término do álbum, você vai querer ouvir de novo.

2. “Always There for You” (M. Sweet) – 4:09 5/5
Seguindo a linha da anterior, não muito pesada e nem muito comercial, a segunda faixa do álbum é daquelas músicas que a cada ouvida você gosta mais, muito bem construída melódicamente e líricamente, com mudanças de tempo onde devem ocorrer Always there for you é com certeza uma das melhores músicas do stryper.

3. “Keep the Fire Burning” – 3:35 4/5
A música já começa com o refrão, como na faixa título do álbum, e por ser meio “enjoativo” e repetir muitas vezes durante a música, faz a empolgação das duas ótimas faixas anteriores diminurem um pouco, mas mesmo assim é muito boa e com uma levada interessante.

4. “I Believe in You” – 3:17 5/5
A primeira balada do álbum tem o clássico toque da banda, que em quase todo álbum lança uma música seguindo este padrão, introdução no piano e versos cantandos calmamente pelo vocalista Michael Sweet, até que toda a banda entra e a música cresce e toma conta do ambiente, é o tipo de música que contagia e é interpretada perfeitamente por toda a banda, se tornando um hino fácilmente, mesmo com todo o apelo comercial feito para a música tocar nas rádios, segue um padrão de qualidade que poucos sabem fazer ao tocar uma balada. Ficou famosa no Brasil por fazer parte da trilha sonora de “O Salvador da Pátria” uma da novela da globo exibida no fim da década de 80. Tem uma bonita letra, talvez uma das melhores da banda, que pode ser interpretado tanto como um amor pelo seu Deus, como por uma pessoa querida.

“I want your love forever
I need your love
You’re the only one”

5. “The Writings on the Wall” – 4:19 5/5
Um riff rápido com uma bela introdução na guitarra dá início ao “The Writings on The Wall”, a música tem uma pegada pesada que contagia e passa a sensação de querer pular, ideal para tocar ao vivo, o destaque maior fica por conta de Sweet, que mostra todo o poder de sua voz, com seus agudos perfeitamente calibrados e só peca um pouco ao ficar a música inteira no mesmo tom, também tem um ótimo solo de guitarra e quebradas de tempo muito boas, outra ótima música para aqueles que acham que Stryper vive apenas de baladas e que não tem qualidade.

6. “It’s Up 2 U” – 3:51 5/5
O ponto alto da música é o refrão, cantado em coro, com sintetizadores ao fundo e um solo de guitarra muito bem colocado ali, e com passagens de baixo marcantes, tornam a música um clássico, principalmente na sua parada, onde apenas a bateria soa ao fundo com eco, e o refrão continua sendo cantado, um dos melhores momentos do disco.

7. “The World of You and I” – 3:45 5/5
Um início acústico com um coro clamando o refrão nos mostra o que seria uma outra balada, até o resto da banda entrar com um clima de alegria e um pouco mais de peso, a música tende mais a ir pro lado pop, principalmente no refrão no qual um coro afinado traz um lado mais comercial da banda, no entanto é uma ótima música, que contagia e faz o ouvinte querer mais e mais.

8. “Come to the Everlife” – 4:09
4,5/5
Com uma introdução que lembra bastante o Van Halen dos anos 80, a música abusa dos coros, cantados até mesmo em versos normais, e em todo o refrão. É recheada de sintetizadores, tornando a música com a cara dos anos 80 e de Sessão da Tarde, chega a ser meio enjoativa, mas nada que retire a qualidade da música.

9. “Lonely” – 4:09 5/5
Uma passagem semi-acústica com um brilhante solo de guitarra em sua introdução são mais do que perfeitos para o início da faixa, que tem um clima meio cigano em seus versos e no refrão a música cresce, fica com uma cara de musical da broadway por sua força e melodia marcante, um dos momentos mais brilhantes da banda em toda sua carreira, para se ter uma ideia, só não foi citada como a melhor do álbum no início do post por não ter um significado tão grande na história da banda como I Believe In You, o destaque maior é para toda a banda, mas o solo de guitarra consegue ir além! Não é muito técnico, mas é daqueles solos que mostram que não precisam ter 1 milhão de notas por segundo para ser um bom solo, é daqueles que tocam a alma.

10. “The Reign” – 2:50
5/5
A faixa mais curta e mais pesada do álbum, encerrando-o com excelência, os cristãos aqui mostram que também sabem fazer música para bangear e não ficar apenas no mela-cueca para tiozões e tiazonas da igreja, The Reign é pancadaria do início ao fim e mostra que além de religiosos são roqueiros talentosos e que conseguem encerrar um álbum com grande estilo, o destaque maior fica por conta de Oz Fox que rouba a cena com um explêndido solo de guitarra, bem técnico e com muito feeling, não deixando a desejar nenhuma banda de Power Metal por aí. E se após os quase 40 minutos do álbum você continua achando que rock é coisa do demo, e que não se deve misturar com a igreja meu amigo, você tem probleminha, como diriam nos vlogs por aí, não ao preconceito, abra sua cabeça e seja feliz curtindo o que a vida tem de melhor a te oferecer! Keep Rocking😉

Todas as músicas escritas pelos integrantes do Stryper, exceto onde anotado.

Média do álbum: 9,5/10

Stryper - Com Seu Tradicional "Uniforme" Amarelo e Preto

Curiosidades sobre a banda:

  • O nome “Stryper” é referência à palavra “stripes”, do verso 5 do Capítulo 53 do livro bíblico de Isaías. (Por isso logo abaixo do logo da banda sempre vem o número 53:5)
  • “Stripes” também pode significar Listras, por isso o visual adotado pela banda é todo listrado em amarelo e preto.
  • Depois de um tempo, o baterista da banda Robert Sweet, transformou o nome Stryper em um acrônimo para:
    S
    alvation Through Redemption, Yielding Peace, Encouragement and Righteousness.
    Em português:
    “Salvação Através de Redenção, Trazendo Paz, Encorajamento e Retidão”.

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